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História Mudança de Alcateia - Capítulo 3


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Notas do Autor


Oioi, I'm sorry EU DEMOREI
Eu não vi os dias passando deos, aiai esses joguinhos de celular viu... KKKKKKKKKKKK
como vocês estão? façam as lições online, ok?
E sem sair de casa sem precisar ou pra rolezar viu mocinhos/as? tô de olho
Espero que gostem, boa leitura!

Capítulo 3 - 573


Fanfic / Fanfiction Mudança de Alcateia - Capítulo 3 - 573

— Oi, Stiles.

A mulher, com sua face suavizada, tinha uma aparência bela. Sua pele um pouco mais clara do que o que se lembrava, seus cabelos longos e presos em uma trança lateral, sua boca com um sorriso de lado, compreensível e confortante. Lembrou-se de quando a conheceu.

Vestia uma calça moletom preta e um moletom cinza claro, onde nele, havia um número próximo ao seu peito, "0572", o que significava? Ela caminhou lentamente até o garoto, que conseguiu sentir sua respiração, ver que seus pulmões se enchiam de ar.

Levantou sua mão e, devagar, aproximou de seu ombro, tocando-a, sentindo que estava ali, em carne e osso, totalmente viva. Ele a puxou, abraçando a mulher que, rapidamente retribuiu o afeto, se desabando em lágrimas.

— Me desculpa... — Stiles disse, com sua voz baixa e sôfrega, deixando com que sua primeira lágrima caia.

— Sh... tá tudo bem, tá tudo bem. — Allison acenava positivo com a cabeça, limpando sua alma das impurezas que desciam por seus olhos totalmente filtradas como lágrimas cristalinas.

— Eu não... eu não queria, eu tentei... — Stiles apertou ela contra si, sentindo que estava ali, viva.

— Eu sei, que bom que sobreviveu, Stiles. Temos que conversar...

A garota que há tempos não via, dizia com clareza tudo o que aconteceu. Assim como Stiles foi parar em algum tipo de "limbo temporal" no seu pós morte, Allison ficou aprisionada lá por um tempo, após desvair-se de seu corpo por ser perfurada pela adaga de um demônio.

Foi caçada pelo tempo que esteve lá, porque é isso que ocorre no limbo, se você morrer lá, dê adeus para todo o sempre. Mas, sem saber mais o que fazer, um homem a chamou, a guiou e a fez renascer.

Depois de muitos anos, alguém finalmente tinha escapado da morte e a mulher precisava ser estudada, analisada. Não ficou fora de forma, têm treinos todos os dias para ainda assim ser ágil como caçadora e Argent.

— Quando... você tava' lá, viu alguém? Alguém importante ou... assustador. — Perguntou Stiles, lembrando-se dos momentos lá dentro.

— Primeiro, meu pai. — Com os olhos lacrimejados, ela deixou de encarar o chão e olhou para o jovem. — Tentando me convencer de ficar, é assim no limbo, antes tentam te convencer te dando o que querem, ou o que pensam que querem. Senão conseguem, te caçam.

— E quem te caçou?

— Quem você viu? — A moça não respondera a pergunta.

— Cláudia, Cláudia Stilinski. Minha mãe, ela tava' lá, de pé e bem na minha frente, ela falou comigo, eu consegui sentir ela ali. E mesmo assim, fui embora.

Apesar de saber que não era real, por um momento, quis fingir que era.

— E por que foi embora? Não sabia onde estava, nem o que tava' acontecendo.

— Eu... não sei. Scott. — Lembrou-se da ânsia em encontrar o amigo. — Precisava achar ele, se eu tivesse morrendo, queria pelo menos me despedir dele, da Lydia, Malia e dos outros, mas... eu não tinha tempo.

— Quem te caçou, Stiles?

O moço ficara negando com a cabeça, até responder:

— Ninguém, eu acho. Eu já tava' morrendo sozinho, com o veneno. — Allison cruzou as sobrancelhas, parecia curiosa e indignada. — Mas, tem uma coisa.

Ela esperou por sua progressão, que demorou, mas veio.

— Ele estava lá, Allison. Eu tava' lá, de novo, eu consegui me ver frente a frente comigo mesmo. O Nogitsune tava' lá. E se ele ainda tiver dentro de mim?

— Não, ele me garantiu que o Nogitsune está morto, não tem como ele estar conectado com você ainda, Stiles.

— Ele me ajudou... Eu cheguei na fronteira da cidade, o lobo tava lá, do mesmo jeito que eu encontrei da primeira vez, o homem também, ele ficou pra mim correr.

A moça se levantou e foi até a mesa de trabalho do outro lado do quarto, procurando anotar algo.

A porta se abriu de maneira silenciosa e sorrateira, sem ninguém próximo a ela, apenas abriu. Allison encarou a passagem e logo voltou a escrever, terminado sua anotação, pegou Stiles pelo braço e começou a puxá-lo para fora, seguindo pelos corredores daquele lugar.

