História Mr. Bundy - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Tags Abuso Sexual, Assassinato, Serial Killer, Ted Bundy, Tortura
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Palavras 1.994
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Necrofilia, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Em itálico são as lembranças de Ted

Boa leitura :)

Capítulo 3 - Liar - part 2


Fanfic / Fanfiction Mr. Bundy - Capítulo 3 - Liar - part 2

 

Era um dia ensolarado como os sorrisos daquelas crianças, o som de suas risadas empolgadas era reconfortante e os olhares inocentes tão puros quanto cristal, transbordavam paz para o ambiente. 

E no meio desta paz se encontrava o mau disfarçado de anjo de luz. 

Ted estava sentado em um dos vários bancos de madeira que havia naquele parque, ele observava todas as pessoas ao redor através do seu óculos escuro. 

Esticou seus braços sobre o banco, ficando mais a vontade. 

Particularmente era um dos lugares preferidos de Ted, era onde ele poderia relaxar e ao mesmo tempo se divertir da sua maneira. 

Algumas garotas andavam de patins logo à sua frente, uma delas cochicou algo e então os olhares das meninas se voltaram para si, os sorrisos inocentes e ao mesmo tempo perversos, para o homem, era uma clássica referência de como garotas conseguem se disfarçarem de boas moças, quando no fundo, não passam de prostitutas que anseiam serem tocadas. 

Elas continuaram seu passeio, eram tão habilidosas com seus patins de quatro rodas, as fantasias eróticas logo se fizeram presentes em seus pensamentos enquanto observava todas se afastarem com seus shorts curtos, dando uma ampla visão de suas lindas pernas bronzeadas. Uma delas permaneceu parada olhando para ele e o mesmo levou seu olhar em direção à ela, podendo vê-la perfeitamente mesmo estando de óculos escuro. Um sorriso de canto se formou, e ela retribuiu timidamente. 

Mordeu o lábio inferior ainda observando a garota se afastar, assim que ela alcançou suas amigas, elas viraram para esquerda em direção a outra parte do grande parque, saindo do seu campo de visão. 

Desviou o olhar para o seu relógio de pulso, marcavam 15h30.

Bundy levantou-se e caminhou calmamente até a saída do parque. 

✝✝

Abriu a porta de vidro escutando o barulho do pequeno sino que havia em cima soar. 

Retirou seu óculos e se sentou em uma mesa ao fundo, meio distante de onde a maioria das pessoas estavam. 

Suspirou, pegando um palito de dente e o colocando no canto da boca enquanto olhava o cárdapio. 

Ted avistou uma das garçonetes do local e estendeu a mão para que fosse atendido.

— Já escolheu o que irá querer, senhor? — perguntou a garçonete, com um pequeno bloco de notas em mãos, desta vez não era a velha mulher, e sim uma jovem ruiva, aparentava ter no máximo vinte anos. 

Bundy passou seus olhos rapidamente pelo cárdapio e logo escolheu o que pediria.

Colocou o cárdapio sobre a mesa, retirou o palito da boca e olhou de cima a baixo para a jovem antes de sorrir gentilmente. 

— Eu vou querer um sorvete de baunilha e donuts de todos os sabores que tiverem. — a moça anotou o seu pedido, ela expressava um sorriso divertido, com certeza estava impressionada pelas várias guloseimas que ele pediu.

— Seu pedido logo chegará. — ela sorriu, virando-se e caminhando até a cozinha. 

Ted observou o corpo da jovem e percebeu como o uniforme do estabelecimento lhe caia bem, a saia curta e um pouco apertada destacava suas curvas, talvez ela não fosse uma das mais bonitas, mas tinha um belo corpo. 

Mesmo assim, não fazia o seu tipo.

✝✝

Alguns minutos depois a moça voltou com uma bandeija em uma das mãos onde havia o sorvete e a outra mão segurava uma caixa de papelão cor de rosa escrito o nome da lanchonete. 

— Faça bom proveito, senhor. — falou com amabilidade, depositando as coisas sobre a mesa do homem, que sorriu em resposta. 

Não era acostumado a comer tantos doces desta maneira, Ted sabia que não aguentaria devorar tudo aquilo sozinho, ele levaria o que sobrasse para casa e assim os daria para Lily, como um presente de despedida.

Não seria um dos melhores presentes do mundo, mas lembrar de comprar algo para ela já era de se admirar. 

