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História Mudança em meu Destino - Capítulo 9


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Notas do Autor


Pessoal estou postando o capitulo 9, meu desejo é que eu faça isso as terças, quintas e domingos. Espero que estejam gostando da história. Legolas esta ficando cada vez mais encantado com Diana a ponto de Thranduil perceber.

Capítulo 9 - Capitulo 9 Um novo começo


Fanfic / Fanfiction Mudança em meu Destino - Capítulo 9 - Capitulo 9 Um novo começo

Dois dias se passaram depois que Legolas fora chicoteado, ele encerrou-se em seu quarto sem falar ou ver ninguém, somente permitiu a entrada de Tauriel que o ajudou com suas feridas, estava magoado com seu pai. O castigo lhe fora mais dolorido na alma do que em sua carne, e depois, soubera que Diana acordara em estava bem, ele faria um esforço para vê-la. Não ficou na sala de cura, para que Diana não soubesse do acontecido, achou melhor ficar isolado me seu quarto. Levantou-se com dificuldade, a movimentação do corpo fazia suas feridas arder, ele lavou-se e se vestiu. Saiu, soube que seu pai encerrou-se ao quarto e de la não saíra, por certo não queria vê-lo, ele sorriu para si cinicamente, como se isso fosse apaziguar a distancia entre eles que estava cada vez maior, ele abriu a porta e os guardas que faziam a sua segurança parecerem se assustar, no caminho para sala de cura encontrou Feren.

- Bom dia alteza, espero que tenha se recuperado –ele disse abaixando a cabeça- Sinto muito pelo acontecido, eu iria encontrá-lo agora mesmo pela manhã.

- Dispenso seus sentimentos Feren, e se veio atrás de mim por algum recado de Ada, não estou interessado.

- Na verdade é... E muito importante meu principe, o seu pai quer fazer o julgamento da prisioneira ainda hoje.

- Por Valar! O gosto de ter me chicoteado ainda não passou? Ele também quer feri-la?

- Seu pai quer fazer as coisas voltarem ao normal nesse castelo, meu príncipe, acredite o seu pai não esta feliz com o acontecido, você é o único filho dele.

- Não acredito em suas palavras, meu pai só pensa nele, ouro e no seu vinho, eu sou apenas mais um nesse reino que ele não suporta.

- Não fale assim alteza... O seu pai não tem se sentido bem... Ele vai julgar a prisioneira, e ela já esta sabendo, portanto...

- Se quer saber se vou ao julgamento? Sim, eu irei, pode transmitir isso ao meu pai, agora tenho coisas mais importantes para fazer.

Legolas não deixou Feren terminar e lhe deu as costas, caminhou a passos rápidos, o onde passava era olhado com certa apreensão, por guardas e serviçais, chegou ao quarto e Diana estava sentada na cama, ele sorriu ao vê-la.

- Legolas..Você veio, eu quero lhe agradecer, por tudo o que você fez, ela se levantou e se aproximou dele

Era bom vê-la em pé, estava diferente, exibia saúde, a face estava corada, o cabelo totalmente solto em uma cascata farta e lisa como uma seda, ele nunca vira cabelos tão bonitos em uma mulher e os olhos estavam vivos, a boca vermelha mostravam seus dentes tão brancos enquanto conversava. Ela se aproximou mais a ele com o rosto preocupado.

- Legolas... Eu soube, pelas servas do castelo, que foi por minha causa que o seu pai o chicoteou, eu... Eu sinto muito, estou me sentido culpada, eu nunca deveria ter vindo pra cá, olha o que eu fiz com a sua vida, com o seu pai e com este reino.

- Nunca diga isso- ele disse colocando uma mão em seu ombro e fez uma cara de dor.

Ela olhou suas costas.

- Ainda dói? Ela disse com a garganta apertada olhando para Legolas com os olhos já marejados de lagrimas. - Poderia ter me deixado morrer, pelo menos isso não teria acontecido, o filho de um rei... Ser duramente castigado.

- Isso não tem nada a ver com você, são as minhas decisões, os meus ideais, hoje mesmo você será julgada por meu pai... Estou preocupado.

- Seja o que for eu aceitarei, pelo menos pagarei minha divida com você.

- Por favor, não me deve nada Diana.

