História Morphine - Capítulo 66


Escrita por: ~

Postado
Categorias Barbara Palvin, Justin Bieber
Personagens Barbara Palvin, Caitlin Beadles, Chaz Somers, Christian Beadles, Justin Bieber, Khalil Sharief, Lil Za, Personagens Originais, Ryan Butler
Tags Amor Proibido, Criminal, Inocencia, Járbara
Visualizações 461
Palavras 5.328
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Necrofilia, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


✿ Oi, babes, tudo bem? Aposto que voltei antes do que vocês esperavam e até mesmo do que eu esperava;
✿ Boa leitura!

Capítulo 66 - Don't Tell Barbara


Point of View - Justin Bieber

 

  Assim que Christian começou a se aproximar, eu franzi o cenho e não tive mais nenhuma reação. Minha mente parou de funcionar e a única coisa que eu gostaria de saber naquele momento era o que se passava na cabeça da Babi. O que ela faria com meu amigo? O que ela faria com nós dois? Por que preferiu ficar nua? Seria algo relacionado a sexo? Céus! Isso é muito errado.

  Christian finalmente chegou a nós e ao ver Barbara passando a mão em volta de seu pescoço meu coração parou de bater. Ele se inclinou para beijá-la, mas Babi rapidamente saltou do balcão e direcionou a cabeça de Beadles para a quina do mesmo, que caiu desacordado no chão. Ela me olhou com um sorriso e disse naturalmente:

- Agora podemos continuar em paz.

- O que?! O que você fez com ele?! - me desesperei gritando.

  Abaixei-me e virei o corpo de Christian tentando acordá-lo com tapas no rosto.

- Relaxa. - disse com desdém - Ele vai acordar em alguns minutos, horas, sei lá.

- Horas?! Babi, eu... 

  Desisti de dizer alguma coisa por saber que seria ignorado ou que ela faria pouco caso e rapidamente peguei Christian no colo.

- O que você tá fazendo? Fica tranquilo, vamos terminar o que começamos e ele interrompeu.

- Não fale comigo, Barbara. - disse sério e levei Beadles para a sala.

  Deitei-o no sofá e voltei para a cozinha para pegar o kit de primeiros socorros. Me agachei ao lado dele e comecei a limpar o corte em sua testa.

- Por que você está fazendo isso? Ele não vai morrer ou...

- Porque ele é meu amigo e eu não vou deixá-lo desacordado no chão enquanto transo feito um sei lá o que. - me virei para olhar Babi atrás de mim. Ela vestia minha camiseta.

  Balancei a cabeça e tentei afastar alguns pensamentos impróprios, ela ficava linda desse jeito.

  Guardei as coisas novamente e me sentei no outro sofá bufando. Apoiei o cotovelo no braço do móvel e fechei os olhos, passando a mão no cabelo, eu estava um tanto irritado.

  Barbara sentou no meu colo e eu permaneci imóvel, não queria tocá-la.

- Eu só queria um tempo com você. - disse baixinho. 

- E eu só queria... Como é que ele foi entrar aqui?

- Acho que deixei o portão aberto. - disse com uma expressão culpada - Desculpa. 

- Eu espero que ele não se lembre do que viu e... - respirei fundo - Desculpa não resolve!

- Eu...

- Não tem explicação! Para com isso! - abri os braços fazendo ela parar de me tocar - Você é agressiva, sempre acha que isso vai resolver tudo! Que saco, Babi, as coisas não funcionam assim!

- Mas...

- É o terceiro conhecido meu que você machuca!

- Eu já disse que só queria um tempo com você. - os olhos dela marejaram, mas eu sabia muito bem que não eram lágrimas sinceras; ela não estava nem um pouco arrependida. 

- E você achou mais fácil desmaiar alguém do que me deixar dizer "Christian, você pode ir embora e voltar outra hora, por favor?"

  Babi se jogou nos meus braços e repousou o rosto em meu ombro. Suspirei e até abri um mínimo sorriso com toda manha dela. A abracei e sussurrei:

- Eu te perdôo.

  Ela me olhou e me beijou a testa. Seus lábios desceram pelo meu rosto até a boca.