Deu a primeira colherada no gelado, colocando-a vagarosamente em sua boca, sentindo o gosto doce da baunilha.

No calor que fazia, com certeza essa foi uma boa opção. 

Enquanto saboreava o seu pedido, observou pela janela dois homens de terno, eles estavam chamando alguns funcionários do estabelecimento. Bundy concluiu que eram agentes procurando por pistas sobre o caso de Jenny Lynda Hoffman.

Por um momento, Ted olhou para o balcão e para os bancos e um sorriso malicioso se formou em seu rosto vendo a miragem dele e de Jenny. 

Para onde vamos? — perguntou a moça.

— Um lugar especial. — Ted sorriu. 

Os seus pensamentos iam fundo em lembranças nas quais ele não queria esquecer. A voz doce de Jenny era como a de muitas outras mulheres que ele já havia possuído, e seria como a de outras mulheres que ainda seriam suas. 

Seu olhar voltou para os homens do lado de fora, um deles usava um chapéu marrom claro, um terno de mesma cor e uma gravata preta. O homem era alto e caucasiano, o mesmo olhou diretamente para Ted que abriu a caixa cor de rosa, retirando um donuts de cobertura colorida e dando uma grande mordida no doce. 

Bundy desviou o seu olhar para o sorvete, colocando outra colherada em sua boca, sentindo a baunilha se misturar ao gosto do donuts. 

Talvez, algo infantil de se fazer.

Os homens estavam interrogando alguns funcionários, mostrando a foto da moça e perguntando coisas em relação ao caso. O último a ser interrogado foi o caixa, um homem loiro de pele pálida, aparentemente trinta anos, o mesmo se mostrava calmo e respondeu todas as perguntas da melhor maneira que pôde.

Uma pergunta fez o loiro olhar para o estabelecimento a procura de um rosto familiar, os olhos do homem se voltaram para Ted observando-o por alguns segundos antes de confirmar algo com os agentes.

Os homens caminharam para dentro da lanchonete, a porta fora aberta e o sino soou mais uma vez como já havia soado tantas vezes naquele dia. 

Bundy passou a ver os agentes se aproximarem, parecia como em um filme, ele os via em câmera lenta, cada passo dado pelos homens pareciam durarem uma eternidade. As palavras se formavam na ponta de sua língua, as várias mentiras que contaria circulavam em sua mente, sua tática infalível era ser exatamente o oposto do seu verdadeiro "eu". 

Aquilo seria como um jogo de xadrez, Ted precisaria calcular cada jogada de seu oponente com cautela, para no fim, conseguir o seu xeque-mate. 

— Senhor? 

O seu olhar era fixo nos homens, com um guardanapo limpou o açúcar colorido do canto de sua boca antes de respondê-los:

— Pois não? — sua voz saiu doce, o seu intuito era parecer o mais gentil possível. 

— Eu sou o agente Parker. — disse o causasiano mostrando o seu distintivo. — E esse é o agente Jensen. — o homem também mostrou o seu distintivo. — Poderia nos acompanhar? Temos algumas perguntar para fazer a você. — a voz autoritária era ríspida e aquilo com certeza não era um simples pedido e sim uma ordem, caso descumprida, aquele homem não exitaria em usar as suas algemas.

O caso era uma incógnita, qualquer informação prudente que conseguissem daria andamento para a descoberta de  acontecimentos que, até então, permanecem em aberto.

O serial killer mais procurado na história dos Estados Unidos parecia estar sempre um passo à frente das autoridades, e isso para a justiça era inexplicavelmente alarmante. 

— Só um instante senhores. — Ted se levantou, pegando o pote com o sorvete e jogando no lixo, os 7 dólares que pagaria por aquele grande pote de sorvete não era mais importante.

Pegou os donuts colocando a caixa de baixo do braço e direcionou-se até o balcão para pagar a sua conta. 

Os agentes observavam cada passo do homem, que para eles, era um suspeito.

Ted estava ciente dos pensamentos das autoridades que ali se encontravam e ele sabia muito bem que teria que arrumar um jeito de reverter essa situação. 

Após ter pago, olhou para os agentes, Jensen fez sinal para que Ted os seguisse para fora do estabelecimento e assim ele fez.

Os homens se dirigiram até um lugar um pouco distante da lanchonete. Bundy umideceu os lábios e ajeitou a caixa em suas mãos, ele sorriu e Parker arqueou uma das sobrancelhas. 