E sem que ele pudesse se controlar ele a abraçou afundando sua cabeça em seu peito, sentiu o cheiro dos cabelos, jasmim, ela tinha o corpo delicado, tão pequeno que cabia no seu abraço, ele sentiu as feridas das costas serem repuxadas, mas o contato com o corpo da moça o acalentava, fazia mito tempo que não abraçava ninguém assim, por fim ele a soltou e viu lágrimas nos seus olhos, ela estava ao mesmo tempo chorosa e envergonhada.

- Me perdoe se eu a constrangi, mas a situação me pediu que eu fizesse isso.

- Não tem problema, acho que... Na verdade... Eu estava precisando. - E deu um sorriso tímido.

- Talvez vão levá-la para a cela, mas eu vou dar um jeito de que permaneça aqui.

- Legolas, não procure causar mais confusões, o seu pai pode ficar mais nervoso do que está, isso só pode piorar as coisas.

- Diana, aquelas prisões não foram feitas para princesas.

Thranduil soubera que Legolas havia saído do quarto, não tinha forças para encará-lo, sabia que ele o trataria mal, e logo ele, o rei com medo de encontrar o seu filho. Seus olhos exibiam olheiras profundas de quem havia muito chorado, sua pele estava pálida. Sonhara com Wilwarin por dois dias seguidos, por certo ela o estava culpando por ter feito isso ao filho deles, mas mesmo assim ele se levantou, tomou um banho relaxante para melhorar a aparência. Na noite anterior sentiu dores no corpo, o seu rosto mostrou as marcas de uma batalha, a cicatriz aparecera e era assim, todas as vezes que a sua dor na alma era maior, a magia que escondia sua cicatriz se desfazia, e ele via o seu rosto deformado pelo vestígio de outra época. Ele vestiu-se de forma simples, ira fazer o desjejum. Caminhou devagar pelo palácio, e seus súditos não ousavam encará-lo, de longe avistou Legolas, na aparecia ele demonstrava estar bem, mas sabia que estava dolorido. Ele sentou-se a mesa sem encará-lo, seu filho ainda não havia comido, estava aguardando o rei servir-se primeiro, com mandava a etiqueta. O silencio era constrangedor, e então os servos começaram a servi-los, por fim Legolas quebrou o silencio.

- Quero assistir o julgamento da prisioneira. - ele disse sem olhá-lo

- Não, você não irá, nem você e nem Tauriel.- disse movendo o talher

- Meu senhor, eu juro que me comportarei.

- Legolas... - ele olhou para o filho. - Aqueles golpes com o chicote ainda doem na minha alma. – ele disse pesaroso. - Ainda sou seu pai.

Legolas abaixou mais a cabeça, mas não deixou que a emoção o comovesse.

- Não acho que sentiu alguma coisa por mim, às vezes acho que eu sou apenas uma lembrança dolorosa da sua vida.

- Eu nunca disse isso... Eu sempre cuidei de você, só quero me certificar que você não cometa o mesmo erro da sua mãe. - ele disse mirando o olhar.

- Acontece que eu não sou mais uma criança!- ele bateu o punho na mesa fazendo os talheres soarem. - Pare de me tratar como uma! Já lhe provei que posso sozinho tomar minhas decisões, tenho minhas idéias.

- Só que não parece! Você é temperamental e impulsivo, age de maneira irrefletida, como por exemplo, a sua loucura em sair atrás de Tauriel achando que ela iria admirar a sua coragem! Mal havia atingido a maioridade! E essa sua obsessão impensada de proteger essa estranha! Porque esta defendendo com tanta energia essa garota? É uma estranha para nós! - disse Thranduil

- Eu fui atrás de Tauriel porque ela precisava de ajuda!

- Sei muito bem a ajuda que ela precisava... - ele disse friamente parando de comer.

- E essa moça, eu a defendo sim, é uma vida, eu não a vejo como inimiga, eu não quero mais mortes e sangue, já chega o que vi na guerra do anel.

