História Mudança de Hábito - Capítulo 65


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Categorias As Provações de Apolo (The Trials of Apollo), Percy Jackson & os Olimpianos, Ranger: Ordem dos Arqueiros
Personagens Afrodite, Alyss, Annabeth Chase, Artemis, Austin Lake, Clarisse La Rue, Connor Stoll, Evanlyn (Princesa Cassandra), Gilan, Grover Underwood, Halt, Horace, Kayla Knowles, Lady Pauline, Malcolm Pace, Miranda Gardiner, Nico di Angelo, Paolo Montes, Percy Jackson, Personagens Originais, Quíron, Rei Duncan, Sherman Yang, Will Solace, Will Tratado, Zoë Nightshade
Tags Acampamento, Arqueiros
Visualizações 30
Palavras 1.925
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá. O capítulo de hoje.

Foto da capa Meg e Lester/Apolo

Capítulo 65 - Sessenta e Cinco


  

Apolo correu de volta à floresta cheio de determinação. Seguiu o caminho indicado pelo pálico e chegou perto do ninho. Ficou um tempo observando o vai vem das formigas. Viu uma delas arrastando um carro antigo, outra guardava a entrada.

Apolo respirou fundo, armou uma flecha e entrou na clareira. A formiga que arrastava o carro largou e ficou olhando para o "visitante", outras se juntaram a ela. Ele não lhes deu atenção e entrou no túnel mais próximo, começou a cantar.

À medida que cantava, os túneis amplificavam sua voz se espalhando pelo ninho. A música era melancólica, triste e cheia de dor ao lembrar de Dafne e Jacinto. As formigas iam abaixando a cabeça como se também sentissem dor.

No caminho, Apolo viu várias flores roxas. Isso significava que Meg ainda estava viva e lhe mostrava o caminho.

- Garota esperta.

Um myrmekos atacou e Apolo mandou uma flecha que se enterrou na testa da formiga, matando-a.

- MEG!

Mais formigas vieram e Apolo teve que lançar uma flecha atrás da outra, mas não estava adiantando. Então, começou a cantar novamente, dessa vez confessando sua culpa, seus fracassos. As formigas começaram a desabar e de repente, ouviu o som de uma garota chorando. Apolo se dirigiu para lá.

- Meg!

Ela estava deitada no meio da caverna que funcionava como despensa de comida. Estava imobilizada pela gosma.

- Me desculpe - disse ela fungando.

- Pelo quê? Você não fez nada.

- Você não entende.

- Você só está reagindo a dor exposta da música. Vamos tirar você daqui.

- Oh!

Apolo se virou e tinha quatro formigas atrás dele. Ele meteu a mão na aljava e só havia uma flecha.

- Rápido, pegue o pacote de sementes perto do meu pé.

- Aqui está.

- Jogue na gosma.

Apolo ainda hesitou.

- ANDA LOGO! - ela gritou.

Seu grito fez as formigas acordarem e elas partiram para o ataque. Enquanto Meg tentava se soltar, Apolo lançou sua única flecha no teto fazendo-o desabar sobre as formigas. Isso lhe fez ganhar tempo.

Meg finalmente conseguiu se libertar.

- Aqui!

Um myrmekos surgiu de outro túnel.

- Meus anéis!

- Antes que o bicho atacasse ela lhe cortou a cabeça.

- Apolo.....

Um grito enfurecido ecoou pela câmara.

- É a rainha. Temos que ir.

- Mas o grito veio de lá - disse ela apontando para a câmara.

- Exatamente.

A rainha era três vezes maior que o maior dos soldados. Seu abdome estava cheio de ovos.

- Meg, que tal usar suas espadas contra essa moça?

- É uma mãe dando à luz.

- É um inseto e você odeia insetos.

- Mesmo assim não posso - disse ela. - Aquele lado leva à floresta.

- Como sabe?

- Eu consigo ouvir as árvores crescendo - disse olhando além. - Cante.

- O quê?

- Cante. Quem sabe você consiga emocionar a mamãe aí.

- Eu tô quase sem voz.

- Pelo menos tente.

Apolo cantou um rap em homenagem às mães. A rainha balançava a cabeça e seu abdome expulsava mais ovos. Ela virou a cabeça para trás e berrou, depois cutucou delicadamente o peito de Apolo o empurrando na direção do túnel.

