História Motorcycle - Capítulo 5


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Categorias One Direction, Zayn Malik
Personagens Personagens Originais
Tags Candice Swanepoel, Ian Somerhalder, Stephen Amell, Zayn Malik
Visualizações 12
Palavras 2.555
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá meus amores!! Primeiro eu quero agradecer muito pelos favoritos, isso faz qualquer autor muito felizzzzz.
Em segundo lugar, gostaria esclarecer algo. Eu particularmente como escritora, não gosto de estar sempre repetindo o nome dos personagens, exemplo; "Jason bebeu água" e "Jason dormiu". Então eu sempre uso o PRIMEIRO e o SEGUNDO nome dos personagens nos capítulos.
Assim como "Sophie Escarlet" o irmão dela se chama "Jason Stephen". E Diana eu troco levemente por "morena".
Já falei demais aqui, boa leitura!!!

Capítulo 5 - IV. New Romantics


Fanfic / Fanfiction Motorcycle - Capítulo 5 - IV. New Romantics

As palavras de Jason pedindo para que eu chegasse cedo já haviam se tornado uma piada, assim como eu havia me tornado sem controle.

Acabei ficando com cinco caras e deixei dois deles fazerem coisas em mim, mas eu sequer estava bêbada para permitir isso. Não fazia ideia do que se passou pela minha cabeça, provavelmente nada. Na verdade tomei dois copos de tequila, mas não sou como aqueles adolescentes que fazem disso o suficiente para fingir embriaguez, meu organismo é realmente forte e necessito bem mais que uma ou cinco doses para ficar alterada. 

Tenho medo de estar sendo apenas eu mesma. Uma vadia sem consenso. 

A única pessoa que estava ao alcance da minha visão era Louis e isso não era importante, mesmo ele sendo minha carona, Diana era a minha guia. Eu espero realmente que ela seja mais controlada que eu e esteja consciente agora. Sem perder tempo caminhei até Louis, era uma opção mais sábia do que procurar pela morena entre outras duzentos.

Ele estava com um copo vazio na mão e o celular na outra, a perna apoiada na parede elevando a coxa e aparentava estar incrivelmente sóbrio.

— Oi, você viu a Diana? 

Ele olhou ao redor antes de responder. 

— Não desde que chegamos. — Disse e voltou sua atenção para o aparelho. Que saco. 

— Olha só, eu não entendi bem por que me trouxeram aqui. 

Louis espreitou os olhos e analisou-me da cabeça aos pés. 

— Eu estou sóbria. — Confirmei e ele assentiu.

— Você queria conhecer a cidade, e se realmente será muito amiga da Diana como quer ser, vai frequentar bastante esse lugar e outros como esse. 

— Então me transformar em uma alcoólatra faz parte de conhecer Los Angeles? — Especulei, talvez estivesse sendo sincera demais. Caras como Louis têm a resposta na ponta da língua, eu deveria segurar um pouco a minha. 

— Sim. Mas você bebe, se você quiser. Ninguém aqui vai adular você para ser interessante e divertida. Irão no mínimo te oferecer um copo com drogas dentro, mas relaxa, como eu disse, você não precisa beber se não quiser. — Como eu havia pensado, Louis Tomlinson é extremamente grosso. Porém, realista.

Ao perceber que ele ia sair andando pelo local eu pensei que não poderia haver nada mais além do meu limite que eu pudesse fazer, então puxei o braço do garoto ainda sem saber o que planejava executar. 

Ele parou e me encarou com dúvida nos olhos. 

E antes que eu pudesse me arrepender já havia avançado nos lábios rosados do amigo da minha amiga. Naquele momento esqueci seu nome, meu nome e o que estávamos fazendo, porque ele tornou aquilo realmente intrigante quando retribuiu o beijo. Sequer perguntei se ele tinha namorada, se ele estava falando com ela no celular minutos atrás, se ela poderia ser Diana ou se Diana gostava dele.

Oh céus. 

E se Diana gostava dele? 

Não. Ela gosta do Stephen.

Quando fiz menção de empurrá-lo levemente, ele entrelaçou as mãos no meu cabelo. Agora realmente eu não conseguia parar, minhas mãos passeavam em sua nuca enquanto meus cabelos e cintura eram explorados. Não vou negar a estranheza da situação, mas aquele beijo foi o melhor da noite.

