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História Multiverso - Capítulo 1


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Notas do Autor


Oie, REESCREVENDO a história, então vou postar os capítulos de novo. As coisas estão diferentes, por favor, leiam de novo!

Obrigada. boa leitura♥

Capítulo 1 - Prólogo


Katherine H. Stark

Estava frio, ventando, revelando a troca de estações. Estávamos indo para o outono. E como sempre, como em todos os dias depois da escola, eu, Katherine, caminho pelas ruas de Nova Iorque com os fones no ouvido, ouvindo qualquer musica que me lembrasse da melancolia, ou que me fizesse voltar a perguntar a mim mesma o porquê de ter sobrado nesse mundo.

Oito meses. Hoje se completam oito meses desde o massacre contra o Thanos, ou quer dizer, oito meses desde que eu voltei a viver.

Quer saber o que eu me lembro?

Me lembro de ter um pesadelo naquela noite. No meu sonho, estava tudo escuro, era como se eu estivesse entre as estrelas, no espaço sideral, negro, vazio. Olho em volta, estranhando não encontrar beleza no lugar, e sim, me sentir assustada. Mas então, cores brilhantes surgem atrás de mim, chamando minha atenção naquele pesadelo. Eram pedras brilhantes lindas, cada uma com sua cor, emanando uma energia cósmica que eu não compreendia. Gostaria de tocá-las, e quando estava prestes a fazê-lo, ouvi uma risada sombria ecoar atrás de mim, e quando me virei para ver, uma criatura enorme de pele roxa que transmitia terror, fez tudo ficar pior, como um fantasma que dá susto em crianças.

Eu não sabia na época, que aquela criatura da minha cabeça, seria a causa dos meus pesadelos de hoje em dia.

Me lembro de acordar depois da noite assustadora com aquele pesadelo, e me aprontar para ir a escola e de em pouco tempo, estar ao lado de Peter Parker naquele ônibus indo para Coney Island. Me lembro de respirar fundo, com a cabeça deitada em seu ombro enquanto segurava em sua mão quente.

Me lembro de sentir Peter se remexer assustado, sentir seus pelos se arrepiando, mesmo que não houvesse vento algum para incomodá-lo. Aquele arrepio significava alguma coisa, era como um sexto sentido para ele, que o indicava quando algo estava errado. Ou seja, a cidade precisava do Homem Aranha.

Me lembro de dizer, "Pete, o que houve?", e então, ele assustado, me encarou com seus olhos brilhantes, segurou minha face rapidamente com ambas as mãos e deixou um beijo suave em minha testa, dizendo "Kate, eu vou voltar, eu prometo." E antes que eu pudesse protestar, Ned já estava gritando "A gente vai morrer, uma nave espacial!", e todos foram para o fundo do ônibus, correndo para ver uma espaçonave.

Me lembro de entrar em pânico, sentir minha respiração pesar e correr até a janela por onde Peter estava prestes a pular, sentindo-o deixar o ônibus tão rápido quanto sempre.

Naquele dia, algo estava errado, eu senti isso e repentinamente, uma dor de cabeça profunda ardeu em mim.

Quando o ônibus chegou em Coney Island, Ned fez questão de, com MJ—Michelle, minha melhor amiga desde que comecei a estudar com eles no Queens— vir até mim, ambos preocupados. "Kate, tudo bem?", perguntou Michelle "Cadê o palhaço?", perante a pergunta dela, respirei fundo e soltei um sorriso, sempre fui uma ótima atriz. "Peter foi atender a May, ela ligou preocupada. Ele disse que ia ao banheiro depois e nos encontrava mais tarde."

É claro que eu não sabia, mas o Peter não voltaria tão cedo.

Me lembro de naquela manhã, quando fui ao banheiro com ela, ouvi-la reclamar sobre como eu não ligava de o Peter sumir por tanto tempo, mas a verdade é que eu sabia seu segredo.

A última coisa que me lembro daquele dia, é de finalmente ouvir silêncio da parte dela, ir até a toalha e distraída, responder com uma simples frase "Eu confio no Peter, MJ.", digo, convicta, "Ele nunca me trairia, e outra, sabendo que o meu pai é chefe dele, ele não seria nem louco de...", não terminei aquela frase, pois MJ não estava ali, apenas um pó que voava no ar. "Michelle?", chamei-a, inocente. "Tá, você não confia no meu namorado, mas isso não tem graça."