- Pare...

- Por favor... Eu tô com saudade.

- Eu também, mas o Christian...

- Esqueça ele.

- Não, Babi. - segurei seus pulsos.

- Por favor.

- É melhor você ir embora.

- Embora? Acabamos de sair e o Ryan mandou você me levar.

  Ouvi um barulho e apertei a cintura de Barbara colocando-a para o lado. Christian estava acordando, gemendo com a mão na cabeça. 

- Espere lá em cima. - disse rápido e à contra gosto ela foi calada.

- Justin, mas que po... 

  Beadles estava com dificuldade para falar, mas se levantou lentamente e piscou várias vezes antes de me olhar fixamente. 

- O que foi aquilo na cozinha?

- A-Aquilo o que?

- Você transando. Transando com uma criminosa! - ele se levantou irritado e me deu um tapa na orelha.

- Ai! E-Eu? Eu não sei do que você está falando. - engoli seco.

- Ela te ensinou a mentir? 

- Eu...

- Eu nem consigo acreditar! Finalmente descobri porquê você anda diferente, Justin. Você está louco!

- Christian, fique calmo. - levantei - Eu a amo.

- Ama? - perguntou indignado e bateu as mãos nos quadris - Como você pode amar uma...

- E ela me ama também! - interrompi. 

  Ele soltou uma risada irônica e eu ruborizei constrangido. 

- Ama? Tem certeza? E o que mais ela te disse? Que iam ficar juntos algum dia e que tudo daria certo? Disse que vocês podem continuar mantendo um relacionamento escondido e que ninguém nunca vai descobrir? 

- Talvez dê certo. - disse baixo, receoso.

- O que você ganha com isso, Justin?! - abriu os braços - O que você ganha fazendo sua rola disputar espaço com a rola de um fodido que é traficante e um dos bandidos mais procurados da nossa cidade?! Como você se sente com isso? Foda? Eu vou te dizer como vai se sentir se ele descobrir. Quer saber, Bieber? Hein? Quer saber? - ele me empurrou e eu caí sentado no sofá - Morto, porra!

- E-Eu não...

- Não o que? Não sabe do que estou falando? Não se faz! Ryan Butler. Você o conhece?

- Christian, por favor... - tentei tomar as rédeas da situação para acalmá-lo - Apenas... Você não vai mudar a minha mente. Apenas vá embora e finja que não viu a Barbara aqui.

- Fingir que não vi Barbara Palvin gemendo o seu nome?! Seus avós sabem disso?

- Não. - levantei mais uma vez - Por favor, você é meu amigo.

- E é justamente porque sou seu amigo que estou revoltado! Eu...

  Christian se virou puxando os cabelos e meteu um murro na parede.

- Você não pode manter um relacionamento com ela! Justin, você... - ele me olhou - Você não pode namorar ninguém!

- Por que? - encolhi os ombros. Seus olhos transbordavam raiva.

- Porque você é você. - ele tornou a se aproximar e grudou a mão na minha nuca - Você é só um garotinho.

- Nós temos a mesma idade.

- Mas você é ingênuo, inocente, dócil... Tudo que eu não sou. Se dependesse de mim você não namoraria ninguém.

- Você não pode controlar isso.

- Você merece uma garota de família, decente e correta. Não percebe que... Merda! Eu preferiria te ver com a minha irmã!

  Me afastei tirando as mãos dele de mim.

- A Caitlin tentou me estuprar! - gritei um tanto irritado.

  Droga, isso soou ridículo. 

- E a Barbara matou os seus pais! - Christian rebateu.

  Prendi o ar e inutilmente tentei fazer com que meus olhos não produzissem nenhuma lágrima.

- Desculpe, mas eu não vou me redimir por ter dito a verdade.

- Vá embora. - disse entredentes.

- Eu não vou embora! - ele bateu o pé no chão.

- Anda logo! E eu vou chamar a polícia todas as vezes que você entrar na minha casa de novo sem ser convidado!

- O que?! - ele se aproximou apertando meus braços - Por que você não chama a polícia pra assassina da sua namorada?

