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História Mundos Separados - Imagine Ciel x M!Leitor x Sebastian - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Hey, amores. Fico bastante grata pelos os favoritos e os comentários. Espero estar agradando há todos com essa fanfic e pretendo trazer mais desse estilo para cá.

Vamos para os avisos. A ordem dos capítulos não vai ser na ordem cronológica do anime/mangá; então, haverá alguns arcos que têm no mangá mas não tem no anime ainda. Haverá a teoria dos dois gêmeos (Ciel e Real Ciel), mas será lá frente mesmo.

Aqui, madame red não irá morrer, eu tenho planos para ela no futuro e será explicado o porquê. No mais, o relacionamento de Ciel, você e Sebastian demorará a acontecer e será bem construído como vai ser os acontecimentos.

Espero estar fazendo um bom trabalho e se tiverem sugestões de quais animes gostariam de ver por aqui com um imagine leitor do sexo masculino, comentem que eu posso pensar em como fazer!

Vamos à estória.

Boa leitura. ♡

Capítulo 3 - Capítulo 3


Fanfic / Fanfiction Mundos Separados - Imagine Ciel x M!Leitor x Sebastian - Capítulo 3 - Capítulo 3

Capítulo 3

- (Nome)'s POV -

Já tinha se passado algumas semanas desde que cheguei à casa do Ciel. Estar dentro dessa mansão me vinha tantas lembranças boas e ruins. Mitsutada tentava a todo custo me manter perto dele e eu não entendia bem por que desses comportamentos repentinos dele. Nem me lembro qual foi a última vez que estive na residência Phantomhive. Ainda tinha medo de andar nesta casa e saber que é apenas um sonho.

 Medo de saber que é uma ilusão deste maldito demônio de novo pra me fazer bem ou pra me fazer dormir. Sempre que eu tinha um pesadelo na Califórnia, Mitsu me colocava em ilusões constantes para que eu pudesse dormir tranquilo. Claro, eu acordava enfurecido e melancólico no dia seguinte porque eu sabia que aquilo não era real. Às vezes sinto que esse demônio só me faz lembrar as coisas quando o momento é conveniente.

Estava surpreso quando notei um par de mãos nas minhas bochechas, eu levantei o olhar por um breve momento para os olhos amarelados de Mitsutada. Arqueei a sobrancelha para seu ato e logo fui pego no estilo nupcial.

"Mas que diabos, Mitsutada!" eu jorrei me segurando no pescoço dele, olhando para cima do ombro dele apenas para ver Sebastian carregando Ciel do mesmo jeito.

 Estávamos fugindo para fora da mansão enquanto ouvíamos os empregados queimando e explodindo as coisas dentro da casa. Desde que passei algum tempo ali, descobri que Bard gostava de usar uma lança chamas para cozinhar; Mey-rin vivia derrubando a louça e Finny destruía o jardim sempre que possível. Eles eram empregados nada normais.

Mitsutada me colocou no chão e arregaçou as mangas enquanto limpava minhas roupas que nem sabiam que estavam sujas de poeira pelos os estrondos da casa. Pendi a cabeça para fitar os olhos amarelados brilhantes, antes de dar um tapinha nas mãos alheias do meu corpo.

"Eu estou bem. Mas o que aconteceu?" interroguei o mordomo na minha frente que franziu a testa. O olhar do Mitsu estava intenso me fazendo encolher diante o toque dele com força nos meus braços. "Mitsu!"

"Desculpa, jovem amante. Eu ouvi as explosões dos empregados e pensei que fosse um ataque." ele suspirou e me soltou. Ele conseguia ser tão fofo querendo me proteger. "Agora, agora. Temos assuntos para tratar meu senhor."

Temos? Eu não consigo me lembrar de nada nesse momento.

Olhei para ele com um ponto de interrogação na minha cara, enquanto ele me puxava para fora do alcance de Sebastian que se aproximava de mim juntamente de Ciel. Ponderei por um momento do que se tratava e logo meu rosto se iluminou na esperança de ser uma das coisas que fazia parte do nosso contrato.

Me recompus rapidamente, limpando a garganta antes de sair do aperto do meu querido demônio possessivo com sua refeição enquanto eu olhava para os dois indivíduos que me seguiam.

"Ciel, podemos tomar um chá da tarde? Temos alguns assuntos sobre o caso do Jack, Estripador para resolver." Sorri minimamente, mordendo os lábios antes de fitar o olho azul marinho de Ciel. "Só vou resolver algumas coisas com o Mitsu aqui; depois a gente se encontra no jardim."