Infelizmente o oxigênio se fez necessário e precisei encarar aquele par de olho azul hipérbolico.

— Me supreendeu, loira. 

Eu não tinha resposta para aquilo, nem sinceramente para nada.

— Sophie. 

— Você...

Quando ia continuar fomos interrompidos por um puxão violento no meu braço. Diana chegou eufórica e me tirou de perto de Louis.

— Você não vai acreditar em quem está aqui.

— Quem? 

Outro fato curioso, ela também estava sóbria. Parece que nenhum deles se disponibilizaram para beber na primeira saída comigo.

— Seu irmão. 

— O quê? Jason?

— A não ser que você tenha outro irmão, então Jason está aqui sim. Eu o vi na entrada.

Tudo bem, isso era realmente impossível.

— Eu achava que você estava sóbria, mas me enganei. — Ela revirou os olhos.

— Então vamos ver.

Fui arrastada por todo o local, reparei que minha saia está torta e minha blusa amassada. Eu estava um completo desastre e ainda deviam ser dez horas da noite.

— Olhe ele ali. — A morena apontou para um canto específico e forçando a visão foi possível identificar um homem alto de cabelos loiros escuros conversando com uma garota de mechas coloridas.

Puta merda. 

— Droga. 

— Eu disse que era ele. Vem, vamos. — Diana ameaçou caminhar até ele. Jason parecia incrivelmente confortável aqui.

— Perdeu a noção? Se ele me ver aqui nunca mais eu saio com você. Vamos combinar que o histórico de vocês dois não é um dos melhores. 

— Ah que nada. Sophie, você está sóbria, intacta e sem nenhum arranhão. Não há mais nada que Jason precise para confiar em mim. 

— Então você basicamente quer me usar como um teste de confiança? 

Diana respirou fundo, como se procurasse as palavras certas. Não podia julgá-la por isso, se ela realmente ainda sente algo por meu irmão qualquer coisa vale para conquistá-lo, ainda mais porque Jason tem uma personalidade extremamente enigmática. 

Acho que compartilhamos irmãos em comum.

— Talvez sim... Mas eu preciso provar para ele que de algum modo eu não sou a vadia que Stephanie insinuava. Entendo que é difícil fazer um irmão mudar a imagem que tinha do outro, mas estou disposta a fazer isso.

— Tudo bem Diana. Contanto que nossa amizade seja verdadeira você pode me usar como âncora para se entender com ele. Afinal de contas eu não posso impedir seus sentimentos. 

Ela deu um imenso sorriso e me abraçou, um abraço sincero e apertado.

— Você é tão diferente dela. — Sussurrou. Eu sorri incerta. 

Ser diferente de Stephanie era uma honra ou uma ofensa? 

Quando chegamos perto do meu irmão a morena recuou, respirou fundo e balançou os cabelos tentando ajeitá-los. Uma cena tão engraçada quanto tensa, eu não sabia o que esperar de Jason Seymour nesse momento, e estava com receio de que ele fosse arrogante.

— Olá, Seymour. 

— Oi Jason. 

Falamos juntas. A garota de mechas coloridas que estava com ele saiu de sua frente nos dando a confirmação de que realmente era meu irmão.

— Sophie? 

— Oi Ste. O que faz aqui? 

Quando Stephen abriu a boca para falar ele pensou duas vezes e fez uma expressão sarcástica.

— É claro. — Meu irmão encarou Diana.

— Algum problema? — Diana indagou.

— Quando Sophie me falou que vocês a levariam para conhecer a cidade eu logo imaginei que seria para lugares como este.

— Ela não é uma criança. 

Por mais que ambos estivessem falando de mim resolvi que essa era a hora perfeita para sair dali e deixar que eles se resolvessem de uma vez por todas.

Esse lugar estava um tédio, eu não conhecia as músicas nem as pessoas e não podia me dar ao luxo de sair daqui bêbada e carregada, então não colocaria mais nenhuma gota de álcool na boca. 

Acho que já fiz o suficiente por hoje.

