História Museu de Músculos - Capítulo 6


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Originais, Romance
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Palavras 3.414
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Fluffy, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Bom dia, coisas lindas do meu jardim! **__**
Perdão pelo furo ontem, mas esta semana começou complicada para a Tia (adultices x.x), mas embora não tenha dado para postar ontem, cá estou hoje! \o/
Lindos e lindas, mais uma vez agradeço o imenso carinho e interesse na história (estamos apenas no início da jornada), estou tão feliz que mal posso me expressar! Muito obrigada de verdade! :D
Bom, sem mais, capítulo fresquinho para aliviar (ou não rs) o BOOM do anterior hahahahahaha. Mas é bom se prepararem, os jogos começaram! \o/
Boa leitura! Nos vemos nas Notas finais ;)

Capítulo 6 - Quadro Quarto, parte Um - Nova York: Big Apple


Fanfic / Fanfiction Museu de Músculos - Capítulo 6 - Quadro Quarto, parte Um - Nova York: Big Apple

Museu de Músculos

Quadro Quatro, parte Um – Nova York: Big Apple

 

If I can make it there, I'll make it anywhere, It's up to you, New York, New York” – New York, New York, Frank Sinatra

 

Geistow

11 de fevereiro de 1980.

 

Mary Ann entrava numa sala menor do prédio do Parlamento juntamente com Sylvia e a ministra da justiça e prima* advogada, Viole Kohls, uma mulher elegante, vibrante e altamente competente digna de suas raízes africanas.

- Guten Morgen, meine Prinzessin*. – Viole sorria abertamente com seus lábios carnudos na direção de Mary Ann que parecia energizada pela saudação.

- Guten Morgen, Frau* Viole. – Mary Ann lhe sorria alegremente.

- Guten Morgen, Frau* Sylvia. – Viole direcionava seu olhar para Sylvia.

- Guten Morgen, Frau* Viole. – Sylvia lhe respondia com suavidade.

- Bom, vamos nos sentar, tomar um bom café e comer strudel. Temos muito a conversar. – Mary Ann conduzia os tabalhos.

- Sim. Preciso confessar que estava bem empolgada para falar com você, saber como foi a viagem para a América e fiquei extremamente animada por sua desenvoltura em tratar do evento anual na Universidade de Poe. Não nos falamos semana passada.

-Sim, a semana foi tumultuada com minha volta, outros assuntos em pauta, consagração de clérigo, enfim, mas a viagem não poderia ter sido melhor, em todos os aspectos possíveis.

- Isso me soa um pouco familiar. Quando Frau* Sylvia visitou a América e voltou com um namorado a tiracolo. – a risada ecoou pela sala.

- Foi uma viagem  e tanto, Viole. Ainda estou sob um efeito mágico. – Mary Ann sorria de canto e Viole balançava a acabeça afirmativamente.

- Creio que esta parte foi ocultada da Rainha. Vossa Majestade é um tanto rígida por assim dizer. – Viole lançava-lhe um olhar divertido.

- Você a conhece bem, tanto quanto eu, então que permaneça em oculto. – Mary Ann colocava o dedo indicador sobre o lábio e Viole ria baixo.

- Certamente. Seguindo para coisas chatas... ou não. – Viole abria uma pasta. – Vamos verificar os ditames do contrato com a banda, certo? Temos cláusulas a revisar, acrescentar.

- Sim, estou feliz por ter você como nossa prima* advogada. Eu não desejaria ninguém melhor, especialmente agora.

- Serei útil até o fim de minha jornada, que anseio seja neste ano ou no próximo, com seu casamento. Estou ansiosa para me refugiar em Versuchung para sempre.

- Teremos de falar disso também, Viole.  – Mary Ann suspirou. – O que será de meu reinado sem você? Onde poderei encontrar alguém tão espetacular?

- Bitte, meine Prinzessin*. Creio que alguém já deve estar sob tal preparação. E será tão ávida e competente quanto eu, preciso deixar de lado a modéstia. No mais, estou à disposição caso haja contratempos com a escolha.

- Fico mais tranquila, Viole.  É um posto muito importante, um dos mais importantes e isso me angustia, porém sabemos que no fim tudo dará certo. Quanto à questão do matrimônio, eu preciso verificar alguns aspectos e definitivamente, eu não me casarei por conta de nenhum arranjo matrimonial, não estamos nos primórdios, pelo amor de Deus.

- Sim, essa é minha opinião também, mas Vossas Majestades não permitirão que as tradições não sejam seguidas.

