História Mudando - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Karin, Kurenai Yuuhi, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Drama, Filhos, Naruto, Romance, Sasusaku
Visualizações 221
Palavras 3.982
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - Capitulo 9


 

Sakura tentou novamente ligar pra o marido, mas sua chamada foi recusada outra vez.

Ela respirou fundo e escreveu uma mensagem pra ele: “Quanto mais você se nega a falar comigo, com mais raiva eu fico”. No mesmo instante Sasuke visualizou e sem esperar resposta ela voltou a ligar.

— O que aconteceu? — Ele perguntou se fazendo de inocente. Sabia que ela estava furiosa com ele.

— Que história é essa de levar o Yudi pra essa entrevista estúpida? — Sakura praticamente rosnou a pergunta.

— Sakura, foi apenas uma entrevista. —  Tentou explicar calmamente. —  Não teve nada demais. — Acrescentou, passando as mãos no cabelo,  irritado.

— De quem foi a ideia? — Ela questionou.  

— Minha, Sakura. — Respondeu, suspirando.

— Mentira. — Retrucou, ainda mais irritada.

— Se você já sabe a resposta. Por que você pergunta? — Questionou frustrado. Claro que a ideia havia sido de Fugaku e Sakura sabia disso

— Pra ver a sua cara de pau! —  Ralhou com o marido. —  Olha, Sasuke, você não vai usar o meu filh... — Ela foi interrompida pelo marido.

— Ela não é seu filho! — Cuspiu as palavras, deixando a rosada ainda mais irritada.

— Ele é meu filho, sim! Eu cuidei e cuido mais dele do que você e aquela desgraçada juntos! — Vociferou cada palavra, fazendo com que ele estremecesse ao telefone. — Tudo que vocês sabem fazer é maltratar o pobre menino! — Acrescentou completamente enfurecida. Como ele ousava dizer que ela não era mãe do menino? Era necessário muito mais do que botar uma criança no mundo para ser considerada mãe dela.

— Escute, Sakura... — Tentou argumentar, mas ela o interrompeu aos gritos.

— Cale essa maldita boca, que eu não terminei! — Ralhou, fazendo com que Sasuke se calasse novamente. — Vocês são dois merdas, que nem deviam ser pais! Não deviam nem ser gente!

Sasuke estava farto de ouvir os gritos e sermões, decidiu revidar.

— Você fala como se fosse uma santa! — Grunhiu, tentando atingi-la onde sabia que doía. — Se não tivesse feito tantos abortos, poderia ter seus próprios filhos! — Acrescentou, fazendo com que Sakura perdesse toda a paciência e tranquilidade que lhe restara.

— Cala a porra dessa boca! Você não sabe da minha vida! — Vociferou, completamente transtornada.

— Eu sei muito da sua vida, Sakura! Muito mais do que imagina! — Rosnou, com a raiva transbordando em cada palavra.

— Você só sabe o que lhe convém, Sasuke! — Retrucou com a voz tingida de raiva e amargura. — E se eu fiz tantos abortos, foi para não fazer a merda que você e aquela piranha fizeram! Por que eu colocaria uma criança no mundo para ficar sofrendo? — Questionou, sem realmente esperar uma resposta.

— Sakura, eu não vou discutir com você! — Respondeu procurando se acalmar.

— Eu só vou te avisar uma coisa, Sasuke. E não pense que me conhece, porque não conhece. —  O ameaçou. Ela era a única que ousava fazer isso. —  Não mete o Yudi nesse seu teatro! —  Rosnou.

Sasuke estava com o telefone, mas caminhava de um lado ao outro, apenas ouvindo.

— Ele é uma criança! Não tente comprá-lo, porque é isso que você faz pra ter atenção das pessoas, você as compra! — Acrescentou, rosnando as palavras. — Seu pai é um filho da puta que faz qualquer coisa pra subir na política, porque o dinheiro e o poder são mais importantes que a própria família!

— Você não vai... — Começou a falar, mas ela voltou a interrompe-lo.

— Não vou o que? É a verdade e você sabe! Ele arriscaria perder a mulher e o filho por causa dessa merda! — Respondeu, tentando se acalmar. — Agora, preste muita atenção, Sasuke. Se você quiser ser igual a ele, seja! Mas os meus filhos não vão se tornar uma cópia sua, porque você é carente, Sasuke! Carente de atenção! — A essa altura, ele estava completamente chocado para retrucar e ela continuava o ofendendo. — Você sente necessidade de ser o centro das atenções sempre! De ser o melhor, e isso é só um reflexo da sua infância torta. O seu pai estragou você e você e quer fazer a mesma coisa com o seu filho.

