1. Spirit Fanfics >
  2. Music connection >
  3. Aquele em que o Zeke aparece

História Music connection - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Depois de muito tempo estou aqui postando esse Cap gordo pra vcs ;)
Espero q gostem!
Boa leitura!

Capítulo 2 - Aquele em que o Zeke aparece


Aquele em que o Zeke chega

Eren on

O treino hoje foi muito cansativo, eu estava morto. Eu e Annie tínhamos acabado de sair do treino. Nós sempre voltamos juntos dos treinos, por que a gente faz o mesmo caminho para casa. Lembro da primeira luta que tivemos nos treinos. Ela me derrubou com classe. Temos que levar em consideração que ela era dois níveis acima do meu, agora ela é apenas um nível acima. Ela diz que eu aprendo rápido.

- Te achei meio aéreo nos treinos hoje. - Disse a loira olhando pra rua. - Aconteceu alguma coisa?

- Ah... nada demais só... - Comecei a dizer mas não prossegui, não devia preocupá-la com isto.

- Só... - Disse fazendo um gesto com as mãos para que continuasse.

- Minha mãe estava estranha hoje quando eu saí de casa... - Inspirei fundo o ar, estava meio nervoso com isso. - Penso que o Zeke, meu irmão, virá pra casa hoje...

- Isso não é bom? - Ela me olhou confusa. - Você sempre fala com tanto carinho do seu irmão.

- Mas dá última vez que ele veio, disse com todas as letras, que eu era um pirralho! Que não sabia o que estava fazendo que nunca mais olharia na minha cara! - Me arrependi de ter gritado com ela, apesar dela não ter ficado ofendida, ela não merecia. - Desculpe-me. - Olhei para ela e balancei a cabeça, tentando me acalmar - Eu só estou nervoso porque eu não sei como agir... É complicado, eu realmente gosto muito do meu irmão mas...

- Está tudo bem Eren. - Disse ela colocando a mão sobre o meu ombro - Eu entendo esse seu sentimento confuso quanto ao seu irmão. Ele te magoou...Mas, se quiser um conselho, eu diria pra você ouvir o que ele tem a dizer antes de vir com essas pedras, ele tem seus motivos. Todos temos - Ela sorriu. Um pequeno sorriso, mas era reconfortante.

- Eu conheço parte dos motivos dele, e reconheço que tenham significância. Fico indignado por que ele nem se quer reconhece que me magoou, ele não tentou se desculpar, ele nem entrou em contato depois dessa briga, faz um mês, ele, ele...

Flashback

- Por que você disse isso pra ele?! - Minha mãe estava aos prantos na cozinha discutindo com o meu pai. - Você está forçando ele a deixar esta casa Grisha! Ele é seu filho também!

- Eu queria um filho que fizesse uma faculdade de respeito! Engenharia, Direito ou que seguisse meu exemplo e fizesse Medicina. - Disse meu pai se sentando na mesa da cozinha. - Além de ter feito uma faculdadezinha meia boca, continua com aquela coisa de banda, que eu já te falei, está levando-o ao mal caminho. Como se não bastasse todas essas coisas, agora vem me pedir dinheiro emprestado pra abrir um escritório com aquela maconheirazinha que ele conheceu naquela merda de faculdade?! - Ele se levantou, ficou de frente pra minha mãe e a encarou no fundo dos olhos com muita raiva - Se ele escolheu esse caminho, essa faculdade, ele que prove, sem a minha ajuda, que fez a escolha certa! E fora daqui! Pois ele precisa parar de influenciar o Eren, esse sim ainda tem futuro. - Assim que ele começou a se dirigir a porta, eu saí da porta da cozinha e fui pro meu quarto, subi com pressa, mas sem fazer barulho, as escadas. Parei no meio dela. Vi meu pai sair de casa, e ouvi minha mãe chorar. Ela também não queria que meu irmão fosse embora...

