História MUNIQUE - Capítulo 6


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Categorias James Rodríguez
Personagens James Rodríguez
Tags Esporte, Futebol!, James Rodriguez, Romance
Visualizações 121
Palavras 2.360
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Esporte, Ficção, Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 6 - Capítulo 6


Fanfic / Fanfiction MUNIQUE - Capítulo 6 - Capítulo 6

Acordo com um raio de sol que atravessava a janelinha do iate e batia no meu rosto. Olho em volta, e eu estava sozinha no quarto. Agradeço mentalmente por hoje ser sábado e eu não precisar trabalhar, estava toda dolorida de ontem. Ontem. Lembranças da noite anterior invadem a minha cabeça e um sorriso se forma em meu rosto sem eu sentir. Eu estava feliz, embora estivesse preocupada, estava feliz. Nunca nenhum homem tinha feito eu me sentir daquele jeito, James mexia comigo de uma forma inexplicável, e ele era muito bom no que fazia. Senhor, como ele era bom. Ontem, James tinha feito eu me sentir mulher, me sentir no céu, nossos corpos se encaixavam perfeitamente um com o outro e nossa sintonia era divina. Eu não sabia explicar direito o que estava sentindo, porém estava preocupada. James era casado, e a ideia de participar de uma traição não estava me agradando nem um pouco, por mais que eu soubesse que ele costumava fazer isso com sua mulher direto. Aquilo era errado, mas era muito bom, e eu não sabia se ia conseguir me controlar daqui pra frente.  

Levanto da cama e vou em direção ao banheiro que tinha no quarto. Estava vestindo apenas a blusa de James da noite anterior e não me lembro quando a vesti. Me assusto ao olhar no espelho e ver minha imagem. Eu estava com cara de sexo, de quem tinha feito sexo. Minhas bochechas estavam rosadas, meus olhos brilhavam e meu cabelo estava com os cachos todos desgrenhados, mas de um jeito bonito. Havia marcas espalhadas por todo o meu corpo, principalmente no pescoço, onde James tinha dado vários chupões. Não sei o porquê, mas eu estava me sentindo incrivelmente sensual, e isso fez eu sentir um friozinho na barriga.  

Após fazer a minha higiene, saio do quarto e vou em direção à pequena cozinha que tinha no corredor. James estava de costas para mim mexendo no fogão. Vestia apenas uma bermuda e eu aproveito para admirar seu corpo. Quando me vê, me olha de cima a baixo e abre um sorriso sugestivo.  

-Bom dia, Rebeca.  

-Bom dia. - respondo com um sorriso tímido. 

-Pedi para Christopher fazer compras e fiz o café. - ele aponta para a mesa que estava cheia de coisas e eu me sento.  

-Obrigada. - respondo e ele vem se sentar junto a mim.  

-Tem planos pra hoje? - pergunta enquanto passa manteiga em uma torrada.  

-Não, por quê? - vou me servindo enquanto presto atenção no que ele fala. 

-Vou te levar para conhecer um lugar. - responde e eu fico curiosa.  

-Posso saber que lugar?  

-Você vai ver. - ele sorri para mim.  

Terminamos de comer e eu me ofereci para lavar a louça. Como todo homem preguiçoso, ele aceitou sem reclamar. Concentrada em minha tarefa, me assusto quando sinto o iate começar a andar. Ele não ia me levar para sair? Termino rápido de fazer o que estava fazendo e vou andando até ele, que agora dirigia o iate.  

-O lugar que você vai me levar fica em alto mar? - pergunto ao me aproximar dele.  

-Sim. Vou te levar numa ilha que tem aqui perto. - ele sorri para mim. 

-Ah, agora eu entendi. Ontem você me trouxe para o abate e agora vai me jogar no mar. - brinco e ele dá uma risada gostosa. 

-Exatamente. - confirma e ficamos um tempo em silêncio, só observando a paisagem. - Quantos anos você tem? - ele quebra o silêncio. 

-23 e você? - aproveito a deixa para perguntar também, não lembrava das minhas pesquisas.  

-27. - ele olha para mim e acrescenta. - Você não tem cara de que teve muitos namorados.  

-Tive poucos. - respondo sem entender o motivo do assunto.  

-Está explicado o porquê da sua buceta ser tão apertada então. - ele lança um sorriso safado para mim e eu coro de vergonha.  

-James! - o repreendo e ele ri. 

-O quê?  

-Isso lá são modos de falar com uma mulher? - finjo estar brava. 

-Só falei verdades. - ele dá de ombros e eu reviro os olhos.  

