História Mundo dos Mortos - Capítulo 26


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Categorias Histórias Originais
Tags Carnificina, Revelaçoes, Zumbie
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Palavras 4.370
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Survival, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Façam suas apostas.

Capítulo 26 - O que fica em Vegas, morre em Vegas.


Fanfic / Fanfiction Mundo dos Mortos - Capítulo 26 - O que fica em Vegas, morre em Vegas.

Las Vegas – alguns dias antes do surto.

***

And they're all livin' devil-may-care.

I'm just the devil with a love to spare.

Viva Las Vegas.

 

Recém-casados Peter e sua esposa Jessica, levavam outro casal, seus melhores amigos Nathan e Barbra para a “cidade do Pecado” – Las Vegas, com o carro tocando o som “Viva Las Vegas” em um som um tanto quanto alto, Peter que dirigia o carro abaixava o volume, olhando pelo retrovisor do carro e com um sorriso nos lábios.

— Quem sabe vocês não se casam com a benção de Elvis, Barbra? — Falava brincando e olhando a pista, com a sua mulher Jessica, alisando sua perna.

Barbra olhando aquilo, mostrava o dedo do meio, com seus cabelos lisos com a franja pintada de preto e os cabelos completamente loiros, sorria tombando a cabeça com a maior ironia.

— Você sabe muito bem maninho, que Nathan gosta de strippers e ele não faz o meu tipo! — Barbra olhava para o rapaz e fazia uma bola de chiclete olhando para o mesmo. — Quanto tempo vamos chegar em Vegas? Quero ganhar muito nos casinos.

— Já chegamos, sua maluquinha, demorou para passarmos porque havia uma confusão em Central City, mas conseguimos furar a fila, graças ao tio da minha esposa. — Peter olhava para sua esposa com um sorriso nos lábios e alisando sua face branca com as maçãs rosadas.

— Adivinhem o que eu trouxe na mala!!!, — Falava Nathan, abaixando a mão no chão e tirando a câmera para gravar a viagem. — Isso mesmo que estão pensando. — Mirava para o pescoço de Barbra descendo a câmera lentamente até que ela batia na mesma.

— Tira essa merda daqui, palhaço! — Dizia Barbra tirando um pirulito grande de cereja da sua mochila surrada levando na boca.

— Uou, isso aqui custou caro. — Nathan alisava sua câmera e dando um beijo na mesma, voltando a gravar as ruas, alguns carros parados, o rapaz pegava ao passar uma mulher de vestido florido, cabelos longos com um chapéu, com uma menina em seu colo, com uma mantinha rosa a envolvendo, que olhava o carro passar, aos olhos da lente, tudo parecia se mover lentamente.

— Por que vocês não param de brigar? — Jessica olhava para os dois e voltava a olhar para frente, com aquelas imagens áridas até chegar a Vegas, com a poeira vermelha que subia pelas rodas do carro vermelho.

O carro ficava em silêncio, até ao horizonte surgir grandes torres, luz que apareciam ao entardecer, Vegas ganhava vida com as luzes, a luz de “Bem-vindo á fabulosa Las Vegas”, o dia já estava indo embora, ao pararem o carro vermelho no estacionamento do Hotel Vegas, todos se juntam perto do porta malas do carro para pegar suas malas.

— Aqui pessoal!! — Dizia Peter — Vamos para os nossos quartos e nos encontramos na saída do Hotel as 19:00, certo?

— Certo! — Dizia Barbra

— Tudo bem, mas olhem para a câmera e digam oi para o mais lindo do grupo. — Falava Nathan.

— Qual é, já disse para desligar essa merda!! — Barbra se aproximava querendo derrubar, na medida que se aproximava, Nathan corria, e escondia a câmera.

Quando o grupo entrava para o hotel e para os seus quartos, uma mulher ruiva, de cabelos ondulados, vestido vermelho, justo e bem curto, com uma bolsa de lado e preta, sapatos de salto alto e preto, com os olhos fundos, pele pálida, parava em um poste tossindo com um lenço branco na mão, andava para dentro de Las Vegas, entrando em um pequeno hotel barato em alguma viela de Vegas.

