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História Mundos separados - Capítulo 12


Escrita por: e Skull_Queen


Notas do Autor


Trouxe mais um capítulo pra vocês ❤

Capítulo 12 - Conflicto y sentimientos


Fanfic / Fanfiction Mundos separados - Capítulo 12 - Conflicto y sentimientos

Ulquiorra estava próximo à casa de Orihime, quando sentiu uma aura muito forte. De imediato ocultou sua presença, temendo ser algum oponente. Encostou-se numa parede e ficou observando quando um carro parou em frente da casa dela. Lá, saíram dois homens e uma mulher, na hora a reconheceu: era Yoruichi. Resolveu observar o que iria acontecer, notou que o cheiro que Orihime estava próximo, logo ela estava adentrando a casa.

O demônio se questionava o que aconteceria, será que ela mataria a garota? – sentiu uma sensação estranha, seria preocupação? - acabou deixando que notassem sua presença neste momento, mas os seguranças não se moveram. Com pouco tempo, viu Yoruichi saindo de dentro da casa, acompanhada de Orihime – no fundo sentiu um alívio, mas se recusava a demonstrar – ela tinha uma expressão de agonia. Entraram no carro e saíram, fazendo com que ele resolvesse retornar à “base”, completamente frustrado.

....

Orihime foi o trajeto todo em silêncio, estava triste, agoniada, totalmente quebrada. Ainda não acreditava que fazia parte disso tudo, dessa guerra entre demônios e que tinha o sangue de um correndo nas veias. Estava fragilizada, parecia que seu mundo havia desabado. Yoruichi não a tratou com tanta gentileza e foi logo jogando uma responsabilidade enorme em suas mãos, se perguntava internamente: ela seria uma ajuda? Talvez não.

Outra coisa que a deixava intrigada era Ulquiorra, ele era um inimigo de fato? O que aconteceria entre os dois agora? Yoruichi o mataria. Evitaria que ela o encontrasse de novo? Ele iria procurá-la? – os pensamentos vinham todos de uma vez em sua cabeça, naõ dando nenhum descanso, nenhuma trégua.

Não. Ele não se importa com ela, foi apenas sexo – concluiu por fim.

Estava tão perdida em seus questionamentos que nem percebeu quando chegaram. Passaram por um portão preto, havia uma imensa parede de pedra, como uma fortaleza, para proteger o local. Por dentro do paredão, a casa mais parecia uma mansão. Era enorme, tinha dois andares, paredes de pedra cinza com janelas de vidro, tinha um jardim na frente, Orihime ficou de boca aberta admirando o lugar. Vários seguranças, espalhados pela casa, faziam a varredura, como se fizessem parte da casa.

Yoruichi sentou-se no sofá da sala e começou a encará-la.

- Sente-se aqui, Orihime. – indicou o lugar ao lado dela, a garota logo sentou-se. – Então, vai continuar com seus ataques de histeria ou poderemos conversar civilizadamente?

- A segunda opção. – Orihime disse séria.

- Que bom. Deseja comer ou tomar algo? Vou pedir um café pra mim. – perguntou.

- Um café.

Ela chamou um dos guardas e logo ele saiu pra buscar os itens solicitados.

- Você parece ser bem poderosa e rica. – Orihime disse.

- Eu sou a maior traficante dessa cidade, meu bem. – disse com seu sorriso faceiro, notou que a ruiva ficou com uma expressão de espanto. – E também sou a tia distante que lhe manda dinheiro.

- Não acredito... – disse incrédula. – Traficante...

Orihime ficou aterrorizada, estava no meio de um mundo totalmente obscuro, primeiro demônios e agora tráfico, era tudo surreal, sua vida nunca mais seria a mesma.

O guarda havia retornado, trazia consigo uma bandeja com duas xícaras de café, deixando-as em cima da mesinha de centro. Yoruichi pegou a sua e tomou um gole.