- Eu também desejo seguir as tradições de meu país, servir ao meu Reino e lhes dar um bom exemplo, porém a minha vontade será posta na balança. Não vou me curvar ao que não poderá me fazer feliz ou ao meu povo. Eu não sou negligente, nem insana, Viole. E vou provar isso. Vossas Majestades saberão e verão do que sou capaz.

- Este é o discurso de uma incrível Rainha, eu não possuo nenhuma dúvida, Alteza. – Viole balançava a cabeça afirmativamente e com um grato sorriso nos lábios, como se festejasse as palavras da princesa. Sylvia sorria de lábios fechados e seu olhar expressava um orgulho intenso pela pessoa de Mary Ann.

- Dankeschön*, Viole! Agora, vamos discutir este contrato, afinal, semana que vem estarei com os membros da banda para fecharmos esta contratação.

- Fechar?

- Sim, pois não aceitarei outra banda por aqui.

- Vemos que há uma nobre convicta aqui. – Viole exibia um sorriso e remexia nos papéis da pasta, retirando-os e espalhando sobre a mesa.

- Pode acreditar que há convicção profunda. – Mary Ann sorria e esticava a visão para olhar os papéis e Viole já se adiantava a mostrar.

- Bem, como poderá ver, é um contrato normal, básico como de prestação de um serviço. Só precisamos colocar os dados dos músicos e seus números de documentos, nomes de membros de equipe adicionais, instrumentos que trarão, a data da apresentação e horário e, por fim, qual será o valor do cachê.

- Correto. Sylvia pode adiantar estas informações ligando para a assessoria da banda e neste momento informamos a data do evento, horário e aproveita para saber o valor do cachê.

- Sobre o valor, nós temos  um teto, Alteza. Para os padrões gestownianos é destinado o valor de vinte e cinco mil sternen, o que equivale a cinquenta mil dólares americanos.

- Certo. Viole, ainda que o cachê deles seja superior a este valor, eu estou disposta a tirar de minhas próprias provisões, meus recursos pessoais, para  trazê-los. 

- Jura?

- Sim. Esta banda é muito importante para mim.

- Estou vendo. Está obstinada.

- Obstinada é meu segundo nome. – Mary Ann ria baixo. Sylvia parecia se divertir ainda mais, anotando suas tarefas sob risos. – Bom, vamos avaliar as cláusulas.

Concentradas na leitura e discussão das cláusulas contratuais, Mary Ann e Viole seguiram na elaboração definitiva do contrato para o Black Blood.

 

Aproximadamente duas horas depois, o contrato estava revisado por Mary Ann e Viole, e Sylvia também havia realizado contato com Johnny para informar-lhe da data e valor de cachê oferecido. Este ainda aberto para análise deles e o qual poderia ser dado a resposta no dia em que se encontrassem com Mary Ann, entretanto ele dizia que o valor estava mais do que adequado, somente a data os levaria a uma análise mais minuciosa de sua agenda de turnê e seria o fator determinante. Durante a ligação, Sylvia acertou os detalhes do jantar e perguntou-lhes se estariam em Nova York na próxima semana, visto que Mary Ann iria para a cidade devido seus compromissos, mas se eles estivessem em outro estado e cidade, a princesa adiaria o jantar sem nenhuma objeção, abrindo a expectativa de uma nova data. Johnny disse que não seria lhes causado este transtorno, eles estariam em Nova York e o jantar poderia ser em algum restaurante na 5th Avenue, a ser escolhido por ele e Rhett. Acertado estes pormenores, restava a Mary Ann aguardar o embarque para a América na próxima quinta-feira, dia 14, dia dos namorados.

 

 

Nova York

18 de fevereiro de 1980.

Mary Ann saía na sacada do quarto do Hotel e ainda respirava profundamente o ar nova iorquino. Estava frio, não tão congelante quanto o de Geistow, e já apresentando uma moderação dando indícios da primavera estar próxima; sempre preferiu a primavera e o verão e gostaria muito de passar mais tempo onde o calor do sol fosse realmente sentido. Quem sabe futuramente, viagens para a América do Sul, Nova Zelândia e Austrália seriam incluídas em seu roteiro de passeio.

