História Morning light - Nian - Capítulo 33


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Categorias Candice Accola, Claire Holt, Ian Somerhalder, Katerina Graham, Michael Malarkey, Nina Dobrev, Paul Walker, The Vampire Diaries
Personagens Bonnie Bennett, Caroline Forbes, Damon Salvatore, Elena Gilbert, Enzo, Malachai "Kai" Parker, Matt Donovan, Stefan Salvatore
Tags Ian Somerhalder, Nian, Nina Dobrev
Visualizações 63
Palavras 2.768
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá amores "turo" bom?
Mais um capitulo pra vocês

Boa leitura!!!

Capítulo 33 - What am i doing with us?


Fanfic / Fanfiction Morning light - Nian - Capítulo 33 - What am i doing with us?

POV Nina

Chego ao meu apartamento junto com a claridade da alvorada. Outra vez. O latejo na cabeça e dormência nas juntas são apenas indícios de que passei mais uma noite em claro. Isso acontece há exatos seis dias.

Seis dias sem Ian.

A definição de minha última semana se resume a viver no piloto automático, evitar encontrá-lo, e sofrer com isto. No trabalho, o ambiente está se tornando insustentável. Jonh, o imbecil, precisa apresentar uma nova coleção a um grande cliente, e ontem reclamou de minha pouca contribuição nas reuniões de criação…

“Me preocupa este seu estado ausente”

Foi o que ele disse. Tive vontade de rir de quão patético ele é, agindo com superioridade o tempo todo quando é dependente do que eu faço, como se sua própria capacidade de criar não existisse. Estou por muito pouco de mandar tudo pelos ares. A LeCher era um sonho, mas hoje já não sinto a mesma emoção em estar lá.

Diante da pia do banheiro (ainda enrolada na toalha, depois de um banho escaldante como autopunição), jogo água fria no rosto para tentar enfrentar o dia e… paro, observando meu reflexo no espelho parcialmente embaçado. Cansada, pálida, sem vida, olhos avermelhados.

Esta sou eu.

E não encontro ânimo para fingir estar melhor.

Visto-me sem muita expectativa. Nada de maquiagem também. E (assim como tenho feito na última semana, desde que Ana teve alta no hospital e voltou pra casa), antes de sair, ligo para Martin, na portaria, querendo saber se Ian já foi trabalhar. Tão somente depois da confirmação de sua saída é que faço o de sempre: à surdina, passo no apartamento dele para ficar alguns minutos com Ana

Evitá-lo é tudo o que tenho feito. Estou agindo como uma covarde com esse homem, porque, honestamente, não tenho forças para encara-lo frente a frente. Ao invés disto, optei por desligar meu telefone e dormir todos esses dias no apartamento de Paul, vindo pra cá somente de manhã, logo que o dia clareia… não para me vestir, mas para passar alguns minutos com sua filha, desfazendo nossos laços pouco a pouco, sem que ela sinta o baque ou sofra com isso… ao contrário de mim.

No fundo, é melhor assim. O melhor que eu faço para todos é me afastar.

Quando contei ao meu irmão o que houve, não precisei explicar muito, Paul compreendeu meu estado. Abraçada a ele, chorei por horas, como a mesma mulher que fui um dia. Sempre que fecho os olhos, a imagem de Ana se mistura com a de Clara, ambas desfalecidas em meus braços. Acho que só quem já passou por algo assim pode entender o medo, medo não, o pânico, a impossibilidade, a angústia…

 

(...)

Diante da porta deles, sorvo uma respiração profunda e dou duas batidas de leve. Mari está de volta para cuidar de Ana. É ela quem atende, e não a Matraquinha. A mulher me lança um olhar benevolente, parecendo saber o caos em que me encontro.

— Bom dia, Mari…

— Bom dia, Nina — diz, afastando-se para o lado, a fim de que eu entre. Ao colocar os pés para dentro, me surpreendo ao encontrar Ana no telefone. Enquanto conversa com quem quer que seja, ela parece, não sei, tímida, arranhando seu pezinho no tapete, ombros encolhidos. Percebendo que estou observando, Mari explica atrás de mim.

— Um coleguinha da escola, Austin, pediu que a mãe ligasse para ele conversar com a Ana. O garoto estranhou a ausência dela e se preocupou… — percebo o contentamento embargado de Mari — Acho que ela está fazendo um amigo. 

— Tá bom, Austin — a Matraquinha resmunga parecendo entediada, apesar de suas bochechas corarem lindamente — Meu papai disse que vou voltar na semana que vem… Mas eu não sei se vou estar boa até lá.— Quero rir da maneira como ela soa pouco animada em retornar à escola e nem faz questão de esconder.