Os dois finalmente estavam fora do ninho. Eles olharam ao redor, cada árvore tinha pelo menos vinte e cinco metros de altura.

- É um portão - disse Apolo - para o Bosque de Dodona.

- Não estamos no bosque ainda?

- Não...

- Não estou ouvindo vozes.

- O bosque sabe que estamos aqui.

- O que será aquilo? - Meg disse apontando para alguns pontos brancos presos em estacas. - Vamos até lá.

Ela foi andando na frente e Apolo foi atrás. Quando chegaram perto ficaram estarrecidos. Na sua frente estavam os semideuses desaparecidos, inclusive o pálico Paulie. Apolo se aproximou e constatou que ainda respiravam. No entanto, sentiu um cheiro familiar, tremeu da cabeça aos pés.

- Por Caos! Temos que soltá-los - disse em pânico. - Meg, as suas espadas.

De repente, de cima de uma árvore, o karpos Pêssego pula aos pés de Meg, ele estava ferido.

- Graças aos deuses - disse Apolo. - Meg, mande seu amigo.....

- Apolo - disse ela apontando para o túnel.

Três figuras surgiram de dentro do túnel. Dois deles eram muito altos, Apolo logo os reconheceu.

- Germânicos.

De trás deles surgiu outra figura.

- Nero.

- Finalmente se lembrou de mim? Estou comovido - disse com a mão no coração e um sorriso de deboche.

Foi então que olhou para a menina. Apolo se colocou na frente dela.

- Olá querida, como tem passado?

Meg ficou calada.

- Deixe ela em paz - disse Apolo.

- Ora papai, eu só estava cumprimentando uma amiga.

Apolo franziu o cenho.

- Amiga? - depois se virou. - Você o conhece?

- Ah, ela não te contou? Conte a ele querida.

- Ele...ele é meu padrasto.

Apolo ficou pasmo. Olhava sério para a menina que não tinha coragem de encará-lo.

- Bem, chega de apresentações e vamos ao que interessa - disse ele esfregando as mãos. - Apolo e Meg, vocês dois vão abrir esse portão para mim.

- Não - disse Apolo. - Eu sei o que você pretende.

- Ah papai, não seja tão chato. Meg querida, ordene a ele que abra o portão.

- Meg, se abrirmos esse portão ele vai queimar o bosque. Esse é o plano dele.

Meg continuava muda.

- Não acredite querida, ele só está ganhando tempo.

- Meg, esse homem matou pessoas inocentes - disse Apolo apontando para Nero. - Ele incendiou Roma e botou a culpa nos cristãos e depois os queimou vivos.

- Não acredite nele querida, eu jamais machucaria  alguém.

- Ele matou seu pai - disse Apolo dando sua última cartada.

- Besta matou meu pai - disse a menina.

- Eles são a mesma pessoa.

- Chega! Apolo, abra esse portão.

- Ou o quê?

- Está vendo aquelas pessoas na estaca? Dois deles são seus filhos, não é?

Apolo olhou assustado para as estacas.

- Você não quer que eles sofram, não é?

- O que vai fazer com eles? - pergunta Meg. - Você disse que não ia machucar ninguém.

- Ele vai fazer com eles o que fez com os cristãos, vai queimá-los.

- Isso só vai acontecer se você não fizer o que eu mandar.

- Meg, por favor - Apolo implorou.

- Se abrirmos o portão, promete que não vai machucá-los?

- Mas é claro que sim querida. Você sabe que eu sempre cumpro as minhas promessas.

- Anda Apolo vamos abrir.

- Mas...

- É uma ordem.

Apolo a olhou indignado, mas foi obrigado a obedecer.

Ambos se colocaram à frente do portão e estendendo a mão, se concentraram. Vozes começaram a gritar, as mãos de Apolo começaram a esquentar sobre o tronco e os portões se abriram. As vozes pararam.

Meg se virou para Nero com os olhos arregalados.

- É verdade. As árvores me disseram que você deseja queimá-las.

- Escute Meg, o bosque e muito perigoso, por isso tem que ser destruído.

- Você não pode fazer isso - ela disse com a voz trêmula. - Eu sou filha de Deméter.

- Você é minha filha - corrigiu Nero. - Me preocupo com você. Saia da frente.

Ele encostou um fósforo na superfície da caixa.

