História Mundo Paralelo - Interativa - Capítulo 5


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiii geeenteeeeee....
Então esta é minha ultima semana de férias, vou tentar postar um capitulo no eio da semana, mas vou sempre deixar para só finais de semana mesmo...
Então, bora ao que interessa.

Capítulo 5 - Convites


 

A morte de sete pessoas em Londres, deixou a Sede em alerta, dessa vez só um destes mortos era mundano, os outros seis eram lobisomens e todos procuravam os culpados, mas assim como em N.Y. não foi deixado pistas.

Em NY um serviço forense com legista do Ulmus foi chamado para examinar os corpos do primeiro ataque. Sirena Wayland Argent é uma Fillis Ulmus e a melhor forense que se pode ter, é também parabatai de Nico o chefe da Sede de NY eles não se veem a quase cinco anos, praticamente desde que o rapaz assumiu o cargo de chefia, mas ambos sabem que tem algo a mais nessa distância toda, Di angelo se sente culpado pela morte da irmã gêmea de sua parabatai, mas isso não impede que eles sejam amigos, no entanto o dever como chefe e o trabalho dela em Idris os afastou, mas isso está para mudar com tudo que está acontecendo é preciso que eles estejam juntos para fazer o que fazem de melhor: Lutar.

Serina também divide o corpo com o espírito de uma antiga bruxa da linhagem de sua família, mas ela prefere manter isso em segredo, esta era Marie Jane e só aparece quando em extrema necessidade ou perigo…

— Serina que bom vê-la.— Nico entra no laboratório de autópsia.

— Sério? É por isso que ficou todos esses anos sem me visitar?— A garota de cabelos pretos iguais ao dele só que pouco abaixo dos ombros, despeja ironia.

— Sabe que não é bem assim.— O moreno se defende.— Tenho trabalhado bastante aqui, como vê temos muito o que fazer e agora com o acontecido em Londres temos que reforçar as linhas da cidade, triplica as vigias...— ele balança a cabeça em uma vã tentativa de afastar tudo que tinha que fazer.

— Tudo bem vamos pular esta parte, eu finjo que acredito em você e tudo fica numa boa. O.K.?— ambos riem da situação e uma figura ruiva vestida muito elegantemente por baixo do jaleco branco entra na sala.

— Desculpe! Não queria atrapalhar.— Margarida que também era uma ótima forense veio ajudar a analisar os corpos e claro aproveitar a chance para ver o chefe da Sede.

— Você não atrapalha.— Nico logo soltou Serina do abraço, parecendo um tanto sem graça.— Essa é Serina… minha parabatai.— acrescentou rápido e Serina percebeu trocando o olhar de um para o outro.

— Olá! — a morena estendeu a mão para a ruiva.— Então é você que veio me ajudar com todos esses corpos? Não está elegante demais para isso?— Serina não tinha muitas papas na língua, sendo bem sincera, as vezes até demais.

— Todas as ocasiões pedem um excelente look.— Mag respondeu sem se importar, a alta feiticeira da França não é de se abater com certos comentários, na verdade quase nenhum, ainda mais quando se trata de suas roupas.

— Bom então vamos começar logo com isso.— Serina se voltou para os corpos a frente deles. Nico as cumprimentou se detendo um pouco mais em Mag e saiu deixando as duas fazerem seus trabalhos.

 

Na sala de treinamento estava Dallas e a castanha parecia bem furiosa com alguma coisa, um dos caçadores que treinava com ela estava apanhando bastante, quando Nico passou chamando ela e Nathan para uma reunião.

— Onde está o Sr. Mikaelson?— Nico nem sequer virou para ela quando esta entrou em sua sala.

— Não sei.— a castanha foi um tanto rude em sua resposta o que fez o chefe se virar e a encarar com uma sobrancelha erguida.

— Mas ele não é seu parceiro?— Nic perguntou.

— Infelizmente sim, mas não é meu filho, não sou obrigada a saber onde ele está a todo momento.

— Srta. Smith realmente aconselho que modere suas palavras.— O chefe advertiu.

— Não lembro de ter dito nada demais.— Dallas rebateu, respirando fundo em seguida demonstrando impaciência.—Olha só o Sr. me chamou e aqui estou,  me desculpe se te ofendi, mas não sou babá do cara pra saber onde ele está, não gostaria nem de ser parceira dele...— a castanha revirou os olhos levando uma das mãos ao pescoço e o massageando ferozmente no mesmo instante em que Nathan passava pela porta da sala do chefe.

— Ha! o sr. Smith resolveu nos contemplar com sua presença.— Nico foi sarcástico.

— Desculpe…o atraso é...

— Não temos tempo para isso...— O chefe o interrompeu e Dallas nem sequer olhava para ele.— Onde está o relatório da missão de vocês? Já olhei cada uma das pastas e nada…— Nico cruzou os braços. Ele é extremamente correto com o trabalho e sempre lê cada relatório entregue, de forma nenhuma aceitava desleixo ou descaso com nada relacionado ao Ulmus.

— Eu entreguei Sr.— Dallas franziu o cenho unificando as sobrancelhas.— Entreguei meu relatório assim que voltei do patrulhamento.

— Sim, eu recebi, no entanto vocês são uma dupla, precisam entregar seus relatórios em conjunto.

— Sr…. é… eu achei que seria só um patrulhamento em dupla, sabe que prefiro trabalhar sozinha.— mais uma vez Dallas da sua posição em relação ao trabalho solitário.

— Realmente seria, Srta Smith, mas sua insubordinação me faz mudar de idéia, vocês serão parceiros em tempo integral para todas as missões a partir de hoje… — Dallas teve vontade socar a cara dele até não ser mais possível o reconhecer, até se imaginou fazendo isso, no entanto voltando a si apenas concordou com um aceno de cabeça.

— Desculpe a demora Sr. aqui está meu relatório.— Nathan tentava abafar o riso que insistia em querer desenhar seus lábios.