Estava sozinha no quarto e os últimos três dias haviam sido bem agitados. Houve o jantar com a nata política de Nova York, a visita ao Hospital e uma escola e um desfile de modas ao qual Bruno Cavasin exibiu sua nova coleção e Mary Ann estava encantada, pois após ser vestida por ele para a premiação musical, Bruno sofreu uma ascensão meteórica em sua carreira. Ele tornava-se um queridinho disputado. Mary Ann era sua fada madrinha e como tal recebeu um presente. Um vestido especial o qual ela usaria na noite de jantar com Rhett e seus companheiros.

Noite a qual seria vivida naquele dia, dali algumas horas. Mary Ann estava nervosa e como sempre resolveu distrair-se um pouco. Ligou a TV e enquanto saboreava seu café, zapeava os canais até os que pudessem lhe servir com música. Com sorte, poderia até encontrar algo sobre sua nova banda favorita, não é mesmo? Parece até que ela sabia, que havia um imã ao qual lhe atraía para eles, como se sentisse o “cheiro” de Rhett, ela olhou atenta para a tela que o exibia e seus companheiros. Todos estavam vestidos de preto e vermelho, exceto um membro que usava uma camisa branca ao invés de preta e estava sentado ao lado de Rhett; o rapaz da premiação que sempre estava ao lado dele e possuía a aparência – por causa da maquiagem – que havia chorado lágrimas de sangue.

Rhett estava trajado com um terno de veludo e gravata vermelha, o cabelo jogado um pouco para o lado, prestes a lhe cair nos olhos exatamente como no dia da premiação. Ao seu lado, o rapaz com a camisa branca estava maquiado, o mesmo filete vermelho no contorno dos olhos, o cabelo raspado de um lado e com a franja caída aos olhos permanecia. Atrás deles, mais quatro rapazes estavam sentados. Vistos da esquerda para a direita, havia um com terno risca de giz e gravata preta, cabelos pretos lisos e compridos, de olhos azuis cristalinos; ao seu lado estava um rapaz branco com cabelo castanho e totalmente desalinhado até a altura do queixo perfeito, olhos que misturavam cores, e sob aquela lente, estavam cinzas, trajado em um terno preto, camisa branca e sem gravata. Seguindo, dois jovens muito parecidos, um de pele mais corada, quase um ligeiro bronzeamento – frente aos demais que, além da cor branca habitual, usavam maquiagem para deixá-los ainda mais brancos e com olheiras -  trajava preto por completo e um deles, o mais magro, possuía inúmeros piercings: na orelha, sobrancelha, nariz e lábios, enquanto o outro possuía apenas no lábio e um adereço que lembrava orelhas de indígenas, tal era o tamanho da argola em uma das orelhas. Enquanto o mais magro possuía o cabelo preto em um topete, o mais robusto tinha cabelo como o de Bob Marley.

- Jesus maravilhoso! Alex me disse que eles são conceituais, então devem estar vestidos assim por conta do álbum atual.

Ela continuava com os olhos fixos na tela e a moça (a qual não aparecia e só era ouvida sua voz) dizia que os colocaria “On Quiz”, o que Mary Ann deduziu que seria algo de perguntas e respostas. E realmente era isso mesmo. A entrevistadora lhes dava duas opções e eles deveriam escolher uma, este quadro do programa durou dez minutos.

- Gott! Eu amei demais! Será que terá mais? – Mary Ann continuou a comer àvida as frutas picadas em sua taça, bebericando o suco e com os olhos cada vez mais atentos na TV. Riu lembrando das memórias recentes de pequeno quiz show e que após a terceira série de opções dadas, o rapaz de cabelo comprido parecia desistir das respostas; ele ficava pensativo. Rhett e o rapaz de filete vermelho nos olhos seguiam atentos e suas faces eram as mais notáveis para a princesa. Mary Ann não desviava os olhos deles.

Entrou o intervalo comercial e após três ou quatro minutos o programa voltou. Só que os rapazes estavam numa sala, como estúdio de gravação e com os devidos instrumentos em mãos. O de cabelo comprido estava na bateria, o de cabelos desalinhados estava com uma guitarra, o de topete com vários piercings estava frente à um pedestal de microfone, o de filete vermelho estava com uma guitarra também e o moreno robusto perto de teclados e um piano. Assim Mary Ann deduzia que um deles era o guitarrista rítmico e o outro guitarrista solo, bem como o rapaz topetudo era um backing vocal pois, por fim, Rhett estava próximo ao pedestal com microfone.

- Oh, mein Gott!* Eles vão tocar. – Mary Ann colocava as mãos sobre o coração e respirava fundo. – Eu sou idiota e estou toda arrepiada! Sou idiota!