Algumas horas depois que entraram no hotel, saíram rapidamente já trocados para se divertir na noite badalada da cidade, luzes, cores, pessoas fantasiadas de ídolos, Nathan gravava tudo que podia, enquanto Barbra, Peter e Jessica estavam dentro de um cassino Bellagio, Barbra cuspia em sua mão a esfregando, falando para si:

— Vamos lá belezinha, me dê todo seu dinheiro! — Puxando a alavanca do caça-níqueis, enquanto Peter e Jéssica tentavam sua sorte na roleta.

Nathan perdido deles que ia reto enquanto eles entravam dentro do Cassino, andava deslumbrado com tudo aquilo passando por uma danceteria com estripers chamada “Pompon’s house”, com várias garotas e homens, uma casa enorme e rosa com uma luz de neon violeta com o desenho de um coelho na fachada.

 — Gatinhas, gatinhas de todos os tipos!! — Ainda com a câmera ligada e escondida entrava naquele lugar escuro, com luzes piscando e neon nas bordas do palco, um pole dance no meio, queijos por vários lados e um balcão de bebidas. — É hoje que saio com alguma. — Dizia sentando em uma cadeira na frente do palco.

As ruas pareciam agitadas, carros e pessoas no mesmo no mesmo ambiente, naquele beco onde a mulher aparentemente prostituta, entrava se apoiando na parede quando dois homens altos entravam atrás dela, olhando para Gloriana que caia no meio dos lixos. Um homem com boné preto e roupas cinzas se aproximava a segurando pelo braço com certa força, levando a boca em seu pescoço para beija-lo, a mulher fria, levava a mão no pescoço daquele homem alto, passando a unha em seu braço, mordendo o ombro mas não arrancando pedaço.

A mulher se levantava e caminhava atrás daqueles homens que saiam correndo, seus olhos reviravam, suas pernas com as veias roxas que caminhava em todo corpo, os cantos dos seus lábios escorriam, caminhando na rua, mordendo o braço de uma mulher que sentava no banco e conversava descontraída com suas amigas.

Gritos começavam a ecoar, aquele homem arranhado caia no chão tendo convulsões e seu amigo o tenta ajudar, mas acaba sendo mordido no pescoço, um idoso que estava no cassino onde o casal estava caia morrendo de infarto, os olhos reviravam e voltavam com um verde esbranquiçado, derrubando mesas e atacando um homem uniformizado do Cassino, fazendo sangue espirrar e sujar as fichas.

Um dos seguranças da “Pompon’s house”, corre e fecha as portas, Nathan se esconde entre as mesas, e olhava o que estavam falando:

— Atenção, vagabundos, vazem!!, meninas, vocês ficam ai. — O segurança atirava para cima, enquanto uma das mulheres aparecem.

— O que houve, Doug? — Ela falava do escuro, fumando seu cigarro, enquanto o homem trancava as portas.

— Não sei, parece que alguém está louco, mas não é só aqui, me falaram que nos casinos, boates, homens e mulheres estão agindo como.... Animais e atacando tudo que se mova.

— Vá lá dentro e acalme as meninas, e depois vemos o que podemos fazer, se forem vândalos, usaremos o bom e velho método texano de conversar.

Pessoas começavam a correr desesperadamente de um lugar para outro, mortos atacando no meio da rua, um homem vestido de Elvis era atacado e mordido por dois homens de terno e era devorado, parecia que a cidade estava se acabando aos poucos, os gritos abafavam naquela cidade distante.

O silencio começava a dominar aos poucos, alguns lugares estavam abertos, manchas de sangue por todo canto, marcas na parede, marcas de tiro, malas jogadas e carros batidos em paredes.