Sentei em um dos bancos altos no balcão e desenhei coisas imaginárias na madeira. De todos que beijei hoje, com certeza Louis havia sido o mais impactante. Ele era inteiramente atraente, desde os  lábios vermelhos e cabelos bagunçados ás tatuagens cobrindo os braços de estatura média. O moreno leva o mesmo estilo de Zayn, a única diferença é que ele parece mais simples e menos ousado que o Malik, que desde o dia em que esbarrou em mim até o momento atual, não proferiu um único Oi. 

Senti uma presença ao meu lado e involuntariamente revirei os olhos, porém soltei uma risada baixa por querer ser tão boba em desejar ficar sozinha numa boate.

Aliás, como eu entrei em uma boate sem apresentar meus documentos? Diana deve mais conhecida aqui do que o esperado.

— Oi.

Ao meu lado estava um garoto de cabelos castanhos quase avermelhados. Ele tinha uma expressão serena enquanto comia petiscos de fruta. 

Procurei ao meu redor se tinha mais alguém com quem ele estivesse falando. 

— É você mesma. 

— Hum... Oi. 

— Chandler Booth, mas me chame de Chad.

— Sophie Seymour. Prazer, Chad.

Apertamos as mãos, ele era tão delicado, como se estivesse tocando em cristais.

— Está sozinha? — Aproximou-se discretamente, pois a música estava bem alta e era difícil manter uma conversa assim. 

Antes de responder, procurei por Diana ou qualquer outra pessoa para dizer que não, mas infelizmente eu estava sim sozinha. 

— Estou.

— Isso é uma pena. — Sorriu.

— E por que seria?

— Porque você é muito bonita. Alguns caras podem avançar em você. — Chad se aproximou um pouco mais, e eu não sei distinguir se estava interessada ou com repulsa.

— Não vejo isso como ruim.

— Ah não?

— Não. — Sussurrei. Chad sorriu novamente, um enorme sorriso encantador e convidativo. 

Fitando meus olhos e vice-versa, ele pediu dois drinques. 

— Então Sophie. — Pigarreou e endireitou a postura. — Você não é daqui. — Afirmou. — É Italiana.

— Bréscia, Arezzo e Verona. Como sabe?

— Verona. — Ele apresentou — Sempre irei reconhecer as Italianas.

Além de muito bonito e gentil, Chad possuía a mesma nacionalidade que eu, essa noite não podia ficar melhor.

Estávamos no oitavo copo de piña colada, eram duas da manhã e eu me sentia levemente alterada ainda tendo consciência de meus atos, mas sei que posso levantar e dançar até meus pés pedirem socorro.

Chad falava sobre sua faculdade que sinceramente não me interessava nada, estou em um tédio absoluto e só quero procurar Diana para dançar ou até mesmo dividir um drink. 

Aqui nem é tão grande, por que diabos eu não via Jason, Diana, Louis ou até mesmo Zayn passando de relance? Fazem três horas que eu não os vejo.

— Chad eu...

— CHANDLER! 

Ouvimos um grito alvoroçado que despertou ambos de nós. 

Um garoto alto de cabelos cacheados gritou seu nome. Ele vinha em nossa direção com um garoto moreno ao seu lado, e eles não pareciam nada felizes.

— Temos que ir, agora. — O cacheado rosnou para Chandler. Girei o banco para visualizar melhor e logo vi que o moreno ao lado dele era Zayn. 

Não estou entendendo nada.

Chandler rebatia o garoto de cachos ao mesmo tempo que Zayn me reconheceu, ele pareceu acordar de uma hipnose e chegou incrivelmente perto de mim.

— Saia daí, agora. — Ele sussurrou deixando-me confusa. Era a primeira vez que Zayn se dirigia á mim e dava uma ordem para sair de perto do Chandler? Ah, fala sério.

— O que você estava fazendo com o Zayn? Me responde, Styles. — Chad questionava o garoto alto. A essa altura algumas pessoas ao nosso redor já observavam a situação. 

Zayn travou o maxilar e mais uma vez olhou para mim. 

— Isso não é brincadeira garota, vem — Estendeu o braço para me ajudar a descer do banco alto, eu estava tonta e desconexa — Agora. — Sibilou.

Segurei sua mão e saímos às pressas dali. Eu não entendia porque estava sendo arrastada para longe de um cara muito simpático por outro muito rabugento. Mas claramente uma confusão iria se formar ali, e o meu lado investigativo queria descobrir o motivo.

