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História Mudando o futuro- hogwarts lendo Harry Potter - Capítulo 10


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Notas do Autor


Oi, espero que gostem do capítulo!
Desculpa qualquer erro...
Obrigada pelos 90 favorito💛

Capítulo 10 - Os comensais da morte pt.3


     - Eu não me lembro de ter sido convidado para aquele lugar... – resmungou Harry ofendido.

     “Fez-se silêncio. Em seguida o Comensal da Morte à direita de Rabicho Deu um passo à frente, e a voz de Lúcio Malfoy falou por baixo da máscara:

     - Meu amo, é grande o nosso desejo de saber... suplicamos que nos conte... como foi que o senhor conseguiu este... milagre... como conseguiu voltar para nós...

     - Ah, que história extraordinária, Lúcio! – disse Voldemort. - E ela começa... e termina... com o meu jovem amigo aqui.

     Ele caminhou descansadamente e parou ao lado de Harry, fazendo com que os olhos de todo o círculo se voltassem para os dois. A cobra continuava a rastejar em círculos.

     - Vocês sabem, naturalmente, que muitos chamam este garoto de minha perdição! – disse Voldemort, baixinho, os olhos fixos em Harry, cuja cicatriz começou a arder tão ferozmente que ele quase gritou de agonia. – Vocês todos sabem que na noite em que perdi meus poderes e o meu corpo tentei matá-lo. A mãe dele morreu tentando salvá-lo, e, sem saber, o resguardou com uma proteção que, devo admitir, eu não havia previsto... Eu não pude tocar no rapaz.”

     As pessoas que conheceram Lily lacrimejaram, e os alunos apenas olharam para Harry com pena, e pensavam que a vida do menino que sobreviveu não era tão boa quanto eles pensaram

     “Voldemort ergueu um longo dedo branco e levou-o até próximo do rosto de Harry.

     - A  mãe deixou os vestígios do seu sacrifício... isto é magia antiga, de que eu devia ter me lembrado, foi uma tolice tê-la esquecido... mas isso não importa. Eu agora posso tocá-lo.

     Harry sentiu a ponta do dedo longo e branco tocá-lo e pensou que sua cabeça ia explodir de dor.”

      Sirius apertou Harry com mais força em seus braços.

    “ Voldemort riu de mansinho na orelha do garoto, depois afastou o dedo e continuou a se dirigir aos Comensais da Morte.

     - Eu calculei mal, meus amigos, admito. Minha maldição foi refratada pelo tolo sacrifício da mulher e ricocheteou contra mim. Ah... a dor que ultrapassa a dor, meus amigos; nada poderia ter me preparado para aquilo. Fui arrancado do meu corpo, me tornei menos que um espírito, menos que o fantasma mais insignificante... mas, ainda assim, continuei vivo. Em que me transformei, nem mesmo eu sei... eu cheguei mais longe do que qualquer um no caminho que leva à imortalidade. Vocês conhecem o meu objetivo, vencer a morte. E agora fui testado, e aparentemente uma, ou mais de uma das minhas experiências foi bem-sucedida... pois eu não morri, embora a maldição devesse ter me matado. Contudo, fiquei tão impotente quanto a mais fraca criatura viva e sem meios de ajudar a mim mesmo... pois não possuía mais corpo, e qualquer feitiço que pudesse ter me ajudado exigia o uso da varinha...”

     - Por quanto tempo mais ele vai ficar falando em? – comentou Lorcan baixinho, para os amigos.

    - Pelo menos assim agente não precisa explicar tudo que ocorreu para as pessoas... – respondeu Lily, voltando a ouvir o futuro tio.

     “ – Só me lembro de me obrigar, sem dormir, sem cessar, segundo a segundo, a existir... fui morar em um lugar distante, numa floresta, e esperei... certamente um dos meus fiéis comensais da morte tentaria me encontrar... um deles viria e realizaria por mim a magia necessária para eu recuperar meu corpo... mas esperei em vão...

     O arrepio tornou a perpassar o círculo de atentos comensais da morte. Voldemort deixou o silêncio espiralar de modo terrível antes de prosseguir:

    - Só me restara um poder. Eu podia me apossar do corpo de outros. Mas eu não me atrevia a ir onde haviam muitos humanos, pois eu sabia que os aurores continuavam a viajar pelo exterior à minha procura. Por vezes eu habitava animais, as cobras, é claro, eram minhas preferidas, mas eu não ficava muito melhor dentro delas do que como puro espírito, porque seus corpos eram mal equipados para realizar magias... e apossar-me delas encurtava suas vidas; nenhuma delas sobreviveu muito tempo...”

     Uma menina da lufa-lufa levantou a mão, e HarryF viu e acenou a cabeça pra ela, que perguntou:

     - É por isso que ele ficou com feições de cobra? – Harry fez uma cara estranha, e respondeu:

     - Provavelmente, mas eu nunca tinha pensado no assunto... – e sorriu de lado.