- Esqueça isso! Eu a perdoei!

- Ser bom é diferente de ser trouxa!

- Nós não escolhemos quem amamos, Christian. 

- Você está cego, Justin! - ele me largou e passou as mãos no rosto - Essa mulher está e vai destruir a sua vida.

- Vá embora!

- EU NÃO VOU, CARALHO! Quer me ouvir?!

- Você está me julgando!

- Eu estou te aconselhando para parar de ser idiota!

- Eu vou...

- Vai o que? Chamar a Barbara e dizer pra ela apontar a arma na minha cara de novo? Vai... Espera aí. Foi ela que bateu na minha irmã?!

  Abaixei a cabeça e suspirei.

- Me responde!

- E no Aaron também. - confessei.

- Então você conta tudo para ela? Porra, Justin... - disse indignado, voltando a puxar os cabelos. 

- Eu disse pra ela não fazer nada, ela não me ouviu!

- Porque é claramente ela que te faz de fantoche e não respeita nem mesmo suas decisões! Conta pra mim: você já disse à ela o que vai fazer na faculdade?

- Você está levando isso tudo muito além do que parece. 

- Direito. Me diz como alguém que vai estudar as leis e toda merda vai manter um relacionamento com uma criminosa? O mundo virou de cabeça pra baixo mesmo, você perdeu a noção!

- Isso não tem nada a ver, Christian!

- Quer saber? Eu não vou falar mais nada. - ele levantou o dedo indicador - Eu nunca estive tão decepcionado na vida, eu te via como uma inspiração para pelo menos tentar ser uma pessoa melhor, mas agora... O que eu vou fazer?

- Cuidar da sua vida, parar de controlar a minha. - falei baixo.

- Por que você realmente achou alguém melhor pra fazer isso, né? Quer saber? Não fala mais comigo. Nunca. Esquece que me conheceu e nunca mais volte a sequer olhar na minha cara. Ou melhor, vou te dar mais uma chance. Eu não conto pra ninguém o que vi e você esquece que a Barbara existe ou você escolhe...

- Ela. - o cortei sentindo meu coração acelerar.

- Ela? - perguntou com a respiração falha e caminhou rapidamente até a porta - Tudo bem.

- Christian, você não me deu escolha! - fui atrás dele.

- Não? Você é o que agora? Surdo? Depois não diga que eu não avisei.

- Por favor...

- E para com essa voz para eu sentir pena de você! Eu sentiria se não tivesse te avisado, mas eu estou avisando. E eu juro que vai ser minha última preocupação com você: vá ao médico.

- Hã?

- Com quantas prostitutas você acha que Ryan Butler transa sei lá, no mês? Eu chuto mais de sete. Aí ele vai lá, come a Barbara e depois você come ela. Faça exames e... Espero de coração que você não tenha nada.

- E-Eu... Eu nunca tinha pensado nisso. - confessei preocupado.

- Eu sei. Você é inexperiente sexualmente e eu vi, nem camisinha vocês estavam usando. É claro, a verdade é que ela não se preocupa com você. - ele abriu a porta.

- Christian...

- Não diga o meu nome. Só faz o que eu te mandei e se cuida. Essa loucura toda eu posso até suportar, mas você morto eu não suportaria.

- Não fale...

- Pense no que eu te falei. Pense também que ao invés de mim poderia ter sido Ryan Butler ou a polícia entrando aqui. Você está a um fio de arruinar a sua vida ou... - ele engoliu seco - Perdê-la.

  Christian saiu e bateu a porta, ele queria chorar, estava com cara de choro e sempre tentou nunca chorar na frente de ninguém. O vi correr até o portão pela janela e soltei as minhas lágrimas. Cobri o rosto com as mãos e soltei um grito sem saber direito o motivo. Meu coração batia forte e minha mente remoía tudo que ele havia dito.

  Me virei e pulei de susto ao ver Babi parada na escada com a mão no corrimão. 

- Não acredite em uma palavra sequer do que ele disse.

  Ela caminhou até mim e segurou meu rosto entre as mãos. 

- Eu te amo.

- Eu sei.

