História Mulher de Elite - Capítulo 36


Escrita por:

Postado
Categorias Antoine Griezmann, Bastian Schweinsteiger, Erik Durm, Hailee Steinfeld, Joshua Kimmich, Julian Draxler, Lais Ribeiro, Lukasz Piszczek, Marco Reus, Marco Verratti, Mario Gómez, Maximilian "Max" Meyer, Paulo Dybala, Stella Maxwell, Thomas Müller
Personagens Antoine Griezmann, Bastian Schweinsteiger, Erik Durm, Julian Draxler, Lukasz Piszczek, Marco Reus, Marco Verratti, Mario Gómez, Personagens Originais, Thomas Müller
Tags Alemanha, Angels, Drama, Futebol!, Jogadores De Futebol, Julian Draxler, Lais Ribeiro, Marco Reus, Moda, Modelos, Romance, Thomas Muller, Victoria's Secret
Visualizações 65
Palavras 1.279
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Festa, Romance e Novela, Saga
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu tô tão alvoroçada porque estamos chegando ao fim, que nem esperei uma semana e estou aqui atualizando de novo.
Guys, eu espero que gostem. Boa leitura!

Capítulo 36 - 35. De partida


Eu poderia ter vindo visitar o Neue há muito tempo. Talvez fosse esta a parte da qual eu senti falta por tantas vezes. A ausência da arte pode causar uma sensação de vazio nos corações que têm amor por esta.

Eu passei muito tempo sem apreciar uma bela obra. E agora há várias delas diante dos meus olhos, envoltadas por molduras douradas, dando vida às paredes vermelhas do museu, mas eu só consigo pregar meus olhos em apenas uma, e esta não faz parte do acervo do museu.

Julian parte amanhã e alguma parte de mim não quer que ele o faça.

Quero dizer algumas palavras — das quais, talvez, venha a me arrepender mais tarde — e por isso precisamos sair do museu.

No entanto, no exterior do prédio, rodeados por um gramado viçoso e sob um céu um tanto cinzento, contudo belo, tudo o que consigo exprimir através de meus lábios são problemas.

Julian fica perplexo com toda a história com Nina. Eu me sinto idiota por estar estragando este momento que temos juntos com meus dramas.

— Me desculpe, eu não devia estar falando sobre isso.

— Está tudo bem, Evelyn. Eu estou aqui para ouvi-la. Por que não tenta conversar com ela? Talvez vocês possam tornar as coisas menos difíceis e dolorosas.

— É, tem razão. Eu vou tentar fazer isso.

Ele sorri. Meus olhos alternam entre mirar seu rosto ou suas mãos. Ao vê-las balançando devagar no ar enquanto andamos, eu tento reprimir a vontade que tenho de segurá-las.

Mas não posso passar nenhuma mensagem errada para ele. Talvez seja apenas carência ou culpa do fato de eu quase ter morrido.

— Por que não falamos sobre você? Está saindo com alguém?

Ele cora.

— Estava vendo alguém, sim. Mas não é nada sério.

— Mesmo assim, isso é ótimo. — Você está seguindo em frente, Ju. Espero não estar estragando sua vida. — Como ela se chama? Você vai vê-la quando voltar para a França?

— Ela se chama Mandy, e na verdade não nos falamos desde que vim para cá.

— Devia ligar pra ela. Quando voltar pra França, tente fazer algo legal.

— É, obrigado pelo conselho, Evelyn. Eu vou fazer isso.

Decido perguntar mais sobre Mandy, e Julian acaba se empolgando ao falar sobre ela. Fico muito feliz por isso.

Mandy é uma exímia bailarina e uma amante do futebol francês. Julian a descreve com rubor no rosto e brilho nos olhos. Seus cabelos são castanhos e seus olhos, de um azul claro apaixonante.

Entre risadas e conversas, deambulamos um longo caminho sem nos darmos conta.

Julian vai embarcar amanhã, e prefere passar a véspera de sua viagem com alguém que o fez tanto mal.

Sinto-me culpada apenas por tê-lo por perto. E pergunto-me, embora não esteja arrependida de ficar com Thomas, em que momento meu coração desistiu de amá-lo. Julian era pra mim...

— Você deveria experimentá-lo. Vai ficar lindo em você.

Por alguns segundos, fito seus olhos como uma idiota, pensando ter ouvido outra coisa. Ele retribui. E nesses curtos segundos, é como se nada nunca tivesse mudado entre nós.

Então percebo que estamos parados diante da vitrina da Dior e que ele está apontando para um vestido.

Desvio o olhar rapidamente e finjo interesse no vestido. É cor de nude, com alças finas e um delicado tecido aveludado.