Em “Pompon’s house”, quando tudo parecia estar em silêncio, as meninas vestidas de vaqueira, enfermeiras algumas com a roupa do corpo, apenas usando máscaras com os cabelos soltos, umas com cabelos curtos, desciam as escadas, olhando aquelas cadeiras caídas, somente o som meio baixo, e lá fora o barulho de carros e gritos.

— Eu tentei acalma-las, eu tentei de todas as formas, mas essas vadias não calavam a boca, Samantha. — Falava Doug passando um lenço em sua careca.

Samantha saia do escuro, seus salto alto, cabelos longos e castanho com uma máscara de coelha mas preto em látex, olhando para ele, depois de jogar o cigarro no chão e aperta-lo com força para apagar.

— Quanto tempo você trabalha aqui, Doug?. Um, dois... até mais tempo que muitas aqui. E o que te dá o direito de chama-las de vadias como se você fosse um algo...de tão importante do que tirar homens bêbados ou brigando daqui.

—   Mas... eu só.. — ele se afastava com um tanto apreensivo e as meninas ali, sobre o palco, muitas seguravam na barra do Pole Dance.

— Eu ainda não terminei, Doug. Por muito tempo essas “vadias” foram reprimidas por homens feito você, que acham que só por serem altos e fortes protegem, mas no fundo são porcos que só sabem reproduzir e deixar suas fêmeas, sabe Doug, desde o tempo que esse mundo é mundo, a culpa sempre foi de Eva e da pobre serpente, Adão só fez o trabalho de culpar Eva, depois subserviência ao homem, mas quando uma mulher faz o que quer, o homem simplesmente a chamam de vadia, e cada uma aqui tem sua história e não será manchada por um homem que acha que é por babar e dizer o que são ou não, fora que não é de hoje que eu me deparo você agindo assim, ainda lembro do tapa Doug em uma delas Doug. — Samantha passava a mão em um canivete que estava sobre o banco e deslizava sobre a calça daquele homem. — Agora vai fazer o trabalho que lhe foi dado, porque se tem uma coisa que odeio, é homens feito você.

Doug se afastava lentamente suando frio, seu coração disparava, quando saia meio correndo e começava a procurar no banheiro masculino, cheio de mictórios e repartições com privadas, ao entrar silenciosamente segurando seu cassetete, Samantha ficava com as meninas, quando o segurança empurrava a última porta, um homem de baixa estatura com poucos cabelos, dentes amarelados de mascar fumo, se lançava no corpo daquele homem, dando mordidas no braço que servia para Doug para tentar imobilizar o corpo.

Com cara de dor, o segurança se afastava, correndo e fechando aquela porta, saindo com uma mão segurando o braço mordido, quando se deparava com Nathan segurando a câmera e tremendo. Olhando aquele garoto, segurava o seu pescoço e o levantava esquecendo do ocorrido.

— Qual o seu nome e o que está fazendo aqui? — Olhava para o garoto o jogando no meio da parte onde havia luz.

— Eu, eu estava querendo ver garotas e essa câmera aqui, eu tenho costume de gravas onde viajo. Mas não me mata por favor. — Nathan se ajoelhava e fazia gestos de clemencia para Samantha enquanto Doug fazia dor e segurava o braço.

— Você! — Olhava para Doug — Vá cuidar disso, enquanto a você... — olhava para Caroline, uma loira de olhos escuros. — Pegue a corda, não teremos mais clemencia de homens, apenas os usaremos e depois mataremos.

As meninas se sentiam fortes ao ver como Samantha possuía uma postura e força por tudo aquilo, quando Nathan ficava de cabeça baixa, ao ver uma mão suave em seu rosto, quando olhava, era recebida com um soco que o desmaiava.

— Meninas, se armem, usaremos o poder da inteligência, da beleza e de nossa força em nosso favor, Vegas será nosso. —Enquanto falava, Locomitive e Ásia seguravam Nathan enquanto era amarrado.

— Eu o que faremos com ele, Mama Samantha? — Falava Tiff segurando um taco de beisebol.

— Ele será nosso brinquedinho, meninas. — Samantha falava com aquele sorriso diabólico no rosto.