- Sim querida, sou uma traficante. Graças a isso tenho essa casa e outras propriedades espalhadas pelo país. – fez uma pausa e bebeu mais um pouco. – Não se preocupe, seu nome está no meu testamento. Tome seu café.

Orihime ainda assustada, pegou a xícara e bebeu, estava quente e forte, o que a ajudou a digerir as informações.

- Bem, Orihime, preciso que me conte quem era o demônio e o que aconteceu entre vocês dois... – disse isso analisando o corpo dela com o olhar. – Sinto o cheiro dele impregnado em você...

Ela engoliu em seco e sentiu um frio na barriga, mas resolveu falar.

- O nome dele é Ulquiorra Cifer. Ele me disse que era um demônio, o quarto espada do rei Aizen. – deu uma pausa pra formular as palavras certas e notou que a outra a observava curiosa. – Um homem me atacou na rua e ele me salvou.… Mas ele logo começou a devorar o homem, eu fiquei assustada e fugi...

- É bem a cara de um Neclar comer humanos… Continue, sei que não foi só isso. – disse séria. 

- Ele me seguiu até em casa, nós conversamos e depois ele foi embora. – tocava os joelhos com as mãos, estava nervosa. – Em alguns dias ele voltou a minha casa de novo e me disse algumas coisas sobre a missão dele.

Yoruichi a ouvia atenta.

- E nós passamos a noite juntos... – disse meio sem graça.

- Ele a forçou? – perguntou apenas por perguntar, pela expressão da mais nova, percebeu que não.

- Não...- ela fitava o chão. – Aconteceu...

- Bem, isso explica o cheiro dele tão forte em você. – analisou a expressão da garota. – Está apaixonada por ele?

- O quê? Não... – apressou em falar. – Ele deixou claro que eu era fraca e que era só sexo.

- Está apaixonada... e iludida. – Yoruichi conclui sarcástica. – você esta se prevenindo, né?

Orihime abaixou a cabeça.

- Orihime, você não usou nada? – perguntou intrigada.

- Não.

- Ele gozou fora pelo menos, né?

-...

- Puta que pariu!! Um demônio com mais de 300 anos não sabe tirar a porra do pau de dentro de uma boceta!!! – esbravejou. – Porra!

Orihime estava de cabeça baixa envergonhada.

- E você? Não teve educação sexual na escola não? Caralho! – estava em pé de braços cruzados de frente a garota. – Você sabe que pode estar grávida, não é?

A ruiva abriu os olhos espantada, não imaginou que isso poderia acontecer.

- Eu...eu... – tentou formular uma frase. – eu sinto muito.

A outra suspirou.

- Se esse colar chegar às mãos de Aizen, ele vai invadir nosso planeta e provavelmente destruir a humanidade ou escravizá-la. – disse amarga. – E não bastasse só isso, você abriu suas pernas pro inimigo...

A Ruiva começou a chorar amargurada.

- Já conversamos sobre essa choradeira! – disse com raiva. – Você vai ficar aqui até resolvermos isso. Está proibida de sair.

- Mas eu tenho que ir pro colégio. Estou no último ano, em alguns meses me formo. – disse preocupada.

- Você tem problemas maiores agora… E isso vai ser temporário. – Yoruichi estava saindo do cômodo enquanto falava. – Só até eliminarmos essas ameaças.

Orihime sentiu um aperto no peito e um rosto veio em sua mente...Ulquiorra.

.....

Todo o galpão tinha virado uma enorme fogueira, não tardaria até que as autoridades chegassem. Temendo serem vistos, Nnoitra e Grimmjow levaram Soi fon para a caverna. Alguns dos hanyous conseguiram escapar, embora não tivessem morrido, estavam com graves avarias...deixariam eles pra lá por enquanto. Não era proridade.

O azulado sentou-se de pernas cruzadas, sobre uma pele no chão e ficou observando entediado o outro amarrar a vitima.

- Qual é, Grimmjow, vai ficar parado aí? É um inútil mesmo. - reclamou Nnoitra

- Não tenho muito interesse em tortura. Deixo a primeira rodada com você. - disse gracejando com o outro.