— A partir de hoje façam seus treinos juntos, é necessário que haja um entrosamento entre as duplas para um melhor trabalho de campo. Podem ir...— Nico pegou o relatório das mãos do loiro e se sentou começando a analisá-lo. Dallas saiu pisando duro da sala, como sempre quando estava com raiva os músculos estavam enrijecidos e os punhos cerrados, se não fosse as meias luvas de treino que usava com toda certeza as palmas de suas mãos estariam feridas de tanto que ela apertava os dedos contra ela.

— Ei!— Nathan a chamou.— Fica calma, não vai ser tão ruim assim, até acho que fazemos uma boa dupla…

— Não fala comigo se não for realmente necessário.— A castanha saiu da Sede sem nem se preocupar em levar alguma arma, só queria respirar um ar puro e tentar espairecer a mente depois desse castigo, porque em sua cabeça só podia ser um castigo.

— O que houve com ela?— Um dos caçadores se aproximou do loiro.

— Novos parceiros.— informou Nathan.

—Meus pêsames amigo!— O caçador seguiu seu caminho deixando um loiro um tanto pensativo para trás

 

— Nathan!— Nico apareceu na porta de sua sala.— Ache o Apolo pra mim por favor, peça para que ele venha a minha sala o quanto antes.

O loiro assentiu e saiu a procura do amigo, logo o achou e o informou que era solicitado na sala da chefia… um pouco mais e Apolo estava na sala de Nico.

— Apolo meu rapaz, preciso de um favor seu, na verdade é Londres que precisa, após o ataque eles estão sem pessoal disponível para treinamento e como você está sem dupla aqui, gostaria que fosse até lá treinar uma nova recruta

— Londres...— O rapaz de cabelos castanhos bem claros fez uma careta de desagrado.

— Alguma objeção?— Nico parou de falar.

— Não gosto muito da cidade é sombria demais, mas sem objeções, quando devo partir?— O rapaz se prontificou em seguida. Apolo era um Fillis Ulmus desde que se entende por gente, filho de Claude Le Fay uma Fillis Ulmus excepcional e do arcanjo Miguel. Ele é um cara divertido e animado sempre vê o lado positivo das coisas, dificilmente perde as esperanças, muito amigo de todos nas Sedes, conhecido por ser o único filho legítimo de um anjo. No início essa situação de sua mãe  ter um filho com um anjo não foi bem vista pelos mesmos que ficaram aterrorizados com essa audácia e puniram os caçadores envolvidos, no entanto logo se percebeu que ter um filho direto de um anjo poderia ser uma coisa boa já que Lúcifer crescia em exército, então os anjos acabaram por acolherem esta idéia e assim nasceu Apolo Demiurgus Le Fay, porém os altos sacerdotes da Sede quando ficaram sabendo o que isso lhes custou logo prenderam aqueles que participaram do culto que fora organizado pelo tio da jovem caçadora Claude, mãe de Apolo, este era um dos altos sacerdotes, mas isso não impediu que ele fosse preso como todos aqueles que se envolveram, pois a punição dos anjos foi a perda do único pedido que podia ser feito a um celestial. A moça grávida e o filho foram poupados, mas o nome da família Le Fay foi jogado na lama, só conseguindo se reerguer quando a jovem casou com um amigo dando assim um pouco de levante a família, mas todo o resto se dá por conta do rapaz divertido e dedicado se tornando um dos melhores se não o melhor caçador que a Fillis Ulmus poderia ter.

— Você parte hoje a noite, mas tem um porém ela não uma Fillis é caçadora normal e única que restou de sua família já que eles foram vítimas do massacre que teve na cidade.

— Entendo, mas ela então não receberá runas, como faremos isso? Ela não terá a visão nem a melhoria de suas habilidades— Apolo questionou um tanto confuso em como a treinaria.

— Veremos com o tempo, se ela se mostrar digna faremos dela uma Fillis Ulmus, o caso está sendo discutido entre os altos sacerdotes.— Nico ergueu uma sobrancelha, já tinha mestiços porque não transformar uma mundana em Fillis.

— Ainda não entendi o que vou fazer lá.— O jovem cruzou os braços.

— Você está encarregado de saber se ela é digna de receber o sangue do anjo.— Nico informou sua verdadeira missão.

— Certo. Vou arrumar minhas coisas.— Apolo se dirigiu para a porta.

— Você parte as vinte duas em ponto .— O chefe informou e voltou a sentar e a mergulhar em seus relatórios.

 

França

 

 O sol já estava no alto o relógio marcava 13hs, mas para Rheder ainda devia ser madrugada dada as cortinas de seu quarto fechadas e ela todo enrolada no meio das enormes cobertas de sua cama.

— Srta Rheder sua avó lhe chama.— Rouse batia levemente na porta do quarto, mas não estava fazendo efeito.— Srta. Rheder?— ela chamou mais uma vez e nada, no mesmo instante a avó da garota a bruxa mais velha de cabelos brancos e seu bom e velho companheiro o cachimbo apareceram no topo da escada.

— Ela nunca vai abrir a porta dessa maneira criatura.— A serva deu passagem para a senhora que abriu a porta e entrou bruscamente no quarto encontrando uma loira completamente apagada entre dois seres que pareciam ser elfos entrelaçados em Rheder, Rouse se virou espantada com cena pois os elfos estavam nus dando uma visão ampla de suas nádegas arredondadas e carnudas.

— Mas que bagunça é esta tão cedo? — A loira acordou um tanto perdida da hora.

— Já de tarde Rheder, nós vamos voltar a essa vida? Já estou velha demais para isso, não acha que está na hora de mudar seus hábitos e se tornar uma bruxa de respeito.

— Nossa, mas que gritaria é essa, minha cabeça vai explodir.— do banheiro vinha uma garota também um tanto perdida na hora ela tinha cabelos castanhos escuros e grandes olhos azuis celeste que se destacavam em sua face de cor bem clara quase pálida com algumas sardas postas delicadamente em volta de seu pequeno nariz.

— Mas é claro. Tenebres.— A bruxa velha fez uma cara de muito poucos amigos para a figura castanha que apenas revirou os olhos para ela caçando o restante de suas roupas já que está se encontrava apenas peças íntimas.— Se vista e desça já.— A mais velha se voltou para a loira e ordenou com rompante.

