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História Muitas formas de amar - Capítulo 12


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Notas do Autor


Agora o capítulo de hoje, boa leitura

Capítulo 12 - Problemas Internos


POV Piper 

Após o encontro dos membros do musical, eu e as meninas fomos até o local onde Anabeth e Calypso trabalham, Thalia não pôde ir conosco, ela disse que precisava resolver uns problemas, eu não perguntei o que era, mas tenho quase certeza de que sei do que ela estava falando.
Chegando no local, me sentei e pedi um milkshake de morango, o local era bem agradável e a comida era muito boa. Sabia que as meninas não poderiam se sentar comigo, mas sempre que podiam sempre conversávamos sobre o musical e outros assuntos também. Estava ficando tarde e eu precisava ir para casa, me despedi das meninas e chamei um táxi por aplicativo. 
Passando alguns quarteirões, eu estava em casa, morava em um apartamento com meus mentores e amigos, o treinador Gleeson Hedge, sua esposa Melie e o bebê Chuck. Meus pais eram muito ocupados, meu pai era um ator famoso que morava em Los Angeles, minha mãe morava na França com seu namorado, o fracassado do pai da Clarisse, Ares. Minha melhor decisão foi morar com meus amigos e companheiros, que sempre cuidaram de mim muito bem. 
Ao chegar em casa, encontro apenas Melie e o bebê Chuck, afinal o treinador ainda se encontrava no seu trabalho. 

- Como foi a aula querida? - perguntou Melie quando fui lhe dar um beijo na bochecha.
- Foi boa, estou bem animada com o musical.
- Tenho certeza de que você será a melhor.

Sorri para ela, pois ela sempre me estimulou com elogios agradáveis e comidas deliciosas.
Eu, nesse instante, estava comendo uma torrada com geleia quando o treinador entrou pisando forte e foi até a cozinha, ele estava com uma cara péssima, o que não era muito fora do comum, mas dessa vez ela estava pior.

- Aconteceu alguma coisa no trabalho querido? - perguntou Melie.
- Sim, fui demitido - respondeu o treinador, no mesmo instante paramos o que estávamos fazendo e olhamos para o mesmo.
- Como assim demitido? - perguntei.
- Ora garota, simplesmente demitido, ultrapassado, deixado de lado, me deram um chute na bunda.
- Mas querido, por que fariam isso? - perguntou mais uma vez Melie, se aproximando de seu marido.
- Porque eu sou velho, porque para eles não tenho mais utilidade, porque eu não passo de um babaca que está em idade avançada - ele se sentou em um cadeira com toda sua fúria, que a mesma virou, ajudamos ele a se levantar e Melie de forma suave disse.
- Nós vamos dar um jeito nisso, você logo encontrará um novo emprego e mostrará para eles que perderam uma pessoa incrível.
- Eu não acredito nisso, mas quem se importa com o que um velho estupido tem a dizer?! Eu vou para o meu quarto.

Ele seguiu de cabeça baixa até o seu quarto, ouvimos apenas a porta batendo atrás dele. Olhei para Melie que percebeu minha expressão e logo falou.

- Eu irei falar com ele, tenho certeza de que logo ele estará bem.
- Você acha?
- É claro querida - ela tentou soar otimista, mas notei que havia um certo pânico em seu tom de voz.

Após a refeição fui para o meu quarto, iniciei uma chamada de vídeo com o meu pai, a secretaria atendeu e passou a ligação para ele, após alguns minutos lá estava ele, com seu sorriso adorável, sua beleza radiante e toda sua aura de artista, mas para mim era apenas o meu pai.

- Pipes, como está? - ele sorriu ao perguntar- me.
- Estou bem pai, tenho boas e más notícias.
- Qual a má notícia?
- O treinador foi demitido.
Isso é horrível, mas tenho certeza que logo ele encontrará um bom emprego.
- É, eu espero que sim, e a boa notícia na verdade é um convite.
- Diga Pipes.
- Vai haver um musical daqui a três semanas e eu estou nele, eu gostaria que você viesse me prestigiar.

Vozes ao fundo, talvez a secretaria lhe dizendo que já estava na hora de fazer uma gravação ou qualquer coisa mais importante do que falar com sua filha. Ele voltou sua atenção para mim e forçou um sorriso.

