História Morimura Love Stories - Capítulo 10


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Palavras 2.049
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Comédia, Crossover, Ecchi, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Morimura relata o que concluiu nas suas sessões de terapia.

Capítulo 10 - Cocoon


Fanfic / Fanfiction Morimura Love Stories - Capítulo 10 - Cocoon

곁에 머물러줄래

(Você vai ficar ao meu lado)

 

내게 약속해줄래

(Vai me prometer?)

 

손 대면 날아갈까 부서질까

(Se eu soltar sua mão, você vai voar pra longe)

 

겁나 겁나 겁나

(Vai desaparecer, tenho medo disso)

 

시간을 멈출래

(Você vai parar o tempo?)

 

이 순간이 지나면

(Se esse momento passar)

 

없었던 일이 될까 널 잃을까

(Como se isso não tivesse acontecido)

 

겁나 겁나 겁나

(Tenho medo disso, eu vou te perder)


Butterfly, like a Butterfly

(Borboleta, como uma borboleta)


마치 Butterfly, bu butterfly 처럼

(Como uma borboleta, assim como uma borboleta)

 

(...)

 

Bangtan Sonyeandan (BTS), Butterfly

 

[Algumas semanas antes]

.

.

.

Consultório da Terapeuta

Eu sempre visitava minha psicóloga quando eu me via tendo crises de uma hora pra outra. Minha saúde mental nunca foi das melhores. Eu tinha problemas de aceitação, com a minha aparência, traços depressivos. Ir a terapia era uma forma de tentar me reencontrar todas as vezes que eu me sentia afundando na bad. Era como se eu agarrasse a uma corda e escalasse o caminho inteiro de volta, quando eu estava no fundo do poço. E naqueles dias que minha mente não estava no seu estado normal, que já não é muito bom, visitar minha terapeuta, Drª Ana, era uma forma de eu tentar achar um fio de esperança no caos que era minha cabeça.

– Bom dia, Matheus. Como você está? Já fazem alguns meses que não nos víamos não é? Bom revê-lo novamente. - falou ela cordialmente ao me ver entrar pela porta assim que sua secretária avisou da minha chegada.

– Bom dia, Doutora. Eu não tô muito bem não. Acho que a senhora já sabe quando me vê entrando aqui é porque o negócio já tá grave. - falei já me recostando no seu divã como de costume.

– Me diz o que lhe aflige. Aconteceu alguma coisa em especial que te deixou assim pra baixo? Ou é só a ansiedade de sempre atacando... - falou ela colocando seu óculos, lhe dando um ar de profissional.

– Aconteceu sim. Teve uma parada que mexeu comigo pra caramba. Unido a tudo o que a senhora já conhece. Daí eu tô super deprimido. Eu tô uma salada de frutas, só que as frutas estão todas podres. - tentei descrever um pouco de como eu estava me sentido, sei que a metáfora não ia ajudar muito, porém a doutora já tava acostumada comigo.

– Então vamos descascar essas frutas uma por uma. Vamos desfazer essa mistura ruim que você comeu, pode vomitar tudo que tá aí dentro. Te garanto que vai se sentir bem melhor soltando elas todas pra fora. - ela sabia bem como me deixar mais a vontade, seja entrando no meu vocabulário estranho ou usando uma analogia próxima as minhas.