Vou para a ponta do iate admirar a paisagem. Aquilo tudo estava sendo muito louco para mim, não só James, mas as experiências que eu estava vivendo ultimamente. Minha vida sempre foi tão chata, vivia da faculdade para casa, casa para faculdade, era raro eu sair e me divertir, e agora eu estava no iate de um jogador milionário que tinha transado comigo noite passada. Nunca que eu imaginaria que um dia essas coisas fossem acontecer na minha vida, e muito menos da forma que aconteceram. Eu me sentia eufórica, mas assustada, e algo me dizia que eu ainda me machucaria muito, só que eu não queria ficar pensando em coisas ruins. O dia tinha amanhecido lindo e eu ia aproveitar o momento. Abro meus braços e deixo o vento bater em meu corpo, como se eu fosse a Rose do Titanic, me dando o prazer de sentir toda a liberdade que aquela situação me proporcionava. 

Meus pensamentos são interrompidos quando sinto o iate parar. Abro meus olhos e estávamos mais ou menos a uns 500 metros de uma ilha, deserta e com água cristalina, acredito eu que James não parou muito perto pelo risco do iate atolar na areia.  

-Vem cá. - ele me chama e vai andando em direção à parte traseira do iate que dava acesso ao mar e eu o sigo. - Sabe nadar? - pergunta. 

-Sei. - olho para ele - O quê? Você acha que eu vou pular aí? - aponto para a água - Sem chance. Deve ter um monte de tubarões.  

-Aqui não tem tubarões. - ele responde rindo do meu desespero.  

-Eu também não trouxe biquíni. - completo. 

-Usa calcinha e sutiã.  

-Não vou molhar minha calcinha e meu sutiã, não trouxe outros pra usar depois. - explico. 

-Pula pelada então. - ele dá de ombros. - Não vou me importar nem um pouco. - ele abre um sorriso canalha.  

-Não vou pular pelada! - exclamo. 

-Eu sei que não, você é a garota toda certinha, né? Fica aí então curtindo esse sol de rachar que eu vou dar um mergulho. - ele se vira para mim e pula na água. 

Quem ele pensa que é para me desafiar? Garota toda certinha? Se tem uma coisa que eu estou longe de ser depois de ontem é certinha. Mas agora que ele me desafiou, ele vai ter o que quer. Seus olhos ficam grudados em mim esperando uma reação, e quando ele menos podia esperar, tiro a blusa que estava vestindo, deixando à mostra todo o meu corpo nu. Seu sorriso debochado dá lugar a um olhar incrédulo e hipnotizado, fazendo eu comemorar por dentro a minha vitória.  

Pulo na água e nado até ele, parando bem perto do seu rosto. Sua respiração estava um pouco entrecortada e a tensão entre nós era perceptível. James olha para o meu corpo e volta a olhar nos meus olhos sem dizer nada, parecia que sua fala tinha sido domada por uma série de pensamentos que ele não conseguia coordenar. Fomos nos aproximando bem devagar e nos beijamos. O beijo era calmo, mas intenso. Nossos lábios seguiam um ritmo perfeito, e aproveito para colar o meu corpo nu ao dele. Coloco as minhas mãos em volta de seu pescoço e enrolo minhas pernas em volta de sua cintura, estava adorando a sensação de estar pelada na água com o corpo roçando no dele. James coloca as mãos em minha cintura e logo as desce para minha bunda, onde deixa um apertão. Continuamos nos beijando até o fôlego faltar para nós dois.  

-Você é inacreditável. - sua voz era rouca e sexy. 

-Não gosto que as pessoas me desafiem. - dou um sorrisinho de lado.  

-Se toda vez que te desafiam você fica sem roupa, acho que vou te desafiar mais vezes. - ele brinca e eu dou um tapinha no seu braço.  

Ficamos nos encarando por um tempo sem dizer nada e voltamos a nos beijar, dessa vez o beijo era rápido e quente, nem parecia que tínhamos transado há poucas horas atrás. James roça seu peito nos meus seios e eu solto um gemido baixinho. Como esse homem conseguia fazer eu ficar excitada com tão pouco? 

-Quer que eu te faça gozar aqui na água, linda? - pergunta enquanto espalhava beijos no meu pescoço. Isso me enlouquecia.  

Balanço a cabeça numa afirmação e ele nega. 

-Não. Eu quero ouvir você falar. - ele fala bem próximo ao meu ouvido, deixando uma mordida ali.  

-Eu quero que você me faça gozar. - fala já totalmente anestesiada.  

Essas palavras saindo da minha boca me causaram estranheza, não costumava ter esse tipo de vocabulário, mas quando se tratava de James Rodríguez, meu cérebro não era controlado mais por mim.  

Ainda me segurando na água, ele leva uma de suas mãos até o meio das minhas pernas, onde penetras dois dedos sem dó. Grito ao sentir a imensidão de prazer que dominava o meu corpo com seus movimentos. Ele observada tudo, cada detalhe do meu rosto, admirava a forma como eu me contorcia e revirava os olhos, como se estivesse com um prêmio na mão. Ele sabia que aquilo me deixava louca e no quanto ele era bom no que fazia.  