— Aceitam um donuts? — perguntou gentilmente, abrindo a caixa. 

Ted não precisava de ventura para ganhar esse interrogatório, bastava dizer exatamente o que os agentes gostariam de ouvir. 

E sobre dizer mentiras, o homem poderia ser considerado um rei. 

— Não, muito obrigado. — os dois disseram juntos, sorrindo falsamente.

— E então... — fechou a caixa. — O que posso fazer por vocês? 

— É sobre Jenny Lynda Hoffman. — Jensen respondeu seriamente. 

Claro.

A primeira peça fora jogada pelos agentes dando ínicio ao jogo na qual Bundy tinha certeza que ganharia. 

— Oh... — fez uma expressão de surpresa. — Vi sobre ela na TV, foi uma grande trágedia, era uma moça tão jovem. 

— Estamos à procura do culpado, conversamos com o Sr. Evans e ele disse que o viu conversando com Jenny no dia de seu desaparecimento, você confirma isto? Senhor... 

— Michael Carter. — proferiu. — Pode me chamar de Mike. 

Bundy sabia que seria um erro dar aos homens o seu nome verdadeiro, já que ele o usara na abordagem de suas vítimas. A estratégia da troca de nomes não falharia, como a sua intuição, que sempre está correta. 

— Sr. Carter, você confirma isso? — concluiu o caucasiano.

A intenção dos homens era de persuadi-lo, encontrar alguma falha em seu depoimento e usar isto contra ele, Bundy sabia disso e estava pronto para qualquer pretesto.

— De fato, conversei com ela naquela manhã. — disse confiante. 

— E sobre o que conversaram? — perguntou Jensen, ele segurava um bloco de notas e anotava cada informação dita.

— Foi uma conversa curta, ela me disse algo sobre a manhã bonita que fazia naquele dia, eu soltei um comentário sobre o livro na qual ela lia, conversamos brevemente e depois eu me levantei. 

— E o que aconteceu depois?

— Eu sai do estabelecimento, ela veio logo atrás, perguntou sobre o meu nome e então trocamos nossos números, depois fomos para nossos devidos caminhos, só tive este contato com ela até saber sobre o seu desaparecimento pela televisão. 

Ted estava certo de todas palavras na qual dissera, ele era tão convincente que rapidamente despertou a razão nos agentes, que perceberam que ele era apenas mais um cidadão de bem que não causaria mau a uma mosca. 

Parker retirou seu chapéu, parecia desapontado.

— Certo, Sr. Carter. — suspirou profundamente. — Quando à viu pela última vez, em que direção ela foi?

— Lembro-me que foi para aquela direção. — apontou para esquerda, uma avenida pouco movimentada daquele bairro de classe média alta. 

Suas palavras eram calmas e confiantes, Ted tinha o poder de convencer todos que quisesse e quando quisesse. Para ser franco, ele tinha tudo e todos em suas mãos sem esforço.

— Sabe querida... acho que você 

não deveria confiar em estranhos tão facilmente.

— Viu algo de estranho? Ela conversando com alguém que lhe pareceu suspeito ou algo parecido? — era evidente, eles precisavam urgentemente de respostas. 

O caso de Jenny era o sexto na região em um periódio de três meses, quatro dos corpos das seis jovens ainda não foram encontrados e eles precisavam fazer o possível para que essa onda de matança chegasse a um ponto final, as mulheres não poderiam continuar sendo brutalmente atacadas desta maneira. 

— Não vi nada de estranho, sinto muito por não poder ajudá-los. — forçou uma falsa decepção. 

— Nós agradecemos pela cooperação Sr. Carter. — os homens o concederam um aperto de mãos. 

Ted sorriu e acenou para eles enquanto se afastavam, aparentemente decepcionados por não terem conseguido mais pistas sobre o caso.

E o jogo fora ganho por Bundy desde o ínicio, o xeque-mate sempre foi seu desde o príncipio. 

Ele se sentia convencido.

Soltou um riso debochado observando as figuras masculinas entrarem dentro da viatura. 

Ted a golpeou várias vezes 

com a barra de ferro até que a garota ficasse desacordada.

E as lembraças daquele dia ainda estavam frescas e presentes em sua mente. 

Jenny fora como uma pequena ovelha nas garras de um lobo faminto.


Notas Finais


Obrigada por ler :)


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