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História MORPHEUS: between life and dream - Capítulo 7


Escrita por: e wangrly


Notas do Autor


Boa leitura <3

Capítulo 7 - Confession to the moon


YOUNGJAE

Abri os olhos como se meu corpo estivesse me obrigando a acordar, pensei ser o meu psicológico acostumado a despertar cedo mas tirei esse pensamento da cabeça assim que chequei as horas no meu celular. 


05:17.


Bufei frustrado e bloqueei o telemóvel, voltando a fechar os olhos e tentando desligar minha mente, forçando-me a voltar ao sono leve que estava tendo há poucos minutos atrás.


Falhei.


Virei de barriga pra cima e encarei o teto, estressado comigo mesmo por não conseguir aproveitar as últimas horas de sono que tinha. Respirei fundo com uma certa dificuldade por estar sentido leves dores no peito, até que analisei a situação e me toquei de algo preocupante. 


Peguei novamente o celular. 5:26.


Revisei na mente todo o sonho que estava tendo há instantes. Duas coisas me deixaram intrigado, a primeira foi ter visto o menino dos meus sonhos indo para a faculdade e logo depois voltando, como se ele só tivesse chegado ao seu destino e resolvido voltar para sua casa, eu poderia considerar que ele realmente havia feito, mas ele nunca fez isso, e o mais estranho de isso tudo – como se pudesse ficar pior – era que não me lembrava de ter visto além disso em algum dos meus sonhos. Fechei os olhos como se fosse ajudar meu cérebro a se lembrar da onde o mesmo cursava, sua sala de aula ou qualquer coisa relacionada, mas não consegui nada. Comecei a me perguntar se eu nunca havia prestado atenção nesse fato, se sempre foi assim, ele chegando na faculdade e voltando no mesmo momento, mas um lado meu dizia o contrário. 


Outra coisa que estava me fazendo perder cada vez mais o sono, e que talvez poderia ser considerada a mais preocupante, era o fato de não ter escutado a voz do garoto dos meus sonhos. Em nenhum momento. Não o ouvi cantar, falar com seus pais ou reclamar de alguma música considerada ruim por ele. Deduzi que poderia ser um sonho mudo, até por que já vi casos desse tipo, entretanto, me lembrando de ter escutado a voz de pessoas o desejando bom dia e dos veículos passando ao seu lado enquanto caminhava, senti meu peito arder pela sensação ruim que me percorreu assim que tive a certeza de que não o escutei em momento algum.


Me sentei na cama a fim de recuperar a respiração estável, que havia sido desconcertada, enquanto na minha mente só dava uma pergunta. 


Por que justo a voz dele?


Logo, me lembrei do acontecimento do dia anterior, me lembrei de ter desejado por alguns instantes que não sonhasse com ele naquela noite, mas esse desejo foi apenas pelo momento, seja lá quem comandava os meus sonhos não podia ter considerado isso um jeito de recusar a voz do menino, podia? Claro que não. Se o seu plano era atender o meu desejo, eu não deveria nem ao menos ter sonhado com o garoto, mas por que sonhá-lo e não ouvir a voz do mesmo? 


Talvez era meu consciente, reforçando a idéia de o que eu tinha escutado foi apenas feito da minha imaginação fértil, me lembrando de que tudo o que acontecia comigo há anos não passava de sonhos irreais.


Suspirei por considerar esse fato e me levantei da cama, rendido ao despertar. Caminhei até o banheiro e enchi as mãos de água, joguei em meu rosto e me encarei no espelho, pude ver minhas olheiras ficando mais escuras e fundas do que o costume. Você precisa descansar muito para tirar essa marca de seu rosto, Youngjae. Encarei o box do banheiro, cogitando a ideia de já tomar o banho matino mas a descartei assim que lembrei que ainda era muito cedo pra isso. Voltei para o quarto ainda escuro, sendo iluminado apenas pela luz luar. Fui até a janela ficando de joelhos no chão e debrucei os braços na mesma, então, naquela circunstância, me vi pedindo à grande Lua, ou ao grande Deus, coisas que nunca havia dito em voz alta.


