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História Mudanças - Kakairu - Capítulo 11


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Notas do Autor


Cheguei bem mais cedo do que eu mesmo imaginei kkkkkk

Espero que gostem, e obrigado pelos comentários e carinho ✨

Capítulo 11 - Boliche


Fanfic / Fanfiction Mudanças - Kakairu - Capítulo 11 - Boliche

Era quinta-feira. Seria impossível aceitar um convite daqueles sendo que na sexta teria dois períodos com o ensino médio e ainda uma manhã inteira com seus alunos fixos. Já tinha negado duas vezes enquanto balançava a cabeça e corrigia alguns trabalhos de literatura a respeito do livro que deu para os alunos do médio lerem e lhe darem as próprias resenhas. Dois alunos tiveram a cara de pau de copiar a resenha da internet, logo, levaram um zero redondo com caneta vermelha e uma carinha braba. Era uma ato que adotou por conta do fundamental. Quando algum aluno tirava nota baixa, ele colocava somente uma estrelinha, mas quando faziam um trabalho que resultava nota alta, colocava um coraçãozinho e estrela. Não se importava em parecer careta ou idiota para os alunos de 17 anos, apenas colocava as carinhas pra não colocar logo um sinal feio.

– Iruka, por favor.– Rin se jogou na mesa e juntou as mãos em prece.– Vai ser eu, você, Obito, Kurenai, Asuma e Kakashi. Podemos fazer duplas.

Tudo aquilo porque a Nohara estava convidando Iruka pra um jogo de boliche. Ele não podia recusar porque a do corte Channel já tinha posto seu nome na inscrição, logo, esperava conseguir conhecer ele até o final do dia.

– façamos assim.– Ela se ajeitou, tomando uma postura seria de quem faria um acordo.– Eu prometo corrigir todos seus trabalhos do ensino médio durante a próxima semana. Apenas me dê o esboço que eu faço tudinho. Corrijo, entrego pra eles e se você quiser, na segunda eu posso até substituir sua aula.

O Umino respirou fundo e estreitou os olhos para encontrar qualquer vacilação naquele acordo, mas, confiava nas palavras da Nohara. Concordou com ela e se assustou quando essa fez a volta na mesa redonda e encheu sua bochecha de beijos e elogios dizendo que ele era um máximo e que não ia se arrepender.

Claro, era uma noite de boliche com aquele grupo de amigos que sim, eram boas pessoas, mas agora ele estava saindo com Kakashi há um mês praticamente. Será que isso ficaria estranho em alguma parte da noite? Esperava que não porque ele não sabia lidar com situações embaraçosas. Ah sim, já era um adulto dono do próprio nariz, tinha responsabilidades e contas para pagar. Mas nada disso anulava sua timidez que o cercava desde o fundamental.

Situações embaraçosas desencadeavam reações e manias nele. Como por exemplo, a primeira vez que começou com aquele tique de coçar o nariz foi quando entrou no ensino médio e lhe questionaram – seus colegas faziam parecer a coisa mais absurda – sobre como ele tinha chegado aos 15 anos sem ter beijado ninguém. Ficou tão sem graça, se sentindo um peixe fora da água que coçou a cicatriz enquanto pensava em uma resposta. Mas, mentir também nunca foi o seu forte. A demora já entregou sua busca por omissão.

[...]

– Ugh!– Asuma virou o rosto e tampou a boca.– Puta que pariu, quando foi a última vez que você limpou a piscina?

Kakashi continuava firme com os braços cruzados. O cheiro era realmente insuportável, mas parecia que nada abalava tanto suas narinas desde o dia que colocou wasabi dentro do nariz. Bom, ele não fez isso por vontade própria e nem mesmo por algum motivo estúpido, foi mais um acidente na cozinha. Claro que aquilo arrancou risadas do loiro, mas uma tremenda irritação no nariz e olfato do albino. Ficou sem sentir o cheiro das coisas por pelo menos três dias, era irritante ter que passar uma pomada com o cotonete e sentir aquela ardência infernal. Por isso, o cheiro da piscina de Obito não o incomodou tanto. Foi um massacre para os olhos quando o amigo retirou a lona e a água que deveria ser transparente, estava coberta por uma crosta verde e alguns pontos pretos. Parecia o lago de algum pantano tenebroso de um filme de terror como "pânico no lago". Não seria exagero pensar que um crocodilo poderia pular a qualquer momento daquela água, Kakashi franziu o cenho.

