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História Motel - Capítulo 3


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Notas do Autor


Os fatos desse capítulo ocorreram 6 horas antes de Emma e Regina entrarem no quarto. Tenham uma boa leitura!

Capítulo 3 - 6h00, Antes


A falta de algo a estava deixando desolada, na verdade, mais especificamente de alguém e de alguns momentos do qual compartilhavam. As lembranças não paravam de gerar um confronto em sua mente, e por mais que não quisesse atrapalhar aquele dia se enfiando em uma melancolia que rondava e se fazia presente há bom tempo, acaba sempre no mesmo ponto onde era levada a mais e mais momentos, que quando lembrados acabavam por se tornar amargas. 

A relação havia acabado, assim como os dois anos de curso de paisagismo, entretanto, os sentimentos ainda se encontravam vivos, aquilo era real, todavia, naquele instante deveria apenas se agarrar a situações concretas que não gerassem dor, desejava que seu foco estivesse todo na atitude que teria de tomar em poucos minutos, subiria ao palco e faria um discurso representando todos os alunos.

  Olhando a sua volta, percebia que todos estavam enfiados em lembranças sobre situações vividas durante aqueles dois anos e ela não era diferente, todavia, as memórias a causavam incômodo, pois, o nome que mais vinha a mente era o de Regina Mills, por mais que tivesse aprendido muito durante o período do curso e criado grandes amizades, nada se comparava ao sentimento que havia nutrido.

     Havia lido algo ainda quando pequena sobre cativar, e chegava a conclusão de que o livro estava certo, desde que tinha se permitido e sido cativada por aquela mulher, automaticamente ela havia se tornado de uma forma sublime única no mundo,  e desde então sentia necessidade de ter até o mais simples dos atos contanto que vinhe-se de Regina. 

Naquele salão lotado todo mundo de certo modo tinha um desejo, alguns mais simples de ocorrer e outros impossíveis e do Emma era o de ver Regina Mills,  mesmo que não trocassem uma palavra como era previsto, ansiava por olhá-la de forma disfarçada por ao menos mais uma vez.

 Sempre tinha uma dualidade a corroendo, pois, ao mesmo tempo que torcia para que a noite acaba-se e Regina não surgisse, pegava-se virando  a cabeça em direção a porta de entrada do salão querendo a encontrar, mesmo sentindo que só traria ainda mais dor, pois nenhuma palavra seria trocada.

Quem sabe o certo seria às duas mulheres manterem distância, se o objetivo era causar diariamente um pouco mais de sofrimento diário, uma vez que estavam gradativamente matando um dos melhores ou piores sentimentos, chamado esperança. Chegava a ser engraçado, pois, sabiam que uma mensagem não iria surgir e já  tinham perdido a coragem de mandar. Sendo assim, o tempo havia mostrado que ambas não faziam questão, na verdade, Emma fazia, queria uma mensagem, uma conversa, mas por fim deixava tudo como estava e tratada de caminhar sozinha. Era melhor assim? As pessoas sentadas na mesa com Emma, seus pais e dois amigos já acreditavam que não, pois a garota havia de certa forma mudado, Mary Margaret reparava na filha, no modo como parecia incomodada na cadeira, sabia que aquilo tinha relação com  Regina Mills, a mulher por quem sua menina havia se apaixonado. Às vezes desejava não saber sobre aquela situação, pois não concordava plenamente, mas nada podia dizer, Emma já era grande e cometeria seus erros por mais que ela tentasse interferir, sem falar que não conseguia sentir raiva da tal Regina, na verdade, sentia gratidão pela mulher ter ajudado sua filha de uma forma que ela e muito mesmo seu marido, David Nolan fora capaz de fazer. Todavia, de começo não ficara nada satisfeita com os fatos, já sabia que sua filha se envolvia com garotas, mas quando as verdades foram sendo contadas teve de ter muito estômago para não se sentir uma péssima mãe.

    Há cerca de dois meses, David e Mary haviam ouvido atentamente o motivo de ambas não se falarem mais, entretanto esperavam por conhecer a mulher naquele evento e agradece-la mesmo que sua filha discordasse do contato e tentaram intervir de algum modo e fazerem ambas voltarem a ter pelo menos uma amizade, todavia, sabiam que seria complicado já que sua menina ainda nutria sentimentos e aquela história não acabaria bem se elas se envolvessem, estava mais que nítido para qualquer um.

  Não acabaria bem, foi o que Regina concluiu quando agarrava o fecho do vestido vermelho. Deveria passar a noite com  a família, preparava a janta para Henry, depois se dedicaria a alguns estudos e por fim se deitaria ao lado de Graham, aquela era sua rotina noturna a dois meses, em nenhum momento pegaria o celular, apenas se envolveria com qualquer distração até o sono bater e pela manhã iria trabalhar e ter sua cabeça ocupada com as aulas que seriam ministrada e novas atividades que teriam de ser preparadas. Cerca de 60 dias, querendo não pensar em Emma Swan, tentando não se culpar por ter criado um monstro em seus sentimentos.  

