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História Murda Me (taekook) - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Contagem regressiva



A crença em uma fonte sobrenatural do mal não é necessária.
O homem, por si só, é capaz de toda maldade.
-Joseph Conrad


CAPÍTULO UM: contagem regressiva

"Depois de muitas buscas, algumas grandes potências mundiais, como; China, Japão e Estados Unidos ficam em alerta após um dos mais terríveis assassinos em série escapar do sanatório que residia sobre segurança máxima na Ásia. Todos estão confusos e os funcionários foram proibidos de nos conceder entrevistas. A única informação que o sanatório Middle Night se dispôs a falar foi que não serão medidos esforços na busca de Jeon Jungkook , mais conhecido como The Bunny, não se sabe ao certo em que parte da cidade ele está, ou se ainda permance no continente asiático, eles apenas pedem que todos os cidadãos tranquem bem as portas e permaneçam atentos." - The Korea Times

O homem soltou o jornal e deixou o próprio corpo cair no sofá atrás de si, da mesma forma que o papel que acabou de ler. Não era possível, isso não poderia estar acontecendo, Jeon não podia estar pelas ruas novamente!

Pegou o controle da televisão ainda trêmulo pela notícia, colocou no primeiro jornal matinal que viu. Ainda não estava claro, não podia crer que poderia de alguma forma ser verdade.

"Nunca foi vista tanta euforia pelas ruas desde o incidente do náufrago da barca em 2014"

Mudou o canal perturbado com as imagens de pessoas amontoadas esperando o trem para poder ir para casa.

"Os cidadões das duas coreias estão alarmados."

Outra repórter mostrava cenas de como as pessoas estavam reagindo com a fuga de Jeon e o homem mudou o canal novamente.

" The Bunny pode estar em qualquer lugar, pode até estar no mais provável lugar bem a nossa frente."

- Basta! - Gritou desligando a televisão e jogando o controle para longe. - Ele voltou. - Ficou de pé e começou a andar freneticamente pela sala. - Ele vai querer vingança, não posso arriscar, concerteza virá atrás de mim.


MURDA Me

25 de Março, 5:35 PM, sanatório Middle Night.

O barulho das correntes foi o suficiente para parar todos que estavam pelo corredor. Eles sabiam que era ele.

Jeon Jungkook andava presunçoso e de cabeça erguida, agia como se estivesse em um resort de férias. Mesmo com as algemas e as correntes nos pés, fazia questão de sorrir para algumas enfermeiras e pacientes que o observavam passar e algumas até com luxuria em seus olhos, afinal, ele estava trancafiado, não estava feio, pelo menos não fisicamente. Enquanto isso, os homens, diferente das mulheres, não se sentiam confortáveis perto de Jeon, inclusive havia muitos seguranças. Era definitivamente temido e ele gostava, para falar a verdade, amava os olhares de medo, ainda mais quando o medo era causado por ele mesmo. Isso não tinha preço.

Chegando na sala de visitas, os seguranças tiraram as mãos dele e um deles permaneceu na sala, enquanto o outro saiu.

Ele se sentou e encarou Stevens, seu advogado com cara de tédio, como se tivesse algo melhor para fazer.

- Espero que tenha algo para mim. - Cerrou os olhos enquanto olhava o advogado. - Não quero perder tempo como da última vez.

- Desculpe, Jeon, mas acho que você perder tempo ou não estando aqui não faz muita diferença. - Ironizou e Jeon o fuzilou com seus olhos negros.

- Minseok, acho que está na hora da sua pausa. - Jeon sorriu cínico para o segurança que ainda estava na sala e não demorou muito para ele sair. - As pessoas se vendem tão fácil hoje em dia. Acho incrível a facilidade disso.

Jungkook possuía vigilância total vinte e quatro horas, com câmeras no quarto, o banho de sol afastado de todos os outros pacientes, além de todos os seus passos serem acompanhados por seguranças treinados e não era permitido nas terapias em grupo - o que era ótimo, considerando que ele não tinha a mínima vontade de falar sobre como se sentia, sobre como era ser um assassino e ouvir o quanto isso era terrível. Contudo, em todos os lugares há pelo menos uma brecha para uma pequena liberdade, e a de Jeon era o suborno com Minseok e mais alguns outros funcionários. Dignidade e consciência estão em falta hoje em dia.

O castanho e bem pago advogado observou Jeon, era um homem alto,com os fios como ébano e desgrenhados, olhos intensos e negros, musculoso e com uma tatuagem de uma belíssima cobra-da-morte envolvendo seu braço esquerdo, e outra menor no pulso, mas no pulso era diferente, tinha significado, era o nome de uma garota, o nome de sua garota.

- Desculpe, mas eu pago você, e muito bem por sinal, para trabalhar. - Revidou a ironia do advogado, sem paciência. - Quero sair daqui, já faz um ano! - Esbravejou.

- Deveria dar graças a Deus por terem alegado insanidade. - Confrontou, com antipatia.

- Agradecer e Deus são duas coisas que não existem no meu vocabulário, meu caro. - Replicou. - Insanidade deve ter quem acha mesmo que eu não possuía consciência dos meus atos. - Sorriu lembrando de como havia sido seu julgamento.

- Que seja! - Stevens arquejou. - Tenho algo. - Soltou a frase com um brilho de orgulho no olhar.

- O quê ? - Jeon questionou sem interesse algum.

Stevens não era apenas um advogado, era um amigo, amigo da família, aliás. E claro que Dave Stevens tinha outro papel, não ajudava Jeon apenas legalmente com seus crimes e sim em uma busca, da qual apenas os dois tinham conhecimento. Era pessoal demais, secreto demais, era tudo de mais.

- Conhece um garoto chamado Taehyung? Kim Taehyung?- Sugeriu, dando de ombros e fingindo não ter importância.

- Está tentando me dizer que... - Jeon estava realizado o suficiente para não conseguir completar a frase.

- Espero que consiga comer a comida bosta daqui até de madrugada.

Jungkook não pôde controlar e sorriu verdadeiramente pela primeira vez desde um bom tempo.

Murda Me

25 de Março, 2:40 AM, Sanatório Middle Night.

Jeon Jungkook corria com todas as suas forças e sentia seus pulmões o deixando de lado, mas continuou sem olhar para trás, estava perto da cerca e tinha dez segundos para pular antes de o segurança que Stevens subornou ligar novamente.

10...

"Esse lugar não é para você, tem algo lá fora esperando." pensou, enquanto se aproximava da cerca e cravava as mãos, pronto para subir.

9...

Ouviu o latido feroz dos cães farejadores e os passos rápidos dos seguranças.

8...

Se apressou, mas o ferro da cerca apunhalava as palmas de suas mãos enquanto escalava cada vez mais rápido.

7...

Prendeu um grito de dor ao rasgar a palma de sua mão com o metal da grade.

6...

Continuou escalando e olhou para o topo, estava quase lá, não faltava muito.

5...

Não desistiria, não agora.

4...

Os seguranças perceberam onde ele estava, mas por sorte, estavam longe demais para chegarem a tempo de o prenderem.

3...

Ignorou os ferimentos e escalou mais rápido do que imaginava ser capaz.

2...

Ele tinha uma motivação agora.

1...

Seu menino de olhos azuis.



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