     “- Então... há quatro anos ... os meios para o meu retorno me pareceram garantidos. Um bruxo, jovem, tolo e crédulo, cruzou o meu caminho na floresta em que eu vivia. Ah, ele parecia exatamente a chance com que eu sonhara... porque era professor na escola de Dumbledore... era dócil à minha vontade... e me trouxe de volta a este país e, pouco depois, me apoderei do seu corpo para vigiá-lo de perto  enquanto cumpria minhas ordens. Mas meu plano fracassou. Não consegui roubar a Pedra Filosofa. Não pude obter a vida eterna. Fui impedido... fui impedido, mais uma vez, por Harry Potter...”

     - Seu pai estaria orgulhoso de quem você se tornou, Harry. – Sirius sussurrou para Harry, que sorriu de lado. – Sua mãe também, mas mais brava. – Ele disse sorrindo para Harry, que deu uma risada, fazendo seus amigos sorrirem, e Remus, que estava atrás dos dois sorrir também.

     “Novamente o silêncio; nada se movia, nem mesmo as folhas do teixo. Os Comensais da Morte permaneceram muito quietos, os olhos cintilantes em suas máscaras fixos e Voldemort e Harry.

     - Meu servo morreu quando abandonei seu corpo, e fiquei mais fraco do que jamais estive. Voltei ao meu esconderijo distante, e não vou fingir que não receei então que talvez jamais recuperasse meus poderes... sim, aquela talvez tenha sido a hora mais negra da minha vida... Eu não poderia esperar que caísse do céu outro bruxo para eu me apoderar... e já perdera as esperanças de que algum comensal da morte se importasse com o que me acontecera...”

     - Ele realmente acha que é a vítima nessa história? – disse Tonks incrédula, mas algumas pessoas apenas deram de ombros, e Jorge voltou a ler.

     “ Uns dois bruxos mascarados no círculo se mexeram constrangidos, mas Voldemort não lhes deu a menor atenção.

     - Então, há menos de um ano, quando eu praticamente abandonara toda a esperança, aconteceu... um servo voltou para mim: o Rabicho aqui, que simulara a própria morte para fugir à justiça, foi forçado a se expor por aqueles que no passado tinham sido seus amigos, e resolveu voltar para o seu amo. Ele me procurou no campo onde houvera boatos de que eu estaria escondido... ajudado, naturalmente, pelos ratos que encontrou em seu caminho. Seus imundos amiguinhos lhe contaram que havia um lugar, no meio de uma floresta albanesa, que eles evitavam, onde pequenos animais como eles encontravam a morte pelas mãos de um vulto escuro que os possuía...”

     - Dois desgraçados filhos da put- – Sirius ia falando, mas McGonagall o lançou um olhar de advertência, fazendo-o se calar, e Jorge rir com seu irmão antes de continuar a ler.

     “Mas a viagem de regresso para mim não correu tranquilamente, não é, Rabicho? Certa noite, esfomeado, na orla da floresta em que esperava me encontrar, ele parou, tolamente, em uma estalagem para comer alguma coisa... e quem ele haveria de encontrar lá, senão Berta Jorkins, uma bruxa do ministério da magia?

     ‘Agora vejam como o destino favorece Lorde Voldemort. Isto poderia ter sido o fim de rabicho e da minha última chance de regeneração. Mas Rabicho convenceu Berta a acompanhá-lo em um passeio noturno. Ele a dominou... e a trouxe até mim. E Berta Jorkins, que poderia ter posto tudo a perder, em vez disso provou ser uma dádiva que superou as minhas expectativas mais extravagantes... pois, com nadinha de persuasão, tornou-se uma verdadeira mina de informações.’

      ‘Ela me contou que este ano seria realizado um Torneio Tribruxo em Hogwarts. E que conhecia um comensal da morte fiel que teria muito prazer em me ajudar, se eu o procurasse. Ela me contou muitas coisas... mas os meios que eu usei para romper o feitiço da memória que a dominava eram fortes, e depois extraí dela toda a informação útil sua mente e seu corpo ficaram irrecuperavelmente danificados. Ela servira ao seu propósito. Mas eu não poderia me apossar do seu corpo. Descartei-a.’”

     Muitas pessoas confusas levantaram a mão, mas Hermione que sabia que tudo seria explicado, apenas disse:

     - Depois, tudo será explicado, tem um capítulo, ainda neste livro, que mostra as memórias deste comensal, e consequentemente, porque Berta sabia sobre ele.

     Todos baixaram as mãos, e Jorge continuou a ler.

     “Voldemort sorriu, aquele sorriso medonho, seus olhos vermelhos vidrados e cruéis.

     - O corpo de Rabicho, naturalmente, era pouco próprio para uma possessão, já que todos o presumiam morto e ele atrairia demasiada atenção se fosse visto. Contudo, era o servo fisicamente válido que eu precisava. E, embora fosse um bruxo medíocre, foi capaz de seguir as instruções que lhe dei e que me devolveriam um corpo rudimentar e fraco, porém meu, um corpo que eu poderia habitar enquanto esperava os ingredientes essenciais para uma verdadeira ressurreição... uns feitiços de minha própria invenção... uma ajudazinha da Nagini – os olhos de Voldemort se voltaram para a cobra que circulava a lápide sem parar – uma poção feita com sangue de unicórnio, veneno de cobra fornecido por Nagini... e logo recuperei uma forma quase humana e suficientemente forte para viajar.