– Não sei se a senhora soube. Provavelmente não, você é bem ocupada, tem mais o que fazer. Num mês aí pra trás teve a Youtube Fanfest. Uma festa que reunia uma galera toda do youtube, desde fãs a produtores de conteúdo. Eu fui com alguns amigos e tal. Tava lá na minha, tranquilinho. Daí um youtuber que eu era muito afim, preciso falar o nome? - eu olhei pra cara dela e ela sorriu pra mim. - Ah, é. Tô numa consulta, não no meu canal, não preciso ficar escondendo as coisas. Pode ser que a senhora o conheça. O nome dele é Lucas, mas todo mundo chama ele de Luba. Anyway... O Luba tava lá, ele se mostrou interessado em mim. Até aí tudo bem. Nós ficamos. De repente ele quis ir ao banheiro, normal. Não achei nada alarmante, deixei ele ir sozinho só que depois disso, fiquei esperando ele por quase uma hora e nada dele voltar. Me bateu aquele sentimento de abandono né, porque ele me deixou lá plantado. Voltei pra minha rodinha de amigos, daí depois descubro que ele tava de caso com outro youtuber lá na festa. Pedro Orochi, a senhora não conhece? Ele tá bem em alta ultimamente. Seguindo o baile, teve todo um exposed deles na festa. A relação deles era mais antiga do que eu esperava. Muitos fãs meus souberam do rolo todo me encheram de perguntas sobre a festa, fiz até um vídeo respondendo as perguntas deles e etc. Só que desde o ocorrido minha auto-estima tá mais profunda que uma camada de petróleo. Tô me sentindo feio, inútil. Essa coisa de ser trocado/usado, não sei, abalou minha auto-confiança. Eu não me sinto bom o suficiente pra ninguém. Me sinto um lixo, acabado. Como se ninguém pudesse se interessar por mim e que eu vou morrer sozinho, que nem a música do Jão. Eu sempre tive essa impressão antes, mas depois da festa e tudo mais é como se tudo se intensificasse vinte vezes mais. Eu queria que você me ajudasse a sair dessa. -  terminei com um pedido de socorro.

– Basicamente você está se sentindo mal por ter se envolvido com esse rapaz, o Luba e logo em seguida ele deixar você pra ficar com um outro rapaz por quem ele já nutria sentimentos, correto? Matheus, você entende que nada disso é culpa sua? Só desse Luba se interessar por você já é motivo suficiente pra você saber que você é sim atraente, as pessoas podem se aproximar de você. Você é um jovem bonito, já constatamos esse fato inúmeras vezes em nossas consultas. Só você mesmo não sabe disso. Se ele de alguma maneira te "trocou" - ela fez menção de enfatizar as aspas. - pelo outro rapaz lá, o Pedro não foi isso? Não é algo pelo que você possa ter responsabilidade. Se eles já possuíam uma relação mais duradoura e reataram na festa, você não tem absolutamente carga negativa nenhuma agregada nesse fator aí. Você não está competindo com ninguém. Você não é melhor ou pior que o Pedro, ou o Luba. Nenhum deles. Não importa se sua plataforma digital é menor, quantos seguidores você têm, no fim de tudo, o importante é quem você é. Não seus números.  - ela cruzou as pernas, com a mão repousada nos joelhos, me fitando no divã preto.

– Eu sei, Doutora. Eu sei de tudo isso que a senhora tá me falando. Só que na prática a gente sabe que o buraco é mais embaixo. Eu me senti rejeitado, menosprezado. Mesmo sabendo que eu não teria nada o que fazer pra evitar que o Luba voltasse pro Orochi, eu não tenho como construir algo mais forte do que eles dois já têm pra poder prender o Lucas comigo. Eu me vejo impotente. Que eu não conseguiria ser um namorado, um companheiro, atrativo pra ninguém, sabe? Eu já me vi apaixonado, ou mesmo interessado por uma caralhada de gente, desculpa o palavrão doutora, e eu nunca tive coragem de me declarar ou fazer nada pra dizer pra eles o que eu sinto. Tive muito medo de levar um fora, ou simplesmente só senti aquele leve desejo na minha cabeça e morreu nisso. Acho que eu posso até escrever uma lista com o nome de quantas pessoas eu já me senti atraído e não aconteceu coisíssima nenhuma. - falei pra doutora, meu peito doendo por revelar todos aqueles sentimentos embolados que eu vinha guardando.

– E por que você não faz essa lista de que você mesmo tá falando? Escreve os nomes deles todos num papel. Analisa o que você sente por cada um deles e tenta botar em progresso. Faz com que o sentimento saia desse viés platônico e irreal pra algo concreto. Você não sabe se vai dar certo ou não se não tentar. E mesmo se der errado, você têm uma lista não têm? Passa pro próximo. Enquanto o que sente ficar só aí enraizado em você e não for posto pro lado de fora, vai continuar sentindo esse desconforto tremendo que você tá aí reclamando pra mim e nada vai sair da sua imaginação e ser algo palpável. Você precisa confrontar seus medos se quiser que as coisas mudem. Uma lagarta nunca vai se tornar uma borboleta enquanto não passar por uma metamorfose.   Se você não sair desse seu casulo, você não vai se tornar essa linda borboleta que você tanto almeja. - ela disse essa última comparação e eu já tava confabulando comigo mesmo, que nomes eu devia botar na minha lista e de qual maneira eu ia me aproximar deles.