- A guerra do anel- ele sorriu cínico. – Deixe – me lembrar que você me desobedeceu, sem pensar nos perigos, sem pensar no seu próprio povo que também ficou a mercê do ataque orc! Mas o seu “pensamento adulto” simplesmente procurou aventurar-se buscando o que Legolas? Aventuras? E quando eu soube que Elrond permitiu que você fosse para aquela missão eu o quis matar! Eu mandei mensageiros e meus soldados mais velozes atrás de você, mas ninguém o encontrou e então nossa floresta foi atacada por orcs, nosso castelo foi abalado, mas eu não sabia nada de você! Como acha que me senti? Desobedeceu-me, como a sua mãe! Fazendo as coisas por impulso sem prensar no seu próprio povo, isso é ser adulto? Eu também vi muitas mortes Legolas, mas continuo aqui, com a mesma firmeza, nunca me coloquei em risco pelo bem do meu povo, ao contrario eu me arriscaria pra salvar a todos. E você se diz que sabe tomar suas decisões? Tudo é por impulso... Veja só... Você diz que aquela moça é inocente, mas não sabe o verdadeiro intento, como acha que posso confiar numa pessoa que tem um elo com um inimigo meu?

- Eu não quero falar sobre isso, não vou responder as suas perguntas- ele disse se levantando.

- Acontece que você não quer enxergar! E não dê as costas pra mim Legolas!- disse Thranduil.

- Eu não vou levar nosso assunto mais adiante, as minhas idéias não são as suas – disse ele se afastando da mesa, mas depois parou virando-se para o rei. – Se ainda houver algum apreço por mim, de uma chance aquela moça, a vida não foi generosa com ela meu rei.

Thranduil fechou os olhos, estava aborrecido, se já estava difícil com Legolas agora ficara pior, ele largou o desjejum de lado colocando sua mão do lado da face e sentiu a cicatriz.

O dia foi pesaroso para Diana, e no final deste seria o seu julgamento, ela ficara trancada em um quarto confortável, Tauriel apareceu para vê-la.

- O rei não vai permitir que eu e Legolas participemos do julgamento, mas a julgar pelo comportamento do príncipe com certeza ele estará la.

- Eu disse a Legolas que quero evitar confusões.

- Não acha estranho ele à estar defendendo assim? –ela ergue uma sobrancelha.

- O que quer dizer? Eu... Só acho que ele tem um bom coração, e eu sou completamente agradecida.

- Não acho que seja somente o lado misericordioso dele.- ela revirou os olhos.

- Porque fala assim?

- Eu só o vi se comportar dessa maneira uma vez há muito tempo... Ou você esta fingindo que não....

Tauriel parou no meio da fala quando a porta se abriu e Legolas entrou fuzilando ela com o olhar, havia escutado a conversa.

- Mellon? Esta se sentindo bem? – ela disse sem graça. - Soube que você havia saído do seu casulo.- ela continuou sorrindo

- Estou bem Tauriel, o que esta fazendo aqui?

- Tentando tranqüilizar nossa prisioneira... Desculpe, você já me disse que não quer que eu a chame assim.- ela abaixou a cabeça

- Eu só vim lhe trazer isso- e ele mostrou a coroa de Diana, ela a pegou delicadamente de suas mãos.

- Foi meu pai quem mandou fazer para mim... Quando eu fiz 15 anos, há muito tempo, às vezes acho que foi só um sonho maravilhoso que eu tive, e que minha vida real é essa.

- Tudo pode mudar para você Diana- disse Legolas olhando-a  profundamente nos olhos e pegou em suas mãos.

- Eu já estou conformada alteza.

- Já disse para não me chamar assim... Você também é uma princesa.

- Do que isso me adianta? Ela abaixou a cabeça olhando para a coroa ainda em sua mão.

- Os pombinhos não notaram, mas ainda estou aqui - disse Tauriel tirando-os do transe.

Legolas corou e retirou-se puxando Tauriel, deixando Diana no quarto sem entender.

- Pombinhos? O que pensa que esta fazendo?- disse Legolas fora do quarto.

- Abrindo o seu olho- ela disse divertida.

- O que?

- Legolas Greenleaf, dá pra ver na sua cara que você esta apaixonado por essa moça!

- Como pode dizer isso? Tauriel, eu só me apaixonei uma vez e foi por... E foi há muito tempo- ele disse por fim ficando corado.

- Ah sei, você se apaixonou por mim? Francamente mellon, aquilo não foi amor, sinceramente venhamos e convenhamos você mal tinha acabado de trocar as fraldas, saído da adolescência, eu era nova no reino, enfim eu era uma novidade para você, e já era bem mais velha, então era muito normal que se apaixonasse por mim. - disse ela risonha.