– A gente tem o filtro pra limpar. Mas acho que ele quebrou e eu vi só hoje.– Obito se abaixou na borda somente pra vizualizar melhor aquele estrago. Por isso chamou os amigos do peito para que pudessem o ajudar com essa tarefa de pelo menos duas horas.

Asuma olhou pra Obito e depois pra Kakashi. A troca de olhar com o albino foi um claro "Olha a oportunidade que Jesus está nos dando." Isso por causa da posição do Uchiha. Na cabeça de Asuma ele estava claramente pedindo para que alguém desse um chute nele e o jogasse naquela coisa verde que com certeza não era água.

– Não...– Kakashi disse baixinho. Não era um anjo certinho que negava uma boa zoação, mas, era bem provável de dar mais trabalho para eles. Obito ficaria sujo e ele é igual uma criança quando brinca na lama e depois quer abraçar os outros porque acha que vai ser divertido. Mas aí poderia escorregar, cair no chão e ainda ter um traumatismo craniano. É, ser pai acarretou um pensamento responsável no Hatake. Bom, pelo menos um pouco.

Asuma não ligou para aquela negação baixa que recebeu, Kakashi não tiraria aquela diversão dele, nem por mil cavalos. Tentou esticar seu pé na bunda do amigo pra empurrá-lo, só que nada aconteceu porque Kakashi o segurou.

– Eu disse que não, caralho. Para.– O albino segurava os braços do Sarutobi que era mais alto e forte que si. Parecia que estava segurando um monstro prestes a devorar uma criancinha ou donzela indefesa.

– O que foi que vocês es--– Obito se virou rapidamente por causa do agito que escutou vindo dos amigos. Esse seu movimento rápido foi o suficiente para se desequilibrar e não encontrar nada onde pudesse se segurar. Resultou em um Uchiha mergulhando de costas naquele lodo verde bastante duvidoso.

Kakashi e Asuma permaneceram parados no mesmo lugar. Olhos arregalados e totalmente desacreditados com a cena digna de ser gravada e postada no YouTube. Aquelas reações se desfizeram pelas gargalhadas que compartilhavam, tanto que Asuma segurava a barriga e com a outra mão cobria a boca porque o cheiro tinha se espalhado. Kakashi se afastou tentando rir mais discreto, só que não adiantava. Sua barriga doía e era impossível se controlar quando a cena ficava se repetindo na sua cabeça em loop infinito.

Colocando tudo isso de lado, mais o fato de que Obito ficou apavorado quando percebeu que estava se secando em uma das toalhas brancas que Rin prezava em manter limpas e cheirosas. Isso porque Asuma não escolheu cor, só pegou a primeira toalha que viu no armário onde Obito indicou. Agora tinha outra preocupação além de limpar a piscina, precisava retirar aquelas manchas monstruosas da toalha que antes cheirava a amaciante de bebê, mas agora um odor que deixava o esgoto com inveja.

Partiram na missão de limpar a piscina e até que fizeram um ótimo trabalho, visto que no horário do almoço já se encontravam sentados na área desfrutando de cervejas geladas e alguns petiscos que Uchiha lhes serviu. Claro, esse também tinha tomado um belo banho e tirado aquela sujeira do corpo, se arrepiava só de lembrar. A piscina enchia, agora sim com uma água cristalina, saudável e tudo por causa do filtro novo que Asuma instalou.