A cobra da Claire deu à menina um atestado médico de uma semana, pense se essa não foi a melhor coisa que a espertinha poderia desejar. Sem evitar, enrugo os lábios, enjoada com a lembrança daquela médica mal caráter e do amor platônico que ela não disfarça sentir por Ian. Ele merece mais do que alguém traiçoeiro como aquela mulher. Droga, a ideia dele com ela, ou qualquer outra, dói como um chute na boca do estômago, daqueles certeiros. Afasto o pensamento e me concentro no diálogo curto entre eles. Ana agora tem um amiguinho, talvez o seu primeiro, e é um grande começo. Assim que desliga, não perco o sorrisinho que a danadinha exprime. Seu queixo se eleva do chão para me encontrar alguns poucos passos longe dela.

— NINA! —  grita, surpresa,  vibrante — Nós vamos passar o dia juntas? — questiona, direta, esquecendo-se da ligação. Essa sua pergunta é recorrente, na verdade.

— Hum, hoje não, princesa. Tenho de ir para o trabalho. — Assisto-a murchar, dramática.

— Eu queria ir trabalhar com você, fazer vestidos, depois podíamos passear no shopping… — seus planos parecem estar bem elaborados nas pontas de seus dedinhos. Abaixo-me para ela.

— Eu adoraria poder te levar, Ana, mas meu trabalho está muito chato ultimamente. Tenho um chefe que não me deixa fazer vestidos, ele só quer que eu fique conversando com um monte de gente chata… Prometo que nós vamos fazer outro vestido para você assim que eu puder, ok? — Sem me surpreender, ela alisa meu rosto com sua mão quentinha e sorri, parecendo ter pena de mim pelo meu dia que será um saco. O brilho reverenciador e cheio de afeto em seus olhos é algo de que nunca vou me esquecer…

Sentirei muito a  sua falta.

Muito mesmo.

 

POV Ian

 Observo a tela do celular por mais alguns minutos. Nenhuma novidade. O telefone dela está desligado, como tem acontecido na última semana. Durante todas as noites entrei em seu apartamento, com a chave que ela mesma me deu, e o encontrei vazio. Eu só sei que ela está bem (e tem me ignorado deliberadamente) porque Mari me conta de suas visitas à minha casa, quando não estou. A mulher é uma maldita piada. Me evita completamente, mas ainda assim não consegue se afastar da minha filha? Que lógica é esta em sua mente? Merda, se ela soubesse o que isso tem feito comigo… Estou uma pilha de tensão, odiando Nina por ser tão covarde e, sobretudo, querendo que ela recupere o juízo e volte a ser o que era. No alto-falante, um chamado de emergência me faz jogar o aparelho dentro do armário, bater a porta com força desnecessária e ir para a ala da emergência. Claire precisou sair, quem está hoje comigo é Matthew. E o fodido, farejando meu estado, me enche de perguntas. 

— Ah, qual é? Fale de uma vez, o que tá pegando?

— Eu já disse que nada… — avalio os detalhes do chamado, ignorando-o. Sem sucesso. De todos os dias, Claire tinha de ir resolver assuntos justamente neste?

— Cara, eu não te via com esse mau humor desde… — para de falar, parecendo puxar em sua memória — Oh, irmão, eu não me lembro de te ver com essa cara de merda em muito tempo. — Não digo nada. Ele se cala também… por meros dez segundos. — Porra, não me diga que Nikki…? — sua fala então ganha seriedade — A cadela não desistiu da ideia de obter a guarda — já não é uma pergunta. Esse é outro problema que não me deixa respirar em paz. Aperto a base de meus olhos fechados por um instante, cansado pra caralho disso tudo.

— O advogado dela está pedindo pensão integral e guarda compartilhada. Quinze dias de cada mês… esta semana, aquele desgraçado entrou com alguma medida de merda alegando que não sou capaz de cuidar da minha filha porque moro sozinho e trabalho demais. Dá pra acreditar nessa mulher? — Sacudo a cabeça rejeitando iminentemente a mais remota possibilidade de minha pequena conviver com aqueles dois. — Foda-se, Matthew minha vontade é de esganar aquela mulher e matar o maconheiro que ela chama de marido. — Matthew emite um grunhido de desgosto.

— Quem diria que ela se transformaria numa cadela… — Encaro seu perfil, dizendo com toda honestidade:

— Eu não vou permitir que minha filha passe um único dia sob os cuidados dela. Nem que eu tenha de fazer uma besteira, cara.

