História Mortífero - Capítulo 3


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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Ronald Weasley, Sirius Black
Tags Dramione, Mortes, Romance, Serial Killer
Visualizações 133
Palavras 1.907
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção Adolescente, Policial, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Volteei!
Então, a história acabou tomando uma direção totalmente diferente do que imaginei, mas de uma forma boa, eu meio que estou gostando e espero que compartilhem desse sentimento.
Boa Leitura!

Capítulo 3 - Beijo...?


Meu corpo estava pulsando, é difícil explicar a sensação de um beijo bom, dormência, ao mesmo tempo em que seu corpo é cercado por uma hipersensibilidade, as mãos dele ainda estavam em mim, por mais que eu quisesse tocá-lo minhas mãos ainda estavam presas por uma de suas acima da minha cabeça, nossas bocas ainda coladas, olhos fechados, sua língua explorava minha boca e eu o saboreava, eu tinha tido poucos bons beijos para não aproveitar este.

Nossos olhos se abrem em um mesmo momento, nós não tínhamos nos mexido, mas a consciência toma conta de tudo que estava acontecendo, era loucura...

- Eu... – Ele se afasta bruscamente deixando-me surpresa e confusa ao mesmo tempo. – Isso não deveria ter acontecido.

- Mas, aconteceu. – Digo simplesmente como se não fosse nada demais, quando se viviam em um mundo de adultos você aprendia a fingir muita coisa se necessário, inclusive desinteresse mesmo que todo o meu corpo dissesse o contrário.

- Você é uma criança... – Ele olha para o chão e eu reviro os olhos.

- De novo com essa história? – Dessa vez sou em que estou exasperada, cansada de tudo isso, a alguns instantes nossos corpos estavam colados e agora isso? Engraçado que no momento ele nem ao menos pensou na minha idade.

- Isso não vai voltar a acontecer. – Ele cospe essas palavras e meu coração afunda, de certa forma, eu queria que voltasse a acontecer, muitas e muitas vezes.

- Tanto faz... eu continuo não gostando de você. – Digo simplesmente dando de ombros, colocando um sorriso no meu rosto como se ele nem ao menos tivesse me abalado, sua expressão muda, decepção, não sei com que...ele respira fundo e sai da sala e continuo ali, sem conseguir voltar atenção ao caso, droga, era o que eu precisava estar fazendo, tem vidas correndo perigo e eu aqui não consigo parar de pensar na porra de um beijo, coloco meus dedos em meus lábios e balanço a cabeça com força, voltando minha atenção para todas as informações aqui expostas.

Chego em casa exausta, o dia foi mais que cansativo, minha mente não consegue parar, dormir naquela merda de chão acabou comigo, as brigas os beijos e as investigações, tentei tanto encontrar uma pista, um motivo alguma coisa que nos levasse a compreender quem seria o assassino, mas não havia nada.

Tomo um banho demorado em água quente que relaxa todas as minhas musculaturas, escovo meus dentes e escovo meu cabelo devagar, vou em direção ao quarto e encontra o suéter de Draco jogado em cima da minha cama, pego ele por um momento e balanço a cabeça, não, eu não seria a garota que foi tratada mal por quase um ano e depois de uma carona e um beijo se apaixona e ainda dorme com a roupa do cara, eu não era assim, visto um pijama qualquer, e... PAIXÃO.

Ai meu Deus! Como não pensei nisso antes? Sabia que eu estava deixando passar alguma informação, nem ao menos pensei que era isso, pego meu celular e minhas chaves de casa depressa, volto rapidamente para alcançar minha carteira e desço as escadas indo em direção a porta, eu poderia ir até mesmo a pé pra delegacia, sorte minha que moro perto de uma avenida movimentada e consigo achar um táxi rapidamente.

