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História Motivos Para Me Amar (com ou sem você) - (Chaennie-Chaelisa) - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


Uma dúvida que eu tenho agora é: será que é bom almoçar lendo um livro muito bom?
Eu não sei, nunca havia sentido essa vontade antes, vou experimentar hoje kkkkk.
Aqui está o capítulo do dia! Tenha uma boa leitura :)
Não se esqueça de favoritar a história e compartilhar com os amigos!

Capítulo 7 - "Confused".


Algumas semanas se passaram e eu tive mesmo que procurar um novo lar, não porque fui expulsa de casa, mas porque eu não aguentaria mais viver em um lugar tão grande e tão vazio.

Meus pais viviam viajando, também por causa de trabalho, mas em parte por causa de concursos. Como um renomado chef de cozinha, sua presença era muito frequente como jurado de concursos e reality shows, o que lhe rendia cerca de 50% da grana que a família recebia. Também faziam inúmeras viagens entre eles, algo mais para curtir a vida apenas. Eu já fui em muitas dessas, mas tem uma hora que a gente acaba enjoando e parece que tudo se torna monótono e repetitivo, sabe? Então, de uns anos pra cá, eu tenho ficado mais em casa do que saído com as malas. Afinal, é preferível passar uma tarde no shopping, no cinema ou ir à uma festa na casa de uma amiga do que tirar fotos em frente à monumentos históricos e pontos turísticos todo santo dia. Meus pais entenderam o meu ponto de vista e concordaram em me deixar quieta quando completasse minha maioridade, e assim tem sido.

Bom, no entanto eu acho que sou um pouco sortuda por ter parado de viajar. É que acidentes aéreos são pouco prováveis, mas as chances não são nulas. E foi assim que um chef de cozinha e sua primeira-dama tiveram seu trágico final, deixando a sua filha órfã com seu cachorro apenas.

Desde semana retrasada, Marley tem sido tudo o que eu tenho. Nem a Josie tem estado tão próxima de mim nesses dias, claro, todo mundo tem seus problemas para resolver.

Fiquei na grande casa durante esse tempo, tentando encontrar meios de me entreter. Mudei toda a decoração, exceto o quarto dos meus falecidos pais. O meu quarto ficava em frente ao deles, e sempre que eu passava pelo corredor me batia um vazio tão grande que vinha uma vontade de morrer junto. Às vezes eu até dormia no sofá da sala para evitar ter esses pensamentos ruins, mas nada adiantava, eu sempre acabava "desidratada" de tanto chorar.

Os meios de entretenimento que eu encontrava também não ajudavam muito: cozinhar me lembrava o meu pai, mexer no celular recordava a minha mãe, e foi assim que eu acabei sozinha e isolada de tudo.

Até que eu decidi dar um fim no sofrimento e virar a página. Procurei na internet números de diversas imobiliárias e liguei para todas elas. Uma em específico me alugaria um apartamento em um edifício de luxo no centro da cidade, próximo à minha empresa. Me interessei e marquei com um corretor de estar lá para dar uma olhada à tarde.

Combinamos de nos encontrar em frente à portaria do prédio, e no horário combinado eu estava lá. Estacionei em uma sombra e desci do carro, olhando em volta à procura de um vestígio do rapaz. Passei-lhe uma mensagem e me recostei no muro.

- Olá? – estava concentrada no meu livro virtual quando uma voz calma e rouca me despertou. – Seu nome é Rosie?

Desviei o olhar para a pessoa parada à minha frente. Era um homem, aparentemente com cerca de 23 anos e 1,83 de altura, bem vestido com um terno completamente preto e o cabelo comprido e loiro desalinhado.

- Sim, sou eu. – disse ajeitando a minha postura. – Você é o corretor, certo?

- Exatamente. – ele abriu um pequeno sorriso e se curvou para depositar um pequeno selar na minha mão direita. – Me chamo Luka. É um imenso prazer em te conhecer.

- Que nada, o prazer é todo meu. – tentei forçar simpatia, o que geralmente me saía naturalmente, mas que, estranhamente, não havia sido despertada com aquele homem. – Vamos entrar?

Ele se recompôs rapidamente, parece que teve uma espécie de "choque de realidade" com a minha frase. Me perguntei o que se passava em sua cabeça naquele momento, com certeza a imagem "boa" que o mesmo devia ter tido de mim esgueirou-se. E sinceramente? Eu não ligava nem um pouco pra isso.

Apalpou seus bolsos da calça e de lá retirou uma chave com um cartão, o qual usou para fazer um reconhecimento na portaria de entrada. Pegamos um elevador e ele nos levou até o último andar do prédio. Havia duas portas somente, o que indicava que os apartamentos eram os maiores. Entramos na porta da direita.