— Eu não sei se está me ouvindo, — começou olhando para a grande Lua. — eu ao menos sei se estou fazendo certo, ou se estou apenas enlouquecendo, mas venho aqui, pedi-lhe de todo meu coração… Eu… não quero colocar isso na minha lista de problemas quando na verdade é a única coisa que me faz fugir deles, hoje eu reconheço isso, reconheço o quanto aquele garoto me faz bem. — Suspirei pesado. — O meu único desejo, é que me mostre de algum modo que ele está no meu alcance, que talvez, ele esteja na mesma condição que eu, pedindo a um ser poderoso ou até mesmo para a Lua, para que tudo acabe. Eu quero vê-lo, em carne e osso, quero ouvi-lo e quero tocar seu rosto… Seu rosto, tão desconhecido por mim, eu não faço nenhuma ideia de como ele seja, mas eu sei que vou precisar toca-lo até ter a total certeza de que ele é de verdade, que não é um mero sonho. — Eu sentia aos poucos a sensação ruim dissipar de meu peito. — Se todo o meu medo for atoa, quero que leve para ele os sentimentos mais bonitos que guardo dentro de mim, todos relacionados a ele, agora, se eu estive enganado por todos esses anos… Não quero mais colocar espectativas sem nexo no meu coração, não quero ter um lado da minha mente me dizendo que ele existe e que nesse momento ele também pode estar te contando todas essas coisas, não quero mais sonhá-lo todas as noites. Eu prefiro viver o meu pesadelo sem algo para me ajudar do que viver enganado pensando na existência de alguém… irreal, onde só aparece pra mim nos meus sonhos. Quem dera eu também pudesse tê-lo de dia. É apenas isso que lhe peço, me mostre que ele não existe apenas em meus sonhos, me dê algum sinal de que posso espera-lo…


De repente, minha confissão foi interrompida por um forte estrondo na casa. Me virei repentinamente e logo pensei em minha mãe, corri para fora e ao passar em frente o quarto da mesma me desesperei mais ainda ao não vê-la. Assim que cheguei na sala pude ver meus pais.


Meu pai carregava uma garrafa na mão.


— A porta não estava aberta. Por que? Temem a mim? — Olhou para mim e voltou o olhar à minha mãe. — Não iam me deixar entrar? Estavam pensando em me expulsar da minha própria casa?! — Sua voz já estava alta o suficiente para nos recuarmos.


Ele estava bêbado. Nós, calados. 


Vi o homem pegar forte nos braços finos de minha mãe e começar a carregá-la, contra sua vontade, provavelmente ao quarto.


— Pai, por favor… — Fui interrompido pelo barulho de vidro se quebrando e logo o chão estava molhado e o ambiente foi impregnado com um forte cheiro de álcool. Parei aonde estava assim que o vi apontar a garrafa recém quebrada em minha direção.


— Achei que tivesse aprendido a não se intrometer onde não deve. — Fiz menção de abrir a boca mais uma vez para impedi-lo do que estava por vir mas hesitei quando o vi se aproximar mais.


Ele jogou o resto de garrafa na parede me fazendo sobresaltar por conta do barulho e voltou a puxar minha mãe, dessa vez com mais pressa e mais força, assim que ouvi o trancar da porta, desabei a chorar. Como todas as vezes. Em poucos minutos os barulhos insuportaveis começaram, tentei incontáveis vezes abrir a porta do quarto com chutes e murros e como sempre, eu estava me cansando.


— Por favor! — Eu pedia enquanto batia com brutalidade na porta e era como se não estivesse ninguém ali, como se ninguém me ouvisse. 


Talvez sempre foi assim, eu sempre fui ninguém para ser presenteado pela vida, totalmente apagado naquele mundo, se não era desse modo, eu queria que fosse, eu me sentia um ninguém. Sentei no chão escorado na porta e olhei para o lado, vendo a luz da Lua bater na parede de frente ao meu quarto enquanto chorava abundantemente.


Naquela madrugada, eu contei à Lua sobre meu medo, contei à ela sobre você. A ditei palavras transferidas do meu coração para a boca, e eu quis com toda a minha inútil vida, que você estivesse as escutando, que a Lua fosse até você e se inclinasse dizendo todos os meus sentimentos, os mais preciosos, aqueles em que te envolviam. Naquela madrugada, eu questionei as minhas atitudes não tomadas, me questionei sobre estar ali vivendo todo aquele sofrimento chamado de vida. Nessa mesma madrugada, talvez eu tenha desistido totalmente da minha felicidade, eu já não aguentava mais viver tudo aquilo, não aguentava mais não conseguir impedir o sofrimento de uma das pessoas que eu mais amava, e o fim parecia tão longe aos meus olhos. Naquela madrugada, após uma confissão à Lua, eu desisti de ser feliz.


Notas Finais


A história está numa fase muito importante, eu e Mandy estamos muito ansiosas e felizes, espero que vocês também 🥺 Se puderem favoritar e comentar, seria um ótimo incentivo pra gente! Até a próxima 💚


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