- Um musical Pipes, isso é incrível. Mas acredito que não poderei comparecer. Desculpe Pipes.
- Não pai, tudo bem. Você está muito ocupado, foi bobagem minha - acabei forçando um sorriso também. Ele fez uma expressão de quem sentia muito e em seguida disse.
- Bom, eu preciso ir, eu te amo Pipes.
- Também te amo pai.

Fiquei encarando a tela desligada por alguns minutos, enquanto fazia isso chorava baixinho, enxuguei as lágrimas e mandei uma mensagem para o Jason.

“Preciso de você”

...

Marcamos de nos encontrar na sorveteria mais próxima, pedimos sorvetes e eu comentei sobre a conversa que tive com meu pai.

- Isso é uma pena Pipes - comentou Jason - Sinto muito por isso.
- As vezes eu não queria que meu pai fosse famoso, ele quase nunca tem tempo pra mim.
- Eu entendo.
- Ele poderia ser como um pai comum.
- Um pai comum, uma vida comum - Jason disse olhando para seu sorvete, mas eu sabia que sua mente estava em outro lugar.
- Tá tudo bem? - perguntei.
- Claro, é sempre assim né, sempre disposto para ajudar os outros, o garoto perfeito, sempre que alguém tem um problema o Jason pode ajudar.
- Jason.
- Desculpa, eu não estou bem, na verdade eu preciso ir - ele estava se levantando quando o segurei pelo braço e disse.
- Espera, tem outra coisa que queria conversar com você - Jason apenas me olhou com o cenho franzido, então prossegui - Preciso saber o que eu represento para você? - ele respirou fundo e novamente se sentou.
- Na verdade Piper, eu não estou com cabeça para falar sobre isso.
- Você nunca está - sussurrei.
- Prometo que logo lhe darei uma resposta, agora preciso ir - ele se levantou, me deu um beijo e em seguida entrou em seu carro e seguiu por um rumo desconhecido.

Mais tarde, ainda pensando sobre tudo, mandei uma mensagem para a única pessoa que poderia me fornecer conselhos sábios, Anabeth.

<WhatsApp on>

Eu: Anabeth?
Bebeth: Oi Piper, tudo bem?
Eu: Na verdade não, pode me ajudar?
Bebeth: É claro, o que aconteceu?
Eu: Meu pai não me dá atenção, Jason não me dá atenção, eu me sinto sozinha e pra piorar não consigo entender quem eu sou, o que eu faço?
Bebeth: Bom Piper, primeiro de tudo, você diz que o Jason não te dá atenção e que não compreendo o que você é pra ele, mas e você, já sabe o que ele representa pra você? 
Eu: Bem, é claro que sei... ou pelo menos eu acho que sei.
Bebeth: Achar não é ter certeza, quanto a seu pai eu não posso fazer muito.
Eu: Ainda não me aconselhou.
Bebeth: Meu conselho é, você se sente só, está sempre buscando alguma coisa para se firmar e assim se sentir com os pés no chão, você buscou no Jason uma espécie de âncora, sem nem ao menos saber se é isso mesmo o que você quer, então eu digo, você não precisa disso Piper, você é sua própria âncora, você só precisa olhar para dentro de si e extrair a sua própria essência, você não precisa do Jason para isso, e isso de você se sentir sozinha é pq na verdade está sentindo falta de si mesma. Pensa nisso.

<WhatsApp off>

Com essa mensagem eu encerrei a noite, fiquei pensando nas sábias palavras da Anabeth e em como EU poderia me ancorar e encontrar o que eu deixei em um lugar desconhecido.