  Há muito não ia em uma formatura, quando começara a lecionar sempre participava, mas com o tempo foi largando de mão, pois parecia sempre a mesma coisa, no entanto, estava saindo só seu comum mais uma vez por conta daquela garota. A saudade, às vezes, acabava com o seu dia uma sensação de aperto  e perda que tirava a paz, entretanto, se permitia sentir, pois, estava fazendo o certo preservando sua família. Riu do próprio pensamento, na verdade, estava querendo não se machucar e fazer ainda pior com aquela garota, já que Emma não merecia ser a outra e ela não queria largar sua família, quem sabe até mesmo sua profissão e sabia que se a tivesse não iria querer só uma vez, estava envolvida demais sem nem tocá-la seria como uma faísca sendo jogado contra o feno, e ela acabaria largando tudo e aquilo era irracional, tinha quase 50 anos e Emma 20, eram duas mulheres, ela tinha um marido, um filho, um lar equilibrado, que seria arruinada. 

  A verdade, era que Regina não queria terminar o seu relacionamento, sabia que  já estava arruinada há muito tempo, pois não era segredo que havia deslizes de ambas as partes, no entanto, se perdoavam já haviam passado por muito juntos, na verdade, relevavam, pois, era cômodo a amizade e cumplicidade, mesmo não havendo fidelidade de ambos.

 O que sentia por Emma, era digno de querer desistir daquela relação  e ter algo sério com a menina, mas sabia que as situações voltariam e não saberia lidar com uma traição vinda dela, já sofria de ciúmes só de ver o modo como alguns garotos a observava, mais amargo ainda seria ouvir que era velha demais para ela, que a garota estava indo embora para ficar com alguém mais jovem, aquilo a afundaria em mágoas. Eram diferentes e, ao mesmo tempo, tão iguais, poderia ser bom por um tempo, mas depois se fariam mal, gerariam dor e perderiam aquilo que haviam construído de forma tão simples, esse era um dos motivos de ter se afastado, não aguentaria ser o motivo de enfiar Emma Swan em dilemas, pois ela merecia mais e ela não era suficiente.

Assim que entrou no estacionamento com o seu  Chevrolet Impala bege e sentiu o frio na barriga que costumava ser comum desde que conhecera  Emma, lembrou das vezes que nem conseguia entender seu comportamento, o modo como seus olhos a seguiam, amava observa-la, cada gesto pareciam causar um fascínio ainda maior e quando teve de se conter, era como enfrentar mais uma luta diária, queria a prender em seus braços e sentir seu coração acelerar e depois se estabilizar assim que o aroma da garota tomava suas narinas, mas como? Iria perder o trabalho ou pior fazer o falatório que desestabilizava a menina se tornar ainda maior? Preferia manter distância, mesmo sabendo que envolvia não conversar com Emma de modo algum, pois acabaria cedendo e seguindo os seus planos diários de se encontrar com ela,  e assim nada mais seria disfarçado, caso a beija-se daria um jeito de fazer aquilo escondido entre os corredores e terminaria sendo irracional, quando o assunto era Emma Swan a sua razão sumia.

     Quando entrou no salão, nem foi necessário procurar pela garota, pois ela estava terminando o seu discurso e descendo do palco. Estava ainda mais bonita, se é que aquilo era possível, os cachos loiros caiam por seus ombros, os olhos em tom de esmeralda apreciam queimar a pele de Regina, o vestido preto se agarrava contra as curvas da menina e por um instante conseguiu se imaginar o tirando sem um pingo de pudor. Respirou fundo desvencilhando o olhar e caminhou em meio a multidão cumprimentando alguns alunos e amigos de trabalho, entretanto, sempre voltava os olhos para Emma que havia sentado em uma mesa na lateral do salão. 

   Depois de ser parabenizada, Emma seguiu até a mesa e percebeu que o olhar de todos que a acompanhavam estavam direcionados para o mesmo ponto, então seus olhos foram de encontro a Regina que conversava com algumas pessoas. O vestido vermelho se apertava contra o busto da mulher deixando os seus seios ainda mais fartos, as curvas estavam bem marcadas e ela atraia olhares como de costume, entretanto, Emma a notara com mais cuidado como faria com uma obra de arte no qual seria jogada no chão por diversos seguranças e humilhada pelo público, caso tomasse a atitude de tocá-la.