Tecnicamente eu não poderia estar aqui a noite, e eu sinceramente queria muito uma noite de sono, mas eu não iria conseguir dormir com tudo isso passando por minha cabeça, eu precisava confirmar o que estava pensando, o corredor das salas de investigação fica em uma porta logo na entrada, quando as noites não são muito movimentadas ao ponto de ninguém prestar atenção em nada, são muito calmas causando o mesmo efeito, então fica fácil seguir por esse corredor sem ser notada, abro a porta calmamente e paro em súbito, Draco Malfoy está ali, sentado atrás da mesa, menos sociável que o normal, seu cabelo está bagunçado, sua camisa tem uns botões abertos e as mangas foram puxadas até o cotovelo e está completamente absorto nos papéis, permito observá-lo um pouco.

Então, não sei o que fazer, é meio constrangedor ter que trabalhar com ele agora, o que eu tenho pra fazer é de extrema importância, mas ficar aqui é... Dou um passo pra trás e deixo minha chave cair sem querer, merda, o barulho faz ele olhar pra cima assustado e nossos olhos se encontram por alguns momentos.

- De novo aqui? – Pergunta ele arquejando a sobrancelha, eu cerro os dentes.

- Pensei em algumas hipóteses, eu não conseguiria dormir. – Digo dando de ombros e entrando na sala, teríamos que ser profissionais, e resolver o caso o mais rápido que conseguíssemos, agora não havia mais nem a oportunidade de ir embora.

- Então fale? – Ele diz passando a mão nos cabelos, seu tom de voz mostra cansaço. – Porque eu estou aqui a horas lendo e relendo esses relatórios e não consigo encontrar nada.

Normalidade, é o que parece e isso é totalmente esquisito, mas deixo pra lá, é o momento de provar o que eu estou pensando, saber se há alguma hipótese ou não, ando até a mesa e me sento de lado na mesma, puxando a caixa em minha direção e começando a mexer nos diversos papéis. Ouço Draco sugar uma respiração.

- Você não pode vestir uma porra de roupa descente para vir? – Pergunta ele evitando me olhar, eu novamente estou de pijama aqui, mas sinceramente não é um pijama tão curto e no fim da contas, tanto faz.

- Eu me esqueci de trocar de roupa. – Dou de ombros e mudo minha expressão erguendo o queixo. – Eu sou uma pirralha lembra? Minhas roupas não deveriam causar efeito algum em você.

- Você está brincando com fogo... – Ele solta uma respiração e se levanta, andando pela sala, eu finalmente consigo encontrar o que estava procurando e qualquer outro fato foge de meus pensamentos.

-Aqui! Encontrei... – Digo começando a lê-lo.

- O que...? – Ele pergunta se aproximando, mantem-se atrás de mim lendo o documento também, eu finjo que a proximidade não me causa nada. – Eu já li o depoimento do ex-marido, não há nada ai... – Ele faz uma careta.

- Ai que você se engana... – Presto atenção novamente. – Me da um marca texto. – Peço estendendo a mão sem tirar os olhos do papel, ele coloca na minha frente e eu retiro a tampa com a boca e começo a marcar o que eu queria, sinto seus olhos em mim.

- Você vai começar a explicar ou terei que arrancar isso de você? – Ele pergunta parando na minha frente.

- Esse cara, a forma como ele fala, incerto e indeciso, na maior parte do tempo ele é inseguro do que está falando, mas não nesse momento aqui, ele nem ao menos para pra pensar, somente afirma que não conhece nenhum cara que ela possa estar se relacionando e que ele não a viu no dia. – Digo olhando-o.

- E isso quer dizer? – Ele arqueja a sobrancelha.

- Que esse momento em questão é mentira. – Digo como se fosse obvio.

- Como você pode ter certeza disso?

- Eu apenas tenho, é fácil compreender como algumas pessoas falam normalmente e como elas mudam seu jeito em uma mentira. – Dou de ombros.

- Então, precisamos conversar novamente com ele, eu vou providenciar os papéis pra chama-lo. – Ele diz.

- Só isso? Não vai duvidar de mim e dizer o quanto estou errada? – Sorrio ironicamente.

- Não Hermione, você já provou suas habilidades algumas vezes e nós concordamos hoje mesmo que havia algo errado, então, pode até ser que você não tenha razão, mas acredito sinceramente que descobriremos algo...