— O que estava acontecendo? — Ele me ignorou completamente. Zayn parecia me levar á um lugar específico e espero que seja até Diana para irmos embora. Se eu não posso conversar com quem eu quero, não tenho mais nada para fazer aqui.

Parei bruscamente. Não vou deixar que um desconhecido me controle desse jeito. 

Nem Jason está tendo controle sobre mim ultimamente. 

Zayn me olhou confuso, mas sua mão fria e macia não largou a minha.

— O que foi?

— Eu estava conversando com ele, sabia? Agora me diga para onde estamos indo ou eu vou voltar. — É claro que eu não ia voltar.

— Olha só. — O moreno está claramente irritado, e eu sem paciência. — A única coisa que eu sei é que a minha irmã caçula está bancando a idiota tentando ganhar a confiança do seu irmão e se ele souber que ela deixou você, tão inocente e estúpida, conversando com Chandler Booth sem perceber que ele é um... Apenas me acompanhe. 

— Que ele é o que? E por que eu sou a estúpida? Olha só eu não sei de nada que acontece por aqui, vocês me trouxeram e ficam me puxando de um lado para o outro. E você Zayn que nunca falou comigo não tem o direito de me xingar assim. O que tem de errado com o Chad?

— Eu estou apenas protegendo a minha irmã — O garoto respondeu em um tom vazio e monótono. — Se você se colocar em perigo, Jason vai odiá-la para sempre e vê-la sofrendo por dois anos foi o máximo que eu pude aguentar sem ir atrás de acabar com ele. 

— Se você simplesmente me explicar o que está acontecendo talvez eu não me coloque em perigo. — Ele balançou a cabeça de modo negativo, eu bufei. 

— Disso eu duvido. 

Então voltamos a andar, percebi que estamos entrando em uma área mais reservada e escura. Enxergava pouco e ouvia muito, muitas vozes. Quando finalmente paramos eu identifiquei a roupa branca e a altura de Diana, que estava ao lado de Louis e outras pessoas. 

Me soltei do Malik e sentei no braço de um sofá pequeno que havia ali. Eles não notaram minha presença, conversavam, bebiam e riam muito, apenas cruzei meus braços e suspirei, controlando a raiva em meu corpo. Odeio o modo que todos tentam controlar a minha vida.

Stephanie, Stephen, e agora a elite Malik. 

Eles sempre faziam tudo e saiam juntos, quando Jason vinha passar as férias em Los Angeles com Stephanie para visitar Diana e eu ficava em casa com minha mãe enquanto ela apenas trabalhava e trabalhava, sem ao menos notar que eu havia ficado. Muitas vezes eu chorava no meu quarto por pensar que ninguém gostava de mim ou me queriam por perto. Stephanie então voltava com meu irmão de viagem e contavam várias histórias de aventuras que eles viveram, e riam juntos. Quando eu chegava perto deles, encurtavam as histórias ou diziam que eu não tinha idade para saber daquilo. Sendo apenas três anos mais nova que minha irmã. 

Agora minha mãe, que me defendia quando eles me chamavam de pirralha, está sofrendo em silêncio e querendo se ver o mais longe possível de nós e da nossa casa. 

Há apenas uma pessoa nesse mundo de quem eu sinto falta de verdade, e este é meu pai, Paul. Mas ele está agora muito longe sofrendo com a morte da filha favorita. Meus pais são covardes e é assim que suportam o luto, fugindo. Não importa quem eles precisem deixar sozinho e desamparado.

O que me restou fora um irmão intermediário, uma amiga recente e dois motoqueiros infelizmente, maravilhosos. 

Eu estou chorando nesse exato momento, com um leve teor alcoólico no sangue enquanto pessoas que eu nem conheço riem bem alto ao meu lado, mostrando o quanto suas vidas são felizes. Sequer sabia que horas eles iam embora, se Diana conseguiu se resolver com meu irmão ou se Louis havia gostado do meu beijo. A única coisa que eu sei agora é que me levantei com intuito de cair fora daqui, quando alguém parou na minha frente impossibilitando minha caminhada. Reconheci os castanhos dos olhos quando as luzes brancas passaram rapidamente por aquele rosto arabiano.

— É lamentável que você não seja tão inteligente quanto a sua irmã era.



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