— Rheder já vou embora.— Tenebres avisou, no mesmo instante a loira se sentou na cama...

— Vamos!— Rheder não fez nem questão de responder sua avó, a cabeça estava rodando e ela estava sem saco para ficar ouvindo as reclamações de sua amada vovó que viriam aos montes.

— Você não vai lugar algum, não ouse me desafiar Rheder Deveraux Talbot eu ainda sou a bruxa mais velha aqui, você me deve respeito.— A avó ligou o botão da reclamação e não parava de falar, Tenebres desapareceu na mesma hora sem esperar pela loira que acabou tendo que ficar em respeito a hierarquia da casa. Rhed se jogou de volta  na cama colocando um travesseiro na cabeça para ver se conseguia abafar o som da avó que ainda falava sem parar, por fim a mais velha saiu do quarto dando ordem para que a neta descesse sem demora, pois o almoço já estava uma hora atrasado por culpa dela…

 

— Eii… acordem, eu preciso descer.— Rhed chamava os elfos que por incrível que pareça ainda estavam dormindo, mesmo depois de todo falatório.— Rouse, por favor mude a água da banheira, preciso de um banho.— A loira pediu a mulher rechonchuda que permaneceu no quarto após a saída da avó, a serva foi fazer o que foi pedido caminhou pelo amplo quarto até o banheiro aproveitando para pegar algumas peças de roupas que estavam jogadas pelo chão, colocando-as sobre a cadeira um pouco mais afastada da cama. Rheder nem esperou a mulher entrar no banheiro, quando um dos elfos lhe ofereceu o braço ela cravou os dentes nele sugando o sangue do Seelie, sem se preocupar com mais nada, parecia até uma viagem este ato de beber o sangue do ser de orelhas pontudas que parecia viajar na mesma onda que a loira.

— Merlin!— Rouse sai do banheiro se deparando com esta cena que para ela ainda era aterrorizante, afinal a mulher estava acostumada com coisas de bruxas, sua família servia aos Talbots a gerações e isso não era comum, pelo menos não antigamente

— Nossa!— Rheder passou os dedos nos cantos da boca limpando o que escorria.— O sangue dessas criaturas é tão gostoso, tão cheiroso... eu não consigo resistir, é bom demais… hummmm.— A loira mais uma vez cravou os dentes agora no outro elfo que estava ao seu lado.

— A banheira está pronta Srta. — Rouse informou, tentando o mais rápido possível sair daquele.

— Obrigada!— Disse a loira— Espere não vá embora, preciso de mais um favor seu, venha comigo por favor.— A loira se levantou exibindo seu corpo perfeito, é claro que ela não tinha nenhum problema com ele pelo contrário ela o admirava, sabia o quanto era bonita e gostava do efeito que isso causava aos dois seres que estavam em sua cama. A serva a seguiu até o banheiro um tanto envergonhada pois sua face tomou um leve tom de rosa nas bochechas…

— Me diga por favor o que minha querida avó deseja comigo, para exigir minha presença daquela forma?— Rhed entrava na banheira se deliciando na água quente.

— Eu realmente não sei Srta.— Rhed revirou os olhos.

— Preciso que você seja mais atenta, mais… sei lá esperta, minha última ama era uma verdadeira espiã, me contava tudo que acontecia e era muito bem recompensada por isso. Você precisa ser mais ligada no que acontece nesta casa, como pode ver eu não passo muito tempo por aqui.

— é claro Srta, só não estou acostumada a ser assim, caso queira posso pedir para trocarem de posição…

— Não irão fazer isso, é assim que se segue desde sempre, você só precisa se soltar mais, se acostume comigo e tudo irá fluir muito bem para nós duas…

— É claro.— Rouse concordou, mas não sabia exatamente o que fazer nesta situação…

— Pode ir, eu me viro com o resto. Falou algo sobre o que lhe proibi?

A mulher balançou a cabeça negativamente em resposta e saiu do enorme banheiro de Rheder, dando de cara com dois elfos muito bem afeiçoados com corpos exuberantes se vestindo, mais uma vez a mulher ruborizou e abaixando cabeça saiu do aposento… um pouco mais de tempo e Rhed saiu do banheiro envolta em uma toalha preta felpuda…

— Eu adorei a noite, foi perfeita, Tenebres não disse, mas ela também adorou.— Elfos são seres do mundo das fadas e são extremamente orgulhosos de si, caso nada fosse dito sobre tudo que aconteceu na noite, eles poderiam até encarar como uma afronta, por isso a loira fez questão de deixar claro que tudo foi ótimo, o que de fato não era mentira. Ela deu um leve beijo nos lábios de cada um e os despediu abrindo um portal para ambos em seguida se vestiu e saiu descendo para o encontro exigido pela avó que esperava carrancuda para o almoço.

— Mas que demora!— Ralhou a mais velha.— Já lhe disse várias vezes que não gosto dessa garota e não a quero nesta casa.

— Quem Tenebres? — Rhed perguntou sem muito interesse.— Ela uma de minhas melhores amigas, mas é claro que ela continuará frequentando esta casal, afinal ela é minha.— Rheder riu sem mostrar os dentes, a avó bufou, mas quanto isso nada podia fazer.— O que quer vovó? para que todo este estardalhaço?— O almoço foi servido.

— É sobre sua mãe.— O clima pesou.

— O que tem aquela mulher,  me lembro bem de tê-la mandado para o mais profundo dos infernos.

— Sim você a mandou, mas algo a está trazendo para a superfície.— O olhar das duas se encontraram.

— Mas isso não é possível.— Rheder franziu o cenho unificando as sobrancelhas. A avó fez aparecer um certo medalhão com algumas correntes desenhadas em alto relevo as quais estavam se abrindo gancho pôr gancho, a mais nova pegou o medalhão o analisando atentamente.

