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História Mostre-me suas asas - Taekook - Vkook - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Oioiii. Acho que vou trazer as atualizações de noite :/
Na minha cabeça, é o horário em que vocês leem fanfic ksksksks. Pelo menos é o meu.

Chega de enrolação, vamos ler.

Capítulo 2 - Chapter one.





Estou sentado no outro sofá, olhando para o homem machucado na minha frente, sem saber direito o que fazer. Pensei em leva-lo ao hospital. Mas aí teria que me locomover para isso, coisa que eu não quero.

Percebo que ele está lutando para se manter acordado e que alguns gemidos de dor saem de sua boca conforme ele respira. O que eu faço?

ㅡ P-posso tomar um b-banho? ㅡ Me pergunta, com os olhos fechados. Se eu ficar caladinho por mais alguns minutos ele dorme. Ele acha que está em condições de alguma coisa? 

Não o respondo, apenas me aconchego no sofá, pronto para dar uma cochilada, quando escuto mais um estalo e um grito de dor; vem sendo assim nas últimas duas horas. É melhor ele ir ao médico.

ㅡ Você está pior, vou ligar pro hospital do centro para virem te pegar. ㅡ Falo e me levanto, indo procurar meu celular.

ㅡ Não! ㅡ Olho para ele sem entender o porquê de ele não querer ir para o hospital.

ㅡ Olha aqui, eu não quero um cadáver no meu sofá não. Você vai pro médico sim!

ㅡ Não. P-por favor. Só preciso de um banho. ㅡ Reviro os olhos e me dou por vencido, o pegando no colo. Não estou afim de discutir. Não agora. Deixa ele melhorar que vai ver só.

Levo ele para o banheiro e o coloco deitado no chão. Mecho no interruptor para ver se a energia voltou, e a resposta é positiva. Ótimo. Pelo menos um banho decente o judiado terá. Encho a banheira com água morna, e o olho.

ㅡ Então e vou te deixar aqui pertinho da banheira, aí você tira a roupa e entra, ok? ㅡ Ele balança a cabeça, simbolizando um “sim” ㅡ Mesmo se negasse iria fazer. Se conseguiu chegar no meu terraço, consegue entrar em uma banheira. ㅡ O arrasto para o lado do móvel e saio do banheiro.

Olho para o chão sujo da sala, e depois para os dois lençóis nos sofás, também sujos. Porque eu não fiquei deitadinho ‘né?

Sigo o caminho para meu quarto, preciso me trocar e pegar uma roupa para o moreno que está no meu banheiro tomando o banho relaxante que eu deveria estar tendo agora.

Tiro minha roupa e deixo no chão, espero que eu me lembre de levá-la para a máquina de lavar. Pego um moletom quente azul claro, e uma bermuda curta nas pernas para mim.

Para ele, separo um conjunto preto bem confortável e jogo em cima da cama. Abro a última gaveta, onde sei que tem algumas cuecas ainda não utilizadas por mim.

Me visto sem tomar banho mesmo, se saí na chuva, significa que estou limpo. Passo o secador por meus fios de cabelo, e os penteio bonitinhos.

Pego minha roupa no chão e entro na mini lavanderia que tem dentro do apartamento, colocando ela na máquina ㅡ que já tinha algumas roupas ㅡ e ligando-a.

Sinto minha barriga roncar e acho melhor ir para a cozinha preparar algo para matar minha fome.

Abro o armário a fim de ver o que tem para comer. É… acho que umas comprinhas não fariam mal. Tateio os bolsos invisíveis de minha bermuda a procura do meu celular, na intenção de pedir um café da manhã gorduroso pelo app, porém não o acho.

ㅡ Droga, droga, droga, droga, drogaaaa! ㅡ Vou rapidamente para fora do apartamento, descalço, e subo novamente para o terraço. Passeio com meus olhos por todo chão molhado, a procura do meu precioso.

Corro quando o acho, totalmente encharcado pela chuva desta madrugada. Tento liga-lo mas falho miseravelmente. O que me tranquiliza é saber que é a prova d’água, e que só deve ter descarregado, já que a lanterna estava ligada.

Posso esquecer a ideia de pedir comida. Terei de ir comprá-la agora.

ㅡ Pff. Isso que dá, fui ser gentil com um desconhecido e me ferrei de várias maneiras diferentes.


[...]


Entro em casa com as mãos doloridas por estar segurando várias sacolas de uma vez. Deixo elas no chão perto da porta e massageio minhas palmas, com uma careta no rosto.

Ouço alguma coisa caindo no banheiro, e me lembro que deixei o garoto machucado lá, esquecendo que ele não podia sair sem auxílio. Me apresso em chegar onde ele está, batendo na porta apressadamente.