- Muito. Mesmo. Você precisa acreditar nisso.

- Eu acredito. - falei seco.

  Barbara ficou na ponta dos pés e me beijou. Apertei sua cintura e trouxe seu corpo para mais perto do meu, suas mãos passeavam pela minha nuca e cabelo. Enquanto sua língua acariciava a minha num ritmo lento, minha mente estava à milhão. As palavras de Christian ficavam num replay eterno, o que com certeza me faria pensar bastante depois.

  Tentei encerrar o beijo, mas Babi começou a alisar meus braços, deixando-me quase excitado novamente. 

- Mas que droga! - disse irritada parando com tudo de repente.

- O que foi?

- Meu celular não pára de tocar. - tirou-o do bolso - Caramba, treze ligações perdidas do Chaz!

- Liga de volta, pode ser algo...

- Espera, ele está ligando de novo. - colocou o aparelho na orelha - O que você quer?

- Que você saia da casa do Justin agora! - ele disse do outro lado da linha.

- O-O que? Como você sabe?

- O Ryan também sabe! Porra, Babi, você não pensa mesmo, hein! Por que acha que ele insistiu para que você levasse o celular?!

- Ahn... Tá, tá bom, Chaz. Eu... Merda!

  Corri para a cozinha à procura da minha camiseta e peguei também a jaqueta e os sapatos de Barbara.

- E agora? Pra onde vamos?!

- Se veste. Vou te levar de volta, ué.

- Não podemos! O Ryan...

- Relaxa. Eu... - coloquei as mãos na cabeça - Eu vou dar um jeito.

- Que jeito?!

- Anda logo. - a apressei, chequei se as chaves do carro ainda estavam em meu bolso e saí porta à fora.

  Babi vestiu a jaqueta após os sapatos e tirou o cabelo de dentro da roupa vindo na minha direção. 

  Não havia nenhum sinal do Christian. Corremos para a garagem e sem contestar Barbara tomou posse do banco do passageiro.

- E agora? E agora?!

- Calma. - pedi dando ré e saindo pelo portão, me certificando de que o havia fechado.

- Para de me pedir calma! - ela gritou - Como você quer que eu fique calma?!

  Não respondi e respirei fundo.

  Durante todo o caminho Barbara ficou demonstrando seu desespero em forma de gritos e xingamentos enquanto eu permaneci em silêncio e tentei manter minha própria sanidade. 

  Minutos depois, chegamos ao destino. Meu coração estava tentando se conter enquanto os portões eram abertos pelos seguranças. 

- Me diz logo o que vai fazer! Você não sabe mentir e...

- Eu não vou mentir.

- O QUE?

- Vou dizer a verdade.

- Justin, você ficou louco?!

- Confia em mim.

  Ela não respondeu e balançou a cabeça negativamente.

- Você não confia, já entendi. - suspirei triste e dei a volta para abrir a porta para ela.

  Em silêncio caminhamos até a entrada, de longe era possível ver Ryan sentado ao lado de Cassandra no sofá. Abri a porta e ele logo se virou para nos olhar.

- Chegaram cedo. Como foi no parque? - ele se levantou. Irônico como de costume.

  A respiração desesperada de Barbara podia ser claramente ouvida em todo cômodo.

- Não fomos ao parque. - respondi tentando soar despreocupado - Fomos à minha casa. 

- Ah é? - ele se aproximou em passos largos e parou a centímetros de mim, sussurrando: - Agora diz algo que eu não sei.

- Não é tão fácil assim. - engoli seco.

- Justin, cala a boca! - Barbara se pronunciou. 

- Cala a boca você! - Ryan esbravejou.

- No meio do caminho ela passou mal. Disse que era um mal estar comum, mas mesmo assim eu insisti e a levei para minha casa pra dar um remédio que fizesse passar. Então, de repente, meu amigo, o Christian, apareceu e ficou por lá um bom tempo. Barbara se escondeu e quando eu finalmente consegui tirá-lo de lá, nós voltamos para cá para te contar. Ela disse que deveríamos deixar para lá e ir ao parque, mas eu não gosto de esconder nada de você, Butler e não queria que pensasse que a levei para lá com segundas intenções, até porque eu sou... Eu.