Pensou em levantar e ir de encontro a ela, mas o que falaria? Queria que tudo fosse diferente, mas não era, e aquela realidade que lhe causava angústia, pois lembrava de todas às vezes que haviam se abraçado, trocado, declarações que deixaram mais que claro a importância que cada uma tinha na vida da outra e ali se via de frente a mais um fim, depois daquela ocasião não iriam mais ver Regina, seria impossível se encontrarem, haviam sido tanto para tudo terminar de uma forma banal. Não se falavam, e a partir do final daquela festa nunca mais iriam se ver e Emma queria chorar só de pensar que tudo havia sido uma grande ilusão da sua parte, que enquanto, ela estava devastada a mulher estava ali feliz como se nada tivesse ocorrido. 

Emma não aguentava mais, estava esgotada e queria dar fim àquela noite, mesmo sabendo que a situação pioraria quando chegasse em seu quarto, pois   iria chorar até todas as lágrimas se transformarem em raiva por imaginar que no mesmo instante que estava sem chão, Regina poderia estar envolvida nos braços do marido.

  Estava nervosa e triste por simplesmente sentir, e para piorar os olhos estavam ardendo por tentar conter a vontade de chorar, então sem muito rodeios se levantou e seguiu em direção ao banheiro de cabeça baixa. A mãe quando viu Emma tão desolada pensou em segui-la, mas antes mesmo de levantar seu marido segurou o seu braço e apontou com a cabeça para que analisasse a cena, que envolvia a mulher de vestido vermelho e cabelos bem penteados andando em direção ao caminho que sua filha acabara de tomar.

As lágrimas começavam a descer quando Emma atravessava entre os convidados rumo a saída do salão, onde havia um corredor que dava para um banheiro mais afastado.

 A cena de Emma andando rapidamente e atravessando o salão não passou despercebido, a menina não chamava tanta atenção quanto a mulher que a seguia em direção a saída. Poderia ser apenas duas mulheres seguindo caminhos parecidos, mas por ser Emma Swan e Regina Mills, as pessoas desconfiavam, já havia uma proximidade estranha entre elas e corria o burburinho de que aquilo era muito mais que uma amizade.

 Os amigos de trabalho e superiores de Regina  haviam a interrogado sobre aquele contato e o gesto de estarem seguindo a mesma direção, fez com que  alguns acreditassem que realmente existia um envolvimento entre ambas. 

  —  Emma —  A garota virou sem acreditar que estava ouvindo aquela voz a chamando depois de tanto tempo.

  Cogitou que nem era verdade, mas quando o seu nome foi chamado mais uma vez sabia que era realmente Regina Mills, não estava delirando.  Seria mentira dizer que não pensou na ideia de fingir que não havia ouvido, mal queria virar para encarar aquele rosto, mas quando escutou o som dos saltos se aproximando ainda mais e a mão quente tocar o seu braço, sabia que toda sua pequena vontade de resistir e ter orgulho acabaria sendo destruída aos poucos.

Era preciso apenas encarar aquele par de olhos castanho, no qual havia se apaixonado para  acabar cedendo a qualquer pedido de desculpas esfarrapadas, provavelmente aguentaria até mesmo uma conversa trivial depois de dois meses se evitando, pois, quando envolvia Regina acabava sempre se rendendo fácil demais, então lutando contra o extinto comum virou e encarou o seu par de saltos tentando conter as lágrimas.

      — Porque esta chorando? — Cortava o coração ver aquele rosto tão lindo tomado por lágrimas, sabia que a garota as segurava quando estava na presença de alguém, foram muitas às vezes que viu aqueles olhos ficarem vermelhos.

  Ela era tão forte, havia passado por tantas coisas e tomado um rumo tão bom em tão pouco tempo, às vezes, sentia inveja do modo como Emma conseguiu se transformar, na aceitação que a garota havia adquirido com os  problemas que enfrentava.  

     — Olhe para  mim — Pediu em meio ao silêncio vindo da garota, sem pensar muito fez o gesto de sempre, deslizou as costas da mão sobre o rosto de Emma. 

Os dedos quentes se aproximaram  do rosto da mais nova gerando uma sensação familiar, lembrava da primeira vez que aquele gesto fora feito, depois de um abraço de despedida, fazendo o seu coração bater acelerado.  Quando o carinho até mais simples surgia por parte de Regina, era como se fosse a primeira vez, o perfume amadeirado dançava em suas narinas e fazia o corpo de Emma relaxar, e, ao mesmo tempo, ansiar desesperadamente por sentir os braços a envolvendo,  a acalentando.

O mesmo bem que aquele toque causava, na mesma proporção gerava descontentamento, pois, quando os dedos saíssem do seu rosto questionaria o significado e acabaria parando no mesmo dilema de que era fácil para Regina Mills balançar seu mundo e depois partir a deixando em frangalhos.