Bem, ele tentou instalar. Primeiro foi Kakashi quem seguia as instruções do manual porque não era um período em filtros de piscina e sentia que podia dar alguma coisa errada futuramente caso encaixasse uma peça sem encaixe. Não queria apanhar da amiga porque obviamente a culpa seria sua. Asuma ficou tão irritado que pediu pra Kakashi dar licença que ele mesmo faria o trabalho sem nem olhar o tal manual. Não tardou muito para que Obito ligasse pra um profissional e pronto, coisa de cinco minutos que custou os olhos da cara.

– Ainda tá saindo com o professor?– Obito perguntou. Isso porque ele não ficava muito ligado quando a namorada conversava com o outro casal sobre a vida amorosa alheia.

– Sim, por que não estaria?– Kakashi levou a garrafa até os lábios ao findar sua pergunta.

– Não sei.– ergueu os ombros.– é raro ver você com uma pessoa depois de levar pra cama.

Aquela sinceramente não afetava Kakashi. Era verdade, sem objeções. Apenas balançou a cabeça e terminou de engolir o líquido gelado.

– Não dormi com ele.– Disse. Outra informação que pareceu chocar o Uchiha. É, ele precisava prestar atenção urgentemente nas fofocas sobre a vida de Kakashi com o professor.

– Nosso Kakashi está crescendo, Obito.– Asuma colocou a mão no peito. Como uma mãe orgulhosa pro ver seu filho conquistando grandes feitos na vida.

Hatake balançou a cabeça outra vez e preferiu não dar corda aos amigos sobre sua vida pessoal. O que ele fazia com Iruka não pertencia a ninguém saber além deles próprio.

Fazia um mês desde que começaram sair e estava muito bom tendo esses encontros pingados na semana, beijos roubados em momentos oportunos e as trocas de olhar notadas por quem estivesse próximo.

No meio da semana, em um dia comum que carregava o clima de verão deixando uma leve brisa transparecer principalmente nos pontos mais naturais como parques e praia. Kakashi dirigia de volta pra sua casa depois de ter ido até o veterinário pra comprar um remédio pra Pakkun, coisa de cinco minutos que não necessitava levar Naruto junto ou chamar a babá. Na parada de uma sinaleira, olhou pra calçada despreocupado e sorriu por bater o olho na figura que via consecutivamente, fora os momentos que visitava seus pensamentos e o fazia questionar que bobeira toda era essa por causa de um homem.

Desviou o carro encostando no meio fio e sem delongas abaixou o vidro para que pudesse ser notado.

– Ei.– Kakashi abaixou a cabeça um pouco e sorriu.– entra aí.– abriu a porta e não esperou receber alguma resposta negativa.

Iruka trancou o próximo passo e sorriu por notar o carro e quem estava dentro do mesmo. Uma reação normal de seus lábios. Bastava ver Kakashi que eles não conseguiam fincar amenos e retos, tinham que se curvar em um sorriso. Entrou no veículo e fora saudado com um selinho.

– O que é isso... Ai meu deus.– Iruka riu quando notou melhor o formato daquela mancha na bochecha do mais velho. Notou a confusão de Kakashi e não permitiu que esse olhasse no espelho antes de esticar o braço e passar o indicador na bochecha, depois mostrando um tinta azul.– Uma patinha da cachorro.

– Eu não acredito.– Virou o retrovisor e olhou melhor a bochecha que de fato estava pintada em um formato de patinha de Pakkun. Foi uma peripécia trapaceira de Naruto que se aproximou e começou falar quão fofinhas eram as patinhas do cachorro. Kakashi não disse nada a respeito, somente sentiu quando o sobrinho forçou a pata do animal contra sua bochecha e saiu risonho. Não podia imaginar uma coisa dessas.– Não sei como você aguenta tantas crianças de uma vez.– alcançou um paninho no porta luvas e passou na bochecha pra se livrar da mancha.