- Bom garoto. Você fez certo. - ele me deu tapinhas no rosto.

  Assenti.

- Já voltaram? - ouvi aquela voz feminina irritante soar da escada.

  Eu tinha medo dela, na verdade. Era Beatrice.

- Ryan, posso falar com você por um segundo?

- Pra você é Butler. - ele respondeu irritado.

- E na cama, você prefere ouvir qual dos dois? - ela mordeu os lábios.

- Prefiro ouvir a voz da Barbara. - ele foi direto.

  Cassandra começou a dar risada. É, teria sido engraçado se não tivesse me deixasse mordido. Beatrice soltou uma risada forçada e disse:

- Eu tenho uma sugestão e acho que é do seu interesse.

- Sobre o que?

  Estava na cara que Ryan não tinha paciência para continuar conversando com ela, mas sua curiosidade falava mais alto.

- Justin. 

  Barbara prendeu a respiração e me olhou apavorada. Fiquei sem entender e esperei que ela terminasse.

- Então fale na frente dele. - Butler ordenou.

- É um pouco indecente.

- E desde quando você se importa em ser indecente na frente de alguém? - Cassandra perguntou.

- Eu estava pensando... - Beatrice terminou de descer as escadas e começou a se aproximar - Você está treinando o Justin para tanta coisa, mas se ele vai ser mesmo um discípulo seu, não deveria perder a virgindade? Ser tão homem quanto você? Sei lá, ele age como uma menina às vezes.

  Arregalei os olhos e engoli seco, ela definitivamente estava me usando para atingir a Babi e era uma completa puxa-savo do Ryan.

- Você é louca. Ele é só uma criança. - disse Barbara tentando soar natural.

- Cala a boca. - disse Ryan - Ela tá certa.

- Butler, eu não sou mais virgem. - falei e Barbara me lançou um olhar de repreensão. 

- Ah não? - ele se virou - Então prova. E já que não é, então não vejo problema em transar com alguém na minha frente, não é mesmo?

- Eu... E-Eu...

- Você tá mentindo. - me cortou - Você se oferece, Beatrice? Sua prostituta do caralho.

  Ele sussurrou a última frase e ela sorriu maldosa.

- É claro.

- Não! - Barbara gritou.

  Ryan bufou alto.

- Eu estou o treinando e por isso me sinto responsável por ele.

- É só uma virgindade, Barbara! - Beatrice comentou. 

- Mas é importante pra ele! Ryan, você sabe que ela é louca e só está fazendo isso pra...

- Para o que?

- Isso não é importante. Deixa o garoto. O deixe se explicar e...

- Beatrice, leve o Bieber lá para cima. - Ryan a interrompeu.

- Você não é a mãe dele, Babi. Relaxa, ele só precisa virar homem. - Beatrice piscou para ela e me puxou pelo braço. 

  Não ouvi mais nenhuma voz e desesperado, não sei como, minhas pernas começaram a caminhar. Subimos a escada, eu estava sem ar.

  Entramos em um quarto e ela disse:

- Deita ali, gatinho. 

- N-Não. Por favor, não me obrigue a fazer isso. - franzi o cenho e balancei a cabeça. 

- Por que? - perguntou se aproximando enquanto desabotoava os botões da camisa - Por que você é virgem?

- Sim.

- Ou por que não quer trair a Babi?

- O-O que?

- Deita. - ela disse entredentes.

- Eu faço qualquer outra coisa, por favor...

  Ela colocou a mão para trás e puxou um canivete do bolso.

- Nem se você me desse um milhão de dólares. - disse e colocou o objeto próximo ao meu pescoço. 

- V-Você sairia daqui e viveria para sempre sem precisar cometer nenhum crime.

- A Babi vale tudo isso?

  Até mais.

- Eu não vou dizer de novo. - Beatrice avisou e me fez sentir a ponta afiada do canivete no pescoço. 

  Engoli o choro e caminhei até a cama.

- Tire a camiseta. - ela ordenou e eu o fiz.