— Estamos fugindo? — Questionou Stiles, confuso.

— Não, ele quer falar com a gente.

Ela o soltou, perto de um lugar com portas duplas, respirou fundo e virou a maçaneta, encontrando uma grande mesa com fartura em comida. De um lado, estava o cientista e uma garota mais nova que si, de cabelos grisalhos.

O outro estava completamente vazio, Allison caminhou até a cadeira que ficava de frente para ele e se sentou. Não querendo vacilar, o moço foi até si, sentando-se ao seu lado. Não tocaram na comida, esperando que a primeira fala fosse pronunciada, enquanto os outros dois, não deixavam por esperar.

— Frankstein, piratas do caribe, o que tá pegando? — Sarcástico, Stiles se referiu a mulher de bandana vermelha com uma cicatriz no rosto e o homem que fazia experimentos.

— Modos, por favor. — Falou ele, colocando um pedaço de frango dentro da boca logo em seguida.

— Falou o cara que me nocauteou, sequestrou, envenenou, matou e ressuscitou em menos de uma semana. — Stiles tinha um de seus braços apoiado na cadeira ao lado, enquanto o outro estava em cima da mesa.

— Não precisa ser rancoroso, afinal, é nossa primeira e última refeição juntos.

A garota com bandana largou seus talheres, se levantou-se com eficiência, empurrando a cadeira para trás com as pernas e saiu andando furiosamente.

— Que peixe mordeu ela? — Zombou o Stilinski, já tinha morrido uma vez, não temeria-o.

— Vai fazer o terceiro procedimento. — Falou Allison, encarando ele.

— Sinto que tô de fora do assunto.

— Por cerca de mil anos, tentei seguir três procedimentos complexos pra fazer com que meus discípulos florescessem. Etapa um, a morte. Dois, ressurreição, onde quinhentas e setenta e uma (571) cobaias fracassaram.

Stiles virou a Argent para si, puxando seu moletom, para observar o número em sua camiseta.

— SEU DOENTE. USOU MAIS DE QUINHENTAS PESSOAS PRA BRINCAR DE MÉDICO, PSICOPATA. — Stiles se levantou furioso, o homem, ainda sentado, apenas o encarou.

— Foi, com certeza. Necromancia não é brincar de médico, é a arte da bruxaria negra com toda a ciência desconstituída do universo. Eu não suportei um milênio pra brincar de médico, Stilinski.

Stiles voltou a se sentar, com o incentivo se Allison, deixando que o homem progredisse com sua seita.

— Como notou, Allison foi minha penúltima cobaia, usei muito tempo pra tentar desvendar o que tinha de especial nela. E aí você apareceu, finalmente, para completarmos o ciclo. Três, sacrifício e evolução.

Stiles encarou Allison, notando que ela não tinha medo de nada do que ele estava dizendo, questionou em sua mente.

— Ele não vai matar a gente. — Falou ela. — Vai se matar por nós. Depois de matar Licaão, ficou com o poder de toda a alcateia dele e ainda mais importante, sua linhagem.

O homem encarava a análise da mulher que a tanto estava presa ali naquele lugar.

— Os betas da linhagem de sangue são especiais, não são? Alejandro. Diferente de Isaac, Malia ou os outros lobisomens, eles conseguem transformar um humano, se quiserem.

— Mas não é tão simples assim, Ar...

— Não, não é. Por isso você fez a transfusão de sangue, já que você é doador universal, junto com a linhagem licantropo, seu DNA entraria no nosso organismo e, com sorte, se fundiria e talvez, e só talvez, começaríamos a produzir o nosso DNA junto do seu.

— Levou tempo, mas estou surpreso.

— Eu sou boa no que faço.

Stiles apenas encarava surpreso, betas que podem transformar as pessoas em lobisomens? Alfas com mil anos de idade? Allison viva? Alejandro?

Sentia uma leve tontura, mas não poderia sequer cogitar uma queda de pressão agora.

— Nós temos o sangue, mas não a linhagem, por isso, o Sacrifício. — Continuou ela. — Vai doar toda a força sobrenatural que você tem pra nós dois, já que temos o seu sangue e sobrevivemos mais de uma vida.

— Não entendo, por que não, simplesmente, deu tudo pra Allison? — Questionou ele, procurando entender.

— É força demais, ela poderia não suportar. Mas tem razão, em cada detalhe, finalmente acertei na escolha. Vocês não vão comer?

Depois de longas horas de sono, Stiles acordou na cama de Allison, sem ninguém no quarto, apenas com o abajur aceso, tendo, ao seu lado, uma roupa.

— Venha treinar depois do banho.

Dizia o bilhete em cima de uma roupa e toalha, havia um pequeno mapa desenhado embaixo, trilhando os passos que deveria seguir.

Stiles foi até o banheiro e se despiu, tomando seu banho frio, sentia a água gelada cair sobre seus cabelos e aquilo deixar sua respiração ofegante. É uma sensação estranha, como um sufoco, mas como a realidade.