- Não foi assim. Tauriel, eu ia dizer tudo a você, mas você me trocou por aquele anão- ele disse irritado.

- Ah mellon, depois de um milênio vamos ter essa conversa? Olha francamente, você é muito devagar! Outro no seu caso fugiria com a moça, mas não, você esta esperando o seu pai perceber e colocar esse reino abaixo! Isso é se ele já não percebeu você fica todo melosinho quando olha pra ela, muda até a voz...

- Esta falando coisas que não são verdadeiras!

- Ah é mesmo? Eu não seria chicoteado se não amasse alguém. Pode se enganar mellon pode tentar esconder e ficar aí achando que o amor é como aqueles livros da sua mãe que você leu.

- Tauriel sinceramente eu não estou reconhecendo você.

- É porque você não esta fazendo as coisas direito!  Quer saber? E eu acho que melhor você pedir aos valar para que Diana saia desse julgamento bem viva. Porque senão os seus contos de fadas senhor príncipe, será apenas uma historia bem triste!

Legolas sentiu-se indignado com o que Tauriel acabava de lhe dizer, imagine que ele iria se engraçar com uma moça que perdera tudo? Era como se ele quisesse se aproveitar dela, tinha certeza de que a moça não aceitaria isso. Ada podia ser carrasco, frio e quase não trocavam palavras, mas uma coisa o seu pai tinha lhe ensinado, que deveria respeitar o sexo feminino, pois o coração de uma mulher era algo precioso de se ganhar.

A sala do trono mais uma vez fora preenchida por conselheiros e elfos importantes da corte. Thranduil esperava impaciente pelo julgamento, estava cansado desses problemas. Desde que a prisioneira chegara ao castelo tudo mudara, tudo era confusão, gritos e brigas com o seu filho, ele queria acabar com isso, queria a paz novamente. Nem Wilwarin o deixava descansar, sonhando com ela desde que mandara chicotear Legolas. Aquilo cansava a sua mente!

Legolas apareceu frente do trono e se portou ao seu lado, mais uma vez ele lhe desobedecia! Era como se ele não tivesse mais voz com ele! Mas ele sabia o que Legolas estava fazendo, era como Wilwarin, gostava de desafiá-lo, o sangue da mãe corria nas veias do filho e não o dele! Mas resolvera fingir-se de desentendido, ficando em silencio, Feren olhou para o rei, e ele lhe fez um sinal para calar-se.

A prisioneira fora trazida, ela ficou em pé com as mãos amarradas, estava com uma aparência melhor, tinha uma beleza exótica, não era a toa que o seu filho havia se encantado por ela. O rosto delicado e as feições bem feitas, deixaria um certo jovem elfo maluco, ele teria problemas se não banisse de lá. Não! Ele tinha que interferir, já estava vendo tudo!

- Aproxime-se prisioneira!

Diana caminhou delicadamente até Thranduil e ela a olhou perto de seu rosto.

-Você é um mistério... Não se parece nem com uma humana e nem como uma elfa. Tem uma aparência inocente, que conquista o coração dos homens, é uma pena que elfos não são como os homens, a não ser os fracos – Thranduil deu uma rápida olhada para Legolas. – Ninguém iria acreditar na história de que uma mulher do outro lado do mundo, que sabe tanto sobre nós, viria aqui apenas para pedir por sua entrada nas terras imortais.... Se sua mãe arriscou a sua vida para vir para cá, é porque ela quer que você descubra algo- ele disse e passou na frente de Diana.

- Meu senhor a minha mãe esta morta! Morreu tentando me defender!

- Silencio! Ainda não lhe dei a palavra! Não é uma princesa? Então sabe que ninguém fala antes que o rei termine. Freda era astuta- ele continuou. - Ela se rendeu a um servo de Sauron que também era um traidor de seu povo, e ficou com eles por muito tempo sem jamais ser vista. Nunca ocorreu que sua mãe não lhe contou tudo sobre a vida dela? E depois fugiu com o seu pai para outras terras, para não ser capturada.... Ela nunca contou que era adepta as magias de Sauron? Então me diga cara princesa das terras índicas, como posso confiar em você sendo filha de uma serva de Sauron? Responda!

Legolas franziu a sobrancelha ao relato de seu pai.