- Tsc.

Nnoitra amarrou Soi fon diversas vezes, queria deixá-la bem presa. Levantou a cabeça dela puxando seus cabelos.

- E então, minha querida... Quem é o chefe? – perguntou a ela.

- Pode me bater à vontade, eu não vou dizer nada. - respondeu firme.

- Será mesmo? Eu adoro um desafio... – abriu seu sorriso diabólico e deu um soco no estômago dela.

Ela gemeu de dor.

Ulquiorra chegou no local e se deparou com a cena.

- O que aconteceu aqui? – perguntou frio.

- Olá Ulquiorra, sentiu minha falta? – Nnoitra perguntou sarcástico.

Ele não disse nada, apenas o encarou, queria respostas.

- Atacamos o galpão e pegamos ela, vamos torturá-la em busca de informação – Grimmjow disse.

- Entendo. – Ulquiorra falou desconfiado. – Então, conseguiram algo?

- Até agora nada. – Nnoitra disse e deu um soco no rosto da garota. – Mas não sei por quanto tempo ela vai aguentar “brincar” comigo. Essa hanyou parece dura na queda...

Ulquiorra sentou-se próximo a Grimmjow.

- E então, obteve alguma resposta da sua fonte? – ele perguntou ao moreno de forma amena.

- Não.

- Apenas não?

- Apenas.

- Você parece não estar tão interessado em concluir nossa missão, Ulquiorra. – Grimmjow disse

sério.

- Eu estou.

- Pois não parece nem um pouco. – suspirou. – Você é o quarto espada, um dos guerreiros mais fortes de Aizen. Você foi criado pra matar desde criança, vários guerreiros te admiram por sempre cumprir ordens e matar os inimigos do rei. – o outro ouvia tudo calado. – Que porra tá acontecendo? - concluiu á um pouco exaltado. Queria ir embora daquele mundo idiota o mais rápido possível, mas estava cercado de incompetentes.

- Não está acontecendo nada, apenas... Minha fonte não estava disponível hoje. – falou tranquilo. – Vou atrás de comida.

Levantou-se e saiu da caverna.

Nnoitra parou um pouco com a tortura e sentou-se perto de Grimmjow.

- Ele vai nós trair, você já percebeu isso, não é? – o moreno disse ao outro.

- Tenho quase certeza. Ele não é de enrolar em uma missão, ainda mais uma simples que nem essa!

- Ele está impregnado com o cheiro da humana. Ele não a matou, pelo contrário, está fodendo com ela. – Nnoitra disse com nojo.

- É, eu também percebi. – o azulado disse. – Aposto que ele sabe quem é o cabeça.

- Pelo menos ele vai nos levar até a humana. Vou adorar matá-la. – Nnoitra falou entusiasmado, tinha nojo dos humanos.

Ulquiorra retornou e trazia consigo um javali morto.

- Que porra é essa? Carne de Javali?!? – Nnoitra esbravejou. – Você tá me comparando a um maldito animal?? Eu não vim aqui pra comer isso, eu quero um humano bem suculento.

- Quem disse que isso é pra você? Se quer comer, vá atrás da sua própria comida. – Ulquiorra disse e sentou-se no chão e começou a devorar sua refeição, ignorando completamente os outros dois.

- Filho da puta... – Nnoitra sibilou e saiu da caverna, nem ligando mais para a prisioneira.

- Olhe a prisioneira, vou atrás de comida também. – Grimmjow disse e saiu do local em seguida.

O demônio deu uma olhada na garota e viu que ela estava desmaiada, talvez de tanto apanhar. Em pouco tempo terminou de comer. Deitou-se sobre a pele de animal e ficou se lembrando dos momentos que teve com a ruiva. Se perguntava o que ela estaria fazendo. Se estaria segura, se estaria pensando nele...Lembrou-se de Aizen e da ordem que ele lhe deu.