  Beatrice começou a se despir e eu abaixei a cabeça, fitando o meu umbigo.

- Vamos ver o que temos aqui. - ela subiu em cima de mim e tentou abrir meu zíper da calça. 

  Coloquei a mão em cima e recebi arranhões em troca.

- Meu canivete continua ali. Pode ter certeza de que o Ryan não vai se importar se eu te arrancar um dedo.

  Engoli em seco e deixei ela continuar. Meu zíper foi aberto e minha calça tirada juntamente com a cueca.

- Hmmm, é perfeito. Injusto deixar somente a Babi se aproveitar, não acha?

  Não respondi e cobri o rosto com as mãos assim que senti meu pênis adentrar por completo em sua boca. Tentei não me entregar ao momento, mas era impossível. Como diria Christian, para alguém sexualmente inexperiente não dava para não se excitar rapidamente.

  Quando ela terminou, engolindo tudo, eu apertei os olhos e tentei não demonstrar maiores reações. Beatrice pegou um pacote de preservativo na gaveta da cômoda e agilmente colocou em mim. Tentei concentrar os pensamentos na Babi e no que diria à ela depois para me desculpar enquanto Beatrice se posicionava em cima do meu membro.

  Ela fazia questão de gemer em alto tom, me obrigando a percorrer todo seu corpo com as mãos. Fui obrigado também a mudar de posição mais de cinco vezes, eu estava dando o meu pior. A cada beijo forçado e carícia indesejada eu só conseguia sentir nojo, me perguntando mentalmente quando aquilo tudo iria terminar.

  Algumas intermináveis horas depois meu desejo foi realizado e Beatrice me deixou ir. Me vesti, entrei no primeiro banheiro que encontrei no corredor, lavei meu rosto, braços e pescoço e tentei continuar engolindo o choro. Meio relutante, usei a toalha que havia ali e desci. Barbara estava sentada no sofá encolhida e de braços cruzados e Ryan a abraçava enquanto enchia a boca de salgadinho. Passava um filme com falas bastante indecentes e ridículas na TV, deduzi ser um pornô. 

- Foi a melhor foda da minha vida! - Beatrice passou por mim e eu percebi que estava ali imóvel.

- Guarda pra você. - Barbara respondeu - O menino nunca mais vai querer transar na vida. Acho que ele não deve ter sentido prazer algum de tão arrombada que você deve ser, vai achar que todas bucetas são iguais.

  Ryan riu discretamente e limpou a mão suja na calça da Barbara, o que a deixou irritada e a fez dar um tapa em seu braço. 

- Mas eai, você gostou? - ele se virou para mim.

- Não. - fui sincero.

- Como não? - ele se levantou - O que eu tenho que fazer pra te fazer virar homem?

- Eu só não gostei de ter que ter sido forçado.

- Você tá fazendo várias coisas forçado pra mim.

- Mas isso era importante pra mim, eu não poderia ter feito! - acabei falando muito alto, mas era incontrolável, eu estava com raiva e triste por saber que a Barbara talvez não vá querer mais falar comigo. 

- Você tá ousando levantar o tom comigo ou eu estou ficando louco? - Ryan se aproximou - Vamos lá pra fora, eu vou te ensinar a ser homem. Espero que a Barbara tenha te ensinado algo porque eu tô louco pra arrebentar a sua cara. 

- Desculpe, Butler, e-eu...

- Desculpa é a minha rola. - ele me agarrou pelo pescoço - Agora pra pirralho folgado... - e sorriu de canto, deixando a frase em aberto.

  Barbara continuou imóvel no sofá. Vi Beatrice se sentar ao lado dela para iniciar alguma provocação e Ryan me levou lá para fora. 

  Sem muitas delongas, ele logo tentou me acertar um soco no rosto; defendi.

  Consegui me desviar de vários e sem coragem para tentar sequer atacá-lo, me esquivei de outros. Porém, quando fui atingido por um bem no meio da cara, fui ao chão e ele se aproveitou para me acertar ainda mais.

- Eu só tô começando. Você vai dormir aqui essa noite. Se estiver doendo muito, tenta bater na porta do Chaz, tirar a Amber de lá e pedir ajuda. Ah, e tente não me dar desgosto novamente, Bieber, você me pertence agora.

