História Mu um lugar repleto do vazio - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aflição, Céu, Complexidade, Depressão, Espaço, Inferno, Lágrimas, Limbo, Medo, Morte, Paradoxo, Paz, Tempo, Vazio, Vida Após A Morte
Visualizações 11
Palavras 411
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Mistério, Misticismo, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Nudez, Spoilers
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Cá estou, outra vez.
Aterrizando sobre sua tela, trazendo comigo mais um capítulo de uma estória que por meu bico de ser contada.
Espero que apreciem a obra, que se subjetivem ao crocitar.
Sem mais delongas, corax. Boa leitura!

Capítulo 2 - O Vazio que invade meu ser


Fanfic / Fanfiction Mu um lugar repleto do vazio - Capítulo 2 - O Vazio que invade meu ser


"O que se sabe quando desconheces tua própria alma? Se a ti não conheces, como fará com que outros a ti conheçam?"

Desde que acordei aqui, de nada lembro.
Apenas ouço uma voz na minha cabeça, sussurrar algo que não consigo entender, parece estar gritando cochichos, sussurros, chiados agonizantes que deveriam me indicar algo, um nome, talvez...
"Lisbeth, Lisbeth, Lisbeth, Lisbeth..."
...Talvez meu nome.
Será que estou enlouquecendo?

Pressiono minhas mãos contra o chão, mesmo sem poder senti-lo, pondo-me de pé.
Um formigamento que percorre meu corpo, e engasga em minha garganta, e comprime meus seios contra meus pulmões, me diz que estou me afogando.
Junto aquela cena que se repete e repete-se em minha mente. E a sensação de chuva.

Insegura de meus passos, tento caminhar,
Fecho meus olhos e deixo as imagens me guiarem em uma dança e a cada balançar, uma nova memória invade minha mente.

Sou uma criança, brincando com outras meninas no parquinho.

Abro os olhos e as vejo diante de mim, tão reais que parecem sólidas.
Perfeitamente expressas sob a densa névoa que me encobre e me invade a alma.

Brincávamos de pique.
Era minha vez e eu corria atrás de uma das garotas. Insistia que fosse ela a ser pega.
"Lisbeth, Lisbeth." Eu gritava.


Seus cabelos castanhos, sua pele negra.
Algo diz que eu a amava fortemente, mesmo que ainda fôssemos pequenas e inocentes crianças.

A atmosfera ao meu redor se densifica. A névoa escurece. Resta apenas a penumbra.
Toda aquela alegria é então transformada em desespero e a água que cai sobre meu corpo se transforma em uma chuva de sangue. Tão rubro sangue, como um cristal de rubi.


Lisbeth está caída diante de mim, mutilada, invalida, estirada sobre o asfalto.
O que devia estar dentro dela se expõe ao mundo e às pessoas que por ali passavam.
Sua respiração se torna ofegante e arrítmica, ela implora para que eu não a abandone, mas nada posso fazer.
Vejo seu último suspiro, acompanhado por uma lágrima.


A névoa se dissipa, as memórias se esmaecem, em um último resplandecer "Lisbeth, minha Lisbeth, somente minha Lisbeth..."

Logo me vejo chorar desesperadamente, olho para minhas mãos, meus seios, as lágrimas rolando por meu corpo, destoando e se fundindo à chuva de sangue, que tão íntima por mim recai. Mais abaixo... E no chão vejo uma sombrinha, a sombrinha que ela mais amava.

Na sombrinha há um escrito: Jesabell - 28 de março de 2003.


Notas Finais


Então, queridos. O que estão achando?
Quão profundo as palavras tocam suas almas?
Quais dúvidas assolam suas mentes?
O que obscurece seus pensamentos?
Quem sabe eu vos possa ajudar, iluminando seus pensamentos, ou no caso, os obscurescendo.


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