História Morgendämmerung unter den sternen - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Johnny, Taeil
Tags Johnil, Pktk
Visualizações 88
Palavras 1.076
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Lemon, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ois
Eu sei 0% de alemão, mas segundo fontes, o título está correto e significa "amanhecer sob as estrelas", e o do capítulo é "seduzir".

Na sinopse está "engates", é uma expressão ptpt, "engatar" significa seduzir/conquistar, então engastes é assim tipo, acho que deu pra entender -q

Boa leitura ^^

Capítulo 1 - Verführen


Eu e os meus amigos decidimos fazer uma viagem pelo continente europeu quando o mais novo entre nós atingiu a maioridade - o objetivo era bebermos até nos esquecermos de todos os problemas que nos rodeiam, e aproveitar a vida, sermos livres.

Eu não era infeliz, apenas um pouco oprimido e filho injustiçado de pais ingratos e medíocres, um alguém que nasceu na geração certa (a geração certa p’ra fazer merda e acabar com a minha vida).

Tentaria arriscar na pista de dança, mas pareceria um louco. Então eu apenas apreciava como o tempo passava lentamente naquela madrugada em Berlim. Um homem alto sentou-se ao meu lado e pediu uma bebida que eu não conhecia, com gelo. Eu olhei-o de lado e apenas sorri ao ver que me encarava. Dava para sair da seca, se ele aceitasse.

“John Seo.” - disse, e eu ri, tentando parecer indiferente mas que porra, não consegui desviar o olhar daquela boca carnuda desde a primeira vez que lhe pus os olhos em cima.

“Moon Taeil.” - respondi, pedindo mais uma dose da bebida e levando lentamente aos lábios, fechando os olhos e aproveitando do gosto aromático mas cortante. Quando abri os olhos encarei-o e ele, com aquele sorriso galante, os cabelos caídos sobre os olhos. Mordi o lábio inferior, pousando subtilmente a mão sobre o seu joelho.

“Coreano?” - assenti - “Gay?”

“Nos tempos livres.” - ri - “Não é óbvio?”

“Não gosto de atribuir um nome àquela que eu acho ser a orientação sexual de alguém. Já agora, estou afim de homens também.”

“E estarias afim de mais umas bebidas e sexo sob as estrelas?” - sorri, subindo a mão que estava no seu joelho para a sua coxa - “Johnny.”

“Porra.” - ele pareceu tenso, engolindo o que estava no copo de uma vez, sem demonstrar qualquer sinal de desagrado. Era forte para bebidas, estava na cara, mas eu esperava que ele fosse forte para outro tipo de coisas também. - “Não parece algo muito impensado, oferecer-se assim a um estranho?”

“Poderia ser para fins lucrativos, mas felizmente eu tenho a minha conta bancária em bom estado, e a minha boa casa à minha espera na Coreia. Conta-me mais sobre ti, John.”

“Sou investigador. Da polícia.” - arqueei uma sobrancelha, interessado - “Passei a minha adolescência fechado em casa a ver séries policiais em vez de sair à rua como toda a gente.”

“Admiro-te por isso, Agente Seo.” - levantei-me, colocando uma mão sobre o seu ombro - “Foi bom conhecer-te. Vou apanhar um ar.”

Saí em passos largos até à rua, esbarrando com algumas pessoas que arriscavam tocar-me em lugares menos próprios, denominadamente mulheres altas e loiras e bonitas pelas quais eu não sentia nenhuma atração. Vi, pelo caminho, o meu melhor amigo no canto com uma alemã com que tínhamos esbarrado logo no início da noite, e ri - até fariam um bom par, pena que era só coisa de uma noite.

Encostei-me à parede e puxei um maço de tabaco do bolso, procurando por um isqueiro que eu sabia que tinha algures.

“À procura disto?” - a voz familiar faz-me levantar o olhar para si, e rir descrente, prendendo um cigarro entre os lábios.

“Como?” - sibilei, pegando-o da sua mão e acendendo a droga - “Não eras um detetive?”

“É investigador, e bem, sim, eu sou. Mas isso não significa que eu sempre o tenha sido.” - sorriu, aproximando-se um pouco, e eu deixei-o aproximar-se. Não tinha nada que temer.

“Eras ladrão, num passado distante?”

“Só ladrão de corações.”

“E ainda andas a roubar os corações alheios por aí?”

Ele não respondeu, limitando-se a pegar o cigarro dos meus dedos e levá-lo à boca. A sua proximidade, beleza, forte presença, assustavam-me. Mas eu estava a adorar estar assustado.

“O que fazes aqui, Taeil?”

“Tenho um tesão por homens europeus.” - respondi simplista, vagueando um pouco o olhar pelo local. Uma das suas mãos segurou o meu rosto, fazendo-me voltar a olhar para si.

“Eu sou americano.”

Riu, e eu apenas peguei no cigarro e joguei-o no chão, pisando com força de seguida.

“Eu gosto de americanos também.”



Os seus lábios percorriam lentamente os meus ombros nus, beijando e mordendo a minha pele, provocando-me arrepios. Era difícil não notar o quanto John era gostoso, na verdade eu notei isso desde a primeira vez que lhe meti a vista em cima. Aquele corpo não é brincadeira, é um pedaço do mal, e eu adorava ver tal tesouro reagir a cada toque meu, ver o seu corpo reagir ao contacto com o meu corpo.

Os seus gemidos rente ao meu ouvido não eram imaginação minha, a cada ponto de prazer lhe estimulado por mim, a sua voz voltava a ressoar um pouco mais alto no silêncio da noite.


(Quando John disse que poderíamos foder no terraço do prédio onde morava, ele não estava a brincar.)


“John…” - murmurei, a minha pele derretia a cada apertão das suas mãos - grandes e fortes -  nas minhas coxas. O seu membro dentro de mim pulsava e eu culpava a bebida por estar ali, a fazer algo dito tão romântico mas arriscado como sexo sob as estrelas numa noite em Berlim.

Encostei a cabeça para trás, tendo os lábios capturados num beijo lento, com direito a trilha sonora, quando o meu celular tocou e eu fingi ignorar, porque o céu sobre mim estava demasiado bonito para não ser encarado, e eu ainda precisava de gritar alto aos quatro ventos o quão bom o Seo era naquilo que fazia.

Sem dúvida, aquele fora o melhor sexo da minha vida, e isso parecia até clichê de se dizer. Eram 6 da manhã quando eu finalmente dei sinal de vida aos meus amigos, que estavam (apesar de ainda bêbados ou de ressaca) muito preocupados com o meu paradeiro. Disse que estava tudo bem, estava na cama de um homem maravilhoso e estava no meu paraíso privado - John riu e passou descaradamente a mão pelas minhas nádegas.

Quando eu terminei de me vestir, chamei um táxi com a ajuda do maior, que disse que aquela ficava por sua conta (como se fosse existir mais alguma vez) e beijou-me com afinco antes de voltar a adentrar em casa, e eu entrei no táxi, rumo ao hostel, para dormir um pouco e descansar, pois deixariamos a Alemanha ainda naquele mesmo dia.




(Só depois eu apercebi-me da falta do meu isqueiro no bolso da jaqueta e sorri de lado, pensando o porquê de, o mais embriagado e emocional “eu”, estar a pressentir que sentiria, num breve futuro, algo como saudades de John Seo.)



Notas Finais


Debut em Johnil a gente nunca esquece
Eu sinto um fascínio pela vida noturna nas cidades europeias. Sabem a sinopse? É bem eu.
Obrigado por lerem ^^
Kissus~


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