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História Motel - Capítulo 2


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Notas do Autor


Tenha uma boa leitura!

Capítulo 2 - 4h00


 

Os dedos se apertaram contra os pulsos com firmeza querendo manter as mãos que a levaram a loucura imóvel, por alguns instantes, ansiava por dar boa parte do prazer que havia recebido de Regina e sabia que só seria possível á segurando, de modo que ela fosse contida, pois, caso Regina a tocasse tudo iria por água abaixo, já que era fraca contra as investidas, até mesmo as mais simples a levavam a um estado de êxtase estranho e pouco conhecido.  

   Por  vezes tentava entender de onde todo aquele desejo havia nascido, mas não conseguia, pois, desde o primeiro dia que os seus olhos caíram por sobre a mulher a achou interessante, queria desvendar os segredos que ela escondia, ansiava por conhecê-la a fundo e quando na outra semana teve aula com Regina Mills, acabou sentindo algo ainda mais estranho, uma vontade que tirava a paz, quando ouvia aquela voz rouca era como se tudo fosse fazer sentido desde que a beija-se, ou melhor, estivesse como naquele instante, a segurando e sentindo o sexo da mesma roçando contra suas coxas, enquanto emitia gemidos que a tiravam o juízo de um modo perturbador.

      A pele da mais velha se arrepiou antes mesmo do seu seio rosado ser abocanhado com rapidez e despreza,  a língua de Emma formavam círculos imaginários por sobre o mamilo que já se encontrava rígido, e sem pensar rebolou contra a perna de Emma vendo um sorriso sacana surgindo, que foi o suficiente para soltar suas mãos e espalmar com força  a nádega da garota que gemeu alto o seu nome. 

   Entrega, estavam desvendando até onde aquela relação poderia levá-las e naquele momento tudo estava indo muito bem,  entretanto os caminhos nunca seriam apenas de prazeres, pois enquanto desvendava uma, o corpo da outra, as realidades caiam por terra. Regina Mills, uma mulher de quase 50 anos estava envolvida com uma garota de 20 anos, uma menina que tinha quase a idade do seu filho, aquele pensamento se perdeu quando unhas cravaram em suas costas, no mesmo instante em que seus dedos deslizavam com agilidade contra a vulva e clítoris da loira a fazendo tremer e mordiscar os seus lábios.

     Por mais que existisse a vontade, Emma sentia que nunca aconteceria, uma parte de si, gritava que estava insistindo em algo que não levaria a lugar nenhum e aquilo havia causado muitas lágrimas. Todos os dilemas que já havia passado com Regina Mills, fazia com que parecesse inacreditável o simples fato de estar a beijar sua ex-professora, uma mulher casada e mãe, que havia de certo modo deixado a entender que a queria, mas que nada ocorreria, eram apenas amigas, na verdade, tentavam se enganar para quem  sabe assim conseguirem conviver de forma saudável, entretanto, a cerca de dois meses não trocavam uma palavra estavam repelindo até as trocas de olhares e nos instantes dentro daquele quarto em que Emma se pegava pensando no motivo do distanciamento a beijava para afastar a dor.

    O suor escorria, os dedos da mais nova trilhavam caminhos pelo corpo de Regina querendo desvendar cada pequeno ponto que gerasse prazer, queria a conhecer como a palma de sua própria mão e guardar cada momento em sua mente, ansiava por reviver aqueles momentos quando tudo acabasse, pois, sabia que acabaria e seria doloroso. Tentou se desvencilhar daquele aperto no peito, que corroía sua alma, era devastador nunca ter nada com ela, mas naquele momento parecia muito pior ter pequenos fragmentos e perder, teria que conviver com o gosto amargo das lembranças, com o desassossego de já ter beijado aquela boca, sentindo aquele perfume se misturar com o seu, os dedos se perderem e se encontram na sua pele. A angústia sumiu quando admirou o tom escuro da íris de Regina, estava bem, tudo ficaria bem pelo menos naquele instante, enquanto estivesse nos braços dela o mundo poderia desabar. 

  O que importava era o agora, o fato de se permitirem estarem ali envoltas por um desejo que parecia nunca findar, os prejuízos viriam. O celular de Regina que estava desligado a horas, já havia recebido algumas ligações e o de Emma tinha mensagens de seus pais perguntando se ela estava com Regina Mills, aqueles eram pequenos problemas, comparado com o falatório que se espalhava desde a madrugada quando ambas sumiram. 

— Eu te amo, Emma Swan — A frase saiu dos lábios de Regina, enquanto seu corpo tremia de prazer. 

O ar parecia mais pesado e Emma se afastou, sem acreditar no que havia ouvido e Regina mal sabia o que aquelas palavras significavam, mas tinham saído de seus lábios e não tinha como desfazer, voltar no tempo e não falar.

— Eu — Foi tudo que conseguiu dizer antes da garota sair de perto do seu corpo e sentar na beira da cama com um semblante perdido.

Deveria estar feliz com tal declaração, mas tudo que sentia era que teria de tentar manter um equilíbrio, ainda estava ofegante e seu sexo latejava por um pouco mais do que Regina sabia muito bem como proporcionar, no enquanto, aquela frase havia causado um abalo, pois há muito tempo já amava Regina, sempre teria uma gratidão imensurável por aquela mulher pelo modo como havia a ajudado, todavia não tinha coragem  de falar, pois não era um amor apenas fraternal, queria ter um pouco mais e sempre um pouco mais e tinha convicção que aquilo não aconteceria, chega temia pelo tanto que queria, pois, tudo tinha limites e aquela relação era muito limitada por grandes poréns. 

Ali, em menos de doze horas as verdades, o passado,  presente e quem sabe um futuro teria de ser discutido.

    


Notas Finais


No próximo capítulo vai ter uma volta ao passado para vocês entenderem como Emma e Regina pararam nesse quarto de motel, e assim também vão conhecer melhor elas.


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