ㅡ Ei? ‘Tá vivo? Me escute bem, se você quebrou meu azulejo está ferrado! Enten- ㅡ Me auto-interrompi ao ver a porta se abrindo, revelando um busto cheio de gotículas de água, mas nenhum arranhão sequer. Lembro-me perfeitamente de tê-lo deixado ali no chão completamente machucado e cheio de hematomas. Isso era possível? ㅡ C-como? ㅡ Me me afasto e encosto na parede do corredor estreito. ㅡ O que você é? ㅡ Pergunto curioso. Será que algum tipo de ser demoníaco? É a única explicação plausível para explicar o fato de ele estar na chuva todo machucado, e no terraço de um prédio de vinte andares, parecendo que participou de uma briga de bar contra dez homens e lutou sozinho, e depois aparecer sem uma cicatriz sequer.


[...]


ㅡ Ok. Deixe-me ver se entendi; O seu reino, Ya-Kaiutu foi atacado por seres monstruosos chamados de Colviens, que chegaram ao templo e apagaram a chama que mantém seu mundo, o Viontery vivo, e você foi jogado na terra como última esperança para achar a criança que está guardando a última faísca do fogo para re-acender ele?

ㅡ Sim.

ㅡ E eu tenho cara de burro?! Espera mesmo que acredite nessa palhaçada?!

ㅡ De qual outra maneira explica os machucados não existentes agora em minha pele? 

ㅡ Macumba.

ㅡ O quê?

ㅡ Pacto com o diabo.

ㅡ Como?

ㅡ Me prove que você é o que diz ser, ou então eu ligo para a polícia e eles veem te prender.

ㅡ E vai me acusar de quê? Se estou na sua casa é porque você me trouxe aqui.

ㅡ Sim, mas te trouxe porque você estava fazendo barulho a altas horas da madrugada e não consegui dormir. Isso é crime sabia? ㅡ Digo e ele não me responde nada. ㅡ Vai me falar a verdade ou não?

ㅡ Já falei.

ㅡ Mas eu não acredito! E se você realmente se cura com a água, por que estava morrendo sendo que chovia água em cima de você?

ㅡ Porque aquela em específico não foi mandada pelo Deus da chuva, foi resultado da nossa guerra. Ou seja, não é pura.

ㅡ Está bem… ㅡ Respiro fundo me dando por vencido, tentando organizar todas as informações recebidas, para só então, perceber o quão grave isso é. ㅡ Não, não, não. Não está nada bem. Você não pode ficar aqui. Se o que você está falando for mesmo verdade, virão atrás de você.

ㅡ Não se preocupe, tomarei cuidado.

ㅡ O problema não é você! É a minha casa! Vão fazer igual nos filmes e quebrar toda a minha preciosa casinha.  ㅡ Choramingo de maneira dramática.

ㅡ O quê?!

ㅡ Ah, mas não vão mesmo. Vá embora da minha casa! ㅡ Seguro seu pulso, o puxando para a porta de saída.

ㅡ O que está fazendo? Eu não posso ir! ㅡ Para de uma vez, o que em consequência me faz parar também.

ㅡ Pode sim! Quem disse que não? ㅡ Vou para trás dele, colocando as mãos em suas costas, o empurrando para a porta. Então sinto uma textura diferente em minhas palmas.

ㅡ Aaaaargh. ㅡ O mais alto grita, indo de encontro ao chão. Se encolhendo nele. Olho para suas costas e vejo duas grandes feridas. Parecendo dois i's maiúsculas, um pouco abaixo do pescoço.

ㅡ O que é isso? ㅡ Me abaixo ao seu lado, tocando suas costas novamente, desta vez com cuidado, e longe de seu machucado. Ele fica em silêncio, com uma careta de dor no rosto. Terei mesmo de ajuda-lo novamente? Que filho de Deus é este, que não aguenta que toquem em uma ferida? ㅡ Venha, vamos para o sofá. ㅡ O ajudo a se levantar, e se sentar no sofá. ㅡ Por que esse ferimento não se curou? ㅡ Ele fica um momento em silêncio, para só depois me responder.

ㅡ Fazia parte do meu corpo… ㅡ Respondeu, com a expressão  se suavizando um pouco.

ㅡ O que era?

ㅡ  Minha asa. ㅡ Fico surpreso. Como assim, asa? Ele não é filho do Deus da água? O moreno olha para mim, percebendo o possível ponto de interrogação acima de minha cabeça ㅡ Eu  sou fruto de um romance entre o meu pai e uma anja...

ㅡ E onde estão suas asas agora?  ㅡ O interrompo.

ㅡ … Isso causou muitos conflitos. ㅡ Continua ㅡ Uma das leis mais rígidas de lá é que não pode haver um híbrido, ou até mesmo o romance entre deuses ou herdeiros, com outro que não domine o mesmo poder que si. Ou seja: Dominador da água com dominador na água, anjo com anjo.

