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História Mulheres de jaqueta de couro são perigosas - Jeon JungKook - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


Quem é vivo sempre aparece hihi voltei. Ok o cap tem 2K e espero que possa valer como um pedido de desculpa pela demora.

Essa capa perfeita foi feita pela @hayezin. Dêm amor para ela. Deus no céu e hayezin na terra

Já sabe o que fazer né? Deixae fav e um comentário porque me incentiva. Vocês são incríveis ❤

Capítulo 6 - Mulheres de all star são perigosas.


Fanfic / Fanfiction Mulheres de jaqueta de couro são perigosas - Jeon JungKook - Capítulo 6 - Mulheres de all star são perigosas.

A sensação de estar apaixonado era nova para Jeon JungKook que se sentia um idiota por pensar em Byun o tempo todo. Acordava pensando nela, tomava café pensando nela, ia ao colégio de ônibus pensando em Byun. 


Aquele sentimento incômodo que penetrava as costelas e o fazia ter dor de estômago, talvez esse fosse um dos motivos para nunca tomar atitude e gostar de alguém, as consequências eram drásticas. 


Era um ótimo aluno, não o melhor porém o suficiente para Columbia não pensar duas vezes antes de o aceitarem. Porém naquela quarta-feira nada parecia mais interessante do que relembrar como os olhos de JungHa eram castanhos e os lábios macios contra os dele. Jeon ainda podia sentir na boca o gosto da bebida alcoólica que Byun bebera. 


Respirou fundo e um pedaço dele estava aliviado pela aula ter finalmente acabado porém o resto do corpo se tencionava ao pensar que iria ver Byun, sua namorada falsa mas seu amor verdadeiro. 


Caminhava distraído pelo corredor, seus pensamentos vagavam em um mundo desconhecido e só o corpo se arrastava como um zumbi. De repente parou assustado, Nabi estava parada em sua frente falando ansiosa contudo Jeon não entendia nada. 


— Você conseguiu perceber? — a Kim indagou nervosa. 


— Quem? Perceber o quê Nabi? — JungKook devolveu assustado. 


— Lohan, oras. Percebeu o por quê de eu estar com ele? — Nabi repetiu impaciente e tirou os fios escuros dos olhos. 


Jeon revirou os olhos e trocou o peso da perna direita para a esquerda. Cruzou os braços e levantou o queixo começando a ficar irritado. 


— Se quer dizer o quanto ele é perfeito eu já saquei. Não preciso…


— Conversou com Lo o jantar todo mas não prestou atenção em uma palavra do que ele disse? — perguntou, talvez Nabi estivesse mais brava do que ele. Lhe deu um soco consideravelmente forte no ombro. 


— Eu deveria? 


— Sim! Foi por isso que te convidei! — disse irritada porém se conteve, suspirando e voltando a encarar Jeon. — Lohan é filho de um dos investidores mais importantes da faculdade. E esse investidor ajudou na minha vaga pois eu não passei direto. Então… 


— Dois coelhos com uma cajadada só, não é? — JungKook interrompeu desapontado, como se fosse de mais para ele. — Podia pelo menos ter me poupado de ser o corno da história! — reclamou, baixando o tom de voz. 


— Não deu tempo. Minha mãe voltou de Paris e já me entregou o perfil de Lohan. Sinto muito, só quero que entenda que não tenho culpa! — Nabi explicou manhosa e levantou o braço direito, pronta para agarrar o braço de Jeon. 


O garoto desviou, se esquivando e esbarrando em Kim Taehyung que se aproximava. 


— Aonde vai com tanta pressa? — Tae questionou brincalhão. 


— Vou trabalhar e depois ver minha garota! — JungKook respondeu e abriu um sorriso malicioso, logo foi acompanhado pelo Kim. 


Nabi, perto deles revirou os olhos e foi em direção à saída. 


— Tem que me apresentar a Byun, cara! Nabi me falou que ela é mais velha e toda tatuada… onde encontrou um anjo desses? — Taehyung comentou e fingiu chorar de decepção da própria vida amorosa. Então se recompôs e se aproximou mais do melhor amigo. — Vocês já…? — sugeriu perverso e JungKook se afastou, pigarreando. Tae parou de caminhar. — como assim? 


— Não quero apressar as coisas… 


— Vai esperar ela pedir? — Kim perguntou rindo sarcástico. — JungKookie vamos tra… 


— Ok! Eu entendi o recado! Tenho que ir! — Jeon interrompeu com as bochechas vermelhas. 


— Meu garoto! — Taehyung gritou enquanto seu amigo passava nervoso pelas portas. 