– Eles se comportam comigo.– sorriu vitorioso. Pegou gentilmente o pano da mão alheia e começou fazer aquilo de forma que não ficasse mais espalhado e sujo.– E eu jamais deixaria uma criança, um cachorro e tinta no mesmo lugar.– disse, concentrado no que fazia. Estavam perto o suficiente para que Kakashi pudesse aguentar, e de um segundo pro outro estava segurando a nuca do professor, colando os lábios em outro beijo que tanto gostava de dar e receber no outro. Era só porque Iruka beijava bem, os lábios eram macios e gostava principalmente por vê-lo um pouco corado ao se afastarem. Isso tudo era um conjunto para que ele se motivasse e beijasse o homem em qualquer oportunidade que destino lhes davam. Não puderam ficar muito tempo trocando mais beijos porque estavam no meio fio.

– O que está fazendo aqui?– Kakashi perguntou, agora já tinha voltado a dirigir, só que a caminho da casa de Iruka.

– Eu acabei de deixar meu carro no mecânico por causa de uma roda. Só que– riu e balançou a cabeça.– eu esqueci que ia voltar sem o carro, então não peguei dinheiro pra ônibus nem nada. E também esqueci meu celular no colégio.

– Porra, e você ia andar tudo isso?– Kakashi olhou pra ele rapidamente.

– Ainda não dominei a arte de voar, meu caro.– Sorriu e tombou a cabeça escorada no banco pro lado do motorista. Mantinha um sorriso travesso nos lábios.

[...]

O professor chegou em casa e somente teve o privilégio de tomar banho, comer uma porção de Ramén e descansar um pouco no sofá antes de sair até o endereço que recebeu por mensagem de Rin. Não se deu ao trabalho de vestir algo elaborado, apenas uma camiseta amarela, calça jeans preta e jaqueta jeans com tênis all star. Se fosse assim pro colégio, poderia muito bem ser confundido com algum dos seus alunos do médio. Afinal, estava indo a um jogo de boliche entre amigos – talvez não seus amigos, mas um grupo de pessoas legais e calorosas que faziam-no se sentir bem. Algumas vezes recebru a graça de encontrar com Kurenai que ia buscar Naruto no lugar de Kakashi quando este estava ocupado com alguma coisa do restaurante. Ele ficava confuso por não ser a babá a fazer isso, mas tudo se explicou quando a mulher disse que também queria ficar um pouco com o quase sobrinho. Percebia-se que ela e o marido compartilhavam do mesmo afeto por crianças, mesmo que Asuma parecesse o tipo de homem que assustava crianças em uma rodinha de histórias, contanto coisas de terror e se divertindo por vê-las se mijando nas calças. Talvez a aparência de lenhador traga essa visão divertida do homem.

– Iruka, aqui!– Rin ergueu os braços pra ser notada pelo amigo que recém tinha entrado no local. Quando ele chegou mais perto, a Nohara deu uma corridinha até ele e o abraçou animada até demais. Nem parecia a mesma mulher entendida na sala dos professores que torciam pro dia acabar logo porque ela queria ir pra casa.

Kakashi, que até então estava conversando com Naruto sobre o garoto se comportar na ala das crianças, virou a cabeça no instante que escutou o nome do homem sendo chamado. Rin não comentou que tinha convidado ele, por isso ficou surpreso e feliz quando seu olhar cruzou com o do professor.

– Por que eu não posso ficar aqui?– o garoto fez um biquinho e cruzou os braços. Feição que mudou da água pro vinho quando viu o professor e apontou na direção deste.– Olha, é o professor Iruka. Oi, professor Iruka!

A voz de Naruto era um tanto estridente, por isso chamou a atenção das outras pessoas espelhadas pelo salão e pistas de boliche.

– Oi Naruto.– Iruka acenou de longe, voltando sua atenção pra Nohara que explicava sobre a formação de duplas e depois de dois times de três. Ela parecia bastante empenhada com aquilo.

Naruto seguiu a mulher que foi lhe buscar para levar até a ala infantil. Ele logo ficou impressionado com ela que usava patins, querendo usar um também.