O som iniciou e era conhecido. A música da performance no dia do evento e Mary Ann dedicava-se a prestar ainda mais atenção, embora o foco da câmera no rosto de Rhett lhe deixasse tonta a cada vez. Seus olhos brilhavam ainda mais e agora ela via-os na cor verde, mas não era um simples olho verde, era misterioso, havia mais cores ali, seu coração ardia. Até o momento não havia reparado, nem lhe seria possível, mas Rhett possuía uma pulseira escrito “Vampiros”, em inglês e com Y – Vampyres – no pulso direito, já o rapaz de filete vermelho tinha como acessório um par de luvas vermelhas sem as pontas dos dedos e assim mostrava suas unhas pintadas de preto. A canção terminou e outra começou. Rhett falava ao microfone de jeito performático. Embora a harmonia da música fosse divertida, a letra era bem contundente sobre uma vida desgraçada e injustiçada. A seguir, um som doce de guitarras melódicas iniciou-se e a voz de Rhett estava mais baixa, a letra destrinchava uma história de amor funesto e no coro, Rhett seguia desesperado, sofrendo, como se sentisse a dor daquela perda. No entanto, apesar da música ser dolorosa, Rhett a fazia sensual a cada vez que suspirava. Houve uma pausa no intérim da melodia levando a um novo verso e depois voltava furiosa com o som das guitarras, ele a gritar no microfone e depois gemendo como se estivesse à beira de um orgasmo e Mary Ann abriu a boca tanto de espanto como de desejo, amassando com força o lençol ao seu lado. A canção finalizou e ela sentia-se como se Rhett houvesse a levado ao êxtase também; as guitarras ainda prolongavam o final e ela respirava com dificuldade como se além da dor causada pela canção também tivesse alcançado o prazer.

- Mein Gott! Mein Gott!* – ela passou a mão na testa e com a boca seca tentou puxar o ar, esticou a mão e alçou o copo de suco. Tomou-o num gole só e deu graças pelo comercial entrar em seguida. Necessitava de uns minutos de “descanso” e jogou o corpo para trás na cama.

Ao ouvir o retorno, Mary Ann voltou a olhar para a TV e uma música com som bastante alto, furiosa e com uma letra que lembrava um romance de escola começava a ecoar em seus ouvidos. Era empolgante, lhe despertou a vontade de dançar e pular e foi o que fez. Tentava imitar Rhett sacudindo sua cabeça e então voltava a olhar a imagem. Quando a música terminou e o programa acabou, Mary Ann olhou para a porta e levou um tremendo susto.

- Sylvia! Mein Gott!* – e com as mãos no coração e descabelada, olhava para a elegante secretária que segurava o riso.

- Vejo que está num ótimo dia.

- Mein Gott*, nem vi você aí.

- Eu entrei em silêncio e fiquei te observando, não quis incomodar, afinal estava bem ocupada pulando com sua mais nova banda.

Mary Ann riu e chamou Sylvia para sentar-lhe ao seu lado. Lhe contou sobre o programa e as performances e Sylvia se alegrava com a energia e felicidade de Mary Ann. Ela lembrou-se de que raríssimas vezes havia a visto tão feliz e leve, julgava até que jamais a havia visto assim, em um pleno estado de felicidade que transpirava pelos poros e contagiava o ar.

 

 

O dia passou extremamente rápido e quando Mary Ann se deu conta, já estava vestindo o lindo traje que Bruno havia lhe presenteado. O vestido era tomara-que-caia, aliás, era dividido em duas partes: o corpete, todo bordado em fios e detalhes prateados e a saia longa possuía dois tecidos, um mais grosso, opaco e o sobreposto em tecido levíssimo e translúcido ambos na cor branca. Os cabelos dela estavam soltos com leve topete e a graça final lhe era dada pelos brincos pingentes de sua coleção real.

- Está linda e este só será o primeiro contrato que fechará com eles. – Sylvia a olhava no reflexo do espelho enquanto sacudia um pouco a parte de trás da saia de Mary Ann.

- Acha mesmo? Não estou confiante. Acho que estou muito “realeza”, se é que me entende. – ela parecia nervosa demais e Sylvia riu.

- Mary Ann, você é uma princesa, não tem como não estar “realeza”.

- Mas, eles são simples, Syl. Ai, mein Gott!*

- Olha, Deus já cansou de ouvir você chamá-lo por hoje, certo? – Sylvia a fazia rir. – Se acalme. Eles sabem que você é uma princesa, que possui certo vestuário e hoje, seremos bem sinceras, está bem simples para o costumeiro.