***

ATUALMENTE.

 

Um grande temporal começava a se formar ao longe, o carro de Sebastian e logo atrás do carro de Edgar com os meninos começava a se aproximar da região de Las Vegas, nem prestando atenção no que poderia ser um tornado ou algo do tipo, eles começavam a passar por corpos caídos, uma mulher morta com um vestido florido que batia dentro do carro tentando enfiar a mão entre o vidro. Alguns carros em ribanceira.

—Falta pouco para Las Vegas, mas afinal, o que seus amigos querem lá? — Falava Edgar olhando aquele tempo estranho se formando.

— Procurar lugar seguro, alguém mora em algum lugar que não sei qual, não falamos muito depois da estrada em que você apareceu... e sua mulher sempre dorme assim, ela vive cansada? — Spike falava um pouco longe de Edgar.

— Hummm, entendi, mas quando chegarmos em Vegas, vocês vão se deparar com mu.....com mulheres lindas, bebidas e lembrem-se “O que acontece em Vegas, fica em Vegas”; enquanto a Benzinho, ela anda assim desde o caminho até aqui, deve ser o dia que perdemos nossa filhinha, ela estava completando 15 anos.

O carro começava a entrar na cidade, alguns abutres estavam pousados na fachada de cassinos, alguns carros pareciam que estavam todos enferrujados ali, com marcas de uma mão cheia de sangue que havia passado, bonecas, os vidros das portas dos cassinos estavam embolorados com uma mistura de sangue, ao entrarem com seus carros começavam a passar lentamente em duas fileiras de carros alguns na contramão que iam se afunilando.

— Merda. — Batia as mãos no volante mostrando um tanto quanto bravo.

— O que houve, Sebastian? — Dizia Shaniqua, olhando para a frente e pelos lados.

— Vamos ter que andar, até pesarmos por todos esses carros, olha lá, isso está afunilando.

Sebastian abria a porta do carro, passando a mão sobre o capô, pegava sua mochila que ficava próximo aos seus pés e colocava nas costas, Shaniqua pegava sua bolsa e a colocava lentamente olhando para ambos os lados.

— Tenho a impressão de estarmos sendo observados... — ao falar, Amber e sua mãe, saiam lentamente do carro esperando o carro de Edgar parar para conversarem.

Quando o carro de Edgar se aproximava, quase batendo na traseira do carro de Sebastian, descia arrumando seu terno, enquanto sua mulher Mary saia do outro lado se escorrendo em um carro ali parado com uma cor creme, os meninos subiam no lado direito e se sentavam em outro.

— Então, o que faremos?; Pediremos a qualquer Elvis que passar uma ajuda ?, Já sei!, cantaremos Layla até alguém chegar com um helicóptero.  — Falava Edgar dando chutes leves na roda dianteira do seu carro.

— Creio que o Sebastian tenha alguma coisa mais relevante a falar do que você, Edgar. — Falava Mary olhando para o seu marido, e respirava fundo.

Raios e trovões começavam a surgir ao longe e um vento frio naquela região que era difícil de ocorrer.

— Primeiro precisamos encontrar algum lugar para procurar comida, e algo de útil para levarmos, porque não sabemos como vamos e para onde. — Falava segurando sua faca e colocando na cintura.

— Isso até uma criança saberia, e Mary, depois conversaremos benzinho. — Edgar dava um sorriso e o grupo começava a ir em direção a uma saída da cidade que era grande, andavam ligeiramente e em silencio, quando passavam em alguns cassinos viam que estavam todos com as portas amarradas por cordas e mortos-vivos moviam sem parar, ao andarem mais para frente se depararam com um hotel com alguns corpos caídos e poças de sangue secas, logo mais para frente um cassino com o vidro sujo, mortos começavam a bater, sem que percebessem a fissura.

Quando andavam mais para frente, um porsche vermelho estava aberto, e apenas pernas torneadas, um short jeans curto com botas de cowgirl aparecia, era uma garota linda e perdida naquele local, quando se aproximaram alguns metros, Shaniqua falava em uma voz um tanto quanto alta.