Iruka se sentou ao lado de Kurenai e perguntou pelos outros dois homens, ela logo explicou que eles foram buscar coisas pra comer e beber. Sentiu o lugar ao seu lado ser preenchido por outra pessoa, aquela que se tornava familiar casa vez mais.

– Eu não recebo um oi?– O homem sorriu, deixando sua voz mais baixa pro Umino.

– Oi.– sorriu pro mais velho e por um segundo se assustou por virar a cabeça e perceber que estavam próximos demais.

– Não, assim não.– Kakashi balançou a cabeça para os lados. Iruka ergueu uma sobrancelha e o albino não lhe deu tempo para questionamentos. Selou os lábios em um rápido contato, isso que já se tornou motivo de algazarra das duas matracas que se aproximavam com os lanches.

– Iruka e Kakashi juntos em um banco, logo vão estar se beijando.– Foi Obito quem começou cantar, mas não demorou pra ser acompanhado por assuma que caminhava em uma dancinha idiota.

Bastou um olhar de Kakashi para que os dois tirassem os sorrisos que mantinham, isso porque ele notou as bochechas vermelhas do moreno e o olhar tímido deste. Se apressaram em falar com as respectivas companheiras sobre as táticas de jogo. É, todos pareciam empenhados demais com aquele negócio. Obito saiu por alguns momentos pra levar o lanche pra Naruto, em seguida voltou e começou beber sua própria raspadinha.

– Eles são um pouco competitivos demais. Principalmente Asuma e Rin.– Kakashi disse baixo para aquele que seria sua dupla de boliche.

– Relaxa, eu também sou.– Iruka disse, o sorriso gentil deixou um disfarce na frase que era séria e objetiva.– Por isso, use sua boa mira de ex soldado militar e pronto, venceremos.

O albino ergueu ambas sobrancelhas por conhecer mais um lado do professor. Era uma caixinha de surpresa, precisava ficar pronto para o resto das coisas que viriam com o tempo.

Aquele jogo se iniciou com uma Rin acertando em cheio e fazendo um strike logo de cara, seu deboche foi evidente quando lançou um "façam melhor que isso!" E bem, aquilo foi um desafio para os outros dois que sim, também estavam predestinados a fazer boas pontuações mesmo que isso dependesse da sua dupla também. Kurenai, Kakashi e Obito ficavam alheios e só se divertiam, mesmo que Obito recebesse um cascudo por ter jogado a bola direto na calha. Bom, Asuma até arriscava em querer brigar com Kurenai, mas a mulher cruzava o braço e o olhava desafiador com um "Tem certeza que quer erguer a voz pra mim?" E não, ninguém queria erguer a voz pra Kurenai porque ninguém queria ver o que ela era capaz de fazer com uma bola de boliche sem ser jogar na esteira. Iruka não tinha problemas com sua dupla que querendo ou não, acabava acarretando bons pontos para os dois.

Por falar nisso, fora a vez de Iruka fazer sua terceira e última jogada. Se concentrou bastante pegando nos três buracos e se inclinando um pouco.

– Meu deus, para de olhar pra bunda dele!– Kurenai beliscou o braço cruzado do albino. Estava descaradamente com o olhar no traseiro do professor.

– Me deixa.– falou no mesmo tom baixo.– é maior que eu.

– É, é uma bela bunda.– Kurenai observou e recebeu um "ei!" Do marido ao seu outro lado.– o que foi?! É mesmo, olha lá.– virou a cabeça do Sarutobi pra direção que olhava.

– Nossa!– foi a primeira coisa que o Sarurobi soltou, em seguida um assobio. 

– Parem de olhar pra bunda dele.– Kakashi os advertiu mais sério. Iria falar mais alguma coisa pra repreender os dois, mas ficaram atentos ao moreno que marcou o segundo strike da noite e de uma forma fofa, ergueu os braços pra cima e soltou uma comemoração.