— Conte comigo… — é tudo o que ele responde. Pego o rádio para obter maiores informações sobre o chamado. A priori, trata-se de queda doméstica; a vítima, uma criança da idade de Ana Carolina. Ao nos aproximarmos do endereço, num tempo de sete minutos do hospital, avisto uma mulher nos esperando em frente à residência. Seus braços envolvem o próprio corpo, assustada.

— Boa noite, senhora, eu me chamo Matthew, sou médico e estou aqui para ajudar. Onde está a criança?

— L-lá dentro… — fala baixo, na defensiva.

Não gosto do que pego em seu semblante. Culpa. Muito evidente. Passo por ela para entrar na pequena casa de dois andares. A criança, um garoto franzino, está sentando no chão, ao pé da escada, as costas escoradas contra a parede, amolecido. Apesar de ter a mesma idade de minha filha, a aparência é de ser mais novo, mais debilitado. De olhos fechados, encontra-se num estado de meia consciência, agonia, eu diria.

— Como aconteceu? — questiono, neutro, correndo um olhar superficial sobre ele.

— Ele caiu… da escada — a mãe apressa-se em afirmar o tipo de queda, apontando para os lances ao lado dele. Meus músculos tensionam ante a mentira deslavada. A criança tem hematomas por todo o rosto, braços e pernas que não condizem com uma queda, mas sim violência doméstica das piores. Abaixo-me ao chão, abro a mochila e pego o par de luvas.

— E aí, amigão? — visto as luvas e afago suavemente sua cabeça — Eu me chamo Ian, estou aqui para te ajudar. Você pode me dizer seu nome? — aplico gentileza ao meu tom, da forma que eu falaria com minha filha, querendo testar seu nível de consciência. Olhos amendoados se abrem, em meio ao inchaço, como resposta. — Mostre pra mim onde dói, você consegue fazer isto?

— Aqui… — fraco, ele toca a barriga. Cuidadosamente, levanto a camiseta fina e encontro um hematoma que cobre metade do local. Um mau sinal de, talvez, hemorragia interna.

Merda.

Matthew também se dá conta. Com a habitual destreza, aloca a maca ao lado dele e agiliza os procedimentos, estabilizando a criança deitada, realizando checagens em sua visão, pulsação, temperatura… Mas eu já não me concentro mais neles. No segundo seguinte, não consigo nem sequer pensar com clareza. Tudo acontece muito rápido e, quando dou por mim, estou encurralando a mãe do garoto.

— Diga se foi você que fez isto com ele  — exijo. Ela treme, gagueja, chora. Não cedo… e necessito cruzar meus braços, para um completo controle de minhas mãos. — Responda, senhora, você bateu neste garoto? — Algo no meu tom a faz arregalar os olhos e direcioná-los ligeiramente para um homem sentado numa poltrona mais distante, que só então me dou conta de que estava ali. O sujeito grande, olhos ameaçadores e expressão orgulhosa é a resposta. — Foi ele? — pergunto.

— Mo-moço… — implora.

— Foi. Ele? — Um movimento fraco de sua cabeça, talvez de medo dele ou de mim, é o que eu precisava para me lançar contra o cara e pegá-lo pelo colarinho da camisa encardida. O imbecil ameaça me atingir com uma cabeçada, e já não me controlo mais.

Soco-o tanto e com tanta força que tudo o que vejo é o vermelho-vivo, em flashes. A cada golpe, não consigo parar, pensando em como poderia ser minha filha aqui no lugar deste menino, vivendo sob o mesmo teto daquele maconheiro do caralho. Nikki não sabe cuidar nem dela mesmo e não fará isso por minha filha. Golpeio-o mais e mais, enxergando negro.

— Pare, Ian! Porra! — Matthew tenta me afastar — Você vai matar o cara!

— Ele deveria morrer. Ele espancou uma criança sem nenhuma piedade, este covarde desgraçado!

— O garoto precisa da gente, cara! — E só então, com esta frase, consigo recuperar o mínimo de razão e soltá-lo, saindo de cima do sujeito, deixando-o no chão, gemendo em seu sangue. O rosto desfigurado. — Vamos, cara. Vamos cuidar desta criança… — Matthew me puxa pelo ombro. Respiro fundo, drenando um pouco da fúria, meu corpo treme violentamente. Viro-me para a criança e encontro o olhar dele em mim. Mesmo todo quebrado, sustenta… admiração.

— Ele nunca mais vai fazer isto com você, amigão, eu prometo… — murmuro para a criança.