POV Jason 

O dia começou da pior forma possível, primeiro meu pai me intimou para participar de uma reunião após a faculdade, quando eu achava que isso seria a única coisa chata que eu faria no dia, descubro que sou membro do musical e preciso participar da reunião de membros, cheguei atrasado para a tal reunião da empresa do meu pai, ele lógico, ficou furioso comigo. A reunião tratou de assuntos da empresa, coisas chatas que meu pai fazia questão que eu soubesse, afinal ele estava me preparando para assumir o comando, como o filho perfeito e disciplinado que sou, eu apenas concordo com tudo que ele diz. Tive uma boa visão do novo membro da empresa, a arquiteta Atena, ela era sabia e assustadora, todos ao redor concordavam com tudo o que ela dizia, afinal descordar seria algo bem grave de se fazer, com aqueles olhos cinzas e aquela pose de quem sabe o que diz, ela me lembrava a Anabeth. 
Seus planos de expandir os horizontes da empresa já estavam em vigor, todos acharam muito favorável todas as questões que ela impôs. 
Ao fim da reunião meu pai teve uma conversa comigo sobre comprometimento, “se eu estava comprometido com a empresa, então eu deveria colocá-la em primeiro lugar em tudo”, tanto faz, eu já estava bem cansado de tudo isso. 
Após esse momento chato, eu tive uma conversa com a Piper, eu gosto muito dela, mas eu ainda não sei o que de fato sinto por ela. Claro que ela está frustrada com tudo isso, mas me cobrar não vai resolver nossa questão. Deixei-a sozinha em uma mesa na sorveteria e fui me encontrar com Percy e Leo.
Eles estavam no clube, conversavam sobre alguma coisa, mas quando eu cheguei eles já haviam cessado a conversa.

- Ei cara, você apareceu, finalmente - Leo disse, mas sem nenhum ânimo, o que não era normal vindo dele.
- O que tá pegando? - questionou Percy ao ver minha cara de insatisfação.
- Sei lá, eu não me sinto bem já tem dias. O que é estranho, eu sempre faço as mesmas coisas, então o que há de errado dessa vez?
- Talvez seja exatamente isso, você sempre faz as mesmas coisas, sempre sendo o garoto perfeito - Percy disse.
- É cara, tá na hora de você aprender a ser mais você - prosseguiu Leo.
- Esse sou eu.
- Não, essa é apenas uma parte sua, mas eu e o Leo vamos mostrar a sua outra parte.

Nós saímos do clube e fomos fazer coisas de garotos, ficamos fora à tarde toda e isso me fez bem, não precisei ser o cara que sempre está no controle, o cara que precisa pensar três vezes antes de tomar uma decisão, naquele momento eu era apenas o Jason, não um futuro empresário ou um super herói, apesar do Percy me chamar de Superman loiro, eu me senti bem, mas ainda não era o suficiente.
Paramos em uma lanchonete próximo a casa do Leo para jantar, pensei em Piper e em tudo o que ela representava para mim, como estava entre amigos resolvi perguntar deles o que fazer (péssima ideia).

- Tudo isso foi bem legal, mas ainda tem uma coisa.
- E o que seria? - perguntou Percy.
- Piper.
- O que você fez pra ela? - perguntou Leo deixando cair um pedaço do seu falafel enquanto me encarava.
- Você sabe que eu nunca faria nada pra ela, mas recentemente eu tem me pressionado. Vocês sabem que estamos juntos a algum tempo, mas nenhum dos dois, ou melhor eu, ainda não tive coragem de assumir, agora ela está cansando disso e eu não sei o que fazer.
- Fácil cara, assume - propôs Leo.
- Não exatamente, mas ele tem razão - Percy disse, olhamos para ele - Olha só Jason, nós três sabemos que você praticamente ama aquela garota, então por que toda essa demora pra assumir de uma vez?
- Sei lá, eu sempre faço tudo ao mais perfeito possível, e se isso for exatamente a coisa da qual ela tanto foge?
- Cara, nós conhecemos a Piper, ela gosta muito de você, se tem algo que atormenta ela isso com certeza não é você, já o fato “fazer tudo perfeito”, deixa isso pra lá, ser só o Jason já é o suficiente, não precisa ser o super Jason sempre - Leo disse.

Voltamos a comer, dessa vez ninguém disse nada, fiquei apenas pensando no que foi dito. Ao voltar para casa eu me joguei na cama, tentei falar com a Thalia mas ela não respondeu, mandei uma mensagem para a Piper que também não me respondeu. Voltei a pensar no que o Leo e o Percy me disseram, eu precisava resolver esse problema, e precisava resolver logo.




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