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História Must Have Been The Wind (2yeon) - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Oii☆

Capítulo 1 - Único


~Ponto de Vista: Jeongyeon~


Há poucos minutos atrás, cheguei em casa após mais um dia cansativi no trabalho. O dia havia sido tão corrido que, literalmente, só havia chegado, tomado um banho rápido e fui me deitar, nem havia comido nada desde que cheguei.


Estava começando a sentir o sono chegar, quando escuto um barulho vindo do andar de cima. O som se assemelhava ao barulho de vidro se quebrando. Depois, ouvi uma voz feminina, provavelmente da moradora daquele apartamento. E a última coisa que ouvi foi um choro.


Inicialmente, pensei que tivesse sido apenas coisa da minha cabeça, devido ao stress do trabalho, mas ao ouvir a voz, e depois o choro, eu realmente me preocupei. Rapidamente, me levanto, ignorando todo o cansaço que sentia até alguns segundos atrás, vesti um casaco qualquer que estivesse no suporte atrás de minha porta e corri para fora do meu apartamento.


Corri para o elevador do prédio (que, por sorte, estava no meu andar), e pressionei o botão que indicava o andar seguinte ao meu e comecei a esperar que ele chegasse ao destino. Estava com medo do que poderia ter causado todo aquele barulho e o que poderia ter acontecido com a moça que morava nesse apartamento.


Eu e essa mulher nos vimos algumas vezes, mas nunca conversávamos muito em todos os diálogos que já tivemos. Ela parecia ser bem simpática, mas sempre andava com o olhar atento e meio preocupada, como se estivesse com medo de que algo ou alguem em específico reconhecesse ela. Uma das poucas informaçoes que sei sobre ela é seu nome: Im Nayeon.


Nossas conversas sempre envolviam assuntos meio "neutros", era sempre: "Como está o trabalho?" ou algo qualquer sobre o clima. Nunca conversamos sobre nada mais pessoal e nunca consegui me aproximar muito dela, então eu saber seu nome completo (coisa revelada em uma de nossas últimas conversas) já era um grande avanço.


Assim que o elevador chega ao andar de Im, logo me dirijo diretamente a seu apartamento. Mesmo com todo o nervosismo e a preocupaçao, bato educadamente em sua porta, e aguardo uma resposta. Ela demorou um pouco para me responder, sua voz parecia tensa e chorosa, e logo perguntou "quem é?". Logo me identifiquei como "Jeongyeon, do andar de baixo".


Ela demorou mais um pouco para finalmente abrir a porta. Seu cabelo estava bagunçado, ela usava um casaco completamente fechado (o que era compreensível, já que aquela noite estava bem fria), e seus olhos estavam avermelhados, denunciando seu choro recente.


- Em que posso ajuda-la senhorita Yoo? - Ela perguntou e, como sempre, conferindo se tinha alguem por perto com seu olhar, alem de mim.


- Desculpa pelo incomodo, senhorita Im, - A cumprimentei com uma leve reverencia, e ela logo repetiu o ato, tambem me cumprimentando - Mas a senhorita escutou algum barulho esta madrugada? Algo como o som de algo quebrando ou o choro de alguem?


Não quis perguntar-la diretamente se havia sido ela a responsável por tais barulhos, então decidi tentar esta abordagem com ela. Quando finalizei minha pergunta, Im me olha surpresa (talvez por ter percebido que alguem escutou, ou por alguem ter se importado com ela, já que os vizinhos não são muito de se preocupar com os outros), mas logo procurou normalizar sua expressão facial e finalmente me responde:


- Acho que seus ouvidos estão pregando peças em você, senhorita Yoo - Ela disse tentando me fazer não acreditar no barulho e  desviando o olhar que, no inicio da sentença, estava focado em mim.


Claramente ela estava mentindo, seu olhar a denunciava. Pensei em pergunta-la novamente sobre, mas preferi não incomoda-la com mais perguntas. Alguns segundos depois, ela continua sua fala:


- Obrigada por se preocupar com os vizinhos, senhorita Yoo - Ela disse tentando sustentar sua mentira e sair da minha frente o mais rápido possível - Isso é bem gentil de sua parte, mas eu tenho que voltar para dentro agora, esta bem frio aqui. Eu realmente gostaria de poder te ajudar a descubrir mais sobre esse barulho, mas eu não escutei nada. - Ela disse dando um passo para dentro de seu apartamento.


- Isso deve ter sido apenas o vento - Foi a última coisa que Im disse, antes de fechar a porta de seu apartamento.