  Ryan cuspiu no meu rosto, me chutou a barriga e entrou na casa acendendo um cigarro.

 

...

 

  Já era uma da manhã e eu estava sozinho no quarto de hóspedes. Como é que Ryan espera que eu consiga dormir numa casa cheia de criminosos? Numa casa que tem ele! Que tem a Beatrice! Eu ouvia vozes lá embaixo de garrafas de vidro tinindo de tempos em tempos, vozes e risadas altas. Acho que eles estavam jogando baralho ou algo do tipo.

  Às três, nenhum som era mais escutado. Olhei meu rosto inchado e coberto por hematomas uma última vez no espelho e me deitei. Coloquei as mãos sobre a barriga e fiquei fitando o teto.

  De repente, ouvi um barulho na minha porta e fechei os olhos apavorado, fingindo que estava dormindo. 

- Justin? - a voz de Babi me chamou baixinho. Abri os olhos rapidamente e me sentei na cama - Vem aqui, vamos descer.

- O que? - me levantei.

- Todo mundo está dormindo, vem!

  Abri um sorriso ao ver que ela não parecia brava. Saí pela fresta da porta para que não fizesse mais barulho e ela segurou minha mão, puxando-me. Barbara estava maravilhosa naquela camisola curta e preta de seda, meus olhos não podiam deixar de contemplar cada movimento que seus quadris faziam de um lado para o outro.

  Descemos em silêncio e ela me conduziu para o banheiro do corredor. Fechou a porta e acendeu a luz do espelho.

- O que foi? - perguntei quando ela me colocou contra a parede - Por que está tão afobada? Achei que estivesse brava comigo por causa da Beatrice.

- Eu vou fazer ela pagar por cada gemido que me fez escutar.

- Eu fui sincero quando disse que foi ruim. - olhei em seus olhos e ela sorriu travessa, cutucando minha orelha.

- E como você sabe se eu fui a única que você transou antes dela?

- Eu não preciso provar de outras pra saber que você é a melhor. 

  Seu sorriso se alargou e ela me puxou pela camiseta, invertendo as posições. Céus! Ela me deixaria louco desse jeito. Seus lábios logo atacaram os meus e minhas mãos optaram por alisar seu corpo dentro daquela camisola sexy enquanto as suas bagunçavam meus fios de cabelo.

- Vamos logo com isso. - Babi sussurrou e se abaixou para tirar sua calcinha. A ajudei e deixei a peça sobre a pia.

  Ela abriu o zíper da minha calça com agilidade e a abaixou assim como a cueca. Levantei uma de suas pernas e selando-a, logo a penetrei.

- Com você é muito bom. - arfei.

- Fala baixo. - ela riu e gemeu no meu ouvido.

- É quase impossível. - grudei a testa na dela.

  Minhas investidas eram lentas e vagarosas. Eu gostava de assistir suas expressões de prazer e principalmente de ver seu lábio preso entre os dentes.

- Você vai me matar. Vá mais rápido, eu preciso subir.

- Não podemos ficar aqui a noite tod...

  Babi colocou a mão na frente da minha boca e eu parei com os movimentos à sua ordem. Ouvimos passos e ela disse assustada:

- É o Ryan.

- Tranque a porta. - sussurrei.

- Não, ele vai ouvir.

  Os passos começaram a ficar mais próximos e meu coração acelerou, era possível ouvir as batidas do de Babi.

- Shh. - disse e puxou-me pela nuca para mais perto de si. Colei os lábios em seu ombro e prendi a respiração. 

  De repente a maçaneta foi movida e num movimento desesperado coloquei o pé na porta para impedir que fosse aberta e logo houve uma desistência. Os passos voltaram a se afastar.

- Como você sabe que é ele? - sussurrei voltando a olhar em seus olhos.

- Eu conheço as passadas fortes. - ela respondeu - Acho que ele está na cozinha agora.

  Babi me empurrou e em silêncio levantei as calças. 

