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História Motel - Capítulo 1


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Notas do Autor


Boa Leitura!

Capítulo 1 - 3h00


Mudanças ocorrem  em vinte e quatro horas, algumas pequenas e quase imperceptíveis e outras gigantescas gerando uma reação em cadeia que afeta um todo.  É comumente dito que "a vida é imprevisível" e isso por vezes serve como argumento para erros e acertos e de tempos em tempos é usada para alegar decisões tomadas no calor do momento, ou até mesmo pensadas, de modo a ter a real noção dos prejuízos que podem ser decorrentes de uma simples escolha.  

Casos sempre estão começando e terminando por toda parte, e em bem menos de doze horas, duas pessoas haviam optado por seguir seus desejos e colocar todos os riscos a prova, aquilo poderia ser nomeado de amor ou loucura, tudo dependeria do ponto de vista.  

  O corpo nu revirou na cama, ao sentir a pele aquecer  por conta dos raios de sol que entravam por entre as cortinas do quarto, que tinha um aroma forte, uma mistura de perfumes e suor. Naquele instante, depois de algumas horas o medo e arrepiamento ainda não se faziam presentes, o sono ainda não havia dado lugar a pensamentos que poderiam tirar a paz, e talvez aquilo por maiores que fossem as probabilidades, simplesmente não acontecesse.  

  Naquele motel,  mais especificamente na Suíte Golde,  toda em tons de bege, preto e vermelho, com  piscina aquecida com hidromassagem, era nítida a forma como a vida sempre seria feita de momentos inesperados e que acabaria por gerar diversas mudanças.

  Duas mulheres tinham se deixado levar por um desejo ardente, sabendo que seria quase impossível daquilo não gerar grandes perdas e conflitos, no enquanto, optaram por não pensar no que ocorreria quando a conta daquele quarto fosse paga, quando os celulares fossem ligados e o mundo voltasse a não girar mais só em torno daquele ambiente. Por hora, aquilo estava funcionando, pois, tinham a plena noção que tudo fluiria bem caso fosse apenas elas, às duas deixando o desejo prevalecer, mas  depois? O depois só viria dali algumas horas. 

  O sol ainda nascia, quando enfim Regina desperto, seus cabelos negros estavam bagunçados e as lembranças já a tirava dos eixos, mal sabia como iria conviver com tudo que havia acontecido desde a madrugada, sua vida tinha sido afetada muito antes, desde o instante que os olhos caíram por sobre aquela menina, mas ali ainda envolvida pela fadiga, sentia que não conseguiria. Como se afastaria?  Havia contido os sentimentos com toda a força, em certo instante até chegara a acreditar fielmente que tinha passado, mas a verdade dolorosa era a de que quanto mais tentava negar e se livrar, ainda mais se agarrava a fragmentos de atitudes que causavam cada vez mais fascínio. Como fingiria que nada ocorreu, ainda mais depois de ter provado que todas as suas fantasias eram ainda melhores sendo realizadas.

Grande parte das mulheres,  nunca imaginaria, mas as amigas que a conheciam a acharia uma grande besta por ter aguardado tanto para ter algo com Emma, poderia ter dado um jeitinho, arrumado um horário, um final de semana, uma escapadinha e não seria mentira dizer que não chegará a um ponto em que planejava quase que diariamente um modo, mas por fim sempre acabava desistindo e resistido como podia, pois, tudo que menos queria era ser o motivo de uma dor e tinha a plena noção que se fosse um homem, ou quem sabe uma mulher que não fosse ela,  teria passado da décima terceira noite sem medo de feri-la, sem um pingo de pudor, seriam egoístas, pensariam apenas em seus benefícios, e ela já havia agido daquela forma em sua juventude, no entanto, não ansiava errar com Emma.

  Deslizou os dedos pelos lençóis querendo mais uma vez sentir o corpo dela contra sua pele, estava viciada naquela sensação, na entrega que nunca havia presenciado de forma tão surpreendente, tinha o conhecimento que aquele sentimento estava sendo ampliado por ser proibido, no entanto, sabia que também estava apaixonada. Havia negado de todas as formas, estava velha demais para voltar a se apaixonar, até mesmo duvidou de que uma menina aquela poderia ter interesse por ela, tinha muitos poréns, mas quando começou a acordar durante a madrugada pensando naquele sorriso teve ciência que poderia resistir ao contato, mas não a pensar e querer ela. 