Sasuke mantinha o telefone pressionado contra o ouvido. Sua mão o segurava com força e sua garganta estava fechada com as palavras que ouvia. Mas Sakura não tinha intenção de parar. Não até que ele ouvisse cada palavra que ela tinha a dizer.

 — Mas eu quero que ouça muito bem minhas palavras, senhor Primeiro ministro. Você pode ser uma cópia perfeita do seu pai, mas eu não sou e nem nunca serei como sua mãe! Eu não vou aceitar isso!

  Sakura se calou e logo escutou o barulho da ligação sendo finalizada. Sasuke tinha desligado na cara dela, mas ela se sentia aliviada por falar a verdade pra ele. Porque era disso que ele precisava ouvir.

~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*

    Dentro da mansão Uchiha, Nara corria atrás de uma Sara completamente sem roupa. A criança gargalhava da cara da babá, até se bater em algum coisa e ir ao chão.

— Olha por onde anda, garota — A loira ralhou e Sara franziu o cenho.

— Essa casa é minha! — Ela disse de nariz empinado. A mulher se abaixou até a sua altura e segurou o braço da criança, com raiva no olhar.  

— Você é tão ousada quanto a sua mãe! Eu sou prima do seu pai e ele vai ficar muito bravo quando souber que você falou assim comigo. Aposto que ele vai te dar umas palmadas — Ela ameaçou, com um sorriso diabólico nos lábios.

— Meu pai não me bate, sua louca! — A menina disse se sacudindo, tentando se livrar das garras da mulher.

— Ei, solta a garota! — Nara mandou, se aproximando.

— Quem você pensa que é, serviçal? — Naome, que agora Nara sabia quem era, perguntou em tom debochado.

— Não sou sua serviçal! Não é você que paga o meu salário e quem paga, vai ficar muito brava quando descobrir que você estava botando medo na filha dela. Sua amarela! — Disse, cruzando os braços e levantando o rosto. Nara não baixava a cabeça para ninguém. Naome fez menção de falar alguma coisa, mas a voz de Sasuke a interrompeu.

— Vamos, já estou pronto! — Sasuke apareceu mexendo nas mangas de sua camisa.

— Vamos, Ed — Naome respondeu, sorrindo e Nara revirou os olhos.

— Não vou jantar aqui. Se certifique que eles comam. — Sasuke ordenou e se abaixou até a filha. — O papai vai jantar com as primas dele, mas volta logo. Coma direitinho e vai se vestir, você não pode ficar com a borboletinha de fora. — Mandou, vendo a pequena assentir e beijou a testa dela saindo.

 Naome esperou Sasuke passar pra mandar um olhar felino para as duas. Nara mostrou o dedo do meio pra ela, enquanto Sara mostrava a língua.

— Vadia! — A babá ralhou quando eles saíram.

— É! Valdia! — Sara imitou, com sua mãozinha na cintura.

— Garota, você não pode falar isso! Se a sua mãe escuta, ela me mata! — Disse arrastando a menina para o quarto.

 ~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*

   Sakura ainda estava chateada com o marido. Sabia que tinha falo coisas que machucavam, mas ele também tinha falo a ela.

Não gostava de ficar relembrando dos abortos que tinha feito e Sasuke não tinha o direito de lembrá-la. Bufou irritada se levantando da cama e foi para o banheiro se despindo, entrou embaixo do chuveiro sentindo a água quente tocar suas costas.

   Não via a hora de voltar pra casa. Passou aqueles dois dias desenhando as joias da nova coleção e tendo reuniões com os fornecedores. Estava exausta e encostou sua cabeça na cerâmica fria da parede, se lembrando novamente da discussão com Sasuke.

Suas mãos foram até seu estômago, tocando a pequena e quase imperceptível marca, que havia ali, em seu baixo ventre.

 Ah se ele soubesse o verdadeiro motivo dela não poder ter filhos...

~*~*~*~*~*~*~*~*~*

   O restante da noite passou rápido. Nara estava jogada no sofá com uma vasilha de pipoca na mão e assistia um filme na televisão de setenta polegadas, que tinha na sala da casa. Ela ignorava os dedos de Sara que a cutucavam a toda hora.