- Eu sei, eu sei. Bruno é espetacular, parece que lê meus pensamentos. Eu estou nervosa. Não estava com essa palpitação toda antes, estava lidando bem, mas agora, tão próxima de ver Rhett e poder conversar, ficar no mesmo espaço que ele... Não quero dar vexames, não quero passar mal.

- Não te acontecerá nada. Tudo está bem e na perfeita ordem. Eu tenho certeza de que todos eles estão muito mais nervosos do que você pois jantarão com uma princesa de verdade. Bitte!

Mary Ann suspirou e tomou a água ao lado da pia. Olhou mais uma vez no espelho e virou-se para Sylvia:

- Vamos. Antes que eu perca a coragem.

Sylvia riu e entregou-lhe a bolsa de mão, ela a pegou e Sylvia pegou a sua, bem como uma caixa amarela com laços preto, branco e vermelho. Saíram do quarto a passos apressados.

 

 

Aproximadamente vinte minutos depois,  o carro estacionava na frente do restaurante na 12 E 12th, Greenwich Village, entre a 5th Avenue e a University Place. Os dois guardas reais, Sylvia e Mary Ann saíam do veículo com duas bandeirolas de Geistow e o motorista entregava a chave para o manobrista. Mary Ann virou-se um pouco para ver a fachada do Restaurante e ler o nome do lugar.

- Gotham. Gotham? – ela ria e virava-se para Sylvia que instruía os guardas e o motorista.

- O que foi? – a linda loira lhe parecia confusa.

- Gotham. O nome do restaurante é Gotham. Esse homem nem me conhece mas parece que já sabe de tudo o que eu gosto, Sylvia.

- Olha, ainda é muito cedo para falar, e você sabe que eu não faço a linha mais profética, porém estou tentada a dizer que o destino está alinhando vocês dois.

- Eu não paro de pensar nisto desde que meus olhos se colocaram sobre Rhett naquela premiação, Syl. Eu não sei o que é, mas é algo, e muito profundo, muito verdadeiro. – ela sentiu o coração acelerar um pouco mais e ainda olhou para trás rapidamente. Voltando a olhar para frente e caminhar. – Agora não é possível voltar. – ela sussurrou para si.

Mary Ann levava a mão ao lado do corpo, ajeitando o casaco e segurando a bolsa de mão com força, Sylvia sorriu-lhe e então entraram. Ao chegar no hall, Sylvia cumprimentou a recepcionista e disse sobre a reserva para a Sua Alteza Real, prontamente a recepcionista chamou um dos rapazes por perto e disse-lhes que a reserva em nome do Sr. Priestley e sua acompanhante, a Alteza Real de Geistow, se localizava na área privada do restaurante, que ele a conduzisse juntamente com sua escolta. Antes, a moça lhes disse que fazia votos que gostassem da cozinha americana contemporânea ao qual o chef dedica-se tanto quanto à finalização dos pratos, bem como a escolha dos melhores ingredientes da estação. Mary Ann agradeceu-lhe e sorriu ternamente.

Sob vários olhares de encanto, ela atravessou a área maior do restaurante chegando até a área restrita e estonteamente linda, decorada com flores rosas na mesa e nos galhos das plantas ao redor, havia velas em recipientes de diversos tamanhos e um sofá branco próximo à área mais florida. Mary Ann estava maravilhada com a beleza daquele recinto, mas nada comparado ao deslumbre que a afetaria a seguir.

Extasiou-se ao olhar para frente e ver Rhett em pé, com um brilhante sorriso à espera dela, vestido em um terno preto, camisa branca e gravata preta. O cabelo parecia ainda mais negro e brilhante, os olhos estavam muito verdes e cristalinos. Tudo estava em câmera lenta e todo o mais fora ignorado por ela que mal conseguiu ver o momento em que lhe pediram seu casaco para o guardar e Sylvia lhe pegou a bolsa de mão. Mary Ann só via Rhett e ele continuava a lhe esperar, agora estendendo-lhe a mão, como o príncipe que ela sempre sonhou.

 

Fim do Quadro Quatro, parte Um.

 


Notas Finais


EITA laia!
Essa princesa é do balacobaco, mas tem sua doçurinha e inocência ;)
O que esperar deste jantar? Hum, hum? Me contem tudo, amorzinhos!
Espero que tenham gostado :D
Ultra mega beijos a todos e todas, nos vemos em breve! <3 <3 <3

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