ㅡ E então…? ㅡ O incentivo a continuar.

ㅡ Por eu ser classificado como híbrido, queriam me eliminar, mas meu pai impediu. Houve muitas guerras, todas elas com o objetivo de me matar. O povo já estava cansado de tanto conflito e então surgiu a ideia de um acordo, uma condição; eu poderia continuar vivo, contando que minhas asas fossem arrancadas.

ㅡ Ah… ㅡ falo e ficamos calados pelo que me pareceu minutos. Meu cérebro ainda não se acostumou com a ideia de Deuses tipo do Olimpo existirem. ㅡ Então… sempre esteve aberto?

ㅡ O quê?

ㅡ O machucado.

ㅡ Não. Quando a chama está acesa, vira apenas uma cicatriz.

ㅡ Ah… Faz sentido. ㅡ Arrumo minha postura, e percebo que ele ainda está de toalha. ㅡ Venha se vestir. ㅡ Puxo o maior pela mão novamente, quase o derrubando no percurso. Entro no quarto e paro do lado da cama, pegando em mãos a roupa que separei para ele vestir. ㅡ Aqui. Espero você terminar lá fora. ㅡ Finalizo, saindo do quarto.

Contenho minha vontade de espiar pela fresta da porta e encosto as costas na parede, esperando passar alguns minutos.

ㅡ Pronto. ㅡ Ouço sua voz abafada do outro lado da porta dar-me permissão para entrar e assim o faço. Vejo seus cabelos desgrenhados pingando na roupa e no chão. Isso me dá dez tipos de tiques diferentes.

ㅡ Vem aqui. ㅡ Pego ele pela mão novamente, o sentando no banquinho macio que tem em frente a penteadeira branca clássica, perto da enorme janela de vidro. Pego meu secador de cabelo e ligo, deixando na potência média. ㅡ Vou arrumar seu cabelo.

Pego uma escova e passo com cuidado em seus fios negros, enquanto acompanho com o secador. Termino e coloco o objeto desligado no móvel, junto da escova. Giro o assento e o deixo de frente para mim. Me agacho e tiro sua franja dos olhos, arrumando ela de ladinho. Me perco em suas íris brilhantes, e pego um bom tempo o encarando.

ㅡ Você pode ficar aqui em casa por um tempinho.

ㅡ Muito obrigada… Mesmo. ㅡ Me agradece e sorri pequeno. ㅡ Acabou?

ㅡ Sim. ㅡ Me levanto, gemendo um pouco pelo cansaço. ㅡ Vamos comer, estou morrendo de fome.

ㅡ Tudo bem.

Saímos do quarto e fomos para a cozinha. Lá, o obriguei a pegar as sacolas que deixei na entrada. Vejo ele voltando para a cozinha com apenas uma mão ocupada de todas as sacolas, fazendo parecer que estavam carregadas de vento.

ㅡ Deixe-as aqui no chão. Depois eu guardo, vou pegar apenas o que precisar.

Faço um café da manhã simples: Torradas com suco natural de maracujá. Me sento e coloco meu prato e copo na mesa, dando uma mordida generosa no meu alimento.

ㅡ Não vai comer? ㅡ Falo após perceber que ele está parado me olhando.

ㅡ Tem…?

ㅡ Querido, é café da manhã, coma algo digno do horário e depois pode pensar em doces.

ㅡ Não, eu preciso de doces. É o que chega mais próximo do nosso alimento lá em Viontery.

ㅡ Era só o que me faltava. ㅡ Levanto resmungando, indo até o congelador, pegando um pote de sorvete fechado. ㅡ Serve?

ㅡ É de morango? ㅡ Pega de minha mão.

ㅡ Sim. Serve? ㅡ Pergunto novamente.

ㅡ Sim, sim! ㅡ Diz animado, e sorri mostrando seus dentes que me lembram os de um coelho. Pego uma colher e o entrego.

Me sento e ele faz o mesmo, porém na cadeira em frente da minha. Volto a comer concentrado no quão bom está meu suco de maracujá.

Após terminar, vejo que ele já está no fim do pote de sorvete. Guloso. Eu pretendia comer aquilo mais tarde, enquanto assistia a filmes clichês e chorava por que o casalzinho principal nunca consegue ficar junto.

ㅡ Qual o seu nome? ㅡ O ouço me perguntar. 

ㅡ Kim Taehyung, e o seu?

ㅡ Jeon Jungkook.






Notas Finais


E chegamos ao fim :)
Qualquer dúvida pode perguntar aí nos comentários que estarei respondendo toodos.

Me sigam: @Yeotan_Cacareja

Beijux ♡


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