Fim do flashback

- Justamente por isso você deveria escutá-lo antes de tirar conclusões. - Quando Annie disse isso ela parou de andar. Só então me dei conta de que já havíamos chegado no prédio onde ela morava, o que significa que ficamos um longo tempo sem falar nada, enquanto eu estava absorto em minhas lembranças.

- Obrigado Annie.- disse já preparando a mão para fazer o nosso toque, inventamos isso quando crianças, é basicamente o cumprimento do Kung Fu, com a diferença de encontrarmos os punhos no final.

- Até amanhã Eren. - Disse já abrindo o portão do prédio.

- Até. - Falei já voltando a andar em direção a minha casa.

Andei a outra metade do do caminho praticamente voando. Sempre andava rápido sozinho, ansioso então, praticamente dobrava o rítimo comum. E como estava afim de extravasar, ainda coloquei um metal o que me fez andar mais rápido ainda. Estava ouvindo Enter Sandman.

Sempre gostei de ouvir coisas mais calmas que Metallica andando na rua, mas o dia estava pedindo hoje. A banda está sem baterista e meu irmão supostamente voltou.

Cheguei em casa antes da música terminar. Assim que abri a porta dei de cara com o meu pai, que apenas me disse:

- Estou de saída. - E saiu andando rua a fora.

Suspeitas confirmadas. Zeke está em casa.

Assim que entrei em casa a primeira coisa que senti foi cheiro de bolo, fiquei irritado pela facilidade da minha mãe de esquecer as coisas. Ouvi risadas vindas da cozinha. Senti um aperto no peito.

Quando vi meu irmão e minha mãe conversando de uma forma tão descontraída na cozinha esqueci tudo o que aconteceu por um instante, e quando meu irmão se levantou... Apenas o encarei da porta da cozinha.

- Eren... - Ele deu um passo em minha direção ao o que eu recuei. - Meu irmãozinho... - Ele murchou a postura e a expressão, ficando verdadeiramente triste ao ver o meu gesto.

- Não me venha com irmãozinho! - Como ele podia? - Foi você que saiu daqui falando que não me veria nunca mais! Você tem noção que eu passei esse mês todo esperando você ligar?- Uma lágrima rolou fora do meu controle. - Para pedir desculpas ou se explicar, ou qualquer coisa!

- Eren! Não grite com o seu irmão. - Minha mãe estava espantada.

- Você esperava o quê? Que eu esquecesse tudo o que ele me disse?! Desculpa eu não sou capaz. - Eu estava muito irritado, precisava sair dali

- Eren... A gente precisa conversar. - Tentou vir na minha direção, porém eu virei as costas, peguei minha mochila e disse apenas:

- Eu vou pra casa do Armin. - Bati a porta atrás de mim e saí rua a fora.

Assim que comecei a andar, tirei o celular da mochila e liguei pro Armin.

Armin on

Tinha acabado de sair do banho quando o toque do celular interrompeu o Billie Joe, que estava tocando basket case na minha playlist.

Nem vi quem havia me ligado, mas quando atendi, reconheci na mesma hora a voz:

- Eren? - Perguntei apenas para verificar.

- Sim. - Respondeu do outro lado da linha. - Acabei de sair de casa, meu irmão está lá com a minha mãe e eu não quero ficar lá, você está em casa? - Pela voz eren estava andando rápido, o que significa que está nervoso.

- Eu estou em casa, vai vir pra cá? - Perguntei já prevendo o que me pediria.

- Eu posso?

- Claro que pode, vem pra cá. - Coloquei no viva voz para poder trocar de roupa.

- Valeu Armin, chego aí em cinco minutos mais ou menos.

- Estarei esperando.

- Valeu.

- Falou.

Assim que ele desligou acabei de me vestir, estava com uma calça de pijama apenas. Saí do meu quarto e passei no dos meus pais para avisar que o Eren iria dormir aqui. Meus pais estavam deitados abraçados um no outro, assistindo alguma coisa na TV. Quando bati na porta, que estava aberta, olharam pra mim.

- O Eren vem dormir aqui em casa hoje, ele pode? - Perguntei sorrindo por ver os dois assim. Sempre achei linda a forma como meus pais se amam.