...

[Dia atual]

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.

.

Fim de tarde na Avenida Paulista

– Você pegou a recomendação da psicóloga literalmente e montou uma lista de nomes das pessoas que você já quis pegar? - Matheus dizia incrédulo pra mim, nós dois tínhamos sentado num banquinho qualquer próximo ao prédio do MASP. – Morimura, acho que você interpretou mal o que ela te falou. Não era pra você seguir a risca o que ela disse. Ela só queria fazer você entender que você precisava agir mais. Não deixar com que as coisas morram dentro de você sem se dar uma chance. E não que você saísse beijando todos os caras que você já quis no passado, feito um serial killer. É bem creepy isso, na moral! 

– Eu não sou nenhum psicopata não, hein? Não exagera, seu besta. Eu só achei pertinente o que ela me falou e quis botar em prática. E deu certo até agora. Eu consegui me expressar pra todos eles e até rolou umas língua na língua. Nenhum passou disso, só que como já dizia a Ariana, Thank U Next. Fila anda, bebê. Bora pro próximo. - falei pra ele que continuava olhando pra mim preocupado.

– Como que isso vem dando certo, Mori? Olha a presepada que você já arrumou. Se desentendeu com o Cris e o Klébio. O Erick e o Gustavo não ficaram nem um pouco contentes com a maneira como você tratou e conduziu a conversa com eles dois. Isso vai acabar queimando ainda mais seu filme. Lembra que o youtube é seu trabalho. Se a comunidade começar a ver você como um pervertido que sai pegando todos os colegas de profissão um depois do outro, vai repercutir malzaço e você pode prejudicar sua carreira com isso. Pensa bem! - o Matheus era muito dramático na hora de dar conselhos. Eu sempre tinha que filtrar metade do que ele me dizia.

– Não é pra tanto, oshi. Tem só mais uns dois nomes na minha lista. Eu falei, eu não sou o garoto mais articulado do youtube. Eu me envolvi com poucas pessoas até hoje. Não é como se eu fosse pegar todo e qualquer homem que já passou na minha vida. Só mais duas iniciativas e eu vou me sentir um novo Morimura. Pronto pra recomeçar uma nova fase. - falei pra ele que tinha tirado os óculos pra limpar a lente na barra da camisa.

– Eu acho que você tá que nem esses meus óculos aqui. Sua visão tá embaçada e turva. Você não tá conseguindo enxergar um palmo da realidade que tá bem na sua frente. E relacionamentos não são como uma espécie de jogo que você vai coletando troféus a cada desafio. Você não pode sair beijando uma pessoa e já achar que ela vai sentir alguma coisa por você de imediato, Mori. Isso demanda tempo. Você tem que construir uma relação com alguém. Não é só falar umas duas ou três palavrinhas e achar que ela vai retribuir seu amor e carinho assim. Talvez a pessoa que você procura tá bem debaixo do seu nariz esse tempo todo e você nessa caçada louca e sem propósito, quando quem gosta de você pode tá bem do seu lado e você ainda não se tocou. Ao invés de um psicólogo você devia ter ido num oftalmologista, pra prescrever uma lente de contato pra você enxergar o mundo como ele realmente é. - ele botou os óculos de volta me encarando fortemente e eu não consegui conter minha risada.

– Ai Matheus, foi mal. É que eu não consigo não rir quando você me olha desse jeito sério. Eu não aguento quando você me dá esses sermões. Esse drama todo me deu foi sede. Acabamos não tomando nosso café, mas ainda dá pra tomar um milkshake gelado em algum lugar. Vêm eu pago o seu, por ter me ajudado com o Cris mais cedo. - chamei ele andando pela Paulista, procurando um quiosque ou sorveteria aberta pra poder tomar algo refrescante pra molhar nossas gargantas.

 


Notas Finais


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