— O que ou quem está causando isso? E como é possível?— ela não conseguia entender, sua mãe estava presa no mais profundo abismo algo que ela mesma o fez e lacrou com este medalhão, fechando cada uma das corrente com magia extremamente forte e complexa, como isso poderia estar abrindo, e se estava realmente acontecendo significava que as correntes que mantinham a mãe presa também estavam se abrindo.

— Preciso ir.— A loira se levantou da mesa.— Com licença.—pediu pra avó e se dirigiu para a porta.

— Minha filha.— A avó a chamou.

— Sim vovó.

— Tome muito cuidado, ela quase te matou uma vez, sabe do que ela é capaz.— A mais velha falou com tom de muita preocupação.

— Pode deixar.— dito isso a loira saiu.


 

                                ***

Nova York

 

No aeroporto da cidade uma mulher estava parada em uma de suas portas de saída, deixando a passagem um tanto bloqueada, impedindo o livre fluxo das pessoas, um guarda se aproximou , mas ela parecia estar em transe e não percebeu sua chegada, somente quando este tocou levemente sem seu braço foi que ela pareceu despertar.

— Srta, está tudo bem?— O homem uniformizado estava um tanto desconfiado.

— Oi? O que?—  Ela parecia não saber onde estava por alguns instantes— Eu estou bem.— Ela respondeu com rispidez recobrando sua atenção.— Estou muito bem.— A mulher de pele cor de avelã, com um olhar sedutor e altivo reafirmou seu estado e encarou o segurança de cima abaixo o analisando, porém nada encontrou que pudesse lhe agradar de alguma forma então retomou seu caminho para fora do aeroporto.

 

— Algo ruim já está acontecendo Kira. —Sophia andava de um lado para o outro dentro de seu enorme apartamento de um andar inteiro no Brooklin.

— Olha eu nem sei porque estou aqui te avisando, devia deixar para lá, esses mundanos merecem a terrível morte que os aguarda.—Kira se levantou e caminhou até a janela observando as pessoinhas andando de um lado para o outro nas ruas, todas tão absortas em seus problemas, cada uma achando que é centro do universo e que nada é mais importante do que o que elas próprias estão passando,— Seres ignorantes.— Kira reforçou seu desprezo por tais mundanos, não suportava a maioria deles isso para não dizer todos, pode se dizer que de cada cem mundanos ela tira meio que possa lhe satisfazer de alguma forma, mas depois de tudo que passou vendo seu povo sendo completamente massacrados por estes tais que se diziam autoridades maiores, sendo usada e abusada em todos os tipos de experimentos possíveis, vendo suas irmãs morrerem uma á uma, tendo a própria filha arrancada dela sendo entregue a morte após experimentos que não deram certo, em seu coração só sobrou espaço para a dor e a raiva destes ditos seres humanos que de humanos nada tinham, piores que monstros podia chama-los, o que de fato para ela eram isso mesmo.

— Kira, eu sei o que você passou, mas nem todos os mundanos são maus e perversos.— Sophia sempre tentou mudar a mente da banshee, sem obter sucesso algum com isso.

— Haa, me poupe!— A morena revirou os olhos e fez um coque alto — Já te dei o aviso, uma guerra pior do que se imagina está a caminho...— ela pegou suas malas e se preparou para sair, mas a campainha tocou antes que pudesse chegar a porta. Sophia a abriu com movimento de uma das mãos e a loira um tanto nervosa entrou por ela já reclamando.

— Eu não entendo por que não posso conjurar um portal aqui.Mas que droga!

—Gosto da minha privacidade.— A ruiva respondeu com simplicidade.

— Claro, privacidade, sei.— Rhed passou olhando para a outra que estava com as malas na mão, que resolveu por algum motivo não ir mais embora.

— Kira esta é…

— Rheder Talbot.— A banshee completou a frase da alta feiticeira.

— É claro que já ouviu falar de mim. É um prazer.— A loira não estendeu a mão, mas sentiu que se cumprimentaram apenas com o olhar.

— O que veio fazer aqui? Saiu tão rápido da reunião com aquele lobo que nem pudemos conversar.— Sophia se dirigiu para sua sala de estar que mais parecia um tipo de biblioteca desregulada, pois suas estantes eram diferentes, não seguiam o padrão reto com livros em pé, algumas até eram assim ,mas a maioria era desregular com livros deitados ou partes que continham só um livro no meio, cercado…  por uma redoma de vidro... enfim era muito diferente do comum, algo que realmente a ruiva não era com certeza era uma bruxa comum, ela tinha suas excentricidades, mas quem não as tem?

— Veja isso.— Rheder entregou o medalhão que sua avó havia lhe mostrado. Soph pegou o tal medalhão o analisando.

— As correntes estão se abrindo. Como isso é possível?— A ruiva o colocou sobre sua mesa a frente de Kira que mau o tinha olhado e se afastou do objeto.

— O que foi?— Rhed perguntou a precursora da morte. Como as banshees eram conhecidas.

— Eu vi este medalhão, na visão que te falei.— Kira se voltou para Sophia.— Ele vai dar início a essa guerra, não vai sobrar nada, ninguém será poupado.

— Uma banshee!— Rheder falou sem muita animação.— Ótimo então a guerra tem haver com a minha amada mãe.— A loira suspirou de tédio.— O que mais você viu nesta premonição?

— Não estava muito claro.— A morena começou a explicar.— Tudo estava tomado pelas trevas cada mundano tinha sido massacrado, uma morte horrível e este medalhão… mas ele estava totalmente aberto, cada gomo de corrente tinha sido arrebentado, foi um verdadeiro caos...— um leve sorriso surgiu no lábios da banshee.— Todos os mundanos mortos, acho que posso gostar desta guerra.— Rhed a olhou erguendo uma sobrancelha.

— Ora vamos, nem todos os mundanos são ruins, vai dizer que você não usa nenhum deles para seu bel prazer?— Ela semicerrou os olhos para a morena que manteve o olhar.— Alguns valem a pena.— O típico sorriso maldoso surgiu nos lábios perfeitamente bem desenhados da feiticeira, sendo retribuído por Kira.

— É sério que vocês duas estão falando sobre isso mesmo— Sophia se indignou.