Dentro do veículo, passo um rádio pedindo outra ambulância ao local. Aquele saco de merda precisa ser socorrido, apesar de tudo. E depois assumir as consequências de agredir covardemente o garoto. Pretendo acionar a polícia e conselho tutelar do hospital tão logo cheguemos lá. Vou me certificar pessoalmente de que o infeliz não seja capaz de tocar num só fio de cabelo da criança, nunca mais.

 

POV Nina

Já é noite quando volto ao meu apartamento, depois de um dia porcaria no trabalho. Paul veio comigo apanhar algumas roupas. Passarei o fim de semana em sua casa. Apesar de meu irmão alegar não querer se intrometer (tive de revirar os olhos com a frase), durante todo o trajeto até aqui, fez questão de emitir sua opinião sobre o quanto a decisão de me afastar de Ian é errada. Homens parecem fazer parte de algum tipo de clube da cumplicidade, onde um se compadece do outro. Acho isso admirável, de verdade, se já não fosse o suficiente minha própria consciência…

No elevador, prestes a correr o risco de rever meu vizinho, acho que minha tensão se torna mais explícita.

— Você sente falta dele, não é? — Paul questiona, tranquilo, sem tirar os olhos do marcador de andares, as mãos pousadas descontraidamente nos bolsos da calça. Encaro o chão.

— Todos os dias… — e dói pra caramba. Assim que paramos no meu andar, fecho os olhos e faço uma prece silenciosa, pedindo – pedindo não, implorando – para que eu não o encontre no caminho até minha porta…

E os céus não me escutam, muito pelo contrário. Eis que Ana e Ian estão, neste exato minuto, do lado de fora de seu apartamento, não sei bem se entrando ou saindo. Paul pega minha mão num aperto discreto, me dizendo sem palavras, de seu próprio modo, que tudo vai ficar bem.

O elevador, delator de uma figa, soa um barulho alto, expulsando-nos de dentro. Lentamente, como numa daquelas cenas paralisantes de filme, Ian gira seu rosto em minha direção… e nossos olhares se cruzam. Se cruzam e se conectam. Nesta fração de segundos, aproveito para observar tudo e cada detalhe de seu rosto. Mesmo à distância, faço um escâner por ele. Barba por fazer, o cansaço aparente evidenciado pelas marcas destacadas em sua testa… e um olhar selvagem, preenchido com saudade, decepção, e, quando as chamas acinzentadas caem para minha mão atrelada à de meu irmão, a condenação também o colore. Condenação e raiva. Sinto-o em meus ossos.

É como se meses tivessem passado, e não dias. Minhas pernas fraquejam, a boca seca, a respiração falha, o coração acelera, os olhos ardem. Resumidamente, meu corpo entra em colapso. Solto a mão de Paul. Um pé à frente do outro, calculadamente, num esforço excepcional, vou caminhando até eles.

— Nina! — a Matraquinha diz, animada como sempre, parecendo não ter me visto há muito tempo. Amo tanto isso nela. Sorrio com dificuldade, os olhos fixos na menina.

— Oi, Ana… — minha voz soa miserável até mesmo para os meus ouvidos.

— Paul! — ela exclama, vibrante. Meu irmão, bem-humorado, se aproxima dela sem timidez, alheio à maneira furiosa como o pai da menina nos encara. — Você disse que amendoim era bom, mas não é bom para as meninas — ela lhe conta fatidicamente. A fala inocente faz com que um profundo e estranho grunhido ecoe do peito de Ian. Algo como um rosnado, irado. Não precisa ser muito inteligente para saber que o pai da menina está fazendo uma ideia errada sobre mim e Paul. E, para acrescentar lenha à já ardente fogueira, há esta informação em sua cabeça sobre a relação de amendoim e o efeito que causa no sexo masculino. A culpa me bate ainda mais forte. Já não consigo prestar mais atenção no que meu irmão diz à menina. Em vez disso, corajosa, subo meus olhos para ele e… E petrifico com a força deste homem sobre mim, fulminando-me como se eu fosse a pessoa mais horrível que já pisou nesta terra. Em busca de familiar segurança, aperto a pulseira (que não tive coragem de tirar) em meu braço. Esvaio o peito.

— Ele é meu irmão… — murmuro, devendo-lhe uma explicação. A surpresa e alívio em seu rosto terminam de quebrar meu coração…

O que estou fazendo com a gente? 


Notas Finais


Amores mais tarde capítulo novo...
Comentem pra eu saber se estão curtindo.

Beijinhos e até


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