     ‘Não havia mais esperança de rouba a pedra Filosofal, pois eu sabia que Dumbledore teria tomado providências para destruí-la. Mas eu estava disposto a abraçar mais uma vez a vida mortal antes de perseguir a imortal. Estabeleci objetivos mais modestos... aceitei ter o meu antigo corpo e a minha antiga força de volta.

     ‘Eu sabia que para obter isso, que é uma velha peça de magia negra a poção que me reanimou hoje à noite, eu precisaria de três poderosos ingredientes. Bem, um deles já estava à mão, não é mesmo, Rabicho? A carne doada de um servo...

     ‘O osso do meu pai, naturalmente, significava que eu teria que vir até aqui, onde ele estava enterrado. Mas o sangue de um inimigo... Rabicho queria que eu usasse um bruxo qualquer, não foi, Rabicho? Um bruxo qualquer que tivesse me odiado... como tantos ainda odeiam. Mas eu sabia do que precisava, se era para me reerguer mais poderoso do que tinha sido antes da queda. Eu queria o sangue de Harry Potter. Eu queria o sangue daquele que tinha me despojado do poder há treze anos, porque a proteção duradoura que a mãe dele tinha lhe dado circularia em minhas veias também...

     ‘Mas como apanhar Harry Potter? Porque ele foi protegido muito mais do que acho que ele sabe. Dumbledore invocou uma magia antiga para garantir a proteção ao garoto enquanto estivesse aos cuidados dos parentes. Nem mesmo eu posso tocá-lo na casa deles... depois, naturalmente houve a Copa Mundial de Quadribol... achei que a proteção dele enfraqueceria ali, longe dos parentes e de Dumbledore, mas eu ainda não estava suficientemente forte para tentar sequestrá-lo em meio a uma horda de bruxos do ministério. Depois o garoto retornaria a Hogwarts, onde vive debaixo do nariz torto daquele tolo, amante de trouxas, de manhã à noite. Então, como poderia capturá-lo?

     ‘Ora... aproveitando as informações de Berta Jorkins, é claro. Usando o meu fiel Comensal da Morte, baseado em Hogwarts, para garantir que o nome do garoto fosse inscrito no Cálice de Fogo.”

     Todos que usaram o broxe de “Potter Fede” se sentiram instantaneamente culpados, principalmente os lufanos e Draco, que estava finalmente entendendo que ser um Comensal não é legal, e que o Voldemort é um babaca.

     “- Usando o meu Comensal da Morte para garantir que o garoto ganhasse o torneio, que tocasse na taça primeiro, taça que o meu Comensal da Morte havia transformado em uma Chave de Portal para trazê-lo aqui, longe do socorro e proteção de Dumbledore, até o aconchego de meus braços abertos para recebê-lo. E aqui está ele... o garoto que todos vocês acreditaram que tinha sido minha ruína...

     Voldemort avançou lentamente e se virou para encarar Harry. Ergueu a varinha.”

     Jorge parou de ler, em choque, e começou a chorar, Fred pegou o livro o livro das mãos dele, arregalou os olhos, e leu “crucio!”.

    Agora a maior parte do salão estava com os olhos cheios d’água, e Hermione, os Weasley, as crianças do futuro e Remus choravam silenciosamente.

     Jorge se recuperou e voltou a ler.

     “Foi uma dor que superou qualquer coisa que Harry já sofrera; seus próprios ossos pareciam estar em fogo; sua cabeça, sem dúvida alguma, estava rachando ao longo da cicatriz, seus olhos giravam descontrolados em sua cabeça; ele queria que tudo terminasse... que perdesse os sentidos... morresse...”

     A maior parte das pessoas estava chorando, e pensando “como ele sobreviveu?”.

     “Então passou. Ele ficou pendurado nas cordas que o prendiam à lápide, olhando aqueles brilhantes olhos vermelhos através de uma espécie de névoa. A noite ressoava com o estrépito das risadas dos comensais da morte.”

     - Filhos da Puta – resmungou Sirius baixinho, abraçando Harry.

     “- Estão vendo a tolice que foi vocês suporem que este garoto algum dia pudesse ser mais forte que eu? – ponderou Voldemort. – Mas eu não quero que reste nenhum engano na mente de ninguém. Harry Potter me escapou por pura sorte. E vou provar meu poder matando-o, aqui e agora, diante de todos vocês, onde não há Dumbledore para ajuda-lo nem mãe para morrer por ele. Vou dar a Harry uma oportunidade. Ele poderá lutar, e vocês não terão mais dúvida alguma sobre qual de nós é mais forte. Espere mais um pouquinho Nagini – sussurrou ele, e a cobra se afastou, deslizando pelo capim, até o local em que os comensais estavam parados observando.

     ‘Agora, desamarre-o Rabicho, e devolva sua varinha.”


Notas Finais


Espero que tenham gostado, até o próximo Cap 💛


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