Apenas sorri genuinamente, enquanto ele se afastava com Sebastian seguindo seus passos e se certificando que tudo estava indo bem. Me virei aos poucos para o demônio moreno do meu lado que ria da minha expressão. É tão ruim ter um mordomo demônio que consegue ler sua expressão e pensamentos facilmente.

Caminhamos por bastante tempo, até chegar fora da residência Phantomhive e respirei aliviado.

"O que me diz?" me virei para o mesmo que me entregou alguns arquivos sobre o caso da rainha. Fiquei triste. Achei que fosse sobre as clausulas do nosso contrato, mas tudo bem. "Interessante. Tem ideia de quem pode ser?"

"Creio que seja o Visconde Druitt. Ele é bastante conhecido por se envolver com magia negra e alguns outros assuntos. Ele dará uma bola daqui a três dias para comemorar sabe-se lá o que." Mitsu respondeu gentilmente, mas sério o bastante para jogar os cabelos negros para trás. Eu ri olhando a cena. Um mordomo demônio sexy. "Por que está rindo, jovem mestre?"

"Você é demônio muito sexy, Mitsu~" ri alto, colocando minha mão esquerda enluvada na boca contendo os risos escandalosos da minha parte. "No entanto, estamos na frente do cão de guarda; Ciel já foi mais engenhoso. E, hm, Mitsu?"

"Sim, jovem mestre?" ele me olhou com um sorriso arteiro. Maldito demônio.

"Você teve informações sobre os assassinos do tio Vincent e da tia Rachel?" olhei para ele um pouco cabisbaixo; eu sentia saudades do tio Vin na maior parte do tempo, ele foi como um segundo irmão mais velho e quase meu cunhado.

Olhei para o maior que suspirou e negou. Talvez, meu tempo na Terra iria durar mais alguns longos anos.

~ * ~

- Ciel's POV -

Estava sentado na mesinha do jardim. Estava pensando em (Nome); ele se tornou o motivo dos meus pensamentos constantes e isso me deixa vulnerável de certo modo. No entanto, ele continua o mesmo garoto que era quando éramos muito mais jovens. Ele não perdia aquele sorriso altruísta por nada no mundo.

Tomei um gole do Earl Gray com um sorriso ladino sobre meus lábios secos. Pedi informações para Sebastian sobre o caso do Jack, Estripador mas até agora nenhuma informação plausível.

Deixei o Sebastian colocar os doces e bolos na mesinha vendo ao longe meu querido girassol; ele estava lindo vestindo apenas uma bermuda curta preta com botões dourados, meias até a metade de suas coxas; uma camisa social branca com um mini colete preto e luvas pretas (deixarei nas notas finais o estilo). Ele estava lindo. Não contive um rubor nas minhas bochechas.

"Você está lindo, (Nome)." comentei com um sorriso de orelha a orelha; seu mordomo estava sorrindo e com uma veia pulsando em sua testa. Foi quando eu percebi quando que o girassol estava pisando com força no pé dele.

"Mordomo idiota. Vá buscar meu bolo, Mitsu~" ele sorriu malicioso e deu um tapa estalado na bunda do seu mordomo que suspirou pesadamente forçando um sorriso. "Não faça essa carinha, Mitsu. Sabe que eu amo você."

"Já venho, jovem amante."

"Claro, claro." os olhos (cor) do meu pequeno girassol fitou o meu azul, mordisquei os lábios escondendo um rubor atrás da xícara de chá. "Tem alguma pista sobre o nosso caso?"

"Sim. Vamos discutir o mesmo e amanhã pegaremos uma carruagem para casa da minha tia." olhei para os olhos dele que apenas se fecharam e ele maneou a cabeça em concordância.

- Tempo pular para a casa da Madame Red -

"Oh, Ciel! É tão bom ter a companhia do meu sobrinho." Minha tia sorriu, abraçando-me contra seus seios com força me fazendo sufocar. Mulher, me solte! ela me soltou aos poucos com os olhos arregalados. Passou por mim com uma rapidez impressionante, me virei para onde ela foi e vi que ela agarrou o corpo magro de (Nome). "Eu lembro de você, pequeno girassol."