- Claro filho, mas aconteceu alguma coisa com ele para que venha essa hora pra dormir aqui? - Eram sete horas da noite, realmente um horário incomum.

- Ele teve uma briga em casa com o irmão dele que acabou de chegar em casa, logo ele não quis ficar lá.

- Os pais dele sabem que ele está vindo pra cá? - Perguntou minha mãe.

- Ele avisou antes de sair de casa.

- Sendo assim tudo bem. - Os dois disseram juntos.

- Obrigado. Amo vocês, boa noite.

- Boa noite bebê. - Disseram os dois sorrindo.

Desci as escadas pensando se um dia acharia um amor como o dos meus pais para mim... A campainha soou, me despertando desse pensamento e fui abrir a porta.

Assim que abri a porta vi um par de olhos esmeraldas confusos e tristes. Instintivamente o puxei pra dentro de casa e o abracei. Ele retribuiu o gesto me apertando ainda mais.

Desfiz o abraço e fechei a porta. Adentrei o interior da casa no que ele me seguiu até a cozinha.

- Fome? - Perguntei visto que ainda vestia as roupas do Kung Fu.

- Um pouco. - Ele disse meio sem jeito. Era encantador vê-lo envergonhado com coisas simples.

- Vou fazer um queijo quente pra mim e pra você, - Comecei a tirar os frios da geladeira. - Enquanto isso, Desembucha.

- Ah Armin, você lembra o que aconteceu da última vez que o Zeke veio aqui não lembra? - Perguntou enquanto se sentava na bancada da cozinha.

- Sim eu me lembro. - Não poderia esquecer, Eren ficou arrasado por dias depois do ocorrido.

Eren me contou o ocorrido, como se sentiu ao ver o irmão, e percebi como isso mexia com ele. Detestava ver o Eren dessa forma.

Sabia que ele estava assim não pelo o que o Zeke falou, mas sim por parecer não se arrepender. Mas algo me diz que o motivo pelo qual Zeke ainda não se desculpou não é esse. Por esse pensamento aconselhei que ele desse uma chance de ouvir o que ele tem a dizer.

Depois de comermos fomos pro meu quarto no que eu sugeri uma partidinha de xadrez.

- Cheque. - Movimentei meu bispo para ficar ao lado do rei dele.

- Perdeu seu bispo. - Ele movimentou o rei dele em direção ao meu bispo, capturando a peça e saindo do cheque.

Como era de se esperar de um fominha... Mordeu a isca.

- Há perdas que são necessárias - Sorri vitoriosamente na direção dele. - Cheque Mate. - Coloquei a dama na frente do rei no limite de uma casa, o que impossibilitava dele fazer o mesmo do que fez com o bispo, ele estava cercado de peões e de frente pra dama. Foi um belo cheque mate.

- Você deveria participar dos campeonatos de xadrez na escola. - Disse ele me ajudando a guardar as peças dentro do tabuleiro. - Você sempre ganha.

- E você deveria ir tomar banho. - Nós dois rimos. - Já te falei que você só perde porque você é fominha de peça.

- Sei, sei, eu já estava indo tomar banho, a toalha que você pegou pra mim tá no seu banheiro? - Perguntou ele saindo da cama e se dirigindo ao banheiro do meu quarto.

- Eu sei que estava, só quis retrucar mesmo - Sorri. - A toalha já está lá, mas pega uma calça de moletom pra tu também. - levantei e fui buscar uma calça na minha gaveta e, joguei a calça pra ele, no que ele entrou no banheiro e fechou a porta.

Comecei a arrumar a cama de baixo da minha. Eu tinha uma cama de casal que tinha uma "gaveta" em baixo que servia de cama. Puxei a cama coloquei os lençóis, um cobertor e coloquei um dos meus travesseiros.

Fui lá na cozinha buscar um vidro de água pra deixar no quarto e dois copos. Eu sempre tinha sede a noite.

