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História Morphine - Capítulo 1


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Notas do Autor


Oi! Antes de começar a ler queria deixar algumas coisas claras. Essa fanfic abordar temas como drogas e até mais pesado, então pode ser um gatilho para algumas pessoas. Caso você seja uma dessas, por favor não leia ok? A fanfic é entre Eunbi e Sakura, mesmo que tenha outros casais, o foco são elas. Existe outros idols sem ser do IZ*ONE, como a Irene, que é mãe da Eunbi. Enfim, boa leitura! Não esqueçam de deixar comentários.

Capítulo 1 - Nervous


                                                                                                                                            Eunbi.

 

Lá estava eu, aproveitando o meus últimos momentos de liberdade enquanto observava a chuva pela janela do carro. Estava sendo quase impossível, pois minha irmã mais nova e minha mãe discutiam por causa de um rádio idiota. Imagina como era torturante para mim ter que aguentar as duas pessoas mais insuportáveis do mundo durante oito horas de viagem. 

 

Sim, viagem. Nós estávamos nos mudando para a nova casa do quinto namorado da minha mãe desde que meu pai morreu, ou melhor, se suicidou. Mas ela preferiu dizer para todo mundo que alguém tentou nos assaltar no meio da noite e meu pai, o herói, se sacrificou por nós. Pois ela preferiu mentir para a nossa família toda do que confessar que uma bala na própria cabeça é melhor do que passar o resto da vida ao seu lado. Deve ser por isso que seus relacionamentos nunca duram. Pelo menos até agora.

 

Minha mãe conheceu um cara desses aplicativos idiotas de relacionamento, de começo não acreditei que iria durar, mas parece que eles já estão juntos há quatro meses. Sim, quatro meses. Por mais que seja impossível acreditar, o suicídio do meu pai foi a sete meses atrás. Eu sei que todo mundo tem o seu tempo de luto, mas ela não pensou nem sequer um minuto quando esse idiota, Kim Junmyeon, a convidou para morar com ele.

 

Ela precisava fugir das contas que meu pai tinha feito em todos os bares da cidade e não queria mais ser a viúva triste do “herói” que se sacrificou por toda a família. Ta, nessa parte eu tenho que admitir que era droga ser observada com aqueles olhares de piedades por onde você passa e sem contar dos psicólogos idiotas que a escola te recomenda. Mas eu tinha uma vida lá e por mais que estava sendo difícil, meu pai sempre dizia que fugir dos problemas não é uma opção. Se ele acreditasse nisso, estaria vivo, não é mesmo?

 

Nunca achei que no auge da minha adolescência estaria saindo de Seul para morar com o namorado do tinder da minha mãe que é fanático por evangelismo. Quando contei isso para minha unica amiga, Sian, e meu namorado, Hangyul, eles realmente acharam que era uma piada. No começo parece impossível de acreditar e até mesmo um pouco engraçado. 

 

É, eu odeio minha vida.

 

A única parte boa é que meu namorado prometeu que irá me visitar todos os fins de semanas e que eu ainda vou poder falar com a minha melhor amiga por chamada de vídeo. Tirando isso, vou ter que aguentar minha mãe pensando no futuro idiota com o Kim, isso se ela não obrigar a gente a frequentar a igreja porque quer passar uma boa impressão para a cidade toda. 

 

— Mãe já estamos chegando? — Minha irmã fez a mesma pergunta pela quinta vez. — Eu estou entediada. 

 

— Eu já disse que não Kwon Yujin. — Ouvi a voz da minha mãe que estava em um tom impaciente. — Por que não conversa com a sua irmã?

— Ela não gosta de mim. Prefere ficar conversando com aquele namorado melequento por chamada de vídeo. — Yujin soltou uma risada. Suspirei fundo para não voar no seu pescoço, coloquei meu fone de ouvido e coloquei no volume máximo para não ter que lidar com suas provocações idiotas. 