-Quebra de Tempo-


Depois da conversa rápida que tive com Nayeon naquela noite, voltei para o meu apartamento e, depois de guardar meu casaco no devido local, tentei voltar a dormir, mas não consegui.


Não estava conseguindo deixar de lado a sensaçao de que algo estava errado com ela. Mesmo quase não tendo intimidade alguma com a garota, esse acontecimento me deixava bem preocupada.


Um dos motivos de minha preocupação seria o fato de que a familia da Nayeon mora em uma cidade um pouco distante da que eu e ela atualmente moramos, segundo alguns boatos que existiam no prédio e alguns comentários que a própria Im fez. Tinha o receio de que ela estivesse passando por alguma situaçao complicada e não tivesse ninguém para apoia-la ou simplesmente dizer que "Vai ficar tudo bem!". Eu penso isso, já que tambem vim de outra cidade, então a entendo, em partes.


Mesmo que ela estivesse com dificuldades de adaptaçao ao novo ambiente, decidi não me intrometer, já que eu não tinha todos os fatos, e as únicas ideias do que ela poderia estar passando eram baseadas em boatos.


Por mais que eu tentasse, não conseguia voltar a dormir. Minha mente insistia em voltar a pensar em Nayeon e se estaria tudo bem com ela agora. Tinha medo de que algo acontecesse a ela ou que ela fizesse algo.


-Quebra de Tempo-


Durante toda a madrugada, eu realmente não consegui fechar meus olhos, minha mente insistia a todo momento para que eu pensasse como Im estaria naquele momento.


Quando vi o Sol nascendo, decidi que o melhor a se fazer era começar minha rotina da manhã (que era basicamente tomar meu café, organizar um pouco a bagunça que estivesse pela casa, e depois ir trabalhar o dia inteiro). Mesmo com o cansaço de uma noite inteira acordada, fui trabalhar, já que não queria levar uma bronca de meu chefe.


Pelo menos agora já estou de volta em meu apartamento. Porém, desde o momento em que pus os pés de volta em casa, a sensação de que algo estava errado com Nayeon voltou. Passei o dia todo tentando focar no trabalho, mas, agora que voltei pra casa, aquele sentimento de preocupaçao voltou com força para mim.


Tentei achar alguma forma de perguntar a Nayeon o que realmente teria acontecido, enquanto colocava um pedaço de pizza dentro do forno para esquentar. Mas, práticamente após eu ter fechado o forno com a pizza lá dentro, escuto alguns barulhos vindos do andar de cima.


Na hora, eu realmente me assustei. Os barulhos pareciam batidas agressivas contra uma porta, e podia-se ouvir uma voz masculina berrando, exigindo que deixassem ele entrar. Em momento algum ouvi a voz de Nayeon, e isso me deixou realmente preocupada, e se algo tivesse acontecido com ela?


Tentei achar uma forma de entrar em contato com a Nayeon. Foi aí que eu me lembrei da escada de incêndio que estava do lado de fora do prédio. Corri até a janela da sala de meu apartamento e a abri o mais rapido que consegui, e subi as escadas rapidamente até seu andar, procurando não fazer muito barulho.


Quando cheguei a janela de Im, olhei todo seu apartamento a procura dela, e a vi escondida atrás do sofá de sua sala, ela parecia assustada e estava chorando. As batidas em sua porta não haviam parado.


Bati levemente em sua janela, tentando chamar sua atençao, e consegui. Ela olhou em busca do segundo som e me viu na janela. Fiz um gesto com a mão para chamar ela mais para perto da janela, e pedi que ela abrisse a mesma. Ela já ia falar algo quando a interrompi:


- Nayeon, eu não sei ao certo o que está acontecendo, mas vem comigo. - Estendi a mão pra ajuda-la a pular a janela. - Vamos pro meu apartamento, lá eu posso ajuda-la.


Inicialmente ela pareceu ter um pouco de medo, mas segurou minha mão e pulou a janela. A guiei escada abaixo até o meu andar. Assim que chegamos a frente da minha janela, eu entrei primeiro e, depois, a ajudei a entrar.


Assim que ela pisou no meu apartamento, ela só conseguiu me abraçar e continuar chorando. Ouvi ela sussurar um pequeno: "Obrigada!", e me abraçar mais forte, apenas a mantive no abraço.


Depois de alguns minutos de abraço, ouvimos os barulhos da sirene da polícia se aproximando, talvez algum vizinho tenha dado queixa pelo barulho que o tal homem estava fazendo. Nayeon e eu olhamos para a janela e vi que ela deu um leve sorriso ao ver que finalmente estava segura.


