História Mortal constellation - Capítulo 7


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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Lu Han, Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais, Sehun
Tags Chanbaek, Huhan, Jikook, Namjin, Sope, Yaoi
Visualizações 3
Palavras 2.511
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Fantasia, LGBT, Luta, Magia, Romance e Novela, Shonen-Ai, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Me perdoem qualquer erro.
E eu descobri que não sei falar, nem escrever, sobre sentimentos :p

Capítulo 7 - Sobre mentiras...


|Em um beco qualquer|

-18:32 PM-

 

Após terminar de resolver o “problema", Chanyeol pegou sua bolsa que estava jogada no chão, deu um último chute no garoto linguarudo e saiu em direção a sua casa.

 

Não que fosse de grande efeito mesmo, já estava atrasado, atrasar mais não vai mudar a intensidade de gritos que sua mãe vai dar.

 

Começou a caminhada para sua residência lentamente. Sua cabeça estava uma completa bagunça. Ele não se importava, certo?

 

Não faz sentido ele se importar. E mais uma vez sua cabeça só mantinha pensamentos voltados para ele. Se perguntava o por que de não conseguir seguir em frente.

 

Mas que saco. Por que ainda se martirizava por algo que aconteceu a cerca de meio ano atrás. Totalmente idiota e irracional. 

 

Mas como dizem... você não escolhe quem ama, seu coração sim. E parece que o jovem coração de Chanyeol se diverte muito ao vê-lo sofrer.

 

Quando menos percebeu já se encontrava na frente da sua residência. A estratégia usada seria a de sempre: correr para seu quarto tentando não chamar atenção.

 

Park abriu a porta delicadamente, entrou e fechou fazendo o menor barulho possível. Deixou seus sapatos e foi em direção ao quarto.

 

Parece que o mundo decidiu cooperar nesta noite, não encontrou sua mãe ou seus irmãos no caminho. Ele agradecia de joelhos, não sabia se conseguiria se segurar esta noite.

 

Como antes citado, o relacionamento familiar do "Dumbo", como a própria mãe o chama, não é bom. Diria péssimo.

 

Entanto o menino enfrenta a, possível, pior fase de sua vida, seu pai não para em casa por conta do trabalho, ainda tendo que dividir a atenção com seus dois irmãos mais novos, e sua mãe está mais preocupada com o que aconteceu com o filho da vizinha do que com si.

 

Seus irmãos são, ainda, os mais cruéis possíveis, sendo, sempre que possível, os que a entregam ou os que causam encrencas para o mais velho. 

 

Com sua vida em casa o verdadeiro inferno, sua situação na escola também não a ajuda. Desde que entrou no fundamental, recebia esses apelidos maldosos por parte de seus "amigos do colégio".

 

O garoto sempre apresentou uma força anormal para uma pessoa de sua estatura física (magro e de braços finos), mas isso não o deixou abater. Sempre ignorava, mas quanto mais tempo passava, mais os apelidos subiam de nível e frequência. Sua paciência já estava chegando ao limite e sua bondade também.

 

Um aluno mediano, sempre buscando as melhores notas, ele decaiu após seu término drástico, mas não foi o único motivo. A verdade é que escrever cada vez mais se tornava uma tarefa dolorosa, com os mais novos cortes em seus braços.

 

De pequenos e superficiais a grandes e fundos, só fazia mais mal a si mesmo, porém deixou de se importar a um tempo.

 

Sua aparência física não era muito comum para o local no qual havia nascido. Tinha os cabelos curtos e lisos, os quais o garoto pintou de marrom claro, de pele um tanto clara e lindos olhos castanhos escuros, que hoje já se apresentam opacos e sem vida. Além da altura digna de um jogador de basquete.

 

No final, era apenas um adolescente normal, porém com um detalhe que, na sua opinião é como uma maldição, sua "super força".

 

Se sentou em sua cama e jogou sua mochila em um local qualquer, não notou quando a primeira lágrima desceu. Porque ele insistia em piorar sua vida? Já não bastava o que todos faziam com ele!?