 

Passou algumas horas e Yujin tinha pegado no sono, graças a deus. Minha mãe estava dirigia cantarolando uma música no rádio. Notei que tinha parado de chover lá fora e que nós tínhamos acabado de entrar na cidade, tinha uma placa grande com seu nome. Eu não estava nem um pouco animada, mas não pude de deixar de notar nas pessoas pelo vidro do carro. As ruas estavam cheias e era apenas seis horas da tarde. No meu antigo bairro o toque de recolher era pelas cinco e meia. 

 

Ficamos rodando nas ruas por alguns longos minutos, pois minha mãe estava perdida. Tão perdida que gritava com o próprio GPS e acabou acordando minha irmã que começou a fazer suas maravilhosas perguntas. Infelizmente nem meu fone conseguia evitar a gritaria das duas. 

 

— Acho que chegamos. — Minha mãe estacionou o carro em frente de uma casa que parecia ser cinco vezes maior que a nossa. Assim como todas as casas daquele bairro. 

 

Tinha um homem parado na frente da garagem, deduzi que era Junmyeon. Ele foi se aproximando da gente com um grande sorriso no rosto. Yujin saiu praticamente correndo do carro para comprimentalo, sim, ela amava esse idiota. Minha mãe se virou para mim com uma expressão brava que não precisava falar nada. Suspirei e sair do carro, logo em seguida ela saiu atrás de mim.

 

— Eunbi! — Forcei um sorriso no rosto quando ouvi sua voz. Ele me puxou para um abraço junto de Yujin. — Quanto tempo! Você cresceu tanto!

 

— Sim, cresci em cinco meses. — Respondi um pouco sarcástica o deixando sem graça e indo logo coprimentar minha mãe. Ela praticamente o matou de beijos e quase me matou de tanto nojo. 

 

— É melhor nós entrarmos, já está quase escurecendo e pode ficar perigoso. — Minha mãe assentiu com as palavras de Kim e abriu o porta-malas do carro. Eu peguei minha mala junto e minha mãe peguei a dela. Junmyeon se ofereceu para nos ajudar e é claro que Yujin não deixou essa escapar, fez o coitado carregar aquela sua tralha que ela chamava de mala. Confesso que soltei uma risada, pois era engraçado de ver minha irmã sem nada em suas mãos enquanto ele se matava para carregar aquilo até a casa. 

 

— Uau. — Os olhos de Yujin brilharam assim como o de minha mãe. Aquele lugar não era só lindo por fora, mas também por dentro. Era enorme, tinha uma sala de estar e do outro lado uma grande mesa de jantar. Eu estava impressionada também, mas não queria demonstrar. 

 

— Tentei arrumar tudo antes de vocês chegarem. Então não reparem se tiver algo fora do lugar. — Kim colocou as malas de minha irmã no chão. — Tem um toalete aqui embaixo também e a cozinha é do outro lado. Lá em cima tem dois quartos que eu arrumei para as meninas, gostaria de mostrar o quintal, mas está um pouco bagunçado ainda. 

 

— Não se preocupe querido, está perfeito. — Minha mãe fez ele finalmente calar a boca com um selinho, graças a deus. — Yujin, já que o Junmyeon carregou sua mala, oque acha de pelo menos levá-la até o seu novo quarto?

 

— Eun se ofereceu pra fazer isso. — Ela abriu um sorriso largo e eu a fuzilei com os olhos. — É brincadeira.

 

— Então, onde é o nosso quarto? — Suspirei um pouco impaciente, eu só queria tomar um banho e deitar um pouco. 

 

— Os dois últimos do segundo corredor. — Kim pegou a mala de minha mãe. — Deixei toalhas novas em cima da cama, enfim, sintam-se em casa. Afinal agora é casa de vocês também.

 

— Obrigada Jun! — Minha irmã agradeceu um pouco animada.

 

— Pode me chamar de Suho, Yujin. — Ele soltou uma gargalhada com aquele apelido idiota. — O pessoal da igreja e alguns amigos meus me chamam assim. — Peguei minha mala do chão acompanhada de Yujin e fomos até aquela grande escada que tinha.

 

— Eunbi não está se esquecendo de algo? — Ouvi a voz de minha mãe.

 

É…. — Mordi os lábios. — Obrigada Suho. — Disse ríspida e continuei subindo por cada degrau.

