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História Mundo Azul - Capítulo 7


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Notas do Autor


Boa tarde, pessoas!

Quem narra o cap. de hoje é o Uriel, espero que gostem.

Desculpem os errinhos e boa leitura!

Capítulo 7 - Capítulo 7


Fanfic / Fanfiction Mundo Azul - Capítulo 7 - Capítulo 7

"Me perdoe pelas palavras ofensivas?"

"Estou me sentindo muito mal por tudo que aconteceu…"

"Desculpa o ciúmes, me deixei levar por esse sentimento traiçoeiro."

"Sabe, eu gosto muito de você"

"Na verdade, eu adoro você!"

"Catarina, eu amo você"

Qual o melhor jeito de pedir desculpas pelo papelão que eu passei?

Estava tão cego e irritado que acabei descontando tudo na Cat…

Minha doce e jovem Cat. Não é de hoje que eu a amo, para ser sincero eu nem me lembro de quando comecei a gostar dela.

Nunca confessei meu amor, pois tinha medo de acabar estragando tudo…

"Que piada Uriel, de qualquer jeito você estragou tudo no final"

Fui ridiculamente infantil, por que fui falar daquele jeito? Que droga, só precisava falar que gostava dela e se era recíproco… Caso fosse eu contaria o que me incomodava.

Estou morrendo de vergonha por ter pensado aquilo dela, eu a conheço tão bem, já era pra saber que essas atitudes não são de seu caráter.

E agora ela está voando sozinha, nessa noite escura e mais fria que o normal. Devia tê-la impedido, mas talvez isso piorasse a minha situação.

Se continuarmos nesse ritmo chegaremos lá em dois dias e provavelmente a Cat já estará lá, pois ela vai voando durante a noite e o dia.

Estou andando na frente com passos apressados na esperança de chegar mais rápido possível. Meus amigos estão logo atrás, suas caras não são muito boas… Acabei contando o que aconteceu e eles ficaram decepcionados comigo.

Faço parte desse clube, também estou desapontado com minhas últimas atitudes.

"Só peço ao grande sábio que ajude a Catarina me perdoar e me amar também…"

          • • • • • • ~ ʚĭɞ ~ • • • • • •

Já é hora do almoço e como não estou com fome uso esse tempinho que o pessoal vai comer para tirar um cochilo, afinal, estou exausto, tanto fisicamente como psicologicamente.

Estou num lugar com pouca iluminação e muito sujo, olho para os lados e vejo que estou sozinho.

"Ué, cadê o pessoal?"

Intrigado resolvo seguir por um extenso corredor que havia alí.

Com alguns passos percebo que este corredor dá acesso à celas, que por sinal estão vazias.

"Será a masmorra do castelo? Mas por que tão vazia?"

— Talvez eu encontro minha irmãzinha!

Após essa fala escuto uma voz muito familiar que faz meu coração se apertar e minhas mãos ficarem trêmulas.

— Estou aqui! — Disse a voz.

— Aimê, minha querida irmã, é você? — Indago já indo em direção a voz doce e angelical.

— Sim, Uri.

Começo a correr por aquele espaço que agora parece ser muito maior que antes, olho todas as celas a procura de minha irmã, até que a encontro.

Ela estava numa cela enorme e sozinha.

Me apresso em cortar aquelas grades com minha espada mágica de luz da lua, sem mais nada nós separando ela corre para me abraçar.

"Como é bom sentir minha pequena nos meus braços novamente"

— Você está bem? Eles te machucaram? — Pergunto rápido a encarando.

— Eu estava com saudades, Uri. — Ela comenta com uma expressão fofa.

— Eu também, meu amor, estava morrendo de saudades. — Digo abraçando a pequena mais uma vez. — A mamãe e o papai também estão sentindo muito a sua falta sabia?

— É eu sei, fui visitar eles.

— O que você está dizendo? — Pergunto sem entender.

— Obrigada por está vindo me buscar, amo você maninho! — Fala se afastando de mim e voltando para dentro da cela.

— Pare de brincadeiras, princesa, precisamos ir rápido antes que alguém chegue!

— Acorde logo seu bobinho! — Aimê me responde risonha.

Nem tenho a chance de respondê-la, pois as grades reaparecem e eu sumo do lugar indo para outro de pura escuridão.

Me desespero, será alguma magia para que eu não a leve embora?

Começo gritar pelo seu nome, mas só escuto o eco como resposta.

— ACORDA, URIEL, MAS QUE MERDA. — Acordo assustado com esse berro de Morgana e logo recebo um jato de água na cara.

— A não Morgana, tá de sacanagem! — Digo me levantando rápido e passando a mão pelo rosto.

— Desculpa, eu fiquei preocupada — Responde me encarando e vejo que os outros dois fazem o mesmo.

— Com o que?

— Você tava se debatendo aí e resmungando, tentamos te acordar e nada, achei que estava tendo um ataque sei lá. — Diz cruzando os braços.

— Teve um pesadelo? — Áurea me perguntou.

— Mais ou menos, no começo foi um sonho depois virou um pesadelo mesmo…

— Quer dividir com a gente cara? — Efraim me encara solidário.

— Foi com a Aimê, na verdade, eu acho que ela fez contato comigo… O jeito que ela falou… — Falo pensativo. — Mas isso seria estranho, pois ela está muito fraca.

— Tudo é possível, ué — Morg diz me encarando.

— Você tem razão! Vou conferir a pedra dela! — Falo já tirando a pedra do bolso.

"Nossa, como não percebi isso antes?"