Por que todos que conheço o chamam de 'pequeno girassol'? desde pequeno eu tento descobrir o porquê dos meus pais e minha tia o chamarem dessa forma, mas nunca entendi.

"Madame Red... titia!" ele a abraçou e minhas sobrancelhas tremeu. Eu não consigo me lembrar do (Nome) na minha infância com minha tia, "Você continua tão linda quanto antes. Mesmo que tenha se passado poucos anos, você ainda continua lindíssima."

"Você é muito gentil, meu girassol." ela o soltou e caminhou para dentro de sua casa com Lau atrás dela e seu mordomo de cabelo vermelho. "Iremos trabalhar todos juntos neste caso. Mas precisamos de informações sobre os corpos e visitar a cena do crime."

Vi o outro mordomo caminhar em direção à sala e entregar alguns doces para nós. Eram realmente gostosos. Discutimos como seria tudo e saímos em seguida para seguirmos até o agente funerário que iria nos ajudar a inspecionar os corpos das vítimas.

Entramos dentro do lugar e suspirei, novamente aquele louco está se escondendo dentro desses vários caixões. Uma atmosfera tão agradável. Sebastian limpou a garganta na tentativa de chamar nossa atenção ou a do Undertaker. O qual, não deu sinais.

"Sabemos que você está aí." apontei na direção de um caixão principal. Mordi os lábios levemente não obtendo respostas; abaixei levemente o corpo frustrado com os truques desse louco. Senti um arrepio pela minha espinha quando vi duas mãos nos meus ombros e uma risada profana atrás de mim.

"Olha só se não é o meu conde favorito! E trouxe-me companhias para essa maravilhosa ocasião. Veio preparar os vossos caixões? Tem rostos novos por aqui." ele deu um risinho abafado pela a enorme maga de seu manto, se aproximando de (Nome), mas antes que ele colocasse as mãos imundas dele no rosto do meu melhor amigo, eu pigarreei chamando-o. "Jovem conde estragando meu momento."

"Viemos aqui para inspecionar os corpos das mulheres que tiveram os úteros arrancados e alguns corpos desmembrados." Murmurei com a voz firme e o homem mais velho de cabelos grisalhos suspirou antes de ampliar seu sorriso.

Undertaker deu a volta pela a pequena sala de recepção olhando todos os seus convidados com um biquinho nos lábios antes de se virar para Mitsutada, mordomo de (Nome) que forçou um sorriso debochado nos lábios e segurar com força o braço do macho de cabelos brilhantes (cor).

"Ora, ora. Você sabe meu preço; quem de vocês irá me fazer rir? Apesar de estar mexendo com a morte o tempo todo, o único fato que me deixa 'feliz' nesse mundo humano é a risada. Quem será?" ele parou na frente de nós e acabei me frustrando mais ainda quando comecei a ouvir as piadas sem nexo de alguns dentro do estabelecimento; tive meus ouvidos tapados por Sebastian e os de (Nome) também foram cobertos pelo o de seu mordomo.

Continuei de braços cruzados devido a ninguém estar conseguindo arrancar uma risada daquele homem. Eu definitivamente não consigo entender o porquê de tantas coisas não estarem dando certo hoje; mordisquei os lábios quando vi Mitsutada nos mandando sair que ele iria resolver isso. Uma vez fora de dentro daquele prédio, vi o prédio tremer diante dos meus olhos e uma risada escandalosa vindo do ceifador dentro daquele prédio.

Suspirei voltando para dentro para vê-lo rolando no chão rindo enquanto segurava a barriga em êxtase; uma vez que ele se recompôs nos apresentou os corpos e analisamos indo para fora daquele prédio novamente. Andamos até a cena do crime aonde tinha alguns policiais olhando tudo; arqueei a sobrancelha quando fui chamado de criança e sei que (Nome) não gostou nenhum pouco já que ultrapassou a faixa da polícia sem dar a mínima para o que o policial Arthur tinha falado.

Quando passei por de baixo da faixa, cobri a boca com a mão vendo tanto sangue espalhado e estava um odor terrível.

"Quem fez isso não é humano." Mitsutada comentou ao lado de seu mestre que apenas concordou, chegando mais perto para olhar o corpo da mulher que estava pálida devido a perda de sangue e também por estar morta.

"Definitivamente. Mitsu, eu quero que você busque por informações mais a fundo. É uma ordem." o garoto do meu lado pediu com uma voz profunda, o que me fez arquear a sobrancelha para esse ato de (Apelido); ele nunca falou assim e nunca tratou ninguém dessa maneira. Claro, este era um novo homem. "Vamos para a casa da Madame Red, Ciel. Já tínhamos pra ver o que queríamos aqui."