 

— Nós vamos ter que tomar banho mesmo? — Yujin perguntou atrás de mim.

 

— Cala a boca. — Suspirei. — E você vai tomar banho.

 

— Que droga. 

 

Assim que cheguei até o meu quarto que não era tão ruim, mas parecia similar com um quarto de manicômio. As paredes eram brancas, o piso era um pouco creme, tinha um banheiro e um closet que não era tão grande, mas cabia todas as minhas roupas ali. Dei graças a deus por ter uma janela que por sinal dava uma linda vista da rua. 

 

Depois de guardar e arrumar todas minhas roupas e algumas outras coisas que eu tinha trazido, fui tomar um banho gelado e deitei na cama. Olhei no meu celular e tinha cinco mensagens do meu namorado e duas da minha melhor da amiga, respondi ambos e fiquei navegando um pouco pela a internet até que a minha mãe bateu na porta. 

 

— Vejo que já arrumou suas coisas, diferente de Yujin. — Minha mãe deixou as duas peças de roupa na cama. — Seu uniforme. Pedi para o Suho comprar antes de chegarmos, não queria que você perdesse o primeiro dia de aula. 

 

— Claro, você se importa tanto com isso. — Respondi com um tom sarcástico. 

 

— Sem gracinhas hoje, o dia foi muito cansativo para eu ter que lidar com suas crises agora. — Me encarou um pouco brava. — Tente dar uma chance a ele, se não é por eu, pela Yujin. Você sabe muito bem o quanto ela sofreu desde que seu pai se foi. Todos nós sofremos, então, por favor, não estrague tudo como você sempre faz Eunbi. 

 

Ela saiu do quarto me deixando sozinha, quando dei conta, meus olhos estavam cheios de lágrimas. Suspirei fundo para não ter uma crise e me acalmei. Se eu tinha alguém que eu odiava mais nesse mundo do que a mim mesma, era a minha mãe. Ela conseguia ser o oposto de tudo que meu pai era, desagradável e totalmente controladora. Se eu tivesse casado com alguém assim também teria me matado.

 

Voltei a mexer no celular para me distrair até que Yujin veio me encher o saco para jantar. Depois de alguns minutos, finalmente desci e todos estavam sentados na mesa. Uma linda família tradicional, como a minha mãe sempre sonhou. Me sentei ao lado da minha irmã que já atacava o pedaço de frango no seu prato, me servi e comecei a comer em silêncio. 

 

Junmyeon ficou contando suas histórias emocionante de como ele salvou a humanidade toda com a sua fé enquanto minha mãe fingia interesse. Assim que terminei de comer fui lavar o meu prato e me despedi de todos na mesa, pois eu estava morrendo de cansaço e só queria dormir. Fui para o quarto e me deitei, fiquei por alguns minutos em ligação com meu namorado até que acabei pegando no sono.

 

— Vamos Unnie! Acorda! — Acordei com Yujin pulando na minha cama, um ótimo jeito de começar a manhã. 

 

— Sai de cima de mim. — A empurrei mas ela continuou pulando. — Já estou acordada!

 

— Então se apresse, não quero me atrasar no meu primeiro dia por sua causa. — Ela parou de pular. — Vou estar te esperando lá em baixo. 

 

Yujin saiu do meu quarto animada como sempre, bocejei e cocei meus olhos ainda com um pouco de sono. Fiquei alguns minutos olhando para o nada até levantei da cama e fui para o banheiro. Tomei um banho e fiz minha higiene matinal, assim que terminei, fui me trocar. Coloquei meu uniforme que não tinha ficado tão ruim, talvez o fato de ter que usar saia estava me incomodando um pouco, mas dei de ombros. Calcei meu all star branco e penteei meu cabelo, não queria amarrá-lo, apenas coloquei uma presilha do lado esquerdo. Peguei minha mochila e desci para tomar café.

 

— Bom dia Eunbi! — Suho me comprimentou animado enquanto estava sentado na mesa lendo jornal e tomando café ao lado da minha irmã. —  Dormiu bem?