Me lembro de sair do banheiro confusa e assustada, mas quando coloquei os pés pra fora, várias pessoas estavam com metade do corpo, rapidamente transformando-se em pó. Arregalo os olhos, sentindo minha cabeça latejar novamente, curvo minha cintura para frente, tentando manter o equilíbrio. Minha cabeça doía, e doía demais. Em seguida, imagens do meu sonho invadiram minha cabeça, e só pararam quando gritei, encontrando a face da criatura roxa.

Me lembro de ouvir meu nome ser gritado, "Kate! Kate!", exclamava Ned, correndo até mim. "Ned!" e quando estava prestes a correr até ele, o garoto transformou-se em pó, bem na minha frente. Olhando em volta, desesperada, só então havia me dado conta de que apenas eu tinha sobrado na praia toda.

Me lembro de só então, quando desisti, confusa, com lágrimas nos olhos, senti minha mão começar a se transformar em poeira, e aos poucos, eu estava me desintegrando.

—Tudo bem, Katherine.—digo, encarando a placa de entrada do cemitério.—Vamos lá.

No tempo atual, adentrei o lugar cheio de lápides, e com o suspiro, voltei a me lembrar de como tudo aconteceu.

Me lembro de quando o Banner estalou os dedos por nós, com o blip, nos fez voltar à vida.

Quando abri os olhos novamente, estava em Coney Island. Confusa, respiro fundo, vendo que, assim como eu, várias pessoas também estavam ficando em pé, e Ned, caído no chão, bem à minha frente.

E eu me lembro, "Kate?", disse Ned, em estado de choque, "O que aconteceu?". Engolindo em seco, balancei a cabeça em negação, dizendo que não fazia ideia. Eu estava perplexa. "Kate!", ouço um grito distante, "Kate! Aqui!", era Michelle, apressada, logo nos alcançou. "Tudo bem? Vocês estão bem?"

Me lembro de que, eu não sabia exatamente o que responder ou o que fazer, só o que eu conseguia pensar naquela hora, foi em Peter e nos meus pais. "Fiquem aqui!", falei e saí correndo até minha mochila, de onde tirei o reator arc que meu pai fez pra mim—bom, na verdade não era pra eu estar com aquele reator portátil, mas como estava com mal pressentimento, resolvi levá-lo por precaução— coloquei-o no peito, acima dos seios e nele, dei duas batidas rápidas. Não demorou muito para ser envolvida com nano tecnologia, e não me importei com ninguém, apenas saí voando, pegando equilíbrio eventualmente.

Me lembro de, logo, estar próxima da base dos Vingadores, onde eu sabia que meu pai estaria, com respostas. Mas me lembro de me assustar quando pousei em um lugar que havia se tornado um campo de guerra.

Me lembro de a minha armadura nanotecnológica voltar para o reator arc, e então, eu estava mais confortável. Meu cabelo se esvoaçava com o vento.

Me lembro de não encontrar ninguém no meio de toda uma destruição, mas eu pude ver quando um monstro horrível pulou do meio do nada, chitauri, avançando vir em minha direção. Não tive tempo nem de me defender, pois uma teia alcançou o monstro fazendo-o recuar para trás. Uma vez que havia recuado, o monstro tornou-se cinzas, como meus amigos haviam se tornado anteriormente.

"Peter?", digo, quase chorando. "Kate, meu Deus!", exclamou ele, correndo até mim e me abraçando com força. "Kate, vai ficar tudo bem, acabou!"

Me lembro de, com ele, ir até onde a maioria dos Vingadores se encontravam, onde eu vi todos os heróis ao qual me recordava, e até aqueles que nunca tinha visto em toda a minha vida.

Me lembro que eles abriram um caminho, guiando-me até o familiar que vestia a manopla do infinito, e mal respirava.

Meus olhos enxeram-se de lágrimas no mesmo instante.

"Kate...", disse minha mãe em um suspiro, enquanto meu pai se controlava para não desabar, segurando a mão dela. Meus olhos já estavam cheios de água, meu coração, partindo-se aos poucos. "Filha...", ela tentava dizer. "Shhh...", respondi, limpando a lágrima que escorria pelo rosto de Pepper Potts. "Kate, c-cuida deles..."

Me lembro, que aquelas foram as últimas palavras de minha mãe, seu último suspiro. Cuide deles.  

—Oi mamãe...—digo, encarando a lápide dela, com os olhos cheios de lágrimas.—Só queria que você soubesse, to cuidando deles.

E estou dando o meu melhor. Estou cuidando deles.


Notas Finais


Meio que aqui tentei contar como tudo aconteceu na versão da Kate, entre guerra Infinita e Ultimato.
Obrigada, até a próxima!


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