— hey, você!, precisa de ajuda? — Se aproximavam com cautela.

Quando uma linda mulher de cabelos pretos azulados, com um chapéu de palha e uma blusinha xadrez amarrada acima da barriga olhava assustada e logo sorri.

— Quase me matam de susto, eu adoraria... estou por aqui, pegando algumas partes de um carro para colocar no meu... sabe como é... esse mundo está louco. — Ela dava um sorriso colocando as mãos nos lábios. — Mas como se chamam? — Os homens ficavam petrificados com aquela mulher.

— Eu me chamo Angela, esses são: Amber, Sebastian, Potro, Shaniqua, Spike, e aqueles lá são Edgar e sua esposa Mary, e você? — Angela se aproximava encarando a garota depois de cotovelar Sebastian.

— Me chamo Teresa, Teresa Hernandez...e eu acho que o tempo vem se formando, vocês não têm para onde ir? — Olhava para todos que estavam ali.

— Por hora, apenas cansados de viajem. — Angela falava apertando os olhos de sono.

— Eu acho que é o dia de sorte de vocês!!!, eu encontrei um lugar, não muito longe, se quiserem ir.. eu já terminei aqui. — Falava ela, andando um pouco rápido, subindo sobre os carros.

— Espere, acho que não temos outra saída.... precisamos ir até lá. — O grupo começava a ir atrás da mulher, passando por carros apertados.

Quando Mary ia atrás deles, Edgar a segurava e falava em seu ouvido, segurando em seu braço.

— Cuidado, isso está sendo fácil demais, e onde tem fumaça, tem fogo. — a encarava.

— Se você tiver uma ideia melhor, eu agradeço, Edgar Collins. — Puxava seu braço com tudo, e olhava para ele, e ia em direção ao grupo.

Edgar olhava para eles caminhando junto com aquela mulher, saindo na direção oposta, apenas observando de longe. Quando caminhava silenciosamente desviando de carros e se afastando se alguns que mortos-vivos batiam na porta, passa próximo a um que estava com as pernas presas em um carro que estava o prendendo em uma parede, quando ia passando, voltava e olhava para o pulso daquele homem com um topete enorme quando franzia a testa fazendo suas rugas.

— Amigão, acho que você não vai mais precisar ver horas, certo? — Ele dava um sorriso, segurando firme o pulso do morto-vivo e tirando aquele Rolex, e os anéis de ouro e enfiando nos bolsos da calça, dando uma piscada. — Não sei nem como te agradecer, te devo uma. — Sorria ironicamente e saia em direção a um lugar seguro, passando por um cassino.

O grupo seguia aquela mulher que pula sobre os carros, quando ela parava e chamava todos com a mão até se depararem com a fachada da “Pompon’s house”, ficava observando se aproximarem, quando todos estavam ali, ela vira de costas e se joga nos braços de Sebastian.

— Uiiii, obrigada grandão... como você é forte. — Ela falava com um sorriso, alisando o queixo daquele homem que a olhava um tanto quando sério.

— Onde estamos? — Amber falava olhando dentro de alguns carros que estavam ali, parados no meio da rua.

— Minha casa, na realidade meu lugar onde escondo depois de tudo. — ela falava sorrindo e logo batia no braço de Sebastian para colocá-la no chão.

Amber se afastava daquela mulher, pegando o braço de Spike e o trazendo para perto, falando em seu ouvido:

— Já percebeu que essa cidade está um tanto... quieta sem os mortos? — Ela olhava para ele com os seus cabelos soltos.

Spike olhava para todos os lados, e via que nada se aproximava ou nenhum barulho como os deles.

— Tem razão... será que deu tempo de todos correrem para um lugar seguro? — ele olhava para Amber coçando a cabeça.

— isso aqui é enorme, não tem como saber, mas os carros, o silêncio... vamos ficar todos espertos. — Olhava para Potro que se aproximava e logo Amber voltava para perto de sua mãe.