– Grandes coisa.– Rin empinou o nariz e esperou Kurenai tomar a frente para que finalmente pudessem ver as pontuações. Mesmo que ela estivesse marcando em um caderninho porque era afobada e competitiva demais pra esperar ver o resultado final o telão depois que todas rodadas fosse. Completas.

Antes de Iruka tomar espaço ao lado de Kakashi, pegou uma das rapadinhas e colocou o canudinho entre os dentes antes de finalmente beber o líquido de cor azul.

– Você sabia que tem um espelho no teto, inclinado pra vocês, né?!– Iruka começou, mesmo que olhasse pra frente, sabia que tinha atenção de Kakashi. O albino ficou por alguns segundos olhando pro espelho, depois pro professor e tentando decifrar porque ele tinha dito isso. Até que a ficha caiu.

– Uh, desculpe.– coçou a nuca como um perfeito culpado por ter feito alguma travessura.

Iruka riu e balançou a cabeça.

– Não, tá tudo bem.– Repousou o copo na mesinha de centro.

– Tá tudo bem eu olhar pra sua bunda?– Kakashi sorriu ladino e até que gostou de ver as bochechas do homem vermelhas por causa de uma frase simples.

– É.– Respondeu, tentou não vacilar diante daquilo e devolveu um sorriso semelhante. Só não esperava que um beijo seu seria roubado tão de repente.

– Ali ó Rin, eles estão se beijando.– Obito falou.– Quero beijo também.– fez biquinho na direção da namorada e ela não resistiu e deixou vários beijos ali.

– E eu não ganho beijo?– Asuma colocou as mãos na cintura.

– Não. Vai se foder.– Kurenai arrancou uma risada de todos presentes. Isso porque seu tom foi sério.


O jogo seguiu com duas equipes de três pessoas. Era bem óbvio que Iruka, Rin e Asuma reuniram forças e a competitividade contra os outros três que não pareciam tão ligados ao ato de serem vitoriosos. Quanto a partida de duplas, Rin e Obito ganharam e a Nohara levou todos créditos por isso já que fez três strikes nas três jogadas, e bem, Obito acertou alguns pinos que somente somaram os pontos.

E não era preciso raciocinar muito pra chegar a conclusão de que os três competitivos saíram vitoriosos daquela disputa que ninguém ganhava nada além da noção de terem feito mais pontos que o outro trio.

Eles ficaram sentados conversando e finalmente comendo aqueles lanches que os dois homens trouxeram. Batatinhas, frango e cebola fritas e alguns refrigerantes. Típica alimentação que fazia o estômago de Kakashi dar três nós antes de aceitar aquilo com gosto.

– O que importa é que a piscina tá limpa agora.– Obito disse emburrado quando as risadas começaram depois que Asuma contou sobre o pequeno acidente que teve durante o dia.

Compartilharam mais alguns assuntos até que a moça do patins se aproximou com um Naruto cambaleando de sono, os olhos lutando pra ficarem abertos e a mãozinha esfregando um deles. Kakashi verificou no relógio de pulso e passava das onze horas.

– Vamos lá, garoto. Você tem aula amanhã.– Kakashi pegou Naruto no colo. Foi o que bastou pro Uzumaki tombar a cabeça no ombro do tio e adormecer. 

– É, e todos nós temos que trabalhar amanhã.– Kurenai choramingou e se levantou do colo do marido.

Todos foram juntos em direção ao estacionamento fechado, cada qual aos seus respectivos carros depois de se despedirem. Exceto Iruka que ainda foi acompanhar Kakashi para lhe ajudar a colocar Naruto no carro. Este que parecia um perfeito anjo dormindo por conta do cabelo loirinho, o rosto limpo somente com aquelas marcas de nascença nas bochechas – o que lembrava bastante algum tipo de gatinho e deixava ainda mais fofa a situação das pálpebras fechadas e a expressão serena.

