História Mudança de perspectiva - Capítulo 2


Escrita por:

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Categorias Harry Potter
Personagens Hermione Granger
Visualizações 165
Palavras 1.275
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 2 - A conversa


POV Hermione

Andei de volta ao castelo o mais discretamente possível, não quero alarmar ninguém com a possibilidade de que a nossa vitória não fosse certa. O caminho para o escritório do diretor Dumbledore estava cheio escombros, como o resto do castelo, a gárgula que guardava a entrada estava pela metade, mas parecia ainda cumprir o seu papel de guardar a entrada do escritório do diretor.

- Sapos de chocolate – disse a senha e subi as escadas...antes de bater na porta, ouvi a voz do diretor me concedendo a entrada em seu escritório.

- Entre, senhorita Granger! – o escritório estava de certa forma incólume, se comparássemos com o restante do castelo...o diretor não estava sozinho, sentado a sua frente estava uma garota de pele morena e cabelo loiro cacheado com algumas mechas roxas. Sentei-me na outra cadeira desocupada – Senhorita Granger, gostaria de lhe apresentar a senhorita Lisbete Ann Lovegood-Zabini.

A garota se virou na minha direção...ela parece ter a minha altura, algo como 1,60, morena, como havia percebido anteriormente, mas não muito escura, algo como chocolate ao leite, que dava um ótimo contraste com seu cabelo curto, loiro e cacheado, com suas brilhantes mechas roxas, o conjunto total a fazia parecer um elfo (do ponto de vista trouxa, talvez um personagem dos livros de Tolkien), mas o mais interessante são seus olhos, que exibiam cores diferentes: o direito azul claro, muito parecido com o da Luna e o esquerdo verde, tão brilhante quanto uma esmeralda e muito semelhante ao do Zabini.

- Muito prazer em conhecê-la, presumo pelo sobrenome, que tenha algum parentesco com a Luna Lovegood e com o Blaise Zabini? – não posso evitar perguntar, estou curiosa e até onde eu sei essas famílias, não eram de alguma forma, interligadas.

A garota sorriu de maneira alegre e me abraçou, era um pouco estranho, mas também familiar. Ela me soltou quando não retribui o seu abraço.

- Me desculpa, eu esqueci que nessa época você ainda não me conhece...- ok, agora alguém pode explicar?

- Senhorita, melhor nos acomodarmos para inteirar a senhorita Granger do motivo da sua vinda.

- Ah...claro tio Dumbie...as vezes a minha mente voa...acho que são os zonzôbulos, a minha mãe me falou deles, sabia que eles embaralham o cérebro?

- Senhorita, a sua história, por favor, e do começo.

- Claro...bem...Hermione...posso te chamar assim? Você sabe o meu nome e ao contrario do que você pensa, eu não sou simplesmente uma parenta dos Lovegood e dos Zabini...eu sou filha da Luna Lovegood e do Blaise Zabini, para ser mais exata, sou o fruto ou um dos filhos da guerra...sou de uma geração que nasceu do desespero dos nossos pais...bem junto com o esquecimento dos encantos contraceptivos...- bom ela realmente parece uma junção dos dois, mas como é possível? Ela deve ter uns 17 anos...a não ser que...

- Você é uma viajante do tempo?

- Oh...por Morgana, tinha esquecido por um momento o quão inteligente você é...bom continuando...durante a guerra, quando tudo parecia sem esperança e você pode perguntar a mamãe depois, se quiser, mamãe e papai se declararam, ficaram e voilá, aqui estou não vou me ater a isso por que é estranho e não quero imaginar eles me “fabricando” – e eis o humor Zabini – continuando...depois de um bom tempo o mundo bruxo começou a se reerguer e todos tentaram lidar o melhor que puderam com as perdas, levou um tempo, mas a vida continuou e quando fiz 17 anos eu recebi um caixa fechada e encantada para abrir para mim quando eu tivesse a idade certa e antes que pergunte, foi preparada pela vovó Ann, mãe da Luna e não menospreze os Lovegood, a vovó foi uma excelente pesquisadora...bom um dos feitiços que ela estava criando deu a ela, sei que não acredita em visões e adivinhação, mas esse feitiço experimental permitiu a ela “ver” o que aconteceria durante a guerra e pela carta que ela deixou, carta essa que vocês podem ler, explicava o que eu poderia fazer para mudar tudo, os benefícios e as consequências.