Teresa chegava naquele lugar pintada de preto com a fachada escrito “Pompon’s house”, o tempo começava a ficar pior, uma nuvem escura cobria a cidade, o vento aumentava, quando paravam naquela porta grande e reforçava, a mulher batia três vezes e ela se abria, era dez mulheres que estavam ali, enquanto dois homens mortos-vivos estavam pendurados de ponta cabeça movendo os braços e Nathan amarrado da barra de pole dance com a calça abaixada e um cheiro de queimado saindo da barriga, seu nariz sangrava muito.

— Bem-vindos! — Com um sorriso a garota colocava uma máscara violeta de coelhinha, e duas mulheres escondidas, fechavam as portas e as trancavam,

O grupo se unia no meio daquela sala gigantesca com cadeiras nas paredes, mesas caídas, ficando de costas um para os outros, observando tudo ao seu redor.

— O que está acontecendo aqui? — Angela falava para Shaniqua que o suor escorria pelas têmporas.

— Isso deve ser uma emboscada, mas o que querem da gente? — Angela escondia uma faca na manga, a tirando das costas enquanto Shaniqua dizia.

— Mãe... elas vão nos matar? — Amber olhava para ela quando estava próxima de Spike.

— Seja forte Amber, não deixe que isso te assuste. — Amber olhava para sua mãe e segurava forte a mão de Spike.

Uma mulher descia as escadas, com um casado de pele preto, uma máscara que cobria os olhos também pretas, se sentando em um trono perto de Nathan, acendendo o seu cigarro lentamente com as unhas vermelhas, soltando a fumaça.

— Todas as suas perguntas vão ser respondidas. Mas primeiro. — Samantha “a Rainha”, dava um último trago apagando o cigarro na barriga do garoto que estava um tanto quanto magro, e as mulheres apareciam com armas, barras se ferro e tacos em mãos, em volta do grupo. — Amarrem esses homens e os levem para o quarto escuro e os tranquem, e sem água e comida, e vocês, mulheres, deem água, ou o que elas precisarem! — A Rainha levantava e dava um tapa na cara de Nathan que estava desacordado. — Vamos ter muito o que conversar. — Dava um largo sorriso com os lábios bordô, enquanto as mulheres ali amarravam Potro, Spike e Sebastian e subiam com eles, apontando armas na cabeça de cada um.

Quando caminhava pelas ruas um pouco distante daquele lugar onde sua mulher havia ido com o grupo, ele passava perto de um grande cassino Bellagio.

— Acho que me lembro desse Cassino, e acho que ninguém mais precisa do dinheiro que está ali, não é? — Falava sozinho e aproximava a cara do vidro das portas que estavam trancadas com fios e cordas. — Será que tem alguém ali? — Ele limpava o vidro e olhava o ambiente silencioso, com o ventilador caído do teto, sangue pelas escadas, Edgar começava a bater com as duas mãos para chamar a atenção dos mortos que provavelmente estariam ali.

Ao fazer um enorme barulho nas portas de vidro, mais de quarenta mortos-vivos com as roupas gastas, muitos babando vermes começavam a bater as mãos do lado de dentro querendo abocanhar Edgar, quando dava um fasto.

— Hora da liberdade! — Edgar pegava em seu bolso um canivete, se aproximando dos fios e cordas e começava a alisar para ver a espessura dos fios, passando lentamente o canivete nas cordas, rompendo uma por uma, o barulho que aquilo fazia, movia as grandes portas de vidro, os mortos pareciam enfurecidos e com fome ao ver aquele homem ali.

Quando estava na última corda, uma gota de chuva pingava em seu ombro, olhando para o céu, via que o tempo estava fechando o estava começando a ventar, deixando apenas uma corda com um corte, ligando-a apenas por um pequeno pedaço ele saia para procurar abrigo, em um carro por perto que estava aberto, quando entra e tranca as portas, olhava para trás e via que aquela porta se abria com tudo, uma delas caia e espatifava no chão ficando em caco.