- Vou levá-lo lá pra cima, depois suba sem fazer barulho. Fique aqui e com a luz apagada.

- Ok. 

  Ela apagou a luz do espelho e saiu. Segundos depois ouvi:

- Que susto, caralho. Era você que tava no banheiro?

- Sim. Desci para beber água, já ia subir. E você?

- Perdi meu isqueiro. Aliás, acho que fui roubado. Ladrão que rouba ladrão é foda.

  Barbara forçou uma risadinha. Silêncio se fez por alguns segundos até eu ouvir um estalo de beijo.

- Por que tá sem calcinha?

  Tirei a peça de roupa de cima da pia, enrolei e guardei no bolso de trás.

- Eu não coloquei para dormir.

- Ah. - sua voz demonstrava desconfiança - Tá. É que a minha memória me diz que colocou.

- Olha aqui um isqueiro, vem, vamos subir.

- Uhum, vamos. - respondeu ainda desconfiado.

  Logo, não ouvi mais nada, eles haviam subido. Suspirei aliviado e subi como Barbara havia mandado.

 

...

 

  No dia seguinte, acordei com batidas nada suaves na porta. A luz foi acesa e ei logo pulei da cama. Cocei os olhos e me perguntei como e quando foi que eu consegui pegar no sono.

- Você já pode ir embora. - disse Charles.

- Tudo bem, obrigado. 

  Ele se retirou e eu fui ao banheiro lavar o rosto que ainda estava bastante machucado. Tirei a calcinha da Babi do meu bolso e resolvi escondê-la melhor, era menos arriscado do que tentar devolver naquele instante. Me revirei todo tentando encontrar algum lugar e me frustrei com meu próprio pensamento de que só me restava colocá-la dentro da cueca.

  Rapidamente ajeitei o cabelo e desci sem ao menos olhar para os lados. Desci as escadas tentando não tropeçar e enquanto seguia feito uma mula para a porta ouvi Ryan me chamar.

- Ei, pirralho. Vem aqui, eu quero te contar uma coisa.

  Ah não, eu estou ferrado! Ele provavelmente vai dizer que sabe que eu estava com Barbara no banheiro pela noite ou algo do tipo. Mil coisas se passaram na minha mente e já suando frio, me virei para ele que estava relaxado na poltrona.

- O que?

- Você sabe. Bom, eu acho até que justo te dizer se me der sua palavra de que não vai contar para a Barbara. Afinal, ela já te trata como um filho, né? - sua voz soou desconfiada ou ele estava jogando verde para colher maduro.

"- Então você conta tudo para ela? Porra, Justin..."

- É-É. Nós estamos nos dando bem.

- Muito bem? - ergueu uma sobrancelha.

- Só bem. - engoli seco.

- Então dê a sua palavra.

- Eu dou a minha palavra. - falei feito um robô.

- Você não faz ideia do porquê eu te quero treinado, né?

- Não.

- Nenhum palpite?

  Meu coração estava acelerando cada vez mais e eu torcia para que minhas gotas de suor não estivessem tão evidentes.

- Não.

- Ok. - ele se levantou, posicionando-se à minha frente - Você com certeza já assistiu a algum campeonato de luta, certo?

- Sim.

- Simples! - Ryan abriu os braços com um sorriso no rosto.

  Eu não tinha entendido e acho que isso ficou nítido na minha expressão. Ele voltou a se aproximar e colocou o dedo no meu peito.

- Só que nessa luta o ring é a rua e não acaba quando um lutador pede desistência, ninguém desiste. E você não vai desistir também, Bieber.

- Não estou entendendo. - falei nervoso, talvez eu estivesse quase.

- Você vai lutar e fazer dinheiro pra mim. É melhor estar preparado em algumas semanas e não deixar ninguém quebrar a sua cara como eu fiz ontem, porque se deixar você vai pro chão e o próximo passo é ir pra baixo dele.


Notas Finais


✿ Barbara e Justin estão com um fogo que tá quase todo mundo descobrindo, hein! hahaha;
✿ O segredo foi finalmente revelado. Será que o nosso bolinho aguenta uma dessas?
✿ Até o próximo! ❤


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