Iruka também foi acompanhado até seu carro, mesmo que estivessem em vagas próximas um do outro. Queria se virar e comentar alguma coisa sobre a noite boa que tiveram, mas assim que girou os calcanhares, teve os braços alheios envolvendo sua cintura e outro selinho roubado.

– É pra eu me acostumar com isso?– Colocou os braços no ombro do mais velho. Sorriu quando este lhe deu uma resposta positiva com a cabeça e se inclinou outra vez, mas agora pra um beijo mais profundo.

Ele mordiscou o lábio do professor para que recebesse acesso livre, e assim foi feito já que as línguas se encontraram sensualmente com o envolvimento. O corpo de Iruka fora puxado com mais força contra o próprio de Kakashi. Sentiu aquela estrutura firme e não tinha como negar que sim, ficou arrepiado e estremeceu diante da aproximação quente. Aquele estacionamento não tinha a melhor iluminação, mas não era como se pudesse deixar de lado o fato de estar a mercê de qualquer olhar que passasse por ali. Pensando nisso, com uma mão começou tatear a maçaneta do veículo e o abriu sem muita dificuldade. Desfizeram o toque somente para que pudessem entrar no banco detrás do carro que há uma semana atrás saiu do concerto. 

Umino sentou-se no colo do albino e fechou a porta novamente, cada perna sua cravada em um lado do banco macio, logo, ficando mais a vontade pra retornar de onde estavam. Um beijo mais necessitado começou, aquele com direito a um Kakashi segurando as costas do outro e o trazendo pra mais perto de si, mas não tinha muito espaço pra ser preenchido. Retirou a jaqueta que estava amarrada na cintura do homem e só dispensou pro lado, dando mais importância em pegar na cintura alheia e apertar, sorrindo satisfeito quando escutou o menor arfar no meio do beijo. Outro arfar surgiu quando Iruka sentiu as mãos gélidas do chef entrando por sua camiseta, parando na cintura se aproveitando daquele contato. A pele de Iruka era quente e também contava com a presença de um arrepio que fora causado pelo momento que Kakashi mordeu os lábios deste e em seguida passou a língua.

– Isso não é bom...– Iruka falou no micro intervalo do beijo.

– Não?– Kakashi o olhou, confuso.

– Não.– ele riu ao abrir os olhos e se deparar com aquela carinha de quem está totalmente perdido.– Não vamos poder terminar isso aqui.– Disse, apontando para ambos corpos.

– Não vamos?

– Não do jeito que queremos.

– E qual jeito queremos?– Kakashi sorriu quando arrancou a mesma vermelhidão anterior nas bochechas do menor. – É eu sei.– deixou um beijo no queixo do homem.

– Então me solte para que possamos ir embora.– Iruka pediu, ainda com as mãos apoiadas nos ombros dele.

– Te soltar? Mas você que está em cima de mim.

– Só que você está me segurando aqui.– Estreitou os olhos e disfarçou um sorriso que queria escapar.

– Não estou não, é sério. Pode sair.– Kakashi disse com a maior naturalidade. Uma sinceridade capaz de comover um júri inteiro.

Iruka tentou sair do colo deste, mas simplesmente não conseguiu porque o homem o segurou firme para que não se movesse.

– Falso!– Iruka riu.

– Qual é, não me culpe. Você está sentado no meu colo, não é como se eu fosse abrir mão disso facilmente.– sorriu no final da frase.

Demorou alguns minutos para que Iruka realmente saísse do lugar que começava ficar confortável. Foram mais alguns beijos e muita força de vontade para que Hatake deixasse o homem sair, no primeiro instante sentiu falta daquele peso no seu colo e quase puxou-o novamente. Mas certo, tinham que trabalhar amanhã e Naruto precisava dormir bem em uma cama confortável. Se não fossem esses pequenos detalhes, Kakashi com certeza não deixaria Iruka se levantar tão cedo.


Notas Finais


Espero que tenham gostado do capítulo de hoje.

Meu twitter: hatakestark

Sigam lá pq tem vários mimos kakairu tbm


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