 

— Como um anjo. — Forcei um sorriso e me sentei do outro lado da mesa. Peguei uma panqueca e tomei um pouco de café.

 

— Kwon Yujin! — Minha mãe passava o pano pela a blusa da minha irmã. — Você está se sujando toda! Não quer ir imunda pro seu primeiro dia não é?

 

— D-desculpa mamãe. — Yujin dizia de boca cheia enquanto tentava mastigar um pedaço de pão. Continuei tomando meu café em silêncio, assim que terminei, fui escovar os dentes. Quando voltei Suho já não estava mais lá, dei graças a deus, pelo menos não fui obrigada a me despedir dele.

 

Minha mãe me apressou para entrar no carro, pois nao queria perder sua entrevista de emprego. O caminho até a escola foi até que divertido, Yujin não parava no banco do carro e isso estava deixando Bae puta.

 

— Chegamos. — Ela suspirou aliviada assim que minha irmã calou a boca. — Yujin não esqueça de passar primeiro na biblioteca para pegar seus livros. 

 

— Não vou esquecer! Tchau mamãe! — Minha irmã respondeu animada se despedindo da minha mãe com um beijo e praticamente saltou do carro.

 

— E você, antes de tudo vá até a coordenadora. Ela irá te passar os horários do seu novo psicólogo. — Apenas assenti com as palavras dela e sai do carro. 

 

Eu odiava ir ao psicólogo. Achei que pelo menos em uma nova cidade iria me livrar, mas pelo jeito minha mãe já tinha conseguido fazer tudo de como ela planejou. Colocar um estranho pra ouvir todas as minhas crises causada por ela mesma e pela morte do meu pai. Não poderia estar mais ansiosa com isso.

 

Entrei naquele lugar e Yujin já conversava com duas garotas, uma parecia um poste e outra parecia um pato. Sempre tive inveja da capacidade da minha irmã de fazer amigos rápido. Suspirei e continuei andando, mesmo com todos me encarando, eu estava tão presa nos meus pensamentos que acabei trombando com uma garota.

 

— Ai meu deus, desculpa. — Ela se abaixou para pegar seus livros e eu fiz o mesmo. — Desculpa eu realmente não vi você.

 

— Tá tudo bem, eu estava distraída. — Me levantei e ela fez o mesmo. — E talvez, um pouco perdida também.

 

— Você é nova aqui?  — A garota de cabelo curto parecia animada, eu apenas assenti. — Qual sala está procurando? 

 

— Na verdade me mandaram passar na coordenadora primeiro. — Suspirei. — Mas faço ideia de onde é.

 

— Ah, claro, é só você pegar o corredor da esquerda e no final vai ter uma porta azul. 

 

— Obrigada……..?

 

— Kim Chaewon. Mas pode me chamar só de Chaewon. — Ela me puxou para um aperto de mão. — E você é?

 

— Eunbi. — Retribui o aperto de mão. — Você realmente me salvou.

 

— Não tem de que. Enfim é melhor você ir, não é muito bom se atrasar no primeiro dia. — Chaewon sorriu antes de sair andando. — Nos vemos por aí Eunbi.

 

Sorri de volta e fui andando pelo corredor tentando ignorar os olhares das pessoas sobre mim. Realmente era uma droga ser a garota nova, pelo menos na minha antiga escola todo mundo fingia que eu não existia. Era muito melhor assim. Quando finalmente cheguei, a porta estava fechada e tinha uma garota sentada em um banco perto da fora. Ela tinha cabelo curtos ou pelo menos foi no que deu para reparar, pois seu boné cobria a metade do seu rosto. Apesar dela não usar uniforme e optar por uma calça rasgada e uma blusa do nirvana, tinha admitir que ela era muito bonita. Me arrisquei a sentar ao seu lado, a tal garota virou o rosto para me encarar, pude notar que ela tinha um corte em sua boca e um piercing perto da sobrancelha.

 

— Você não tem cara de quem apronta. — Ela soltou uma risada pequena. — Oque você fez? Roubou dinheiro da capela?

 

— Claro que não! — Exclamei assustada com suas acusações. Ótimo agora vou ter que lidar com uma idiota. —  Eu não fiz nada.