"Certo. Sebastian, vá atrás de suspeitos." me virei para o corvo que apenas concordou e colocou a mão sobre o peito onde deveria ficar o coração o qual ele não tinha.

"Yes, My Lord."

~*~

- (Nome)'s POV -

Devo admitir que vestir um vestido não vai ser uma tarefa fácil. Não lembro em concordar com essa ideia. Suspirei derrotado indo até o quarto onde estava Sebastian e Ciel; tive que rir por um momento antes de olhar para o espartilho nas mãos do lobo que tinha um sorrisinho debochado nos lábios. Devo falar viu, esse demônio me odeia.

Me apoiei na cama com força e fechei os olhos quando ele começou a puxar as cordas me fazendo arfar e corar, chamei baixo o Mitsutada corando com força e sentindo o suor escorrendo no meu rosto.

"Mitsutada!" arfei com força jogando a cabeça para trás e ruborizando por falta de ar. Não deixei de corar quando vi os olhos de Ciel em mim e no Mitsu que parou de puxar as cordas do espatilho. "O que está olhando, Ciel? Você vai passar por isso também."

Resmunguei quando o Mitsu terminou de puxar as cordas e me fez suspirar antes de eu o olhar com desdém. Que vontade de arrancar aquele sorrisinho da boca dele com um soco; deixei que ele me arrumasse com um vestido e uma peruca com a cor dos meus cabelos. Cerrei o cenho enquanto colocava a maquiagem para realçar meus olhos e as luvas que combinavam com meu vestido e para esconder minha marca do contrato.

Deixei que um sorriso serpenteasse pelos os meus lábios quando ouvi Ciel lá no quarto que estávamos. Mordi meus lábios com certa força, quando o demônio lobo voltou vestido mais elegante e olha viu, pegava meu mordomo. Mas somos amigos, apesar dele estar querendo minha alma como alimento.

Ele estava divino naquela roupa como um guerreiro que acabará de voltar de uma guerra.

"Bom, Ciel será minha sobrinha que chegou em Londres para uma visita e Sebastian será seu tutor. E você, girassol você-"

"Eu serei uma princesa que veio de Gênova e estou sendo acompanhada do meu noivo, Mitsutada. Que por sinal, é um cavaleiro." sorri alegre, umedecendo os lábios e deixando esse demônio sem vergonha passar o braço ao redor da minha cintura. "Vamos, queridos?"

Estávamos indo para a bola do Visconde Druitt; isso seria uma noite longa e eu não estava reclamando muito porque eu já tinha passado por situações semelhantes nos Estados Unidos.

Arrepiei quando saí da carruagem e entrava com um demônio do meu lado que me guiava pelo o extenso salão de baile. Cantarolei por um momento antes de erguer os olhos e encontrar com os olhos de muitas mulheres que lançavam olhares nada sugestíveis para o meu mordomo.

Ouvi a risadinha vindo de Sebastian e eu apenas arqueei a sobrancelha na direção dele, revirei meus olhos e cruzeis os braços em descontentamento quando meu mordomo foi tirado de mim.

"Está com ciúmes de mordomo estar atraindo a atenção, jovem senhor?" a voz profunda de Sebastian soou, me fazendo pular do meu lugar e jogar uma das minhas madeixas (cor) para o lado.

"Ele só está fazendo o que faz de melhor. Não deveria estar de olho em Ciel?" questionei fitando o maior que sorriu ladino, no entanto, eu sorri quando vi meu amado demônio voltar me estendendo a mão.

"O Visconde Druitt apareceu, jovem amante. Para chegarmos até ele teremos que dançar. Se lembra dos acontecimentos nos Estados Unidos? Você foi uma princesa tão linda." corei com esse fato e lembrança, mas preferi deixar para uma outra hora e sair dançando com o demônio até o visconde que conversava com algumas mulheres. "Não quero que fique perto daquele demônio corvo, meu senhor."

"Por que diz isso? Você nunca foi um ciumento, Mitsu." dei um giro antes de morder os lábios e encarar o conde que olhava para mim e Ciel que vinha logo atrás um pouco mais longe. "Ciel está vindo. Droga, ele vai acabar com a minha investigação."

