História Mulb. O preparatório - Capítulo 6


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Aventura, Blum, Brasil, Colégio, Heróis, Mulb, Original, Rayfur, Romance
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Palavras 1.012
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, FemmeSlash, Ficção Adolescente, Magia, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Suicídio, Transsexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


alguém aqui ta preparado pro segundo dia de enem? Pq eu não aisjdjas
Boa sorte, e boa leitura

Capítulo 6 - Thiago, A maravilhosa inutilidade dos corredores longos


Aquilo tava uma merda maior do que eu imaginava que seria.

Todo mundo se empurrando, querendo mais que desesperadamente seus poderes, bando de hipócritas mimados e imbecis, se ao menos quisessem ser mesmo heróis, para ajudar as pessoas, tudo que pensam é o quanto famoso podem ser, o quanto mais de poder conseguem.

Quem não corria para a porta era empurrado, um corredor longo e estreito ficava entre a porta e um portão, que parecia dar em outra sala. Me segurei na parede e esperei com que todos passassem, me espreguicei quando fiquei sozinho, não iria pela frente como todos esses idiotas, já sei que vou ganhar algum poder, fora que estou aqui mais para ver onde vou acabar parando.

Escutei alguns murmuros atrás de mim, pensei que estava sozinho, mas ainda tinha algumas pessoas ali.

-Que merda vocês estão fazendo aqui? Por que não foram com o resto daqueles idiotas?

-Desculpa! Acabei me perdendo das minhas companhias, imaginei que alguma delas poderia acabar ficando para trás também- Uma garota alta disse, tinha cabelos castanhos escuros e meio curtos, olhos da mesma cor e uma pinta no queixo.

-Você aponta para nós, mas quem ficou agarrado à parede parecendo um covarde foi você- uma outra garota, de cabelos curtos e enrolados disse, pegando seus óculos retangulares e ajeitando em seu rosto.

-Isso não tem merda alguma a ver, apenas sei que vou conseguir o que aqueles idiotas desejam tanto- olhei em volta, tinha outro garoto gordo no chão ali perto, ele parecia estar chorando, pelo jeito já temos alguém que não irá passar pelos próximos testes.

-Ei! Tira essa bunda mole daí e vamos passar pelo portão logo, seu bebê chorão- Gritei, ele virou para nós, depois olhou para trás, e depois para mim.

-É... Comigo?

Ele tinha olhos verde-escuro, e o cabelo em forma de tigela idiota num loiro desbotado, me enganei sobre ele estar chorando, só estava sentado numa posição fetal.

-Não, com a minha mãe. Quem mais que está encolhido no chão que nem um porco? –Senti um tapa fraco na minha cabeça- Que merda?

-Não fale assim com ele! Você nem sabe pelo o que ele deve estar passando! –A garota de cabelos castanhos disse ao me dar o tapa, foi mais como se tivesse batido num filhote que fazia algo errado, sem querer machucar realmente. Garota estranha.

-Não tem problema, já estou acostumado com esse tipo de comentário- o gordo se levantou e veio até nós- obrigado por me defender- o jeito que ele olhava para as garotas me lembrava de um cachorro olhando para um bife. Que merda

-Não foi nada! E muito prazer, me chamo Helena- ela apertou a mão dele, ela estava animada já que iria ganhar poderes? Não estava entendendo, quem diabos fica animado num domingo cedo? –mas, antes de irmos, será que tem mais alguém que ficou para trás?

-Creio que não, e se não nos apressarmos, o portão vai fechar- A outra garota aponta para onde o portão estava- ele já está se movendo.

Nós quatro olhamos para o portão, que fechava vagarosamente, antes de entreolharmos.

Eu não queria tanto assim passar, mas não sei se foi por alguma droga de adrenalina ou algum espirito estranho que desceu em mim, mas nós saímos correndo, como se aquilo dependesse de nossa vida.

Estou sentindo é vergonha alheia.

 Para quem estava encolhido e desesperado agora a pouco, aquele gordo imundo tinha bastante disposição.

-Como a gente deixou isso acontecer? –Helena ria enquanto corria, ela estava logo atrás de mim, como que alguém consegue rir numa situação dessas? E ainda ter a merda de um fôlego?

Ela é uma pessoa estranha pra porra

O portão estava cada vez mais fechado, não daria tempo, por que aquela merda de corredor precisava ser tão grande?

Enquanto corria, percebi que haviam vários quadros com heróis de outros tempos, provavelmente era de formatura ou alguma coisa do tipo, não iria parar para pegar detalhes.

Estava um pouco ocupado no momento.

Eu cheguei primeiro, mas quando Helena chegou, ao invés de entrar, ela segurou um dos lados, forçando para que abrisse mais um pouco, e então olhou para mim, sorrindo, mesmo enquanto fazia força.

-Pode me dar uma mão?

Bufei e olhei para onde todos os outros estavam, eles já haviam entrado em filas que davam para algumas portas, a fila já estava acabando. Peguei o outro lado da porta, o gordo estava um pouco na frente da garota, que corria sem muita animação.

-Se querem passar, mexam essas merdas de pernas mais rápido ou vamos abandonar as portas para que esmaguem vocês, seus caracóis desgraçados de lentos- gritei, antes que o gordo passasse, quase entalando, a garota aperta o passo e entra logo atrás dele, então nós soltamos a porta, que bate num estrondo fortíssimo.

Helena se assustou quando as portas fecharam, riu dizendo que tinha sido divertido, antes de seguir para uma fila que já acabava.

-Rafael de Freira, dezessete anos- ouvi o balofo falar- nem sei por que estou aqui, não vou passar de nenhuma fase mesmo- disse antes de entrar.

-Ana Paula Ptvolivsky, dezessete anos. Apenas por que corremos um corredor, não quer dizer que somos amigos- A garota de cabelos mais curtos falou, antes de se virar para Helena que tinha estendido a mão para um hi-five.

A quatro-olhos simplesmente se virou e entrou na sala, para não deixa-la no vácuo bati na mão dela, fazendo com que sorrisse novamente.

-Thiago, foi legal te conhecer, você parece menos chato que na tv, e acabei de perceber que você tem uma pinta embaixo do teu olho direito! Que coisa mais fofa! - Helena Giovannet Xarphay, dezessete anos- diz um até logo e entra na porta.

-Eu não pareço chato na tv, assista de novo, assistiu errado- Me virei para o homem na minha frente- Thiago Guilherme Gustavo de Souza Ferreira- O homem que anotava meu nome me olhou com uma sobrancelha levantada- Tem alguma merda na minha cara por acaso? –Não esperei aquele idiota responder, simplesmente abri a porta e entrei sem pensar duas vezes.



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