A cor automaticamente me traz uma lembrança de volta. E a julgar pela expressão no rosto de Julian, ele também se recorda deste momento.

— Você tem certeza? É... — Sinto-me estúpida. Por que ajo como se tivesse alguma dúvida? Tudo já está resolvido. Não é como se ainda fôssemos apaixonados um pelo outro. É só um vestido. — E por que não? — Dou de ombros.

Não, não é só um vestido. A cor deste vestido nunca mais será apenas uma cor para nós.

— D'abord les dames. — Ele indica a entrada com o braço direito esticado, enquanto seu braço esquerdo está dobrado em suas costas.

Uma música pop, provavelmente de alguma artista feminina muito badalada, serve de trilha sonora para as clientes da loja sentirem-se como verdadeiras top models.

A loja é bonita, bem decorada e iluminada, mas traz uma sensação de conforto, como se fosse um quarto ou um camarim privado, só que em tamanho extra g.

Falo com a vendedora, uma moça de cabelos tingidos de preto e rosto cheio de sardas, destacadas na sua pele marmorizada. Ela não demora a trazer o vestido. Este é tão belo quanto na vitrine.

Entro em uma das cabines segurando a delicada peça através do cabide de madeira.

Só após me despir e entrar no bem dito vestido percebo que o mesmo tem um zíper que começa aproximadamente na região das nádegas e acaba abaixo do ombro. Percebo, ao mesmo tempo, que vou precisar da ajuda de Julian.

Talvez não haja problema disso. Ou há?

Encaro-me no espelho, tentando, com isso, debilmente, conseguir decidir.

O que me realmente me faz decidir é um impulso.

Thomas não verá problema nisso. Não é algo que devo contar para ele, é?

Ignoro esses pensamentos e ponho a cabeça para fora da cortina.

— Ju, pode me dar uma mãozinha aqui? — Ele me olha perplexo. — O zíper...

Ele sorri, desconcertado.

— Oh, há um zíper?

— Sim, Julian. Há um zíper.

Com um sorriso tímido, ele se aproxima e adentra o iluminado e minúsculo provador. Parece que que as paredes se fecham aos poucos a nossa volta. De supetão, também parece que está quente.

Apressada, fico de costas para ele, fecho os olhos e mordo meu lábio inferior.

Tento me dissuadir mentalmente: não irei sentir nada, não me permitirei sentir coisa alguma.

No entanto, quando senti seus dedos quentes deslizando costas cima, fora difícil não sentir algo. Torço para que não seja possível ele ter percebido que eu me arrepiei. Ao menos ele não pode sentir o que estou sentido sob esse tecido.

— Pronto. Aí está. — Seus olhos castanhos me contemplam através do espelho. — Uau! Você está linda, Eve.

Sinto-me infantil por não conseguir agradecer. Ao invés disso, fico olhando-o através do espelho até as coisas ficarem mais embaraçosas do que já estavam.

— Então, você quer?

Seus olhos agora olham diretamente para mim, não para a superfície iluminada diante de nós. E eu fico desconcertada com sua pergunta.

— Julian, nós...

— O vestido. Você quer o vestido?

— Oh, claro. O vestido. Eu vou querer. É claro que eu quero o vestido.

Depois de sairmos da loja Julian me convida para tomar um café.

Eu estou aproveitando cada segundo do pouco tempo que me resta perto dele. Eu gostaria que as coisas tivessem dado certo. Mas, de certa forma, elas deram. Apenas não para nós.

Mas somos adultos e vamos seguir em frente.

— Até que ficamos bem assim também. Não acha? — Julian acaba de terminar seu café e parece pensativo.

— É, eu concordo. — Ficaríamos bem de qualquer maneira. — Não somos os piores, não é? Quero dizer, nós seguimos em frente e agora somos bons amigos. Isso é bom.

Ele assente.

— Sim, Evelyn, isso é ótimo. — Seu sorriso é tão espontâneo e apaziguador. Apenas ele e seus olhos castanhos me confirmam que tudo o que tivemos foi real.

Acho que o amor é como uma música que aprendemos na infância. Mesmo quando achamos que desapegamos dela, porque estamos entretidos com outras canções, ela sempre volta a nossa memória repetidas vezes.

Talvez todos os amores verdadeiros morram de um jeito para então poderem renascer de outro.

É assim que eu me sinto quando o sol se põe sobre nós.


Notas Finais


Vou tentar ser o mais assídua possível nesses dias, aproveitando o curto tempo que tenho de recesso das aulas. Enfim, espero que estejam gostando dos últimos capítulos de MDE.
Vejo vocês nos coments. Xo♡


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...