 

Foi em direção ao banheiro para tomar uma ducha com esperanças que junto da água vá os seus problemas. Penteou seus cabelos tingidos, colocou um pijama confortável e se jogou em sua cama.

 

Só queria descanso, um descanso eterno seria de bom tamanho, mas não é como se ela rezasse todo dia para que acontecesse. Sabia que, um dia, chegaria sua hora. 

 

O sono logo chegou para o doce garoto de feições duras e coração mole. Amanhã seria mais uma batalha.

 

|No mercado da cidade|

-8:32 AM-

 

E lá estava ele mais uma vez naquele mercado fazendo as compras para sua casa a mando de sua mãe.

 

Já com as sacolas em mãos, olhou mais um pouco para as barracas ao seu redor. Estava economizando a um tempo os pequenos trocados que juntava dos trocos de suas compras semanais.

 

Buscava nada em especial, queria algo que lhe trouxesse uma boa sensação, ou melhor, algo no plural. 

 

Apesar de estar sumido a tanto tempo, ainda planejava mandar algo para seu melhor amigo, isso quando o mesmo finalmente resolvesse aparecer para alguém.

 

Deu mais uma olhada em tudo e finalmente avistou algo que lhe chamou atenção: um par de pulseiras de duas cores, uma preta e outra branca. 

 

Sempre se consideraram opostos, então essas pulseiras eram mais do que o suficiente para demonstrar seus sentimentos quanto o outro garoto.

 

Após pagar decidiu, finalmente, ir para a casa. Ainda tinha tempo para enfim ir para o colégio, mas não queria mais problemas com sua mãe.

 

No caminho avistou algo que lhe chamou atenção: Camila e mais 2 pessoas, sendo elas: uma garota baixinha de cabelos rosas e um homem barbudo que parecia mais ter idade para ser seu pai.

 

Se aproximou para ouvir melhor a conversa, seus bons hábitos simplesmente não conseguiam funcionar para/com a garota de cabelos curtos.

 

— Só mais um pouco! - pediu a menina de cabelos pretos.

 

— Sinto muito Camila, seu tempo já se esgotou! Ele já está impaciente. Sua missão era pegar o garoto, não roubar seu namorado. - falou a de aparecia infantil.

 

— Vocês não entendem! Aquele garoto talvez seja mais perigoso do que qualquer um deles. - Camila claramente expressava desespero.

 

— Mas ele não é nosso problema. Nós iremos atrás do Park Chanyeol, você a favor, ou não, da nossa decisão. - por fim, ditou o grande homem.

 

Chanyeol estava chocado, mas algo dentro de si gritava para que saísse de perto daquela conversa. Ele havia ouvido muitas coisas para se digerir tão rapidamente.

 

Seguiu seus instintos e apressou o passo para sua casa. Pensaria melhor lá. O caminho nunca havia parecido tão rápido para Park, mas nada havia mudado, ele apenas estava imerso em seu mundo demais para notar ao redor.

 

Colocou as compras feitas em cima da mesa de sua casa, levando apenas suas pulseiras, e correu para seu quarto, logo o trancando. Ele tinha que pensar sobre as informações descobertas.

 

"Então ela realmente fez meu relacionamento acabar?" Era o que mais se passava em sua cabeça. O quão longe alguém iria para ficar com uma pessoa? 

 

Outra parte importante... o que fariam aquelas pessoas atrás de si. Certo que vivia se metendo em problemas, mas nada tão sério a ponto disso. Certo?

 

A verdade é que ele não tinha certeza de nada. Tudo isso, juntando com o aviso estranho de seu ex namorado, ficava digno de uma história de terror estranha.

 

O jeito seria investigar mais a fundo toda essa estória estranha. E sei primeiro alvo de investigação seria Byun Baekhyun, mas para isso teria que esperar o horário de ir para o colégio, mas ele esperaria e, pela primeira vez em bastante tempo, ficaria ansioso para chegar logo no colégio.

 

|Pátio do colégio|

-12:21 PM-

 

Chanyeol, como o mesmo planejou, chegou mais cedo no colégio, desviou de quem aparecia em seu caminho e foi em direção a sua sala para colocar sua mochila em seu lugar de costume. 