Os mortos, alguns caiam sobre os outros, se levantavam, outros ainda em pé, começavam a tomar a rua, passar pelos carros, muitos se desviavam do grupo de mortos-vivos, passando pelo carro onde estava Edgar que ficava calado. Quando se viravam para o “Pompon’s house” ao ouvirem a música alta, seguindo em direção aquele clube.

A escuridão da tempestade começava a surgir, mortos vivos começavam a caminhar a bater naquelas portas de ferro, dando um sorriso largo e vendo que os comedores de carne estavam longe, adentrava o cassino, caminhando e se escondendo em uma coluna de mármore enquanto uma velhinha com o couro cabeludo pendurado por um pedaço de cabelo na nuca caminhava para fora, sem perceber a presença dele.

Escondidos dentro de uma sala onde os homens e mulheres que trabalhavam lá se trocavam, Pater e Jessica saiam lentamente, Jessica com seus cabelos armados, sangue já seco estava em seu pescoço, cabelos e rosto, Peter um pouco magro usando a roupa do cassino, saiam lentamente daquele lugar, olhando para o corredor silenciosos.

— Jess, está tudo silencioso, devemos sair desse lugar ou morreremos de fome. — Com um sorriso, segurava o rosto dela e dava vários beijos em seus lábios e a abraçava, a largando lentamente e segurando um pedaço de ferro que encontrava dentro de uns quartinhos afastado dos jogos.

— Sim meu amor, sim!, mas precisamos encontrar Barbra, tudo aconteceu tão rápido, que nem vimos ela, ou onde ela está, só lembro que ela estava conversando com uma mulher aparentemente rica e um rapaz alto e forte de roupa escura e botas. — Jessica olhava para Peter o abraçando.

— Mas vamos sair logo daqui e voltar pra casa, tudo bem?, mas preciso que espere aqui. — Peter segurava o pedaço de ferro com a mão esquerda, abrindo a porta lentamente com a mão direita, colocando a cabeça para fora. — a barra tá limpa.

Quando saiam para fora e corriam para sair daquele lugar, Edgar começava a caminhar mesa por mesa, pegando relógios, anéis, cheirando os dólares que haviam nas mesas e colocando em um saco, quando viam os dois.

— Se eu fossem vocês, eu não sairia por hora, sabe!, vai chover. — Olhava com um sorriso irônico sem que percebessem e batia forte uma arma sobre a mesa de poker.

Em “Pompon’s house”, a Coelha mãe se preparava para “O Pheremonium”, e as meninas todas mascaradas, deixando Amber, Shaniqua, Angela e Mary sentadas em uma cadeira de madeira, bem amarradas, e aqueles mortos-vivos de ponta cabeça no meio delas, batendo o dente no ouvido de Shaniqua e o outro em Mary, e Amber com Angela no meio.

As portas começavam a se mover parecendo que alguém queria entrar.

 — Mãe, parece que temos visitinha. — Dizia Puppie

— Puppie, alguém muito malvado abriu o cemitério e deixou eles escaparem, e vocês devem saber quem são e espero que vocês falem, lembrem-se que os rapazes estão lá, dormindo, exceto o chorão... Spike. — Samantha falava enquanto Puppie lambia a ponta do taco de beisebol e sorria mostrando a língua.

As nuvens carregadas da mais feroz tempestade das últimas décadas começavam a se formar, o vento começava lentamente, os mortos começavam a bater com mais violência nas portas.

 And then the man, he steps right up to the microphone

E então um homem caminha até o microfone

And says, "At last", just as the time bell rings

E diz, "Finalmente", quando o sino toca

"Goodnight, now it's time to go home"

"Boa noite, agora é a hora de ir para casa"

And he makes it fast with one more thing

E faz isso rapidamente, só mais uma coisa

We are the "Sultans", we are the "Sultans of Swing"

Somos os "Sultões", somos os "Sultões do Balanço"

 


Notas Finais


Uma <<segunda temporada>> se aproxima.


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