Ela pegou uma pequena mochila preta no chão e enfiou todo o braço nela, procurando o que acho ser a tal carta.

- Belo feitiço de indetectável de expansão...- poxa nem notei a assinatura mágica que deveria estar na mochila...mágica assim geralmente deixa uma assinatura de quem a lançou e se a dela não tem assinatura...

- Você que me ensinou, quando li a carta e vi as memórias que estavam na caixa, sabia o que deveria fazer, conversei com os meus pais e depois falei com você que me ajudou a preparar tudo para a missão...Ao que parece, os destinos não são gravados em pedra, a várias linhas mudando o tempo todo, dependendo das escolhas que fazemos...é claro que regras tem que ser seguidas, mas pode acontecer...aqui! – ela estendeu um envelope grosso para mim e para o professor que começou a ler a carta em voz alta.

 

Querida netinha,

Sei que não me conhece, mas sinto que já te conheço, pois a vi nessas loucas visões, graças a um erro, ou não, em um dos meus experimentos e como já terei morrido quando você nascer... Bem como ia dizendo, venho por meio desta carta tentar explicar o que eu previ para você e para certa Hermione Granger. Não pense você porem que eu creia na arte da adivinhação, visões ou afins, mas uma coisa que um grande professor meu me ensinou foi em confiar nos seus instintos e é isso que farei... Quando um dos feitiços que estava criando se mostrou diferente do seu objetivo inicial... veja nas lembranças que eu botei junto com a carta, na caixa que eu estou lhe deixando... não quero te causar duvidas, mas graças a essa “visão” , eu descobri coisas que me causaram espanto e me trouxeram medo sobre como o futuro em que você viverá irá ser, afinal, durante as guerras qualquer lado pode ganhar, tudo depende das escolhas a serem feitas... Por Merlin, acho que a minha mente voou... Como eu ia dizendo essa visão me deixou meios para lhe dar acesso a possibilidades de escolhas que poderá trazer a felicidade a você e a senhorita Granger, dependo da escolha de vocês, e a todos que sofreram perdas terríveis com essa guerra.

Bem, sem mais delongas, não gosto muito de escrever, por isso deixei as lembranças... afinal é mais fácil entender se você, ou vocês se bem a compreendi com as minhas visões você deve estar com o prof. Dumbledore e a senhorita Granger, verem o que eu vi... já estou divagando outra vez... Bem querida, saiba que mesmo não nos conhecendo pessoalmente eu já te amo e bem boa sorte com o que decidir.

Att. Vovó Ann

- As lembranças estão aqui, poderia pegar a sua penseira, tio Dumbie? – o professor Dumbledore, pegou o vidrinho e com um aceno da sua varinha, a penseira veio flutuando ate a mesa.

- Tio Dumbie...- sussurrei, não acreditando que ele a deixe o chamar dessa forma, bem é engraçado e ela parece uma versão morena e mais fofa da Luna...- Eu já vi isso e bem foi meio triste e assustador e mesmo a vovó parecendo incrível eu não verei essas lembranças outra vez, pois elas me fizeram entender o porque de algumas pessoas que eu conheço, sobreviventes da guerra, não parecerem viver plenamente.

- Ok, você se importaria de esperar?

- Não senhor... Mas será que poderia me arrumar algo para comer? Viajar no tempo da fome acredita?

Depois de chamar um elfo domestico para trazer comida para a garota, eu e o prof. Dumbledore, mergulhamos nas lembranças de Ann Marie Lovegood.

 



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