Por um instante desviou o olhar para Kody que estava de quatro, tentando se manter firme e logo começaria a engatinhar. Ele tentava se esticar para pegar um urso, que estava a sua frente. Assim que levantou o braço, o bebê caiu com o rosto no chão e o choro tomou conta da casa, fazendo com que Nara corresse, o segurando.

— Vou tonta tudo pra mamãe! — Sara falou rindo e a babá estreitou os olhos pra ela.

— Fica quieta pestinha! — Mandou balançando o garoto que gritava. Logo Yudi apareceu correndo com uma arminha nas mãos e apontou pra irmã, atirando. Uma peça de borracha saiu da arminha, pegando diretamente na perna de Sara, que gritou, assustando ainda mais Kody. — Para com isso pirralho! — Nara gritou para Yudi, mas a menina já tinha descido do sofá e corria atrás do irmão gritando, fazendo Nara revirar os lhos — Que inferno, senhor!

— O que está acontecendo aqui? — Sasuke perguntou, assim que passou pela porta e viu aquela confusão. — O que eles fazem acordados sua maluca? São 02:00 da manhã! — Ele parecia realmente bravo e atrás dele estavam as duas loiras aguadas, observando e rindo da situação. — Por que ele está chorando assim?

 Sasuke foi até ela pegando Kody e o embalando nos braços, quando percebeu porque o filho chorava tanto.

 — Você machucou a boca dele?  — Questionou, ainda mais irritado.

— Meu Deus! Quantas perguntas — Nara levou a mão a cabeça — Para com isso! — Ela gritou para Sara e assim que a garota passou por ela, a segurou impedindo que corresse. Yudi se jogou no sofá rindo — Olha, eles não queriam dormir e o Kody ele se esticou pra pegar um brinquedo e acabou caindo e batendo à boca. — Explicou, tomando fôlego. Nunca imaginou que pudesse ser tão difícil cuidar de três pirralhos.

— Você deu doce a eles? — Sasuke tinha escutado em algum lugar, que crianças ficavam agitadas com doces e os dois maiores pareciam ligados no 220v.

— Talvez um pouco — Murmurou, suspendendo os ombros e o patrão revirou os olhos. Onde diabos, Sakura havia encontrado essa garota?

— Trate de fazê-los dormir! Eles têm escola amanhã. Vou levar o Kody pra dormir comigo esta noite. — Disse, ainda embalando o menino nos braços.

— Ed, nós não íamos beber um pouco e jogar conversa fora? — Rarumi questionou manhosa.

— Valdia — Sara chamou e Nara tampou a boca dela, a encarando de olhos arregalados. Por sorte, o choro de Kody não deixou Sasuke escutar as palavras que a diabinha havia dito.  

— Não vai dar, Rarumi, Vamos deixar para amanhã. — Respondeu, fazendo Naome bufar.

— Mas, Ed... — Começou a questionar, mas ele as interrompeu gentilmente.  

— Sinto muito meninas, mas preciso olhar o meu filho agora. — Disse, subindo as escadas.

 Nara pigarreou alto rindo e as duas a encararam com raiva estampada nos olhos.

— Vamos garoto, hora de dormir — Nara disse, chamando Yudi que passou em sua frente correndo, enquanto Sara olhava feio para as duas.

Ao olhar a expressão que Sara carregava nos olhos, Nara só conseguia pensar no quanto aquela garota era parecida com Sakura e com ela mesma.

~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*

    Sasuke balançava o pequeno Kody, que agora só soluçava baixinho. Cheirou o cabelo do pequeno, que estava com a cabeça em seu ombro e sentiu aquele cheirinho de bebê. Sua mão segurava a mãozinha do pequeno, beijando seus dedinhos gorduchos.

Rapidamente, pegou seu celular e ligou para Sakura. Sabia que era tarde e provavelmente ela estaria dormindo, mas para sua surpresa ela atendeu no segundo toque.

— Oi. — Ela disse, sem emoção na voz.

— Onde você está? — Perguntou, ignorando seu tom frio.

— No hotel. — Respondeu, suspirando. — Aconteceu alguma coisa?

— Nada demais. — Retrucou sarcasticamente. — Só a sua babá, que deixou as crianças até agora acordadas, correndo de um lado a outro e deixou o Kody cair e bater a boca no chão. — Acrescentou. — Agora estou aqui tentando fazê-lo dormir!

— Não acredito! Me atende no notebook. — Pediu e desligou.