A pedra da minha princesinha estava transmitindo para mim que ela estava bem e forte novamente.

— Como isso é possível… — Murmuro tentando entender.

— O que?? — Meu amigo indaga com sua curiosidade.

— Estou sentindo que ela está bem e forte!

— Isso é muito bom, cara, você deve está um pouco aliviado né?

— Estou sim, Efraim — Digo com um pequeno sorriso. — Estava com medo dela não aguentar esperar nossa chegada, mas agora vejo que minha irmãzinha é uma fada muito forte que vai me esperar.

— Catzinha iria gostar de saber disso… — Ele fala um pouco sem graça.

— Verdade. — Respondo triste me lembrando do outro problema que me aflige. — Vamos partir logo! Talvez se voarmos mais rápido conseguimos alcança-lá!

— Vamos mesmo, nossas fadinhas estão nós esperando! — Morgana diz se referindo a Catarina e a Aimê.

— Acho melhor você comer algo antes, precisa está com as energias recarregadas a todo momento. — A loira do grupo fala me entregando algumas flores e plantas.

— Você tem razão, obrigado!

— Me agradeça se resolvendo com a Catarina. — Diz sorrindo sem mostrar os dentes.

— Pode deixar! Farei o meu melhor.

Depois que eu me alimentei nós arrumamos as coisas que tínhamos tirado da bolsa e partimos pelo céu azul e amaldiçoado.

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Já se passaram um dia e meio desde que a Aimê fez contato comigo. Estamos quase chegando a entrada da floresta sombria e provavelmente a Cat já está lá nós esperando.

Nesse tempinho pensei em como posso me desculpar com ela e não vi outra saída a não ser me declarar pra ela e dizer que estou muito arrependido do que falei.

Saber que minha irmã estava bem, na medida do possível é claro, me deixou preparado pra tudo! Principalmente para uma declaração de amor, só espero que ela também esteja preparada… Não quero acabar piorando as coisas.

Saio dos meus pensamentos com Efraim fazendo uma pergunta.

— Gente aquela lá é a Catzinha né?!

Olho para onde ele está apontando e sem dúvidas tenho certeza que é ela.

Meu coração começa a bater fortemente e sinto minha garganta seca.

— É ela mesma amor, foi muito esperta em ter trocado a capa branca pela preta, a noite chama pouca atenção e se camurfa melhor — Áurea responde o namorado.

Já estamos próximos, porém ela parede ainda não ter nós visto, deve está distraída e isso é um perigo.

— EI AMIGAAA! Graças ao sábio você chegou bem. — A afobada da Morgana grita correndo para abraçar a amiga.

— Foi bem tranquilo até, pela fama ruim da floresta ela é pouco frequentada então não passa muita fada por aqui. — Catarina responde e sai do abraço para fala com o casal.

— Não escuto o que estão conversando, pois estou muito ocupado observando a tristeza em seus olhos e refletindo se é uma boa me pronunciar.

"Essas coisas de amor eram para serem mais simples"

— Então, vamos entrar? — Volto minha atenção quando minha amada faz essa pergunta me encarando.

— Antes, o Uriel tem algo a dizer! — Áurea diz com uma expressão neutra.

— Pois diga.

— Então, é que… — Penso no que devo falar e acho que saber da minha irmã a deixará feliz. — Bem, minha irmã entrou em contato comigo por um sonho, de alguma maneira ela ficou forte novamente!

— Caramba! Que bom, fico muito aliviada por isso — Diz sincera com um sorriso. — Então vamos logo!

— Vamos! — Respondemos todos juntos.

— Gente, não vamos nós separar lá dentro e vamos tentar ajudarmos uns aos outros com seus medos. — Cat fala olhando para cada um de nós. — Tenho certeza que vamos conseguir!

— Certo! — Efraim responde — Antes acho que seria bom a gente saber o maior medo um do outro.

— Concordo com você. — Digo me aproximando mais deles. — Bom, o meu maior medo é falhar nessa missão e colocar a vida dos que amo em risco. — Falo olhando nos olhos da Catarina e todos balançam a cabeça em confirmação.

— O meu é morrer sozinha e ser esquecida por todos. — Morg confessou seu medo e nós fizemos o mesmo gesto de quando falei.

— Tenho medo de perder os que amo por uma causa que não seja natural. — Áurea diz e repetimos o gesto novamente.

— O meu é o mesmo que o da minha loirinha. — Efraim diz e concordamos.

Percebo que a Catarina está pensativa e meio perdida.

— E o seu, Cat? — Pergunto chamando sua atenção.

— A, bom, eu ainda não sei… Não consegui pensar em nada.

— Tudo bem! Independente do que for nós estamos lá pra ajudar você! — Falo um pouco sem jeito e ela sorri meiga. — Então é isso pessoal, vamos entrar e seja o que o sábio quiser!

— Azul! — Todos dizem e nós entramos na floresta.

"Lembre-se do que a Cat disse Uriel, nada vai ser real"

E é com esse pensamento que eu entro me preparando para enfrentar meu maior medo.


Notas Finais


O que será que aconteceu para a Aimê ter melhorado em?

Sobre a Morgana (Morg):
Quinta personagem que criei. Ela é uma menina de 19 anos, um pouco doida e mandona. Sua pele é branca e seus olhos azuis turquesa claro, seus cabelos também são azuis porém no tom azul do mar. Ela é uma fada da água e seus asas são transparentes com pequenas veias azuis escuro. Seu nome significa: "Rodeada de mar".


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