- Essa vista é magnífica. – observei pela varanda da frente assim que pisei dentro do lugar. – Dá até pra ver o prédio da minha empresa daqui.

- Exato. – ele entrou logo em seguida, fechando a porta atrás de si. – Só não chegue muito perto da grade da frente: a vertigem pode te matar.

Não entendi muito bem se estava dizendo em um tom formal ou não. Olhei em seu rosto e um sorriso cínico se apossava dele.

- Há, há, há, - irônica, fingi achar engraçado. – Eu não tenho medo de altura.

Com um ponto final bem colocado, o deixei na sala enquanto caminhava em direção aos outros aposentos.

Ouvia sua explicação de longe, sem prestar muita atenção no que ele falava (acho que era algo a ver com a engenharia, construção, materiais utilizados, o que pra mim se tratava de um monte de baboseiras. Só ouvi o mesmo dizendo como era bom aquele bairro, que morar naquele lugar seria uma maravilha para mim, etc).

Passei pela cozinha durante o tour, e o rapaz certamente concluiu a sua explicação. Enquanto eu avaliava os detalhes, em silêncio ele se recostou na porta, de braços cruzados, e ficou me encarando. Fui pega de surpresa pela sua voz rouca.

- A senhorita prestou atenção em uma ou duas palavras?

Tomei um susto que dei um pulo. Com a mão no peito, me virei.

- Você quer me matar do coração?

- Pode me repetir alguma coisa do que eu disse, senhorita Rosie? – sua expressão era séria e sua voz ficava cada vez mais rouca.

- Que morar aqui vai ser ótimo para mim, por ser um local acessível e perto do meu trabalho.

- Hm. – ele concordou com a cabeça. – Me diz mais uma coisa?

- Você me perguntou se eu tinha alguma dúvida. – me recostei na pia e também cruzei meus braços na altura do peito. – E eu respondi que não.

- Você é uma garota muito esperta... – mantendo a sua postura, deu alguns passos e parou adiante de mim. – Gostei de você, vou lhe passar meu número pessoal.

- Me desculpe, mas é qu...

Sem que eu pudesse terminar a frase, o mesmo tomou meu celular da minha mão direta, segurou no meu dedo indicador esquerdo e o levou até o leitor de digital, conseguindo desbloquear com uma facilidade absurda. Abriu o meu discador, digitou o seu número e o salvou.

- Prontinho, aqui está. – me ofereceu meu celular novamente, mas o recuou na hora que eu ia pegá-lo. – Só irei devolver se você me prometer que irá me ligar.

- Eu não prometo nada, lindinho. – ergui minha mão direita, mostrando-lhe a aliança depositada no anelar. – Eu sou comprometida.

- Eu não quero te beijar. – ficou vermelho, MUITO vermelho, e abaixou um pouco a cabeça para que eu não visse. Percebendo que foi em vão, voltou a me encarar, mas estava um tanto sem-graça, desajeitado e envergonhado. – É só pra gente se conhecer melhor, tomar um sorvete ou açaí, ou sair pra jantar...

Ele parou quando percebeu que eu estava sorrindo com a sua falta de jeito. Riu também.

- Eu juro que vou pensar no seu caso. – tomei meu celular de sua mão e saí andando tranquilamente do lugar. Ainda estava rindo da situação que se passara.

Fora do apartamento, apertei o botão do elevador enquanto o mesmo trancava a porta novamente. Sem dizer uma palavra ao outro sequer, descemos até a portaria do prédio, onde, mais uma vez, ele me surpreendeu com um gesto (in)esperado.

- Adeus, senhorita Rosie. – novamente depositou um selar nas costas da minha mão direita, mas dessa vez seus olhos se encontravam encarando os meus fixamente.

- Por favor, não me chame de senhorita, eu me sinto muito velha.

- Tudo bem, então. Adeus, Rosie. – repetiu o gesto. – Alguém já te disse que você é muito linda? – não sei porque, mas corei. Ele estava mesmo me elogiando? Neguei com a cabeça. – Pois então, eu digo: você é muito linda.

Fiquei ainda mais corada. Ele sorriu levemente, entrou no seu carro e foi embora, me deixando lá, pasmada. O que tinha acabado de acontecer?

Automaticamente entrei no meu carro e liguei para a Lara. Dei partida enquanto esperava a mesma me atender e lhe expliquei com detalhes tudo o que havia acabado de se passar. Ela me mandou ir até a sua casa imediatamente.


Notas Finais


Acho que todo mundo já deve ter especulado que o "Luka" é o "Hyunjin", não é mesmo? Pois é mesmo.


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