Quando voltei, abri a porta do meu quarto e me deparei com um Eren sem camisa a enxugar os cabelos com a toalha. Ele estava de costas, mas ainda assim era uma bela visão. Ele tinha costas musculosas é uma pele morena que...

- Está tudo bem Armin? - Ele ergueu uma sobrancelha ao me questionar.

Assim que ele disse percebi que estava a um bom tempo olhando pra ele.

- Ah, sim está tudo bem, só pensando. - Disfarcei.

- Você pensa demais. - Ele jogou a toalha na minha direção ao mesmo tempo em que dizia então não tive tempo de raciocinar e a toalha veio na minha cara.

Mais risos ecoaram pelo quarto e eu estendi a toalha dele no varal que tinha na janela junto com a minha.

- Vamos dormir que já são onze horas da noite.- Falei enquanto eu ia pra minha cama e Eren para a que eu arrumei no chão. - Amanhã tem aula.

- Você não precisava me lembrar. Falou enterrando o rosto no travesseiro.

Eu ri daquela cena que era até fofa. Nos demos boa noite, eu apaguei a luz e fomos dormir.

Levi on

As aulas da faculdade hoje foram um porre. Sempre são, mas hoje não teve nenhuma matéria que eu gostasse, como Criminalística.

Neste momento estava a 100 por hora na avenida que existia entre a faculdade e a rua da minha casa, eu estava descontado o dia de hoje no acelerador.

A banda estava sem baterista. Essa faculdade é sempre um porre. E ainda tinha a Mikasa...

Eu sempre gostei muito da minha irmã, vejo um quê da minha personalidade nela. Mas ultimamente ela tem se afastado, como se tivesse se rebelado. Adolescentes.

Essas coisas dão tanta dor de cabeça que me pergunto como alguém pode querer um filho por livre e espontânea vontade. Quando eu pensei em não falar nada, quando eu pensei em desistir, bem no meu ouvido, vindo do meu fone , Roger Watters disse: "Don't give in, without a fight"

- Ah sério, Roger Watters? - Pensei alto enquanto continuava dirigindo a moto agora tendo que reduzir a velocidade, pois estava chegando a rua da minha casa e sairia da avenida.

A música continuou a tocar respondendo mais uma das minhas perguntas: "Hey, you

Would you help me to carry the stone?

Open your heart, I'm coming home".

- Talvez ela realmente só queira que eu a ajude a carregar a pedra, e tenho que fazer ela enxergar que há um coração pro qual ela voltar... - Pensei alto novamente não acreditando nessa minha conexão com a música. - Tinha que ser Pink Floyd...

Definitivamente eu deva estar ficando louco. Finalmente cheguei em casa. Eu estava tão na vibe desta música que saí da moto na garagem cantando.

- But it was only fantasy

The wall was too high, as you can see.

Entrei no hall do elevador e apertei o botão, ainda cantando.

- Hey, you. Out there on the road, always doing what you're told. Can you help me?

O elevador chegou, entrei e continuei cantando pra aliviar meu estresse.

- Hey, you. Don't tell me there's no hope at all. Together we stand, divided we fall.

Assim que a música acabou a porta do elevador abriu. "Que timing perfeito", pensei. Sai do elevador, retirei os fones, peguei as chaves e entrei em casa.

Adentrando a casa, cheguei na cozinha, onde a minha mãe estava sentada na mesa com um copo d'água e aparência bem triste.

- Ei mãe. - Deslizei a ponta dos dedos em seus cabelos e dei-lhe um beijo na bochecha. - Que cheiro é este?

- Eu fiz uma torta de pão, a preferida da sua irmã. - Disse olhando pro copo. - Pensei que assim ela pudesse me perdoar... Mas ela não vai mais voltar para casa não é? - Ela ergueu o rosto e me encarou. Neste momento percebi que ela chorava. Doeu vê-la assim.

Me sentei na cadeira em frente a ela. Olhei pra baixo, suspirei e a encarei.

- Ela voltará pra casa mãe. Só que voltará bem tarde. - Pus as mãos em cima da mesa. - Ela volta quando a senhora está dormindo. Ela está chateada.