 

— Então por que está aqui? — Ela franziu o cenho. — Espere não diga nada, deixe me adivinhar….. Aluna nova?

 

— Isso não foi uma adivinhação, mas sim, eu sou nova aqui. — Me senti um pouco incomodada em responder suas perguntas, mesmo assim fiz. 

 

— Deu para perceber só pelo uniforme idiota que você está usando. — Deu de ombros. O seu tom era grosso e brincalhão ao mesmo tempo e isso me irritou muito. 

 

— Eu achei o uniforme melhor do que esse trapo que você chama de roupa. — Rebati a pegando de surpresa. Na verdade era mentira, mesmo ela sendo babaca, confesso que tinha estilo. Só queria a fazer calar a boca e me deixar em paz.

 

— Pode ser. — Ela deu de ombros. — Gostei de você, qual é o seu nome?

 

— Por que eu te diria o meu nome? Você estava sendo uma idiota comigo alguns minutos atrás. — A encarei séria, mas aquele sorriso continuou em seu rosto.

 

— Não aja como se você santa aqui. Você falou mal da minha roupa e eu não levei para o coração. Você ao menos pensou que talvez eu não tenha dinheiro pra comprar algo melhor? —  Ela fez uma expressão triste.

 

— Me desculpa… — Fiquei abatida com o seu olhar, eu tinha sido uma grande idiota mesmo. — Eu.. Eu não sabia….. Meu nome é Eunbi.

 

— Tudo bem. — A garota começou a mexer no bolso da calça e o'que ela tirou de lá me pegou de surpresa. — Quer um?

 

— Você me enganou! — Respondi brava quando ela me ofereceu um cigarro. — Se tem dinheiro pra se encher de cigarro, com certeza não é uma pobre coitada. E não, eu não quero, eu amo muito meu pulmão e quero continuar com ele daqui alguns anos.

 

— Sakura. — Assim que ela iria me responder a porta abriu com a figura de uma mulher loira. Então esse era o nome dela. — Oque nós já conversamos sobre ficar perturbando outros alunos e fumar dentro da escola? Vamos, entre e guarde isso. 

 

— Relaxa Taeyeon, não estava perturbando ela. Só estávamos conversando. — Sakura suspirou e se levantou. — Até mais Eunbi, espero te ver por aí. — Ela piscou para mim e entrou acompanhada da coordenadora.

 

Suspirei aliviada, finalmente ela tinha saido do meu pé. Oque tinha de bonita, tinha de idiota, é claro. Passou alguns minutos e ela saiu com a cara emburrada sem falar nada, dei graças a deus que ela não dirigiu a palavra a mim. A coordenadora me chamou e entrei, ela ficou por longos minutos fazendo perguntas sobre o meu pai. Meu sangue ferveu, pois tinha certeza que minha mãe havia a falado algo. Me mostrei fechada no assunto e depois de algum tempo ela finalmente me liberou e me passou o horario do psicologo, que contava por dois dias da semana. Bem, não podia ficar pior, não é mesmo?

 

Fui até a minha primeira aula onde o professor de sociologia, Byun Baekhyun, me fez se apresentar para a turma toda. Foi constrangedor, me sentei ao lado de Chaewon que ficou animada ao saber que quase todas as nossas aulas eram juntas. 

 

Ela me apresentou a outra garota, Yuri, que parecia muito gentil. Apesar de eu ser a garota nova, o resto do dia foi agradável, elas me apresentaram toda a escola e ainda me convidaram para lanchar. Nem eu estava acreditando que tinha conseguido fazer duas colegas no meu primeiro dia de aula já que demorei uma eternidade só para ter uma na minha outra cidade. Assim que o sinal bateu, nós formos para saida juntas, Yuri foi embora primeiro, pois voltava de bicicleta para casa. Sobrando apenas eu e Chaewon.

 

— Você vai embora de ônibus? — Ela me perguntou. 

 

— Não, minha mãe vem me buscar e eu tenho que esperar a idiota da minha irmã. — Olhei para a entrada onde percebi Yujin se aproximar acompanhada de duas meninas. — Lá está ela. 