— Já passei por guerras antes e cá estou… sou imortal.— A loira riu.

— Mas sua mãe descobriu um jeito te matar. E ela quase conseguiu, se é que você já se esqueceu.— Sophia conjurou uma garrafa de um excelente vinho e três taças.

— É, mas dessa vez é diferente.— Rheder se sentou no sofá rustico de cor vermelha que tinha no centro da biblioteca e logo pegou uma taça se servindo do vinho.

— Porque é diferente?— A ruiva quis saber. Kira também sentou pegando uma taça.

— Não sou só uma feiticeira, agora sou uma tri híbrida.— Rheder brilhou os olhos mostrando as cores diferentes que este tinha deixando Sophia com as sobrancelhas erguidas um tanto boquiaberta com o que viu.

— Isso é novidade. Como aconteceu?

— Não sei, preciso encontrar meu pai pra saber mais sobre isso.

Rheder foi em direção a porta deixando as duas ainda apreciando o excelente vinho.

 

***

Londres

 

 Na sombria porém ainda assim bela Londres, uma festa estava sendo organizada, uma festa do submundo, onde claro não poderia faltar mundanos, afinal sem estes que pensam ser inteligentes o suficientes para se meter no ninho de cobras nada seria tão divertido e de certa forma provocador.

— Um convite? Que estranho.— Tenebres acabava de entrar em sua casa e de baixo de sua porta encontrou um convite preto com letras em vermelho a qual realmente parecia sangue. — Conheço alguém que vai gostar disso.— A mulher de olhos azuis celeste riu de lado...

 

— O que você quer Tenebres?— Rheder apareceu na porta da amiga.

— Quero te levar para a melhor festa já vista no submundo e você me trata assim.

— Você me deixou sozinha com a minha avó, sabe que isso pode ser torturante...— Rheder revirou os olhos se jogando no sofá de couro preto da amiga de longa data, ou melhor de longo séculos.

Tenebres é uma das amigas mais antigas de Rheder as duas se conheceram a muitos séculos atrás quando Tenebres a filha de Lúcifer fugiu dos domínios de seu pai para saber se realmente era a pessoa ruim que ele sempre disse que ela seria. Ambas logo se tornaram melhores amigas, talvez até mais que irmãs, pois elas realmente se davam bem e mesmo que brigassem sempre voltavam a se falar.

— Uma festa? Estou começando a te perdoar. Me conte mais.— A loira se ajeitou no sofá.

— Não sei de muita coisa, só recebi este convite.— Tenebres entregou o estranho convite para a Rhed.— Não sei porque alguém me daria um convite para uma festa de vampiros, eu morro de amores por eles...— Tenebres ironizou e a loira a olhou com uma cara de falsa ofensa.

— A para você é diferente, não é uma vampira de verdade.

— O que seria um vampiro de verdade?

— Eles não andam ao sol…

— Mais o quê?

— Para de ser ridícula.— Tenebres revirou os olhos.

 

            …

 

Na Sede da cidade sombria, Den acompanhava a caçadora solitária lhe mostrando as coisas, o detetive achou que ela ficaria melhor ali, com gente aparentemente igual a ela, que tinham os mesmo hobbies referente a caça do que com ele na movimentada NY onde ela não conhecia ninguém.

— Sua teoria é sem lógica.— Retrucou  a ruiva e Den franziu o cenho para ela.— Eu também não conheço ninguém aqui.— Ela riu meio de lado.

— Um sorriso!— O loiro ficou um tanto feliz por tê-la visto sorrir, mesmo que só por uns segundos, mas isso não foi o suficiente para tirar de seu rosto a preocupação e a dor pelo que aconteceu.— Olha lá quem chegou! — O detetive foi de encontro ao caçador filho de um anjo.

— Den, sinto muito por suas perdas.— Ambos se abraçaram, Den agradeceu e logo voltou sua atenção para a Verônica.

— Esta é Verônica Anne Frost.— Apolo logo se ligou no nome identificando que ela foi a única que sobrou da família e ficou sem saber o que dizer.

— Tudo bem! — Ela percebeu o jeito sem graça do rapaz.— Já estou cansada de ficar falando que está tudo bem...— V. suspirou pesadamente.— Eu não estou bem, mas vou ficar… um dia, mas ainda não é este dia…

— Tudo bem, é normal se sentir assim— Apolo a interrompeu.— Vamos sair daqui, dá uma volta, sei lá… Só vamos sair daqui.

— É uma ótima ideia.— Den tentou ficar o mais feliz possível com a ideia, mas o fato é que agora meio que se sentia responsável por Verônica, e sair em uma situação dessas depois de tudo que aconteceu, para ele não seria seguro.

— Tudo bem Deniel, eu cuido dela.— Apolo percebeu a situação e tentou tranquilizá-lo e afinal a reputação do bom moço o precedia então, Den tentou ficar mais tranquilo.


                       …

 Ainda na bela Londres mais alguém, recebia o convite para a tal festa do submundo e um sorriso sorrateiro cheio das mais sujas intenções brilhou no rosto do homem de belos cabelos escuros até os ombros.

  Kayn Apollyon era um dos íncubos mais velho, ou até o mais velho, no entanto ele é como vinho, quanto mais antiga é a safra melhor é o sabor. Ele recebeu o título de príncipe incubos da própria Lilith que no caso vivia na terra como uma incubos a rainha de todos eles, mas cansada desta vida ela se entregou pra dar a chance de Kayn viver e em uma perseguição de caçadores ela encontrou a morte por uma adaga sagrada, o incubus agora nomeado príncipe dos demônios do sexo, caçou e matou todos que foram responsáveis pela morte de sua mentora, deixando apenas um para poder espalhar a estória, no entanto este um ele garantiu que não teria mais filhos para lhe dar dor de cabeça, mas algo assim nem sempre é possível afinal o mundo já está cheio de caçadores mais uma vez, e Kayn sabe exatamente como agir para não correr o risco de ser pego mais uma vez, mas uma festa do submundo não era algo a ser rejeitado, principalmente quando terá tanta carne fresca de indefesos humanos para se deliciar. O belo rapaz que aparenta ter seus 26 anos, bebeu um leve gole de seu bourbon e em seus lábios ainda se desenhava um sorriso maldoso deixando claro que ele estava pronto para qualquer coisa, mas talvez nem tanto assim. Ninguém sabe o que a noite do final de semana lhes aguarda, mas que esta festa será de marcar a vida ou a morte de muitos, isso com toda certeza seria.