- Eu sei que ela está. Mas eu não disse aquilo por que eu quis meu filho... Eu Eu... - Mais lágrimas. - Eu disse da boca pra fora você me entende? Eu nem sei por que eu falei aquilo... - Ela segurou minhas duas mãos, eu não esperava por esse gesto o que me fez olhar diretamente pra ela. - Conversa com ela pra mim meu filho. Você faria isso?

- Claro que faria mãe, farei hoje assim que ela chegar. - Disse apertando firme suas mãos.

- Obrigada meu filho. - Ela se levantou e colocou a mão no meu rosto, e acariciou-o. Fechei os olhos e abri um pequeno sorriso. - Meu orgulho. - Eu abri os olhos e ela também sorria. - Vocês são a melhor parte de mim. Não esquece isso. - Ela afastou a mão do meu rosto, deixou o copo vazio na pia e antes de sair da cozinha disse:

- Vou dormir. Boa noite filho.

- Boa noite mãe. - Observei-a sair.

Coloquei meus livros da outra faculdade sobre a mesa, estava afim de estudar um pouco teoria musical. Parti um pedaço da torta de pão, que estava na geladeira para comer enquanto estudava.

Mikasa on

Eram dez horas da noite, a rua estava deserta e eu estava voltando de skate pra casa. Eu estava na casa da Sasha, eu fui pra lá à tarde a gente estudou, ela fez comida e acabamos o dia até agora mais ou menos, comigo escrevendo e ela desenhando. Ela tinha um talento natural pra isso.

Nesses últimos dias eu estava evitando de encontrar com a minha mãe e o meu irmão, então eu fico na casa da Sasha até esses horários. Eu fiquei muito magoada com o que a minha mãe me falou ontem. A culpa não é minha se ela não queria que eu tivesse nascido. Eu sei que eu sou um acidente. O Levi também foi um, e ele sabe disso. Ele é tão mais forte que eu... talvez seja por isso que eu esteja evitando encontrar com ele. Vergonha. Lágrimas desciam pelo meu rosto sem que eu as controlasse.

Aproveitei que a rua estava vazia e comecei a ziguezaguear com o skate, foi uma das primeiras manobras que eu aprendi. Ela me deu meu primeiro skate... Quando ela ainda trabalhava.

Estava quase chegando em casa, faltava um quarteirão, o que de skate não é nada.

Quando cheguei, subi o elevador e entrei em casa, para o meu espanto encontrei a luz da cozinha acesa. Esperava que isso fosse acontecer uma hora. Mas eu não estava nem um pouco afim de falar com a minha mãe.

Adentrando a sala cheguei na cozinha e me deparei com o meu irmão sentado a mesa estudando alguma coisa. Me acalme um pouco ao ver que era ele. Apenas dei um "Boa noite" e segui rumo ao nosso quarto. Foi quando a voz dele me surpreendeu:

- Estava a sua espera. - Ouvi ele dizer da cozinha quando eu já estava no corredor. - Venha aqui Mikasa.

Meu nervosismo voltou todo de novo... Não tem mesmo como fugir disso né? Bom pelo menos em parte eu tenho razão. Eu sei que eu tenho. Fui até a cozinha, quando cheguei na porta reparei que ele já havia guardado os livros e o caderno. Me sentei à mesa pois sabia que a conversa seria longa.

- Eu já sei sobre o que você vai falar. E eu já começo dizendo que eu estou parcialmente certa. - Ele me olhou sem nenhuma surpresa, o que não era a reação que eu esperava e suspirou.

- Bom você já saber do que eu vou falar, significa que você veio pensando nisso. - Nessa hora ele me pegou de surpresa, eu realmente ando pensando muito nisso. - Não discordo que você esteja com um pouco de razão. Sério Mikasa. Eu não estou bravo com você, mas eu tenho que te fazer entender.