 

Foi em direção a sala de Byun, talvez devesse perguntar diretamente para ele... mas isso só acarretaria em mais piadas maldosas e sem graça. E isso ele não precisava mais.

 

Estava a três sala de distância, quando foi brutalmente puxado para dentro de uma das salas em desuso.

 

— Está maluco?! Quer morrer garo- 

 

Não conseguiu completar sua frase ao ver quem estava na sua frente. O homem que conversava com Camila, em carne e osso.

 

— Agradeço que tenha parado de gritar em meus sensíveis ouvidos. Prefiro resolver minhas coisas de forma mais racional. - falou com uma voz um tanto quanto... forçada(?).

 

— O que você quer comigo? Nunca nem te vi na minha vida! - ele estava nervoso. Seus pés batiam incessantemente no chão.

 

— Quero que venha comigo. Nós dois sabemos que sua vida aqui é uma porcaria. Sumir não seria algo que ninguém espera, e ouso dizer, torce, que aconteça. - suas palavras foram como um baque no garoto orelhudo.

 

— E como posso saber se você não mente? Até onde eu sei você pode ser um pedófilo ou sei lá... um assassino. - não seria mentira dizer que ele pensou na possibilidade, mas era verdade, ninguém garantia nada.

 

— Tenho cara de mentiroso? Pois não sou! Você não sofreria lá. Seria respeitado e até mesmo privilegiado. Uma vida fácil, não deseja isso? Não é só o que você quer na sua vida? Ser feliz? Lá você seria... - falou o barbudo estendendo sua mão na direção do garoto.

 

— Eu t-

 

— Infelizmente ele recusa, agradeço a ótima oferta. - falou um terceiro integrante interrompendo a conversa, até então, privada.

 

— Com licença, mas isso é uma conversa particular, ele pode muito bem responder por si mesmo. - ditou o mais velho entre os três.

 

— Mas o Chany não pode responder alguma coisa antes da hora do lanche, ele não raciocina bem, não é? - falou Baekhyun, passando seu braço em volta do braço do mais alto.

 

— Tudo bem, eu voltarei mais tarde Park. - falou, logo em seguida saindo da sala.

 

— Baek, o que está acontec-

 

— Eu não acredito! - falou se afastando do garoto, o interrompendo. Estava irritado e isto era visível. — Aquela mentirosa! Ah! Mas de hoje ela não vai passar. - e saiu logo em seguida deixando um menino confuso para trás.

 

Ah não! Hoje ele não deixaria isso passar. Iria descobrir o que raios estava acontecendo, nem que para isso tenha que torturar seu ex.

 

Seguiu o garoto irritado um pouco atrás, para não ser percebido. E viu ele puxar Camila para a sala do zelador. Parece que hoje a sorte está do lado do “pequeno” Chanyeol. A acústica dessa sala é ótima para se escutar através da porta.

 

— Você está de brincadeira com a minha cara, Camila? Pensa que eu falei tudo aquilo em vão? - escutava o garoto aos berros dentro da pequena salinha.

 

— Eu iria te contar, mas você sumiu do nada. Pensei que não teria problema te contar na hora do intervalo. - O Park conseguia imaginar o falso bico em seu rosto.

 

— Pois bem, se enganou. Você quebrou sua palavra. Me prom-

 

— Espere aí, - a garota o interrompeu — eu não quebrei nossa palavra! Não encostei um dedo sequer no orelhudo. Nosso trato consistia apenas nisso. - ele já não sabia com quem se irritar, mas imaginou a pequena menina lá dentro fazendo as aspas com suas mãos.

 

— Camila você sabe muito bem tudo o que eu tive que fazer para ficar ao lado dela! - Chanyeol pensou em sair, já havia ouvido muita coisa, mas queria entender o que estava acontecendo. Talvez ele devesse ter saído logo. — Eu até mesmo tive que fingir gostar do garoto e o pedir em namoro, para poder ficar ao seu lado! - o tempo parecia ter parado para o menino de olhos castanhos escuros. 