 

***

 

Nova York

 

— Finalmente acabamos aqui.— Mag e Serina finalmente fizeram a autópsia de todos os corpos de NY.— Pois é, a conclusão é péssima, vamos precisar ir para Londres…— A ruiva não estava animada com isso.

— É, se os resultados forem os mesmos...— a morena soltou uma grande quantidade de ar parecendo ao mesmo tempo preocupada e cansada.— Vai confirmar que são sacrifícios.— Nico as ouvia sem acreditar que isso estava mesmo acontecendo.

— Então alguém está fazendo rituais de sacrifícios? E nós não fazemos idéia de para quem são— O chefe do instituto analisava cada palavra que foi dita.— Preciso voltar para Idris, falar com os altos sacerdotes, eles devem saber alguma coisa.—

— O.K., nós vamos para Londres.— Disse a parabatai, mas Meg estava muito cansada, usou muita magia, para identificar todos os componentes mágicos dos corpos e juntá-los cada um ao seu dono de foram correta.

— O que houve com ela?— Nico foi em socorro da alta feiticeira da França que cambaleou um pouco ao tentar se levantar.

— Ela usou muito poder. O dia todo aqui fazendo vários feitiços e Marie Jane resolveu não aparecer.— Serina revirou os olhos.

— Precisamos de ajuda…— Nico estava preocupado

— E-eu só preciso descansar um pouco, breve estarei firme novamente.— A ruiva falou com voz cansada. Nico a pegou no colo e a colocou em seu quarto a deixando descansar, mas não saiu do lado dela nem por um segundo, Serina foi quem não gostou muito de toda essa atenção, mas preferiu ficar na dela, pelo menos por enquanto.

 

O alarme da Sede soou, um ataque estava acontecendo nas ruas da cidade, a dupla designada para o patrulhamento estava fora, a muito tempo, Nathan e Dallas estavam na rua desde cedo, o moço foi atrás da parceira após perceber que ela saiu sem nenhum tipo de arma, e com todos fazendo suas devidas rondas Nico não teve escolha a não ser se unir a sua parabatai e irem os dois para as ruas, coisa que não faziam desde que eram aprendizes ali mesmo naquela Sede, os dois partiram para o local informado, uma ruazinha escondida nos cantos escuros do Brooklin perto de uma boate não muito bem vista na localidade…

— Estes demônios sempre escolhem os lugares mais sujos.—Serina olhava ao redor atenta a cada movimento, um barulho estranho veio de trás da tal boate e eles correram pra lá, Dalla estava desmaiada no chão e uma bruxa tentava desesperadamente salvar a vida da caçadora.

— Não sei quanto tempo mais eu vou aguentar— dizia a feiticeira de aparência juvenil e olhos incrivelmente azuis.

— O que houve aqui?— Nico foi até a caçadora e ativou a runa de cura dela…

— Eles foram atacados, estavam discutindo nem viram de onde veio— ela apontou com a cabeça para o loiro caído no chão, mais atrás.— Eu consegui curar ele, mas tive que usar muita energia, não estou conseguindo com ela.— A bruxa emanava uma luz prateada das mãos posicionadas sobre um ferimento aparentemente muito grave que tinha no abdômen de Dallas e este sangrando muito.

— Tudo bem, deixa com agente agora.— Nico se levantou acordou o Mikaelson com uma runa específica.

— É e eu não posso soltá-la, se não ela morre. — Informou a bruxa

—Esta tudo limpo por aqui.— Serina voltava de verificar o perímetro.— Quem é ela?— A morena perguntou, observando o que a feiticeira fazia.— Uma bruxa curandeira.— Serina respondeu sua própria pergunta e se abaixou examinando a caçadora.— É a bruxinha vai com agente.— Informou a morena.

— Meu nome é Bessa.

— Tanto faz.— Sophia apareceu.— Não está seguro, vamos sair daqui.— A ruiva abriu um portal diferente fazendo todos desaparecerem e em seguida estavam na casa dela.

— Tínhamos que ir para a Sede.— Nico esbravejou.

— Não abro um portal desses na sua querida Sede, e se vocês ficassem por lá estariam todos mortos. Agora vê se me ajuda a manter sua caçadora viva, a feiticeira ali não vai aguentar muito mais tempo.

 

Serina após verificar que Nathan estava bem se prontificou em ajudar vendo as condições em que a feiticeira curandeira se encontrava.

— Me canaliza, você vai pode aguentar um pouco mais.— A parabatai se ofereceu e Bessie concordou. A Feiticeira com poder de cura era uma espécie rara de bruxas, neta de uma das mais poderosas curandeiras que já existiram Gwen Odette Paiva. Este dom sempre pulava uma geração, então a mãe de Bessie não era feiticeira,

e ninguém na casa sabia deste fato,  com medo do pior sua avó fugiu com a menina quando ainda era um bebê indo morar no Brooklin, mas esta também acabou morrendo em um ataque de demônios que dizimou um grupo de feiticeiros que moravam ali quando Bessie ainda não sabia tudo sobre seus poderes, a menina teve sorte pois não estava e casa quando tudo aconteceu, mas desde então Bessie tem vivido sozinha pela cidade, e jurou que acabaria com todos os demônios existentes custe o que custasse.

Sophia fez uma poção específica e deu a Dalla fazendo com que a magia de cura de Bessie fizesse efeito mais rápido no entanto a caçadora ainda não estava livre da morte…

— Ela ainda não está fora de perigo, o demônio é um reptiliano seu veneno é diferente, eu preciso de um ingrediente específico, mas eu não tenho aqui— A ruiva parecia preocupada.