- Por favor! - gritou Meg.

Ele acendeu um fósforo e se aproximou da estaca mais próxima onde estava Austin Lake. Quando ia tacar fogo no garoto o karpos pulou em sua mão e abocanhou o fósforo aceso.

- Meg, o que significa isso? - perguntou Nero.

- Pêssego, venha pra cá. Você não pode queimar essas pessoas.

- Meg, estou me esforçando para manter o Besta longe. Por que não me ajuda?

Meg olhou para Apolo em busca de ajuda.

- Ele é mau - disse Apolo. - Meg, você tem que fazer sua própria escolha.

- Pêssego, pegue aquela caixa de fósforos.

- Vince, Gary, detenham Meg, mas não a machuquem. Quanto a Apolo e o demoniozinho das frutas, serão queimados.

- NÃO! - Meg gritou e junto com ela, as vozes fazendo Nero e os germânicos caírem no chão. Até o Karpos desabou.

Apolo começou a cantar para afastar as vozes.

- Meg! Coloque isso na árvore do meio - ele lhe entregou o sino de vento.

Meg corre para dentro da floresta e Apolo impede que os germânicos a sigam. Raiva subiu à sua cabeça e ele quebra a lança de um dos guardas acertando-lhe o queixo, o homem caiu atordoado. Apolo o pegou pela couraça e o rodopiou e o jogou longe fazendo um buraco na copa das árvores.

Gary avança e leva um soco forte no peito desabando no chão. Apolo olhou para Nero, sua força momentânea se esvaindo.

- Você é um tolo Apolo - disse Nero com um isqueiro aceso. - Você não vai atrapalhar meus planos.

Ele joga o isqueiro nas faixas de óleo que Apolo não tinha notado.

- Não!

- Adeus Apolo. Só faltam onze Olimpianos agora.

Apolo correu até as estacas, a mais próxima era a de Austin e conseguiu puxá-la e derrubá-la, depois a arrastou para a segurança, o mesmo fazendo com os outros.

Depois que arrastou o último, o fogo estava quase alcançando o bosque. Apolo se ajoelhou e pediu perdão por todas as mortes que causou. De repente, dríades surgiram de entre as árvores, elas levantaram os braços e uma torrente de lama engoliu as chamas, o calor foi absorvido por seus corpos tornando-os pretos e rachados.

Assim que o fogo se apagou, as dríades viraram cinzas. Zéfiro, o Vento Oeste as carregou pela copa das árvores e desapareceu.

Apolo correu para os reféns.

- Onde estou? - pergunta Austin.

- Meu filho lindo! - disse Apolo chorando de alívio.

- A....Apolo? - ele tentou se mexer. - Ei, o que é isso?

Apolo ria histericamente. Ele pegou a ponta da lança do Gary e soltou o filho.

- Tome - ele lhe entrega a ponta de lança. - Solte os outros. Já volto.

Apolo corre para dentro do bosque e encontra Meg sentada com as mãos nos ouvidos, ela estava atordoada. O Karpos estava ao seu lado e não parecia nada bem.

- Meg.

- Minha cabeça - disse ela. - Não consigo pensar, são muitas vozes ao mesmo tempo.

- Você tem que colocar o sino de vento naquele carvalho - ele disse apontando para o carvalho central. - Vem eu te ajudo.

Meg se levanta com dificuldade, mas aceita a ajuda.

- Pendure no galho mais alto - disse ele a ajudando.

Meg pendura o sino e as vozes cessam. Ela se encosta na árvore que fala uma profecia.

- Pode falar - disse ela.

Houve um deus, Apolo era chamado

Entrou em uma caverna azul acompanhado

Ele e mais dois montados

No cuspidor de fogo alado

A morte e loucura forçado

O sino de vento parou e o bosque ficou calmo.

- Você entendeu? - pergunta Meg.

- Talvez. Nós precisamos falar com Rachel....

- Não existe mais nós - disse Meg. - Faça o que tiver que fazer. Esta é minha última ordem.

- Não! - gritou Apolo. - Você não está pensando em ir atrás dele, está?

- Nero é o meu padrasto, ele....ele é bom para mim.

- Meg....

- Terminamos por aqui.

Dizendo isso, ela correu por entre as árvores e desapareceu. Pêssego foi logo atrás dela.

 


Notas Finais


Até o próximo.


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