Os olhos de Byun estavam de um mel claro naquela tarde. Ela usava uma saia em estilo escolar xadrez verde escuro. Uma camiseta preta de uma banda de garagem que JungHa disse ter ganhado de presente do vocalista, uma jaqueta de couro preta e all star. Quando entrou na cafeteria enquanto JungKook preparava um café artesanal, quase o fez infartar. Ele estava no céu com a visão. 


Byun se aproximou, com um sorriso de tirar o fôlego, do balcão. Se debruçou e olhou para o cardápio na parede. 


— Gatinho, me vê um macchiato! — pediu e desviou o olhar para Jeon que parou tudo o que fazia para atendê-la. 


— Você está linda! — disse nervoso e a voz falhou um pouco. JungHa aumentou o sorriso e os olhos permaneceram grudados pela eternidade. 


— JungKook eu não te pago para ficar namorando no balcão! — o gerente gritou. 


— Eu pedi um café, imbecil! — Byun gritou de volta, devolvendo as palavras doces. 


Jeon sorriu e a observou enquanto preparava a bebida. 


— Está nervoso? — ela indagou curiosa e pegou o celular do bolso interno da jaqueta. 


— Não. Eu tomei minha decisão. — JungKook respondeu convicto. Assentindo para si mesmo, o que parecia uma forma de tomar coragem. 


Byun JungHa pegou seu macchiato e sentou-se em uma mesa no canto, esperando o turno de Jeon acabar. Cruzou as pernas deixando parte da coxa a mostra e aquilo realmente tirou o concentração do garoto. 


Ele queimou a mão com água quente umas quinze vezes por se esquecer do mundo e imaginar Byun muito perto; com os lábios nos dele e os dedos o tocando pelo corpo. 


Jeon JungKook tirou o avental marrom claro e deixou sobre o balcão. Ela estava lá fora, sentada na moto. A acompanhou e eles foram em direção ao estúdio; Map of the Soul. O garoto a abraçou, passando o calor de seu corpo para o dela, pura física se colocou em prática. 


Desceram da moto. Jeon observou o letreiro com certa nostalgia, não achou que fosse voltar tão cedo. 


O sol começava a se pôr em algum pontos cardeais que nem faziam mais sentido enquanto Byun segurava a mão de JungKook e o levava para o segundo andar. 


Ele se sentou na cadeira e tirou do bolso a folha com o rascunho da tatuagem. Byun observou confusa mas não questionou. 


Jeon tirou o casaco e desabotoou a camisa do uniforme, tirou-a e expôs o bíceps do braço esquerdo, onde o desenho deveria ganhar vida. 


— O que acha de irmos para a minha casa depois? Posso cozinhar 'pra você! — JungKook sugeriu nervoso. 


Os olhos castanhos de Byun voaram para os seus e ele pensou ter visto a forma de um sorriso sob a máscara. 


— Eu vou adorar experimentar a sua comida! — murmurou maliciosa. 


E Jeon tremeu de nervoso, se engasgando com a saliva. O garoto fechou os olhos assim que a dor passou de nula para moderada e então para infernal. Ficou por um tempo até que Byun se afastou. 


— Pronto! — disse animada e limpou a tinta. — pode me explicar o significado agora? 


A tatuagem consistia no mapa mundi. No lugar da Coreia do Sul havia um coração e uma rota era traçada por um avião até a América do Norte. 


JungKook sorriu e observou no espelho o desenho.


— Apesar de eu ir para longe meu coração sempre estará com as pessoas que eu gosto aqui na Coreia. — respondeu sentimental. 


— E quem são essas pessoas? — JungHa questionou enquanto limpava e organizava os instrumentos. 


— Minha mãe, Kim Taehyung… você! — citou e o silêncio reinou. 


Byun o olhou por cima do ombro. Engoliu em seco e se virou caminhando para perto de JungKook. Não deu tempo de pensar enquanto ela grudava seus lábios nos dele, o puxando para um beijo necessitado e profundo. Apesar do braço dolorido, Jeon o levantou e encaixou em seu pescoço. Ela espalmou suas mãos finas e geladas no peitoral do garoto, acariciando e arrastando-as para o ombro. Naquele momento, enquanto se devoravam e Jeon girava em um carrossel de sensações, nada realmente importou, apenas JungHa com seus lábios doces. Mulheres de lábios doces são perigosas. 


Um tempo depois se afastaram, um pouco ofegantes. Byun mordeu o lábio e andou de costas até a mesa, onde capturou sua jaqueta de couro. Jeon JungKook se recuperou e arrumou suas roupas, correndo escada à baixo para acompanhá-la. 


A mãe dele deveria estar no plantão àquela hora, a casa permanecia em uma escuridão e um silêncio até que constrangido JungKook o quebrou. 


— O que está pensando em comer? Algum pedido? — perguntou curioso.