- Meu senhor, isso não pode ser, no livro que minha mãe escrevia não havia relato de magias, só havia uma descrição de Sauron, mas não havias relatos de que minha mãe acreditava nessas coisas, e juro que estou falando a verdade.

- Freda sabia que o colar de Wilwarin iria mexer com os meus pensamentos, talvez me desestruturar, para que você pudesse me ludibriar. Eu estive vigiando você, se você é filha de Freda sabe jogar muito bem, uma hora ou outra vai se revelar, e eu espero descobrir.

- Por favor, eu lhe peço por minha vida.

- E o que você faria para que eu a perdoasse?

- Eu o servirei aqui no castelo, eu trabalharei incansavelmente amarrada e vigiada sobre os seus cuidados, farei o que me pedir, serei sua serva, ficarei sobre as suas ordens até o final de meus dias, não viverei por tanto tempo como vocês elfos, para que eu mereça entrar nas terras imortais e rever minha mãe.

Legolas quis intervir, mas Feren o olhou para que ele não fizesse. Diana se ajoelhou para Thranduil.

- Meu senhor você será o me rei a partir de agora, e eu lhe juro minha confiança, benevolência e meus serviços.

Thranduil estreitou os olhos e respirou fundo se afastando e sentando no trono, ficou em um silencio mortal que deixava Legolas com o coração disparado.

- Muito bem- ele se levantou. – Você ficará no meu castelo sob as minhas ordens, fará tudo o que eu pedir e o que eu desejar. – Legolas tremeu quando seu pai disse isso. - Está me dando sua palavra - ele a encarou gélido. Agora jure- disse Thranduil estendendo a mão para que ela beijasse o seu anel.

- Não ache que eu tive misericórdia de você por suas palvras...

Diana se levantou e ajoelhando-se beijou o anel do rei como um juramento de sua palavra. Após isso o salão foi se esvaziando e ela foi levada pelos guardas, ficando somente Legolas e Thranduil.

- Ada, eu quero lhe agradecer - disse ele se ajoelhando com a cabeça baixa.

- Saiba que quase voltei a minha palavra, mas resolvi dar uma chance a garota, tenho que aceitar que ela é mito boa com as palavras, vamos ver até onde vai.

- O que ela vai fazer? Poderia lhe dar um serviço leve como os jardins.

- Ela vai ficar na cozinha, e cuidará também dos meus aposentos.

- Ada...Não está pensando...Não pode..- De repente ele ficou desesperado

- Não ache que eu vou me deitar com uma meio sangue! – disse ele com olhos gélidos. – O que está pensando Legolas? Qual o seu interesse nessa garota? Acha que eu não vi como olha para ela?

- Esta se equivocando. – disse ele sério

- Você acha que me engana, mas eu o conheço muito, quero você longe dela, ou eu revogo a minha palavra.

Diana fora designada para a cozinha do castelo na parte da manha ajudaria na cozinha e com o desjejum do rei, e a tarde estaria com seus serviços na limpeza do quarto do rei, este ultimo cargo a deixou nervosa, não gostava de estar perto de Thranduil, mas não podia fazer nada, ela sabia que o rei a estava testando.

Na manha seguinte ela se levantou logo bem cedo, vestiu a roupa dos serviçais e tentou sorrir para o espelho, deveria agradecer. Ela caminhou pelo palácio sendo seguida por olhares desconfiados, sabia que estava sendo vigiada.

A cozinha do palácio era muito movimentada, o rei gostava de tudo fresco e por isso tudo era feito pela manhã. Ela chegou à cozinha e logo uma das cozinheiras lhe deu uma bacia de frutas para serem lavadas, descascadas e cortadas em cubos. Os elfos não falavam com ela, eram educados, mas pareciam não querer se misturar e ela agradeceu. Não queria se apegar com eles queria fazer o seu trabalho e no final do dia queria apenas dormir e esquecer.

Quando Thranduil chegou o seu coração pareceu acelerar-se, ela ajudou a colocar a mesa, e Thranduil pediu que ela o servisse. Por ser uma princesa ela o fez com excelência, e suavemente serviu o rei. Feren chegou depois.

- Onde está Legolas?

- Passou essa noite a rondar a floresta com Tauriel meu senhor, no momento está dormindo.

- Ele ainda não se curou, não deveria ter ido.

- Ele insistiu meu senhor.