— Não — Foi tudo que conseguiu falar antes de se afastar, abrir a porta do banheiro e se trancar lá dentro.

      — Merda — Respirou fundo querendo derrubar aquela porta, como a garota tinha a ousadia de fazer aquilo. 

  Logo o nervoso de Regina se transformou em conformação, pois merecia aquele tratamento, quantas vezes tinha ignorado a garota só para não causar ainda mais confusão, naquele instante estava provando do próprio veneno e ele ardia.

  — Emma, abre essa porta vamos conversar, por favor — Indagou sem saber o certo o que fazer.

Era estranho, pois não precisava de Emma para nada, conseguia ser feliz, sair, comer, viver, mas quando a garota estava perto a sua existência parecia se transformar em algo melhor para o mundo, era como se tudo ganhasse mais cor e ela queria um mundo mais colorido, todavia, temia com  as consequências que acabariam por ser gerada, já que até os ganhos podem gerar desassossego 

  Emma não sabia o que fazer, pois, foram muitas às vezes que havia pedido para que Regina conversasse com ela, não queria que o silêncio e indiferença fosse a solução, mas naquele instante uma parte de si, acreditava que aquela era a melhor opção. Entretanto, também acreditava que de nada adiantaria, pois, quando deitasse a cabeça no travesseiro iria se perguntar o que teriam conversado, o ‘’se’’ a perturbava e levaria a loucura, então abriu a porta e observou Regina com cuidado.

Ansiava por ter força para mandá-la embora, mas de fato não era o que queria, então deu um passo para trás, precisavam conversar e ali não era o melhor lugar, então sem pensar muito, Regina entrou no banheiro e fechou a porta atrás de si.

O cubículo parecia três vezes menor para Emma, sua respiração mais ofegante que o comum  e tentar deixar de manter o olhar fixo em Regina um erro, uma tentativa que nem valeria, pois, já estava claro que seria completamente em vão. 

  — Porque você faz isso Regina — Suspirou querendo entender.

Havia se distanciado e agora voltava como se nada estivesse ocorrendo, a deixa-se chorar e sofrer, já havia causado tantas lágrimas. Emma, estava se enganando, pois, tudo que mais queria era a importância, carinho e insistência de Regina.

— Por favor, me deixa em paz o que tenho que fazer para te esquecer? — A voz saiu falha.

— Me pergunto o mesmo — Sussurrou analisando os lábios da garota — Estou aqui só por causa de você — Explicou levando a mão ao rosto da garota que fechou os olhos. 

Estava cansada de se manter distante, quando a felicidade era maior quando estava perto de Emma mesmo com toda a confusão que aquilo gerava, a quem  estava tentando enganar? Aquilo não passaria nem tão cedo e já não aguentava mais a observar pelos corredores e não poder ser ela mesma, agir conforme sua paixão mandava.

Emma sentia o ar prender-se em seus pulmões, queria que aquele toque não parece, mas sabia que acabaria em poucos minutos, pois Regina iria embora e voltariam ao mesmo dilema de se gostarem, se quiserem e sofrerem.

— Vá embora Regina — Era a primeira vez que pedia, que tinha coragem para dizer tal frase — Não venha nunca mais atrás de mim, me deixa ser feliz, não vou conseguir se você voltar sempre que estou lutando para não gostar tanto de você.

— Eu não consigo Emma, eu preciso dis...

Regina estava sendo guiada por muitos sentimentos, mas os predominantes eram o desespero  e a paixão, que fizeram com que sua frase não findasse, pois, não havia mais tempo para mais palavras, quando  as atitudes acabariam por dizer mais. Assim, seu corpo empurrou o de Emma e com agilidade fez a menina sentar sobre a pia fria de mármore, com a mão trêmula envolveu os dedos entre os cabelos da nuca de Emma com força, e deixou os seus olhos vagarem por aquelas íris de tom esmeralda e apenas desviou, para observar os lábios que se abriram dando passagem para os seus.

 Era um beijo ofegante, desesperado, rude e urgente como se precisasse daquilo para viver, já haviam esperado tempo demais e não queriam que aquele momento acabasse. Os dedos de Regina se apertavam contra o corpo da mais nova querendo acreditar que aquilo era real, quando mais se provocavam mais se queriam e quando os lábios se afastaram, quando os pulmões já exigiam por ar, às mulheres sorriram e encostaram  as testas sem acreditar que haviam cedido ao desejo. 

— Precioso de mais — Regina murmurou fazendo a garota mordiscar os lábios.

— Precisamos, Regina — Corrigiu envolvendo as pernas contra a cintura da mulher e a puxando novamente para mais um beijo. 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado!


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