  Levantou e caminhou até o banheiro, cogitou interromper aquele momento tão íntimo de Swan, mas apenas ficou parada na soleira da porta a admirando como sempre fazia, estava se sentindo uma boba. A garota estava nua penteando os fios dourados do seu cabelos, os seios eram bonitos, e cabiam perfeitamente em suas mãos e seu corpo bem curvilíneo parecia ideal e moldado para o prazer, já havia o analisado diversas vezes, imaginado como seria despi-la e ali de frente aos seus olhos  mal acreditava se era real ou apenas mais um dos sonhos em que acordaria nervosa e com uma excitação incomoda que gritava por Emma Swan. 

  — Não se cubra — A voz da mais velha estava mais rouca que o comum e fez  Emma soltar a toalha. 

  Sabia que a mais velha a observava, e adorava sentir que estava sendo admirada, chega sua pele queimava quando sentia os olhos negros correndo por seu corpo. Costumava tentar identificar algo em sua feição, todavia, depois de um certo tempo desistiu, pois, a única coisa que conseguia ter certeza era quando o desejo se estava ali e adorava ser o motivo de Regina mordiscar os lábios e deslizar os dedos pelo pescoço.  

    — Não quero te ver vestida quando estivermos sozinhas — Sussurrou agarrando a cintura da garota por trás a apertando contra seu corpo. 

  Aquelas palavras afetam ambas de uma forma gritante, pois Emma ansiava desesperadamente por ver Regina se permitindo dizer tudo que estava sentindo, enquanto a mais velha queria realizar todos os desejos, mesmo sabendo que eles não acabariam nem tão cedo, então antes de ir embora daquele quarto teria que ser ao ponto que conseguisse manter a sanidade por alguns dias para aguentar as consequências daquela insanidade.

  — O seu pedido, acabou de se tornar minha vontade — Indagou sem rodeios sabendo que as frases entre elas não precisavam mais de firulas, já não se fazia necessário conter, quando os corpos haviam de forma descarada derrubado algumas fronteiras criadas pelo medo.  

  — Que garota mais obediente — Os dedos correram pelos cabelos de Emma a fazendo sorrir e mordiscar os lábios. 

     — Adoro o seu perfume —  Emma respirou fundo se arrepiando ao sentir os dedos passarem por seu ventre. 

  Os sorrisos surgiram quase no mesmo instante, Regina lembrou das diversas vezes em que havia ouvido e ficado quieta, querendo agarrá-la e acabar logo com aquelas gracinhas, o desejo era tanto que por mais que tentassem esconder de todos, ainda gerava suspeitas.     

  —  Você me tira do sério, menina — Murmurou beijando o pescoço da mais nova.

      — Gosto do modo como agora seu perfume está preso em mim — Tombou a cabeça dando mais espaço para os lábios descerem por sua pele que ardia de desejo.

  — Nem sei quantas vontades e desejos que teremos que sanar Emma — A frase saiu entrecortada por conta da investida da mais nova em sua direção. 

  — Muitos — Alegou encostando a mais velha contra a parede a fazendo sorrir. 

     Ansiavam por acabar com  a conversa, estavam satisfeitas com gritos, sussurros e gemidos entrecortados por beijos que não bastavam para sanar o desejo. De alguma forma os sentimentos se intensificava mais e naquele instante, não haveria brechas para reflexões acaloradas sobre como tudo ficaria, pois, tinham certeza que acabaria em conflito ainda mais depois de tanto tempo de afastamento, o certo seria sentar e discutir, mas pularam para a parte dos corpos suados, situação no qual ambas já acreditavam que não iriam ocorrer, mas ali estavam perdidas, encaram os lábios uma da outra, tendo convicção de que sairiam daquele quarto imersas em confusão. 

  Parar o tempo, quem sabe mudar os fatos e situações, ou quem  sabe ficarem ali eternamente onde os erros não seriam pesados nem tão cedo, seria  apenas às duas matando a vontade, que parecia apenas crescer. 

  —  Comece a me contar suas vontades, pois se quiser, transamos até em cima do lustre. — Mordiscou a orelha de Emma rindo do que seria capaz por aquela menina.

  — Te contarei todos os meus fetiches, professora—  Arfou quando Regina se agachou e começou a beijar suas coxas e arranhar a pele a fazendo perder os dedos entre seus cabelos.

Aquele caso não acabaria bem, mas seria necessário sair pela porta daquele quarto para aquilo ocorrer?

  


Notas Finais


Espero que tenham gostado!! A Fanfic vai ser extremante curta, pois só vou ter tempo de escrever durante essa quarentena, desejo saúde a vocês...


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