"O demônio corvo olha diretamente para sua alma com fome, apesar dele ter um contrato com o senhor, ele está interessado na sua. Lembre-se de quando estávamos nas ruas de Londres quando você era mais jovem, muitos demônios tentaram devorar sua alma." isso era verdade, muitos tentaram levar minha alma a força mais recuaram quando avistavam Mitsutada. Não entendia porque alguns demônios recuavam quando o viam, mas iria perguntar depois que isso terminasse. "É sua chance, vai."

Num último giro, me choquei contra o peito do visconde que sorriu passando o braço em torno da minha cintura. Os cabelos loiros do homem caíam como uma cascata por seus ombros e moldava seu rosto que parecia – só parecia mesmo – gentil. Conversava com ele entre risadas e outras, mas sempre dando meu melhor sorriso e o puxando para as escadas; claro que, naquela altura, Ciel já tinha se juntado a mim.

Dei uma olhada para trás não encontrando em lugar algum meu querido demônio, mas deixei que uma fita do meu vestido caísse nas escadas para que meu lobinho tivesse uma pista de onde eu poderia estar. Quanto mais andávamos pelo o corredor sentia minha visão turva, minha cabeça estava doendo e tudo que consegui ouvir foi o corpo de Ciel caindo no chão; me virei lentamente para encontrar com os olhos do Earl que sorriu, foi aí que me encontrei no chão.

Abri meus olhos lentamente para ver vários nobres com máscaras que estavam... Era isso. O homem vendia os órgãos das moças para os nobres podres; este tipo de homem me enjoava e ele era um imundo. Sinalizei para que Ciel não falasse nada e deixei que o visconde me pegasse pelo o braço e me colasse ajoelhado na frente daqueles nobres mascarados; uma vez forçando um olhar assustado, deixei que o este homem falasse o que desse vontade e os lances fossem dados.

Joguei o cabelo para trás antes de me erguer e chamar baixinho pelo o meu querido demônio. Olhei para Ciel que chamou por Sebastian e assim, as luzes foram apagadas. Pude ouvir o som do sangue sendo jorrado e dos gritos das pessoas, mas isso não me trazia nenhuma emoção.

Peguei uma adaga que estava na cintura do visconde Druitt e coloquei contra o pescoço dele, respirando fundo e sorrindo da mesma maneira sádica que ele sorriu quando caímos no chão graças ao gás que ele nos fez inalar.

"Ora, querido. Você não pode se defender de uma mulher indefesa?" sussurrei contra o ouvido do homem que me olhou e seu semblante assustado se fazia presente. Quando as luzes voltaram pude ver que todos os 'convidados' estavam mortos. "Vejo que você chegou ao fim, Earl. Terei o prazer de acabar com você eu mesmo. Pegue ele, Mitsutada. Temos uma noite longa pela a frente."

"Yes, lover." Ele sorriu se curvando pondo a mão no peito e vindo até mim para pegar o visconde nos braços.

"Ciel. Pode informar à rainha que o caso está encerrado? Eu tenho alguns assuntos para resolver nesse momento." deixei outro sorriso contornar meus lábios antes de dar as costas para o garoto atrás de mim e seu demônio. 

Me enjoava homens como o visconde e ele pagaria por cada mulher que matou, tirou delas as chances de se casarem, serem mães e avós; ele iria pagar por tudo que causou para famílias que ficaram sem suas filhas ou sobrinhas. Este mundo é imundo e as pessoas colaboram para que ele se torne ainda mais repugnante. Mesmo eu tendo meus 15 anos, já vi muita coisa nos meus anos fora das ruas de Londres e desse país; pode-se assim dizer que não sou uma criança como algum dia já fui, não sou indefeso, não preciso que Mitsutada vire minha babá e me proteja de tudo. Eu não sou uma pessoa indefesa.

Antes que eu sumisse na escuridão seguindo o demônio na minha frente que calava aquele outro homem, me virei para encontrar com a visão de Sebastian falando para Ciel como ele poderia sempre ser o sequestrado. Ri disso me lembrando do quanto na mansão fantasma Ciel era meio que "sequestrado" pela sua tia, Frances, para treinar esgrima às escondidas do tio Vin.