Não sabia dizer se aquilo estava mesmo acontecendo e talvez a água gelada o fizesse acordar de um longo e atormentado sonho, mas não aconteceu.

Vestido, com uma calça moletom preta com a estampa "573" na coxa e uma regata branca colada ao corpo, Stiles seguia o caminho no mapa pelos corredores, sem sequer olhar para frente, com os pés descalços, andava por aquele enorme lugar, sem nenhuma janela.

Pensando ter chegado onde deveria, bateu na porta, que não foi aberta por ninguém do lado de dentro. Assim que abriu a porta, viu o pedaço de madeira quase acertar seu pescoço.

— Você já estaria morto. — Disse Allison, com um sorriso de lado.

— Não seria a primeira vez. — Ironizou Stiles, acompanhando ela até o banco, para sentar-se.

Ela caminhou um pouco mais distante, voltando com um par de sapatos e meias, assim que os calçou, levantou e foi até a prateleira de armamentos, vendo todo o tipo de arma que tinha a disposição.

— Eu não entendo, se tem tudo isso de acesso, por que não sai daqui? Por que não fugiu e voltou?

— No começo eu tentei, consegui, mas não fui longe. E apesar de tudo, Alejandro está fazendo isso por algum motivo e não acredito que ele sacrificaria a si próprio senão precisasse. E eu já sabia que você viria, não ia te deixar sozinho, tão fraquinho.

Allison zombou de Stiles, se afastando com um mastro de madeira, depois de ter batido com leveza o bastão em sua retaguarda. Stilinski pegou outra arma parecida com a dela e caminhou para o centro do lugar, onde tinha mais espaço.

A Argent pegou leve no começo, fazendo ataques curtos, nos quais o Stilinski, com um pouco de esforçou conseguia defender. Até que, com duas defesas de Stiles, Allison o derrubou com uma rasteira.

— Pensei que seria pior. — Disse ela, apoiada no bastão, ajudando ele a se levantar.

— Eu andei treinando, tá legal? Foi só um aquecimento.

A mulher encarou ele desafiadora, entraram em posição de batalha novamente e logo, Stiles avançou. Com as mãos no centro do cetro de madeira, conseguia com agilidade atacar dos dois lados que mesmo assim, a caçadora defendia.

Com um golpe impetuoso, Stilinski avançou o bastão pela lateral, fazendo com que ela se agachasse para se defender, contra-atacando, Allison tenta acertar as pernas de Stiles, que pula para se esquivar e acabam se afastando.

Stiles, ao tentar avançar, nota Allison segurar o bastante em uma das pontas, para poder girá-lo de frente para deu corpo, fazendo assim, com que tivesse maior alcance. Com um passo para trás, ele acaba encostando no pilar que ali tinha e não notou, Allison avança, tentando um golpe lateral, que o homem defende deixando seu pedaço de madeira de pé, segurando-o no topo com as mãos e apoiando embaixo com os pés.

Rolou para trás do pilar, usando-o de escudo. Assim que notou o recuo da mulher, por não ver mais o mastro, tentou dar um ataque surpresa, mas surpreendentemente, Allison segurou o bastão com a mão e puxou Stiles, colocando-o de costas para si e com a arma presa em seu pescoço.

— Te peguei de novo. — Disse ela, próxima ao seu ouvido, já que estava imobilizado por ela.

— Desisto, você venceu. — Falou sentindo aperto, que logo se folgou e pôde sair. — Quando ficou tão boa?

— Eu sempre fui boa. — Disse ela, sorridente.

— Preciso de umas aulinhas, faz um tempo já que não luto. — Ele está levemente ofegante.

— Quem te ensinou? — Falou ela, bebendo água numa garrafinha e jogando outra para o Stilinski.

— Ah... Chris, seu pai. — Ela parou de beber a água e engoliu todo o líquido de uma vez só.

— E... como ele tá? Ele não ficou sozinho, ficou? — Sentia receio do pai se isolar após seu falecimento.

— Bem, bem. Demorou um tempo, mas resolvemos as coisas, ele e a Melissa estão juntos agora e... acho que só.

A mulher acenou positivamente diversas vezes, parecia mais calma, olhou para os armamentos e parecia estar pensativa, virou seu corpo deslizando os pés, com uma cara de divertimento no rosto, caminhou até uma porta dentro do recinto, que levava para outro lugar.

— Hora do armamento pesado. — Disse ela, indo até o campo de tiro.


Notas Finais


E então? perdão os erros de ortografia, se houverem
Aceito críticas o:-)
Gente otoesquecendo de agradecer quem comenta, apoia e incentiva, nem pra vocês me lembrarem orKKKKKKKKK
Então os agradecimentos vão para: arianeestoullo, Terex25, _KaLlIsTe <3, Irn45 e sou_rapariga!!
Obrigad!!! De verdade...
Espero que tenham gostado!
Desculpa qualquer coisa


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