Lembrou-se de seu passado, seus pais morreram e ele não chegou e conhecê-los, Aizen o “adotou”. Sempre pegava os órfãos e os transformava em guerreiros. Foi criado pra matar, nunca lhe foi ensinado nada sobre emoções, não compreendia algo que não conseguia ver ou matar.

Aos cinco anos de idade foi enviado a uma ilha cheia de monstros ao lado de outras crianças, ele foi o único a retornar, depois de dez anos com a cabeça do rei daquela ilha. Depois disso, Aizen o nomeou o quarto espada, porém ele não sabia que ele tinha um poder escondido, se soubesse talvez fosse o primeiro espada ou, quem sabe, até mesmo o rei.

Fez “amizade” com os outros espadas e foi a primeira vez em um bordel, teve uma mulher e descobriu o que era prazer. Anos depois, Aizen mandou que destruíssem o local e ele acabou matando a garota...

Séculos depois conheceu Apacci que simplesmente o convidou pra foder e ele foi. As poucas mulheres que teve o queriam por dinheiro ou por puro prazer, se bem que as prostitutas sempre davam descontos a ele, uma até disse que o amava e ele não deu importância. Apenas tinha prazer em matar ou em foder, eram as poucas emoções que conhecia. Gostava quando tinha que matar alguém forte, aumentava mais ainda seu ego, era bom abrir a boca e dizer que aquele inimigo era apenas lixo.

Porém, depois de três séculos de existência algo o incomodava. Algo desconhecido que crescia dentro de si – não era possível, ele não podia deixar que isso acontecesse – estava sentindo algo pela humana, não era só sexo como repetia diversas vezes para si mesmo.

E isso era um sério problema.

.....

Na casa de Yoruichi chegaram duas pessoas. Orihime estava na entrada da casa ao lado dela e pode vê-los bem. Um era loiro e alto, tinha o cabelo na altura dos ombros com franja a outra era baixa e loira, tinha os cabelos presos em duas maria-chiquinhas.

- O que houve, Hirako? – Yoruichi perguntou impaciente.

- Fizeram um estrago no galpão e mataram alguns de nossos homens – falou cabisbaixo – E... Não encontramos Soifon em lugar nenhum. Ela deve ter sido capturada como refém.

Yoruichi virou-se de costas e alisou as têmporas, completamente enraivecida.

- INFERNO! – não conseguiu evitar de gritar. Toda a casa estremeceu com o grito dela. - Quero que organizem duas patrulhas com os hanyous que sobraram e vasculhem cada pedaço daquele buraco! Ninguém volta até que localizem ela!

- Mas, senhora, o local está coberto de policiais e bombeiros...

- E? Por algum acaso deveríamos nos sentir intimidados com eles? A polícia nos persegue há anos e nunca nos encontraram, mesmo estando debaixo do maldito nariz deles! ENCONTREM-NA!

- Sim senhora! - responderam ao mesmo tempo, e saíram imediatamente.

- Algum problema? - Orihime chegou instantes depois, mas cautelosa. Viu como Yoruichi poderia ser feroz, e mesmo alegando que era sua protetora, ainda nçao confiava nela.

- Muitos... Mas não te dizem respeito. Vou te mostrar seu quarto...

...

- Achei esse humano aqui, com um uniforme esquisito... - Grimmjow disse, erguendo o corpo do policial.

- Ótimo. Vamos voltar... - disse caminhando calmamente.

- Nnoitra... Precisamos tomar providências quanto àquele moleque. - disse o azulado, enquanto arrastava o corpo inerte no chão.

- Não se preocupe, Aizen já me incumbiu disso.

- Então, ele também suspeitava?

- Sim. Mas por ora, vamos usar ele a nosso favor.

- E de que forma faremos isso?

- Paciência, meu caro. Ele vai nos levar ao maldito colar, e quando o fizer, nós usaremos a putinha dele como isca...

E voltaram à caverna, nem percebendo que deixaram um rastro de sangue indicando o caminho exato até seu covil...



Notas Finais


👀👀👀


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