- Okay. – Sorrio pra mim mesma e começo a organizar alguns papéis, eu não consigo trabalhar com essa bagunça e essa sala necessita ser arrumada rapidamente.

- Oh não, você não... – Ele tira os papeis da minha mão e eu o encaro sem entender. – Você tem que ir para casa dormir e se preparar para a escola amanhã.

- Eu realmente estou bem.

- Não, não está, você dormiu aqui ontem deve estar toda dolorida e cansada, vai para casa descansar em uma cama. – Ele usa aquele seu tom autoritário.

- Você sabe que não manda em mim não é? – Digo voltando a atenção para os meus papéis.

- Você é impossível, se não levantar dessa mesa agora e ir para casa eu vou te arrastar até lá e ainda dar umas palmadas, merecidas, em sua bunda. – Eu engulo em seco com sua proposta, no fim das contas isso seria realmente interessante.

- Você não faria isso. – Levanto-me da mesa parando em pé, erguendo meu queixo e encarando-o seus olhos mais uma vez estão escuros.

- Não duvide de mim... – Ele sorri. – Esse pensamento realmente me agrada, você se mostra muito malcriada. – Eu engulo em seco e reviro os olhos o que o faz soltar uma gargalhada. – Vamos, vou te dar uma carona.

- Não, obrigada. – Digo pegando minhas coisas e saindo da sala.

- Hermione. – Ele respira fundo. – Eu. Vou. Te. Levar. Para. Casa.

- Suas pausas são assustadoras... – Continuo andando.

- Bem, e você é exasperante...

- Você não é muito melhor. – Me viro e dou língua para ele que revira os olhos.

Caminhamos em silencio até o carro, dessa vez o clima era descontraído e calmo, no fim das contas tudo isso estava criando um laço de segurança e confiança entre nós.

- Eu... – Ele me olha quando para em frente a minha casa. – Não é que acho que você é uma criança, sua mente é evoluída e você está a frente da maioria da sua idade, mas...

- Mas...? – Ele me fuzila com os olhos e eu sorrio docemente fingindo inocência.

- Nós temos dez anos de diferença, e não podemos ficar nos beijando... Não que não tenha sido bom... eu.

- Você está apenas piorando a sua situação. – Falo rindo.

- Inicialmente eu fiquei puto por você ter uma vaga no departamento, você é uma adolescente que teve sorte em um caso o que poderia fazer? Depois foi mostrando o quanto era boa, mas sempre foi legal implicar contigo, te ver ficando puta e tal, algumas vezes você ficava toda corada e em outras vermelha de raiva, eu te vi me xingando muitas vezes quando não havia mais ninguém na sala, era hilário. – Ele diz como se estivesse se lembrando daqueles momentos e ri ao mesmo tempo em que isso me deixa sem graça. – Eu gostava de te afetar... – Ele dá de ombros. – Mas, ai você começou a me afetar e essas suas merdas de pijama... Não podemos fazer isso, você é uma adolescente e eu... temos que conviver profissionalmente, entende? – Ele me encara questionando, mas sem me dar tempo de responder. – Você é inocente e doce e eu digamos... tenho gostos peculiares, não quero fazer isso com você.

- Talvez... – Começo devagar, sabia exatamente o que ele estava falando. – No fim das contas eu não seja tão inocente e doce assim, talvez eu compartilhe dos mesmos gostos que você...

Saio rapidamente do carro deixando um Draco boquiaberto para trás, depois que a frase foi dita eu sai sem nem ao menos olhar pra trás, talvez eu estivesse me precipitado ou falado demais e fosse me arrepender posteriormente, mas eu duvidava, o seu jeito provava muita coisa além do que eu tinha visto a um tempo atrás no computador dele, e eu tinha gostado bastante disso.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, comentem e favoritem!
Me contem o que estão achando, por favor, eu sinceramente adoro esses momentos dos dois.
Logo logo teremos capítulos novos.
Até lá, beijinhos.


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