 Sasuke se sentou em frente a mesa e abriu o notebook vendo o Skype tocar com o nome da mulher aparecendo. Logo ele atendeu e o rosto dela apareceu

 — Oi meu bebê! — Ela falou para o menino, que assim que escutou a voz da mãe, suspendeu o rosto e olhou pra tela do computador, sorrindo, fazendo com que Sakura sentisse os olhos cheios de lágrimas.

— Você está chorando? — Sasuke perguntou surpreso.

Nesses seis meses de casamento, ela nunca tinha chorado ou nem ao menos se emocionado uma única vez. Era sempre uma pedra de gelo.

— Não. — Ela foi curta e grossa

— Está sim. — Retrucou a observando. — Não é feio chorar, Sakura. Não vou te achar fraca por isso. — Explicou com um sorriso sincero. — Apenas fiquei surpreso. — Falou a encarando e Kody voltou a encostar a cabeça no ombro do pai.

— Eu só estou com saudades. — Admitiu suspirando.

— Das crianças? — Questionou com uma expressão triste e Sakura sentiu vontade de rir da pergunta dele. Mas não fez.

— De você também — Respondeu honestamente e ele sorriu como uma criança.

— Eu também estou com saudades. E tenho certeza que as crianças também! — Afirmou sorrindo e embalando Kody nos braços. — Você já sabe quando vem? — Questionou, fazendo o sorriso de Sakura desaparecer e dar lugar a um sussurro cansado.

— Tenho uma reunião no sábado pela manhã e só chego aí de tarde, quase a noite. — Contou e Sasuke fechou a cara na mesma hora.

— Você está lembrada que domingo é o meu aniversário, não está? — Perguntou, com uma carranca, fazendo Sakura revirar os olhos.

— Claro que estou Sasuke! — Exclamou cansada daquela discussão.

— Era pra você está aqui! — Respondeu, fazendo birra.

— Eu estarei aí. — Indagou tranquilamente.  

— Você vai chegar quase no dia do aniversário, Sakura! Você deveria estar aqui a semana toda, ajudando a minha mãe a arrumar a festa! — Ralhou irritado.

— Eu estou a ajudando, Sasuke! A distância, mas estou. — Ela não sabia se sentia-se irritada pela cobrança ou se sentia pena, por ver o quanto de atenção, seu marido queria.

— Disse a minha mãe que não quero repórteres? — Questionou, ainda com a cara fechada.

— Sim, eu disse. Embora não entenda porquê de você não querer.

— Porque eu não quero! Passei a minha vida toda tendo aniversários cercados por repórteres, que me perseguiam a todo instante. Eu nunca podia ser eu mesmo, porque ficava com medo. Na verdade eu nem queria aniversário. Estou aceitando isso, só por causa de Esme! — Reclamou e Sakura assentiu. Ela ficou calada por alguns segundos e voltou a encara-lo.

— Onde você estava? — Questionou vendo a roupa do marido.

— Fui jantar com meu pais, Naome e Rarumi. — Respondeu e  Sakura revirou os olhos, bufando.

— Você sabe que não gosto de suas primas! —Ralhou irritada, cruzando os braços.

— Eu sei, mas meu pai disse que elas fizeram questão de ficar aqui. Você sabe que eu não podia dizer não. Isso seria falta de educação e no fim elas são minha família. — Respondeu suspirando.

— Família não transa com a família!  — Acusou, voltando a ficar irritada.

— Sakura! — Exclamou, ele já tinha transado com elas, uma única vez em que estava bêbado, eles fizeram um ménage. Na época ele era bem mais jovem e irresponsável e aquilo não se repetiria, mas Sakura não tinha como ter essa certeza.

— Nós já conversamos sobre isso! — Ralhou, tentando manter a voz baixa, para não acordar Kody. — Não quero elas aí! Principalmente sem estar por perto. Se mantenha longe delas, Sasuke. — Ordenou e ele revirou os olhos. — Estou avisando! — Ameaçou.

— Está com ciúmes, Sakura Uchiha? — Provocou, com seu sorriso torto.

— Não. — Respondeu monossílaba — Como está a Sara e o Yudi? — Era claro que ela sabia como as crianças estavam, mas além de querer mudar de assunto, também queria escutar da boca do marido.

— A Sara está infernizando um pouco a vida da babá e o Yudi eu creio que esteja bem. Pelo menos mais cedo ele parecia bem e estava correndo pela casa. — Ele deu de ombros ajeitando Kody que àquela altura já tinha pegado no sono.