 

— Não fale comigo como se fosse meu problema! Eu tentei te avisar que eles estavam vindo! Fiz mais do que minha obrigação. Deveria estar é me agradecendo, consegui até amanhã para você pegar o garoto e sumir. - seu tom era de puro deboche.

 

— Pois eu acho que eles descobriram a falsa que você é! Eles já foram atrás de-

 

Park não escutou o final da conversa. Não fazia mais sentido. Tudo o que acreditou ser amor não passou de um teatro bem feito. Correu em direção a sua aula, quer dizer não poderia perder suas últimas aula.

 

<Quebra de tempo>

 

Assim que o sinal apitou, Chanyeol correu para bem longe daquela sala. Ouviu a voz de alguém lhe chamando, mas se fosse quem ele acha, o melhor foi ter ignorado.

 

As lágrimas desciam em abundância e ele nem fazia questão de esconder. Seu teatro também já estava no fim, só faltava a cena final mesmo.

 

Pegou uma folha de papel e escreveu tudo o que sentia naquele momento. Sabia que só teria uma pessoa que ainda teria a decência de ver. Apesar de tudo, ele ainda era um homem de honra.

 

Querido Baek...

Nem sei se posso lhe chamar assim, quer dizer, talvez a gente nem tivesse intimidade o suficiente para apelidos, vai que tudo não passou de mais um dos seus teatros. Sempre admirei essa sua habilidade de atuar, eu mal consigo esconder meus sentimentos. Eu não sei mais até que ponto foi verdade, mas sei que seu amor não passou de uma mentira... 

Eu não entendo porque você iria querer se aproximar de uma pessoa como eu, mas já está feito, né?

Se tem uma coisa que eu me arrependo, foi ter aceitado seu pedido de namoro. Essa foi a pior decisão que eu tomei na vida. Eu assinei minha própria carta de suicídio, no caso essa. Me divertia tanto quanto estava com você, você era meu porto seguro. Quantas vezes eu não havia te ligado aos prantos por conta do que haviam me falado? E você sempre estava lá para me apoiar. 

E quando ele sumiu... você virou minha única fonte de sustenção... uma que eu vi ruir na minha frente e não fui, sequer, capaz de impedir. 

Esse é o meu último adeus. Não me salve! Eu te imploro! Eu já fui muito covarde sobrevivendo até aqui. A morte já me parece a única opção onde eu serei feliz e terei paz.

Ah! Eu esqueci de te avisar, bom depois que você me largou sozinho e sem explicação, a titia Maria acabou morrendo de câncer. Ela disse que desejava que nós fossemos muitos felizes juntos. Me desculpe, não consegui falar sobre o que você havia feito :)

 

Para: a única pessoa que, pelo menos, fingiu me amar...

De: uma pessoa que já não tem porque viver mais.

 

*Pov. Chanyeol*

 

Dobrei a carta e coloquei no meu bolso, peguei minhas amigas lâminas e fui para o mesmo lugar de sempre, o jardim.

 

Pelo menos terei uma morte tranquila, nem mesmo os professores vão para aquela parte da escola. Debaixo da grande árvore do jardim.

 

Me sentei de forma confortável e apoiei a cabeça na árvore. Peguei a pequena lâmina e passei no meu braço de forma vertical até o máximo que aguentei.

 

Logo em seguida, o outro braço, esse não foi muito fundo pois já faltava força. Doía, mas aos poucos a dor foi sumindo junto de meus sentidos.

 

A última brisa que eu senti com total certeza foi a melhor, mas por sorte meus cabelos não foram para o meu rosto, queria ao menos ter a grama verde do local como minha última visão.

 

Os pontos pretos na minha visão e a tontura já estavam insuportáveis e eu apenas aceitei a morte como uma velha amiga.


Notas Finais


Foi dramático, né?
Eu tenho uma das minhas viagens aqui:

A vida é como uma linda mentira e a morte uma dolorosa verdade... por isso todos insistem tanto em se manter os mais vivos possíveis, já que mentiras sempre são mais bem-vindas do que verdades.

Obrigada para você que leu até aqui 😘


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