 

— Não sabia que sua irmã conhecia a Yena e a Wonyoung. — Chaewon observava as três.

 

— Nem eu. — Respondi.

 

— Nos vemos amanhã então ok? — Yujin se despediu das duas garotas e veio correndo até mim. — Oi unnie e…… Amiga da unnie?

 

— Chaewon só. — Chae sorriu.

 

Ok… Oi Chaewon só. — Minha irmã sentou ao meu lado, me segurei para não agredi-la ali mesmo. De costume Yujin começou a irritar Chaewon, que não parecia incomodada com suas perguntas. Era algo que minha irmã tinha de natureza: Ser extremamente insuportável.

 

Minha atenção foi a duas garotas que entraram no pátio com roupas similares a tal “Sakura” que estava logo atrás delas. Uma delas tinha cabelo ondulados segurava um cigarro na mão, enquanto a outra que tinha cabelo roxo falava no telefone com alguém. A idiota estava segurando na cintura de outra garota que parecia estar gostando daquilo. Mas a cena me fez ter vontade de vomitar, pois a mão de Sakura descia até a sua bunda e de vez enquanto até levantava um pouco de sua saia.

 

M… — Coloquei a mão nos olhos de minha irmã que estava prestes a comentar sobre oque tínhamos acabado de ver. — Eu quero ver!

 

— Você não tem idade pra isso. — Continuei com minhas mãos em seus olhos até que aquele grupo foi embora em um carro preto que estava sendo dirigido por Sakura. — Que tipo de pessoa arriscaria sua vida entrando no mesmo carro que essa idiota?

 

— Você conhece a Sakura? — Chaewon arregalou os olhos.

 

— Não muito, ela só foi uma babaca comigo quando estava esperando a coordenadora. — Respondi. — Você a conhece?

 

— E quem não conhece? — Ela mordeu lábios. — É de costume dela, ser babaca. Mas é isso que a torna tão popular, por incrível que pareça, as pessoas gostam deste jeito dela. Não sei porque ela ainda vem a escola, já que a mesma deixou bem claro está pouco "se fodendo" para isso. Na verdade todo mundo daquele grupinho, Minju e Hyewon.

 

— E a outra garota que estava com ela? — Perguntei curiosa. 

 

— A Chaeyeon? Ela não faz parte do grupo, ela é a namorada da Sakura. Bem, umas das namoradas. — Aquilo me pegou de surpresa, que ser no mundo submeteria a algo tão nojento como isso? — Ela só está apaixonada por Sakura assim como a maioria dessa escola já foi, mas vai por mim, o sentimento não é recíproco. Chaeyeon só o novo brinquedo dela, mas está muito envolvida para perceber isso.

 

— Eu não ligaria de dar uns beijos nessa Sakura. Ela é bonita. — Minha irmã se intrometeu e eu belisquei o seu braço. — Aí! Não tá mais aqui quem falou também.

 

 — Por que as pessoas a tratam assim? — Franzi o cenho.  — Desde quando ser idiota te torna popular?

 

Não sei… Talvez medo…. — Chaewon se levantou. — Eu preciso ir, meu ônibus vai passar daqui alguns minutos. Até mais Eunbi, espero te ver amanhã e você também Yujin.

 

— Tchau!!! — Yujin gritou animada e eu apenas acenei com um sorriso. Depois de alguns minutos minha mãe apareceu para nos buscar. 

 

Fiquei refletindo no carro sobre a tal “Sakura” enquanto minha mãe dirigia. Sinceramente, é um pouco difícil em acreditar que as pessoas realmente gostam de alguém tão babaca como essa garota com um estereótipo ultrapassado de badboy daqueles filmes péssimos de adolescentes. Eu entendo que ela é bonita e tudo mais, mas sua personalidade não parecia ser no mínimo agradável. Só espero que ela não fique no meu caminho e não seja um problema para mim, pois eu pouco me importo se ela é o "Deus" deste lugar. Eu vi a morte com os meus próprios olhos, uma garota de meio metro que usa roupas pretas não me assusta.

 


Notas Finais


Deixem comentários, até a proxima. <3


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