- Sebastian's POV -

Enquanto eu despia o jovem mestre para mudar para sua roupa de noite, notei o quanto ele estava perdido em seus próprios devaneios naquela altura. Tivemos uma noite cheia, é verdade. Mas imagino que seus pensamentos estejam voltados para seu melhor amigo que não voltou até agora desde que deixamos a mansão do visconde; vejo que o jovem mestre está perdido em devaneios com frequência desde a chegada/retorno do outro jovem rapaz. 

"Está preocupado com a demora de seu amigo, boochan?" perguntei baixo, apenas para encarar os olhos de meu mestre que não tinha muita expressão, mas sabia que ele estava preocupado, sua alma estava inquieta.

"Não estou preocupado, estou curioso para saber o que aconteceu com ele durante esses anos. Por mais que sejamos amigos (Nome) não me conta muitas coisas de seu passado e também o entendo. Quando éramos mais jovens ele odiava que os outros o vissem como fraco isso em diversos aspectos; desde a sentimentos até em seu próprio físico. Ele odiava que os outros o protegessem e sentissem pena dele. Vejo que as atitudes continuam as mesmas." ele suspirou, retirando seu tapa-olho e eu o ajudei a se deitar na cama e cobri-lo. Desde que conheci a outra criança pude sentir muitas coisas vindo da alma do rapaz, por mais mesclada que fosse, ainda era possível sentir algo humano vindo dentro dele. "Quero que investigue mais sobre ele, nem que pra isso, tenha que ir até a mansão dele. Irei dormir. Dispensado, Sebastian." 

Me curvei antes de sair do quarto e suspirar lentamente enquanto andava pelo o corredor da casa de Mademe Red. Me pergunto o que há com essa outra criança e por que sua alma parece tão pura e carregada de enigmas que não consigo decifrar? Andei até a frente da casa para olhar o céu da noite, as ruas estavam escuras devido a má iluminação dos postes; a rua estava úmida graças a chuva fina que cairá mais cedo naquela noite.

Olhei por bastante tempo a rua escura até ouvir uma movimentação vinda de um beco próximo a casa da tia de Ciel. Caminhei até lá esgueirando as sombras para encontrar o demônio lobo e seu senhor que tinha o rosto um pouco sujo e pelo o cheiro forte de sangue, creio que seja do líquido em seu rosto. 

"Ele era um homem patético, mas imundo. Homens como o visconde me deixam enjoado." o garoto riu mordendo a luva e retirando-a lentamente. Pude ver ali seu contrato brilhando intensamente numa cor amarelada igual aos olhos daquele demônio lobo que tanto odiava. Era ali que ele escondia. Interessante. "Mas, nosso trabalho não é eliminar o visconde, mas sim, outra pessoa; você sabe, um ceifador."

Ceifador? Como ele sabe de ceifadores?

"De fato, meu amante. Tenho minhas dúvidas de quem possa ser e creio que você também já saiba." o demônio lobo sorriu aproximando-se do garoto que riu deixando seus olhos brilharem perigosamente; antes de sair dos encantos de seu mordomo. "Devemos voltar, querido amante. Eles podem começar a suspeitar da nossa demora e não queremos chamar a atenção do pirralho Phantomhive e seu mordomo demônio."

"Eu amo Ciel, mas não consigo entender como ele pôde vender sua alma por vingança. Ele já não é mais a criança que eu conheci algum dia." (Nome) suspirou e pude ver como ele ficava lindo sob a luz da lua e o rosto manchado de sangue; isso o tornava ainda mais apetitoso. "Mas está certo, vamos voltar para casa da tia Red, estou muito cansado e preciso dormir um puco e outra, ainda estou usando um vestido."

"Devo dizer, você é uma linda dama, jovem mestre." 

"Cale a boca, Mitsutada! Isso é frustrante e vamos logo, estou cansado de usar esse salto e esse espartilho; meus órgãos estão pedindo socorro." ele rosnou e eu sorri. 

Esse garoto era realmente fascinante e por mais que seja amigo de meu mestre, sei que aquele pirralho de olhos azuis não iria se incomodar comigo torturando seu amigo apenas para ver até onde ele é capaz de ir e o que ele esconde por de trás de tantas barreiras que criaste. Seria uma tarefa nada fácil, mas valia o esforço. Valia muito.



Notas Finais


Não deixem de consultar para a imaginação fluir melhor.

https://pin.it/5kdZE9K (vestido)
https://pin.it/1uBtbuz (luva)
https://pin.it/2Ev5Xov (Mitsutada como está vestido)

Deixem seu feedback, pois, é importante. Até breve!
~♥︎


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