— Tudo bem, eu vou buscar.— Nico se ofereceu, até porque não tinha outra escolha já que Serina estava sendo canalizada e Nathan não estava no seu melhor.

— Você vai precisar ser muito cuidadoso, vai ter que falar com uma família muito protetora…

— É só um ingrediente não deve ser tão difícil assim.— Nico a interrompeu, o chefe da Sede estava bastante nervoso com a situação e não entendia o porquê de tantos avisos para pegar um maldito ingrediente.

— Não é só um ingrediente.— A ruiva suspirou— é muito mais que isso… terá que trazer o único filho deste casal é por isso que eu não tenho este ingrediente… ele não pode ser mantido em frasco, tem que ser usado na mesma hora que for extraído.

— O que exatamente eu tenho que fazer?— Nico começou a ficar preocupado.

— Vai ter que trazer o dracaenae mais raro que existe na face na terra, de fato ele é único por isso, seu veneno é único.

— Você quer usar um veneno para salvar a vida dela?

— É arriscado… muito arriscado, mas nada vai matar o sangue do demônio que tenta percorrer as veias dela a não ser um veneno mais poderoso, consequentemente mais letal, mas é a única chance que ela vai ter.— Nico ficou observando a ruiva falar e não podia aceitar isso.

— Vamos ver outra forma na Sede, não vou arriscar a vida dela dessa forma.

— Não temos tempo para isso, eu já vi este tipo de criatura não é um demônio comum ele reptiliano com um veneno incomum.— A ruiva fechou os olhos tentando se conter diante da negação de Nico.— Cada minuto que passamos aqui discutindo isso, a vida das três fica cada vez mais em risco… Então se você quer levá-las para a Sede para esperar a morte então fique a vontade.— Sophia abriu o portal para o Ulmus e esperou a decisão do caçador, ele a olhou ainda muito contrariado, mas acabou por decidir fazer o que ela estava dizendo, afinal a alta feiticeira de NY tinha mais de 500 anos ela sabia do que estava falando. Sendo assim ela mudou a direção do portal e Nico foi parar em cidadezinha do interior do Canadá, um lugarzinho aconchegante rodeado por uma vasta área verde e algumas montanhas dando um ar puro o qual o caçador de fato não estava muito acostumado. Nico então foi direto ao lugar onde Sophia lhe disse que encontraria a tal família e assim foi, mas os mesmo assim como a ruiva também havia dito logo perceberam quem ele era e temeram pela vida de seu filho.

— Não! Não! Não! Esperem por favor.— Nico estendeu suas mãos para frente em rendição, tentando mostrar que não estava ali como caçador para lhes fazer mau de alguma forma.— Eu não quero machucar ninguém.— Ele tirou o arco e flecha das costas o colocando sob a bancada da modesta padaria que a família tinha, mas isso não fez com que eles confiassem nele e de repente Nico sentiu uma forte dor na cabeça e apagou. Pouco tempo depois o caçador acordou, estava amarrado a uma cadeira no porão da casa sem nenhuma arma ou possibilidade de se soltar, a frente dele estava um homem não muito alto com cabelos castanhos achocolatados e olhos também castanhos.

— O que você quer com a minha família caçador? Quantos são? Como nos achou?— O homem até que estava bem calmo diante da situação.

— Eu não sou seu inimigo, preciso da sua ajuda, não quero machucar ninguém. — Por favor uma pessoa vai morrer se não me ajudarem.— Nico falou tentando se soltar de todas as formas, mas suas tentativas estavam aparentemente sendo em vão.

— Tudo bem, eu tentei ser amigável, mas...— O homem deu lugar uma estranha criatura com caudas no lugar de pernas uma pele verde parecendo uma serpente gigante… o caçador tentou manter sua calma, tendo em mente que Sophia havia lhe dito que tudo isso aconteceria e ele precisaria se manter disposto a cooperar, mesmo que seu instinto lhe disse para quebrar aquela cadeira e fazer o que foi treinado para fazer ele se conteve, respirou fundo, e olhou ao redor, ainda estava um tanto pasmo com aquela criatura, nunca tinha visto uma dracaenae de perto até pensou que estivessem extintas, mas ali estava uma bem a sua frente…

— Olha eu sei o que parece, mas eu realmente preciso de da ajuda de vocês, tenho uma amiga que está que morrendo e o sangue do seu filho é único que pode curá-la, não vou machucar ninguém... como já perceberam eu estou sozinho, não vim aqui para lutar, só preciso da ajuda de vocês… por favor.— Nico não era um cara de ficar pedindo muitas vezes as coisas, mas a ruiva havia sido muito bem taxativa que ele deveria ser o mais amigável possível…

— Não acreditamos em você. Só está querendo ganhar tempo— Falou a “mulher-cobra” .— Arrume as nossas coisas, precisamos nos mudar agora, vou matá-lo em subo em seguida— A mulher avançou enquanto o marido subia, seria o fim para aquele caçador...

— Sophia me enviou!— Nico gritou— ela que pediu para eu vir, ela abriu um portal eu nem sabia da existência de vocês.

— Sophia Vladmir?— A mulher parou a poucos centímetros do caçador.— Aquela feiticeira tentou tirar meu filho de mim quando ele ainda era um bebê…Eu vou esquartejar você e mandar pedaço por pedaço de volta pra aquela bruxa…— Nico vendo que a idéia de falar da ruiva foi muito ruim, não teve escolha a não ser quebrar a cadeira se jogando no chão o que fez com as cordas se afrouxaram e ele conseguisse sair, rapidamente pegou um pedaço de madeira da própria cadeira para se defender, já que seu arco foi deixado em algum lugar que ele não sabia onde.

— Olha só, eu sou um caçador treinado… já podia ter fugido ou matado vocês— ele a olhou analisando se devia mesmo ter dito isso.— Ou talvez não, mas eu realmente não estou mentindo, pessoas vão morrer se eu não levar o seu filho…— ele respirou fundo— olha… eu sei que é estranho, mas vocês podem vir comigo, eu levo vocês junto e aí vão ver que não estou mentindo, mas por favor…— A mulher não quis ouvir mais nada, lançou uma cauda no pescoço de Nico o sufocando, ela iria matá-lo…

— Mãe por favor… Não faça isso.— Um rapaz de seus 19 anos abriu a porta de uma vez só.