Esperamos um tempo e ouvimos a policia no andar de cima, brigando com o rapaz e logo depois a polícia o levando algemado por "perturbação a paz dos moradores daquele prédio".


Ao ouvir isso, Nayeon mais uma vez me agradeceu e pediu desculpas por ter me abraçado tão do nada. Falei a ela que não tinha problema nenhum, e que se fosse para ajuda-la, ela daria quantos abraços forem necessários. E isso fez com que Nayeon risse, logo sendo seguida por mim.


Então eu me lembrei da pizza que havia deixado no forno. Pedi licença a Im, e corri para desligar o forno, por sorte, meu jantar não havia queimado. Então voltei a sala, onde havia deixado Nayeon, e a ofereci um pouco de pizza. Ela aceitou, então, a guiei para a cozinha e lá, jantamos e conversamos um pouco, preferi não perguntar a ela sobre aquele rapaz que batia em sua porta, pois obviamente isso era um assunto bem delicado.


Quando acabamos de jantar e de lavar a louça (que Nayeon insistiu em lavar), me ofereci para leva-la de volta a seu apartamento, e ela agradeceu por tudo o que estava fazendo e aceitou que eu a levasse para sua casa.


...


Quando chegamos a porta do apartamento dela, ela me surpreendeu com uma pergunta:


- Jeong - Disse a ela para me chamar pelo meu apelido, já que estavamos começando a ficar mais próximas - Se não for nenhum encomodo a você, poderia me acompanhar amanhã até a delegacia, para denunciar o homem que estava aqui? - Ela parecia um pouco nervosa esperando minha resposta. - Não quero que entenda errado, só que...


- Posso sim, sem problemas - Respondi rápido. No outro dia seria sábado, então eu não teria que trabalhar, por isso, aceitei.


Im me deu um sorriso, sem mostrar os dentes, e posso dizer que esse sorriso é uma das coisas mais fofas que eu já vi. Combinamos o horário que iriamos para a delegacia e demos boa noite uma para a outra, ela entrou no apartamento e eu voltei para o meu.


-Quebra de Tempo-


Assim que deu a hora marcada, Nayeon pontualmente bateu em minha porta. Eu e ela fomos para a delegacia de ônibus, já que nenhuma de nós tinha carro, e, quando chegamos a frente da mesma, Nay parecia assustada.


- Vai dar tudo certo. - Disse encostando em seu ombro. - Vamos. - E, juntas, entramos na delegacia.


Havia uma pequena fila de pessoas proximo ao local onde se realizavam as queixas, então não demorou muito para que nos chamassem, e, assim, Nayeon conta todo o caso que aconteceu com ela para mim, e para a delegada que estava fazendo os Boletins de Ocorrência. Aqui vai o que ela contou:


"Tinha um rapaz (não incluirei nomes) que estava me perseguindo pois queria se aproximar de mim desde que me viu em alguma rede social, desde então ele vem me perseguindo. Tive até que me mudar de minha cidade natal para fugir dele. Ele vivia tentando contato comigo por redes sociais e outros meios, mas nunca o respondi, o que pareceu deixa-lo furioso. [...] Ontem ele foi a meu apartamento e tentou entrar a força, o que o fez ser detido."


Ela contou a história com vários detalhes e até o ocorrido na noite anterior. A delegada então disse que ele ainda estava detido pelo delito da noite anterior, porém agora ela daria inicio a investigações contra ele e precisaria que Im levasse provas para incrimina-lo. Então a delegada pediu que Nayeon trouxesse todas essas mensagens que ele teria enviado a ela na manhã seguinte, para que pudessem seguir com a investigação. Nayeon e eu, então, agradecemos a delegada e saimos de lá.


Quando saímos, percebi que Nayeon parecia desacreditada que finalmente havia conseguido denunciar aquele homem. Fiquei feliz por ela, e a puxei para um abraço que logo foi correspondido. Então, propus a ela que fossemos a um café que tinha próximo dali para "comemorarmos" que a Nayeon havia conseguido finalmente denunciar esse homem, e ela logo aceitou. Fomos então para a cafeteria, andando lado a lado.


E pensar que nada disso teria acontecido se eu tivesse realmente acreditado que foi só o vento. Agora temos um inicio de uma bela amizade, não é?


Notas Finais


Bem, essa foi a minha primeira história publicada (tanto aqui quanto no Wattpad), e eu tenho um grande carinho por ela, então espero que tenham gostado!!

Até a próxima!!


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