— Você não o destratou, não é? — Sasuke revirou os olhos, respondendo.

— Não, Sakura — Afirmou

— Tudo bem. Melhor ir colocar o Kody para dormir. E vou dormir também. — Disse, encerrando a conversa.

— Você tem certeza que não tem como vir antes? — Voltou a perguntar e ela sorriu fraco, com a insistência dele. Ele a olhava com cara de cachorro que caiu da mudança e aquilo apertava seu coração.

— Eu juro que vou tentar, pode ser? — Disse, tentando argumentar com ele.

— Tudo bem. Boa noite, beijos.

— Beijos.

~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*

   Sasuke estava no meio de uma reunião com mais alguns ministros. Ele batia o pé no chão, completamente entediado.

Estava a mais de uma hora lá dentro só escutando eles conversarem bobagens, quando olhou para a porta vendo sua secretária entrar.

— Com licença, senhores — Pediu e Sasuke a encarou. — Senhor primeiro-ministro, telefone para o senhor — Avisou o observando.   

— Informe que eu estou em reunião. — Respondeu, mas ela não se moveu.

— É da escola de seus filhos. — Ela sabia que quando fosse algo relacionado a família dele, tinha permissão para repassar as chamadas em qualquer situação.

— Com licença, senhores — Ele pediu e se levantou saindo, assim que chegou em sua sala pegou o telefone — Sasuke Uchiha — Cumprimentou.

— Bom dia senhor, Uchiha. Aqui é a diretora da escola dos seus filhos. — A mulher se identificou. — Tentei falar com a sua mulher, mas ao que parece ela está viajando — Kin disparou a falar.

— O que aconteceu? — Sasuke interrompeu impaciente.

— O pequeno Yudi se envolveu em uma confusão e tomou uma pequena suspensão. Eu sugiro que o senhor venha buscá-lo — Ele passou as mãos no rosto impaciente, fechando os olhos.  

— Que tipo de confusão? — Perguntou, curioso.

— Uma briga, senhor. Estarei aguardando a sua presença para que possamos esclarecer tudo isso. — Declarou suspirando. — Até logo, senhor Uchiha. — Ela desligou e ele bufou levando o telefone ao gancho. Rapidamente se levantou saindo de sua sala.

— Avise que não voltarei a reunião. Estou saindo e voltarei a tarde. — Avisou a secretaria e saiu entrando no elevador.

~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*

   Ele adentrou a escola pisando fundo. Era só o que lhe faltava. Precisar sair de uma reunião importante, por causa de uma confusão daquele garoto. Estava muito irritado e sabia que precisava se acalma. Havia prometido a Sakura, que teria paciência com o menino. Ele respirou fundo e abriu à porta que dava acesso a sala da diretora.

— Bom dia. — Cumprimentou, ao notar que dentro da sala havia um casal e junto a eles, um garoto aparentemente mais velho que Yudi. Atrás de uma enorme mesa, uma mulher que supôs ser a diretora, o observava atentamente. E por último, um Yudi chorando, no canto da sala encolhido.

— Bom dia — Os outros devolveram o cumprimento, mas a mulher, quem Sasuke supôs ser a mãe do outro menino, o olhou com desprezo.

— Que bom que o senhor chegou. — A diretora falou e Sasuke gostava cada vez menos daquela situação.

— Você pode me explicar o que aconteceu? — Ele pediu calmamente, se sentando.

— Ao que parece, o seu filho agrediu um outro aluno no horário de intervalo, senhor Uchiha. — A mulher começou a explicar e Sasuke olhou para o menino, que mantinha os olhos baixos. — Nós não admitimos agressão de nenhuma forma aqui. — A mulher dizia, Sasuke enfiou as mãos no bolso relaxando a postura, encarou o casal e o menino, que tinha o rosto vermelho e a boca um pouco cortada no canto.

— Seu filho não tem educação, senhor Uchiha! — A mulher, mãe do garoto gritou. Ele pensou no que aconteceria se Sakura estivesse ali.

 Com certeza sua mulher faria um barraco com ela e a daria uma resposta altura.

— Venha aqui.— Sasuke chamou Yudi que desceu da cadeira onde estava e foi até ele a passos lentos — Por que você bateu nele? — Perguntou a criança, que murmurou uma resposta.

— Ele chamou a mamãe de vadia gostosa. — Yudi contou e Sasuke trincou os dentes para não xingar aquele pirralho metido a besta que tinha falado da sua mulher.