- Você vai fazer o mesmo discursinho dela né? - Comecei a perder a paciência. - Dizer que não foi por querer, que ela falou da boca pra fora? Ninguém fala uma coisa dessas da boca pra fora.

- Uma pessoa doente falaria uma coisa dessas da boca pra fora. - O tom de voz dele era sério e repreendido, o que me mostrava a seriedade do assunto. - Veja bem, eu sou mais velho que você eu já vi a minha mãe tendo crises de bipolaridade, e é exatamente o que está acontecendo com ela agora. Só que infelizmente ela não reconhece que precisa de tratamento.

- Eu sei disso Levi, mas não pode ser tem tanto tempo... Eu era criança a última vez que ela teve uma crise dessas. - Me lembrei da minha mãe gritando, falando incessantemente que ela queria sair. - Não pode ser... Ela se curou. Não foi? Estava tudo nem até ela dizer aquilo.

- Estava tudo bem até ela perder o emprego Mikasa. - Ele passou uma das mãos nos fios negros. - Eu acredito que isso desencadeou a crise. E querendo ou não o seu afastamento só está piorando as coisas... - Ele colocou as duas mãos sobre os olhos, suspirou, então voltou a me encarar. Eu não sabia o que falar, eu estava quase chorando. Percebi que se levantou foi até a geladeira e buscou algo.

- Ela me disse que fez pra você, que era sua preferida. - Era uma torta de pão... Realmente a minha favorita, aquilo desencadeou o meu choro, as lágrimas rolaram timidamente pelas minhas bochechas. - Você consegue perdoar ela?

- Claro que eu consigo, ela é minha mãe. - Limpei o choro e olhei pra ele. - O que a gente vai fazer por ela, em pensar que isso ter agravado é tudo culpa minha... Como eu pude não perceber?

- Ei, calma você é só uma adolescente. Não estou passando a mão na sua cabeça por que ficar longe de casa foi muita criancice da sua parte. - Eu conseguia controlar um pouco mais as minhas lágrimas e ele suavizou o olhar. - Mas você é só uma adolescente não cabe a você perceber que a mamãe está com problemas. Cabe a você ajudar é cabe a mim te alertar para as coisas. Entende? - Afirmei com a cabeça e consegui parar de chorar. - Você não está sozinha nessa. A gente vai cuidar dela junto. Você sabe que sempre pode contar comigo irmãzinha. - Ele sorriu, pegou sua mochila e levantou. Eu levantei também e dei um abraço nele.

- Obrigada, Levi. - Mais uma lágrima escapou. - E desculpa, eu fui muito inconsequente. Mas amanhã eu volto cedo pra casa e converso com a mamãe.

- Está bem, está bem. - Disse desfazendo o abraço. - Só peço para que você tenha paciência, Mika.

- Eu vou ter. - Abri um sorriso.

- Vamos dormir, tá tarde e amanhã você tem aula. Ele disse me empurrando da cozinha apagando a luz atrás de nós.

Atravessamos o corredor e chegamos ao nosso quarto ele deitou na cama dele. Eu tirei meus sapatos, abri a gaveta é peguei um pijama e fui ao banheiro trocar. Assim que voltei deitei na cama e Levi me olhou com uma cara de espanto.

- Você chegou da rua e vai dormir sem tomar banho? - Ele perguntou com uma cara pasma.

- Eu tomo banho amanhã, qual é eu tô morrendo de sono. - Me cobri e apaguei a luz. - Boa noite.

- Boa noite porca.

Levi respondeu é não pude evitar sorrir. Eu dormiria mais leve está noite. Eu estava bem comigo mesma, não dormia assim a três dias já... Eu não tinha um pai, mas eu tinha Levi. Não sabia o que faria sem ele.

Por isso amanhã ele terá uma surpresa. 


Notas Finais


É isto.
E pra vcs eremins shippers de plantão(Ou não) tenho um amigo @tyukiren que escreve ótimas eremins.
Eu estou começando agora nesse ramo da escrita, então toda crítica é construtiva. Comentem aí, para eu ficar sabendo o q vcs acharam :)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...