Diana ouvia a conversa entre o rei e seu conselheiro mas não osava erguer o olhos. Pensou então que Legolas também viria a mesa pela manhã e isso a deixou feliz, sorriu para sim mesma.

- Está gostando do seu trabalho? Vejo que está muito feliz...- disso Thranduil.

- É um privilégio servi-lo meu rei.

- Traga-me o chá.

Ela o serviu e então escutou passos atrás de si, era Legolas que acabava de chegar.

- Achei que dormiria até mais tarde, Feren me disse que passou a noite na floresta.- disse Thranduil. – Não deveria ter ido, ainda não se curou.

- Eu estava ajudando Tauriel.

 Legolas olhou para Diana, ela não levantou o olhar para ele, então ele pegou uma xícara para servir-se.

- Deixe que eu o ajude alteza- ela disse a Legolas.

- Não precisa fazer isso, eu mesmo posso me servir.

- Tenho muito prazer em servi-lo.

Thranduil observava Legolas, o olhar daquele rapaz, a paixão que ele sentia por aquela meio sangue o irritou.

- Ela esta fazendo o que lhe foi designada Legolas.- disse Thranduil

Após servir o príncipe, Diana se posicionou próximo a mesa aguardando caso fosse chamada, o dia seria longo.  Ela percebia que de vez em quando Legolas a olhava, mas ela não ousava retribuir-lhe o olhar, sabia que Thranduil e estava observando. O rei e Legolas saíram da mesa e então ela e outra serva retiraram a comida e puderam comer, agora o serviço seria focado em preparar o almoço. Um dos cozinheiros pediu que ela fosse a horta buscar ervas aromáticas já que o elfo encarregado de trazer estava atrasado, e ele não podia de maneira alguma atrasar o almoço do rei.

Ela se encaminhou para fora do castelo, não sabia onde era a horta, mas se informou com os soldados que faziam a guarda nos corredores, logo ela pode ver a plantação de verduras, ficou encantada, aquilo era uma oba de arte, muito mais bonita que em sua terra. Mas precisava voltar ou o cozinheiro iria atrasar o almoço. Foi andando a passos rápidos e no caminho chocou-se com Legolas.

- Desculpe alteza  não foi minha intenção...

- Já disse que não precisa me tratar assim, você é minha amiga.

- Não é assim que o seu pai me vê, com licença eu preciso ir.

- Quando terá um tempo? Eu ainda gostaria de conversar com você, lhe fazer algumas perguntas.

- Eu não sei, ainda tenho muitas obrigações a cumprir.

- Diana...- Legolas disse. – se alguém te tratar mal...É só me falar e eu ...

- Alteza eu preciso muito ir, com sua licença.

Legolas percebeu que ela estava com medo, estava o evitando e ele queria tanto falar com ela. Sentia necessidade de encontra- la e ouvir sua voz. Seu pai a estava amedrontando.

Após o almoço o rei retirou-se para a sua sala de estudos, isso queria dizer que ela teria que arrumar o quarto, ela foi um tanto nervosa. O quarto do rei era jus a sua pessoa, tinha cortinas num tom claro em branco verde e prateado, a cama era imensa com muitos travesseiros.

-Uma coisa esse rei é... Muito bagunceiro! –ela disse olhando em volta.

Ela começou a arrumar a cama e trocar os lençóis, o rei odiava dormir em lençóis dormidos, então todos os dias ela teria de trocar, todos os travesseiros, deveria ter uns dez ali, e recolher as roupas, arrumar as mesas, limpar a espreguiçadeira, o espelho e tudo mais que havia no quarto. E ainda havia a banheira que deveria ser esfregada, após isso ela limpou o chão de joelhos, sua testa agora estava escorrendo suor, mas ela terminou a limpeza arfando e muito vermelha pelo esforço. Juntou todas as roupas e ia saindo quando percebeu uma escova de cabelos próximo a cama, por certo era do rei, ela se abaixou para pega-la e colocar no lugar, mas então algo aconteceu, foi como uma luz a sua frente, e ela via uma mulher de cabelos dourados e olhos tão azuis quanto os do rei, ela penteava os cabelos e sorria para alguém que ela não podia ver. ‘’Legolas’’ a mulher chamava. Diana caminhou para trás apavorada, e então o clarão foi substituído por uma escuridão e ela não viu mais nada.



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