Tirou o casaco e o jogou sobre o sofá. Byun atrás de si também tirou a jaqueta. O garoto a olhou por cima do ombro, apenas para observar as curvas de seu corpo. 


— A sugestão do chefe! — JungHa pediu e o acompanhou até a cozinha. Jeon lavou as mãos e começou a tirar os ingredientes da geladeira sob o olhar meticuloso daquela mulher perversa. — gostei da sua coragem hoje. — ela comentou, se debruçando na bancada. 


Estava tão linda sob aquela luz que parecia até um tipo de armadilha. Perigosa. Tentadora. Será que Byun estava tão ansiosa com tudo aquilo quanto ele? 


Jeon optou por algo mais simples e bibimbop veio em sua mente, gostoso e rápido de se fazer. JungHa e ele conversaram sobre coisas aleatórias em algum momento JungKook ligou a televisão para procurar um filme e de tão concentrado na garota ali perto se esqueceu e deixou no jornal. 


Byun seguiu as direções que o garoto oferecia e organizou a mesa. Ambos sentaram-se. E se encararam. 


— Se cozinhar tão bem quanto diz, podemos namorar! — JungHa disse animada e foi nítido o nervosismo de Jeon. 


Não demorou muito. Os repórteres falavam sobre sobre algo que havia acontecido em uma fábrica mas aquilo realmente não importava. A noite estava brilhante e a brisa que entrava pela janela era refrescante. 


Após lavar a louça, JungKook sugeriu que assistissem um filme. O sofá era grande e confortável mas Byun sentou-se muito perto de Jeon, como se quisesse trocar calor. A respiração do garoto ficava mais ofegante conforme os minutos passavam e ele se sentia mais confortável ao lado dela. 


— Acho que vou querer fazer mais uma tatuagem um dias desses! — ele comentou risonho e Byun que estava com a cabeça apoiada em seu ombro, levantou-se e o olhou.


— Está falando sério? — questionou incrédula, mas não parecia chateada e sim animada para rabiscar aquela pele clara e macia novamente. Porém juntou as sobrancelhas e fez biquinho, em uma expressão fofa que parecia deslocada em contraste com os braços tatuados e corpo rebelde. — no que eu transformei meu bom garoto? — Byun disse retórica ainda sem desviar o olhar. 


O tempo parou no exato momento que ela levou a mão esquerda ao ombro de Jeon. O garoto travou, entrando em pane interna, deveria tomar uma atitude. Era o que tinha que fazer. Mostrar para JungHa que ele servia para ser o namorado dela e não um garotinho qualquer. 


— Eu não sou um bom garoto Byun. — respondeu baixo e sugestivo. Tirou os fios castanhos que caíam sobre os olhos e sorriu ladino. 


JungHa arqueou uma sobrancelha, surpresa com a reação dele. E de alguma forma, os olhos selvagens demonstravam que tinha gostado. 


Ela estava sentada sobre as panturrilhas de costas para a televisão. Os olhos fixos em Jeon de uma forma que o fazia tremer. Lá estava aquela energia, percorrendo a pele do garoto, arrepiando os pêlos da nuca e o fazendo arfar. Byun tinha quase todo o controle sobre seu corpo. 


A garota se enclinou, chegando perto dos lábios de JungKook o suficiente para sentir a respiração descompassada batendo em seu rosto. As orbes do rapaz brilhavam em dourado. JungHa sorriu e era perversa. 


— Parece nervoso… — a mulher extremamente perigosa perguntou. Levou a mão a coxa esquerda passando o dedo indicador de leve. Os olhares não se desviaram. 


Terminações nervosas correram por Jeon enviando impulsos que o fizeram tremer e engolir em seco. 


— O que quer fazer agora? — Byun perguntou maliciosa, mudando de lugar para um mais confortável: o colo de JungKook. Usou as duas mãos para massagear os ombros dele e as arrastou em direção aos botões cintilantes da camisa. 


Voltou a encarar Jeon, perguntando se ele tinha certeza e como resposta a mão esquerda dele deslizou habilidosamente para a coxa JungHa, apertando-a com uma força moderada. 


— Eu quero fazer. — JungKook disse sugestivo. Convicto e cheio de coragem. Pronto para atravessar o mar em uma tempestade se fosse preciso. 


— Então faz Jeon. — Byun deu o veredicto final e abriu o último botão. A tatuagem sobre o peito oscilou sob a luz da lâmpada. 


JungKook puxou o queixo de JungHa com cuidado e fixou seus olhos nos dela.


— Vou fazer direitinho. Você vai gostar. — assegurou e juntou as bocas. Feroz e ansioso. Os lábios se devoravam enquanto os corpos se esfregavam buscando por mais contato. 


Foi quando o som do portão abrindo soou alto e forte os separando com um suspiro. A mamãe de Jeon acabara de chegar. 


Notas Finais




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