-James...por favor...mais...- peço entre gemidos.  

-Você quer mais, linda? Como você é safada, Rebeca. - seu tom era carregado de cinismo, e aquilo me deixava com ainda mais tesão.  

Ele obedece o que eu peço e enfia o terceiro dedo. Nesse momento eu fico sem ar. Ele investia com força em seus movimentos enquanto falava palavras sujas em meu ouvido, e eu já sentia meu corpo amolecer em seus braços.  

-Goza pra mim, goza. - fala olhando nos meus olhos – Quero olhar pra sua cara de ninfeta enquanto faço você gozar. 

Suas palavras pra mim são o limite. Depois de mais alguns movimentos, gozo em sua mão, formando um perfeito “O” com a boca, deixando toda aquela sensação maravilhosa me dominar. Deito minha cabeça em seu ombro me recuperando do orgasmo que tinha acabado de ter.  

-Quer nadar até a ilha? - pergunta depois de alguns minutos. 

-Não, estou muito cansada para isso. - dou uma risadinha e ele me acompanha. 

-Vamos almoçar então. - ele fala e eu me desvencilho dos seus braços, nadando até o iate de volta. 

Visto a blusa dele que estava jogada no chão do iate e vou caminhando para a cozinha junto a ele. Me ofereço a fazer o almoço e ele aceita com a condição de me ajudar a picar os legumes. Dou risada da sua falta de experiência e assim passamos o resto da tarde, conversando e conhecendo mais sobre a vida um do outro.  

Chegamos ao porto e já tinha escurecido. Tinha mudado de roupa porque estava morrendo de frio, a temperatura aqui à noite era muito diferente. Vou em direção a James que estava pegando as últimas coisas para levar embora.  

-Christopher vai me levar em casa? - pergunto ao me aproximar.  

-Eu vou. - responde prestando atenção no que estava fazendo.  

-Ok. - respondo e me afasto, deixando ele acabar de fazer o que estava fazendo.  

Saímos do iate e fomos andando em direção ao estacionamento. Era estranho caminhar ao lado dele, claro que eu não daria a mão para ele porque sabia que ele não era o meu namorado, mas uma pequena pontinha dentro de mim desejava que fosse. James corta os meus pensamentos ao parar em frente a uma Lamborghini preta fosca, com alguns detalhes na roda em vermelho.  

-Nossa. - falo admirando o carro e ele dá um sorrisinho.  

-Olha por dentro. - fala e abre a porta para mim.  

O interior era ainda mais bonito. Os bancos eram todos de couro com detalhes também em vermelho e o painel tinha luzes para todos os lados. James entra logo depois de mim e me olha esperando uma resposta. 

-Esse carro é metido que nem você. - debocho e ele ri.  

-Aposto que é o seu é daqueles utilitários enormes e desengonçados, que só pessoas chatas como você compram. - ele entra na brincadeira enquanto arranca com o carro.  

-Errou porque eu não tenho carro. Sou daquelas pessoas chatas que andam a pé. - retruco e ele me olha.  

-Você não tem carro? - pergunta como se isso fosse a coisa mais bizarra do mundo.  

-Eu sou uma jornalista recém-formada, James. Acha que eu tenho dinheiro pra comprar um carro? 

-Mas você sabe pelo menos dirigir? - pergunta. 

-Sei. - dou um risinho da situação.  

-Quando eu entrei pro FC Porto, a primeira coisa que eu fiz foi comprar um carro. - conta. 

-Aposto que seu salário mensal era maior do que eu ganharia em um ano inteiro. - continuo a retrucar e ele revira os olhos.  

Nem percebi quando chegamos. James parou em frente ao meu prédio e desligou o carro. Nesse momento eu passei por um pequeno conflito interno em não saber o que fazer. Não sabia se despedia com um beijo ou apenas dava um tchauzinho. A situação era meio constrangedora.  

-Bom...- fico pensando no que falar – Obrigada por ontem e hoje. Adorei nosso final de semana. - confesso.  

-Não tem de que. - ele tinha um sorriso galanteador no rosto.  

Dou um sorrisinho e me viro para abrir a porta. Sou impedida com suas mãos segurando o meu braço e ela. James me vira e me beija. Sinto meu corpo formigar e aquela velha sensação de friozinho na barriga voltar.  

-Agora pode ir. - ele fala após cessarmos o beijo.  

Não digo nada, apenas me viro e saio, contendo um sorriso bobo que ameaçava aparecer no meu rosto. Subo para o meu apartamento relembrando cada detalhe desse final de semana, nunca tinha me sentido tão bem em toda a minha vida. Tinha medo dessa minha aproximação com James e de acabar me apaixonando por ele, eu sabia que não podia, mas nesse ponto eu sempre fui boba e sempre me machuquei com as pessoas erradas. E James era uma pessoa toda errada.  


Notas Finais


O que acharam?? Bjsss <3


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