— Angus o que faz aqui? Vá já pra cima ajudar seu pai, nó vamos sair da cidade.

— Não mãe, eu vou com ele, não parece estar mentindo e se tiver eu sei me defender, mas acredito nele.— O rapaz de cabelos castanhos achocolatados iguais aos do pai estava decidido, este é Angus Venena o tipo único de dracaenae já que todos de sua espécie são mulheres, seu físico estava escondido por calça e casaco, mas era possível ver que ele tinha pernas e não cauda, mas assim como a mãe podia ser apenas uma de suas formas. Angus acabou por convencer a mãe a deixá-lo ir, mas ela foi junto deixando instruções específicas ao marido caso eles não dessem notícias em algumas horas…

 

De volta a NY o clima estava pesado, Alessandra a mãe de Angus não gostava nem um pouco de Sophia por esta ter querido levar seu filho quando este ainda era um bebê, mas acabou vendo que realmente a presença do filho ou melhor o veneno que era o sangue de seu filho realmente era necessário. Angus observando a falta de destreza da bruxa em manusear tal substância se ofereceu para fazer a aplicação.

— Ela não pode se mover.— Disse ele.— Um erro e ela morre.—Rapidamente Sophia imobilizou Dallas com uma magia e ele fez o procedimento jogando seu sangue venenoso cuidadosamente sobre o sangue preto de demônio que estava lutando de todos os jeitos para se espalhar, sendo contido apenas pela magia de Bessie que estava um pouco mais forte por estar canalizando Serina, quando o sangue do dracaenae entrou em contato com sangue do demônio Dallas gritou de dor e desmaiou pouco tempo depois, se não estivesse imobilizada o estrago seria dos grandes tamanha a dor que a Fillis Ulmus sentia naquele momento...

 

Tudo correu bem graças a destreza do jovem Angus, Dallas estava fora de perigo e bessie pode parar  de canalizar Serina, as duas já estavam bem cansadas e Sophia achou melhor deixá-las por ali mesmo descansando, Nico como sempre não gostou da idéia, mas viu que todas estavam muito exaustas então voltou a Sede com Nathan, para tranquilizar a todos. Quando Sophia voltou para a biblioteca após acomodar Dallas, Bessie e Serina, encontrou dois convites preto com letras vermelho sangue abaixo de sua porta.

— Alguém viu quem deixou isso aqui?— perguntou a seus novos hóspedes, mãe e filho negaram, ela achou estranho, mas foi dar a devida atenção aos visitantes.— Olha… seu filho seria de grande ajuda aqui, esses ataques podem acontecer de novo.

— A resposta é não.— A mãe se levantou.— Por favor, mande-nos de volta pra casa. Agora mesmo.

— Mas Alessandra, ele pode salvar muitas vidas.— Sophia ainda tentou argumentar, mas a mulher estava decidida.

— Eu já te dei minha resposta a anos atrás, e ela não vai mudar agora, meu filho não vai ser cortado e drenado toda vez que precisarem de seu sangue, isso não vai acontecer.— Alessandra enfrentava a alta feiticeira de igual para igual.

— Mas eu estou bem mãe.— Angus se manifestou.— Se eu posso ajudar, então é isso que farei, eu me regenero, esta vendo?— ele levantou sua mão para que ela pudesse ver que já não tinha mais ferimento algum.

— Não Angus, minha resposta não vai mudar.— A mulher foi taxativa.

— Mas a decisão não é sua. Eu sinto muito, mas é a minha vida e a minha decisão e eu escolho ficar. — O jovem dracaenae não costumava dizer não a sua mãe, mas e necessidade que tinha se provar e ver os outros bem estava falando mais alto então, mesmo que não quisesse deixar sua mãe triste a decisão foi tomada e ela nada pode fazer a não ser aceitar.— Eu vou ficar bem mãe, eu prometo.

— Cuidarei bem dele, sera minha responsabilidade. —Sophia tentou tranquilizar a mulher, mas Alessandra a culpava por isso, podia perder o filho com isso tudo, ela sabia o que estava acontecendo ao redor do mundo, sabia dos rumores de guerra, sempre fez de tudo para manter o filho longe de tudo isso e agora via seu esforço indo por água abaixo…

— Se alguma coisa acontecer ao meu filho, você será a única culpada e não me importa o que você é ou faz, eu a matarei da forma dolorosa possível— Dito isso a dracaenae mãe atravessou o portal sozinha.

— Minha mãe é superprotetora.— Angus tentou fazer o clima pesado se dissipar um pouco.

— Eu entendo, ela não está errada, uma guerra é o que vivemos hoje.— Sophia até riu, mas entendia os motivos da mãe do rapaz.

— Eu sei.— ele falou com simplicidade.— Ela sempre tentou esconder isso de mim, mas eu sempre soube, mas se ela estava tranquila com o fato de eu não saber então estava tudo bem por mim.— O rapaz enfiou as mãos nos bolsos parecendo um tanto sem graça e deu um sorrisinho bobo meio de lado. Sophia riu também…

— Você me parece um bom rapaz. Gosta de festas?— A ruiva pegou os convites, vendo que um deles pertencia a Kira.

— Nunca fui á uma.— Ele informou.

— Então vamos te preparar para sua primeira festa.— A ruiva piscou e os dois sumiram em um outro portal.


Notas Finais


Pra quem quiser saber a cor dos olhos de Rheder que disse cap. anterior aqui está os links



https://3.bp.blogspot.com/-lcAVvXDEQY8/TWg7iBreXuI/AAAAAAAABEQ/IVya6dS0uDs/s1600/olhos-magicos03.jpg

https://i.ytimg.com/vi/SBHfLT72vQ4/hqdefault.jpg
Olhos de Rheder como bruxa
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Olhos de híbrida
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