— Isso é um absurdo, diretora! — A mulher gritou, fazendo com que Yudi se assustasse e com um passo para trás, batesse nas pernas do pai. — Meu filho nem sabe o que isso significa. É apenas um menino. Uma criança.

— Não vamos nos exaltar! Por favor!— A diretora pediu, mas Sasuke a interrompeu.

— Quantos anos o garoto tem? — Sasuke questionou respirando fundo.

— Sete anos. — A diretora respondeu, cruzando as mãos.

— Eu com sete anos, sabia muito bem o significado de “ Vadia gostosa”, e ao que parece o sem educação aqui é o seu filho senhora! E eu espero que todos os dois tenham levado uma punição igual — Ele olhou para a diretora que fugiu do seu olhar.

— O meu filho não tem o porquê levar uma suspensão. Afinal foi o seu que o atacou e o esmurrou. — A mulher lamentou, apontando para o próprio filho. — Veja só a situação do meu bebê! — Ela choramingou e Sasuke sentiu vontade de revirar os olhos.

— Então o meu filho também não tem o porquê de levar uma suspensão!  Já que se o seu filho não tivesse xingado a minha mulher, ele não teria o batido. — Comentou voltando a se irritar. Ao olhou para cara do pai do garoto, notou que o homem não tinha aberto a boca para falar nada. Era apenas um expectador.

— Isso é ridículo! — A mulher resmungou, abraçando o filho.

— Ridículo é eu pagar caro por uma escola, pra os alunos estarem ofendendo a minha mulher! — Ralhou nervoso e a diretora se mexeu desconfortavelmente em sua cadeira. — E eu espero que isso não volte a se repetir, ou meus filhos mudaram de escola no mesmo dia! — Ameaçou e a diretora arregalou os olhos com a possibilidade.

— Os dois terão punições iguais e isso não voltará a se repetir, eu garanto. Preciso que vocês assinem aqui. — Ela entregou uma folha a ele, que logo assinou e devolveu. — Eles estarão suspensos pelo resto da manhã, mas na segunda podem retornar normalmente a suas atividades. — Explicou e ele bufou irritado, tocando as costas do filho e se levantando. Ao toca-lo, pôde sentir o menino estremecer, mas ignorou aquilo.

— Onde estão suas coisas? — Perguntou e Yudi apontou para uma bolsa de carros no canto da sala, junto a uma lancheira do mesmo tema. Sasuke foi lá, pegando a bolsa e entregou a mochila ao garoto. — Vamos — Chamou e saiu sem se despedir.

 Yudi seguia ainda amedrontado, na frente do pai. Tinha medo do que o pai ia fazer com ele, agora que sua mãe não estava lá para defende-lo. Ele entrou no carro batendo à porta e Sasuke fez o mesmo, se posicionando a frente do volante.

— Você vai me bater? — Sasuke pôde ouvir a voz baixa da criança soar dentro do carro.

— Não, você fez bem. — Respondeu, o observando pelo retrovisor. — Não deve deixar que ninguém fale da sua mãe ou da sua irmã. Você é um homem e tem que protege-las. — Dizia, prestando atenção na estrada.

— Ele chamou a mamãe de vadia gostosa, aí fui lá e soquei a boca dele, pra ele nunca mais falar isso! — Yudi explicou, fazendo o movimento com a mão.

— Era pra você ter socado mais a cara dele. Que garoto estúpido! — Sasuke sabia que Sakura o mataria se o ouvisse dizendo isso ao garoto. — Não conte a sua mãe que eu lhe disse isso. Se ela souber, vai ficar furiosa comigo! — Explicou ao menino.

— É um segredo? — Yudi perguntou hesitante.

— Sim. — Ele afirmou e o menino pareceu pensar em algo.

— Tudo bem. — Yudi concordou, sorrindo e se encostando na cadeirinha. — Da próxima eu bato nele até ele sangrar. — Acrescentou, olhando para o pai.

— Você não pode bater nele mais! — O censurou. — Se fosse a sua mãe que tivesse vindo até aqui, ela estaria pirada com você! — Declarou, fazendo o sorriso do menino morrer.

— Ela vai brigar comigo? — Yudi perguntou, sentindo medo por um instante.

— Não, eu vou dizer a ela que conversei com você. Mas você tem que confirmar isso, pelo bem de nós dois — Sasuke explicou, voltando sua atenção para a estrada.

— Ok — Yudi sacudiu a cabeça, enquanto observava aquele que era seu pai.



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