História Mutants High School - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Kai, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Rap Monster, Sehun, Suga, Suho, V, Xiumin
Tags Baekyeol, Chanbaek, Drama, Fantasia, Ficção, Hunhan, Kaisoo, Kooktae, Kookv, Magia, Menção Jikook, Menção Kaibaek, Misterios, Namjin, Sulay, Suspense, Taekook, Vkook, Xiuchen, Yaoi, Yoonseok
Visualizações 135
Palavras 3.580
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Fluffy, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hellooo galerinha que eu amo!!❤

Trouxe mais um capítulo de M.H.S. para vocês ❤💕💕💕
Nos vemos lá embaixo...

Boa leitura!!

Capítulo 18 - Vozes gritantes


Fanfic / Fanfiction Mutants High School - Capítulo 18 - Vozes gritantes

(TaeHyung POV:)

"Eu não quero que o Taehyung ponha mais os pés naquele colégio. Vou levá-lo de volta para o Ocidente." 

A frase ecoou na minha cabeça.

Como assim?! O que minha mãe queria dizer com aquilo? Me levar de volta para o Ocidente?

Não...!

Sem pensar em minhas ações eu segurei a maçaneta da porta e a girei, logo adentrando o cômodo. Taewoo e Eunbin me olharam na hora, espantados por minha aparição repentina e inesperada.

- Eu não quero! - Falei, decidido.

- O que faz aqui, Taehyung?

- Eu não quero voltar para os Estados Unidos! - Tornei a falar, ignorando a pergunta da minha mãe, que agora exibia uma expressão de descrença.

- Você estava ouvindo a conversa dos outros atrás da porta? Que falta de modos...

- Também é falta de modos decidir me levar para um lugar sem antes falar comigo! - Rebati com rebeldia.

Eu estava um pouco descontrolado, e também não era para menos. Só a ideia de voltar para o outro lado do mundo, deixando para trás meus amigos, Hoseok, Luhan, Jongin, Yoongi, Sehun e Kyungsoo. O meu irmão, Baekhyun e... Jungkook! Não, eu não vou suportar ir embora. Em apenas imaginar uma coisa dessas uma agonia insuportável crescia dentro de mim.

Sentindo meus olhos marejarem eu corri até meu pai, o abracei e enterrei meu rosto em seu peito, já sentindo as lágrimas escorrerem por minhas bochechas.

- Pai, eu não quero ir. - Choraminguei. Diante daquela situação o único que poderia me ajudar era Taewoo e sua inclinação a não gostar de me ver triste. - Se vocês quiserem ir... então vão. Eu não me importo de ficar na casa do Hobi ou do Luhan. - Falei, ainda que a ideia de os dois irem embora fizesse meu coração doer.

Taewoo afastou meu rosto de si e afagou meus cabelos. Ele sorriu calorosamente.

- Não chore TaeTae, ninguém vai embora.

- O que?! - Eunbin interferiu. - Não me venha com essa, Taewoo. Vamos todos voltar para os Estados Unidos, sim!

- Não vamos... à menos que nos diga um motivo plausível para isso, do contrário não vamos a lugar algum. - Minha mãe olhou feio para Taewoo.

- Não importa o motivo, só que eu decidi que vamos voltar.

- E eu decidi que não! Ou você quer ficar pobre. - Com isso Eunbin calou-se de imediato, olhando confusa e surpresa para meu pai, que agora exibia um sorriso vitorioso nos lábios.

- Está blefando. 

- Não estou. Estão tentando dar um golpe na empresa que nos fará perder tudo. - Por um instante eu me lembrei do momento em que ele ficara alterado enquanto falava ao telefone lá no meu quarto. Seria isso então?

- P-perder tudo? - Ela estava em choque.

- É, tudo. Não poderei mais bancar o seu luxo.

E pronto, vencemos. Taewoo pegou no ponto fraco da minha mãe.

Kim Eunbin, que nascera em "berço de ouro", não poderia suportar levar uma vida em que teria que ralar para sobreviver. Sem os seus inúmeros cartões de crédito que lhe davam tudo na hora em que queria. Ela era uma mulher ambiciosa apesar de tudo, e ficar sem dinheiro e seus privilégios era o cúmulo. Meu pai, apesar de também ter nascido rico, não era como minha mãe. Era generoso, bondoso e gentil com todos. Uma vez ele me disse que o dinheiro arruinou metade de sua vida.

- Agora eu preciso de muito tempo para resolver tudo e uma viagem para os Estados Unidos nesse momento não ajudará em nada. - Taewoo decretou, sabendo que Eunbin não mais insistiria naquele assunto. Ela saiu furiosa do quarto.

Eu sorri aliviado e abracei meu pai, que parecia calmo demais para alguém que corria o risco de perder tudo o que conseguiu com seu próprio esforço.

No dia seguinte Hoseok, Luhan e eu saímos junto com nossos pais - no meu caso só com meu pai, já que minha mãe ainda estava abalada e irritada com Taewoo, que resolvera passar o dia comigo ao invés de se enfiar no escritório e tentar resolver o problema do golpe - para aproveitarmos o máximo de tempo juntos antes de voltarmos para o colégio no final do dia. Foi muito divertido já que todos nos dávamos muito bem, apesar de meu pai manter um olhar vigilante sobre mim e afastando, com seus olhares ameaçadores, alguns garotos que me olhavam com segundas intenções, o que acabava arrancando várias risadas. A mãe do Hoseok era como o meu pai: super-mega-protetores, ao invés do pai do Luhan, que era muito "liberal".

Tive um dia muito divertido e proveitoso.

E agora eu estava descendo as escadas, com minha mochila nas costas, pronto para me despedir do meu pai - já tinha feito isso com minha mãe -, que agora sim, estava enfiado no escritório. Como sempre eu fui logo entrando no cômodo sem antes bater na porta. Taewoo, que estava sentado atrás de sua mesa, me lançou seu sorriso caloroso enquanto eu ia até ele para lhe dar um abraço.

Algo se aqueceu dentro de mim. Era em momentos como esse que eu me recusava a acreditar que ele fora capaz de abandonar meu irmão. Baekhyun tinha de estar errado. Sua versão da história não se encaixava no que eu vivenciei com meu pai. Eu tinha certeza que Taewoo não era uma má pessoa.

- Já vai? - Perguntou após eu me afastar de seu abraço.

- Ã-hãn.

- Quer que eu te leve? - Exibiu seu sorriso quadrado.

- Não! - O sorriso morreu. Ai, meu coração. - Q-quero dizer, não precisa, sério, o senhor está ocupado e eu não quero atrapalhar. Além disso o motorista do Luhan vai nos levar. - Eu não podia correr o risco de Taewoo se encontrar com Baekhyun. Ainda não era a hora.

- E o nosso motorista?

- A mãe o despediu, lembra? - Falei, rindo, não do homem despedido é claro, mas do "chilique" que Eunbin deu. Taewoo gargalhou alto.

- Ah, sim, o cara com o péssimo senso de direção!

O antigo motorista - que, aliás, não sei por que escolheu essa função - era um pouco jovem e era seu primeiro dia no trabalho - já que havíamos acabado de chegar na Coréia. Minha mãe havia pedido à ele que a levasse ao melhor spá da cidade, porém, o péssimo senso de direção do jovem motorista os fez acabarem se perdendo em um bairro pobre - coisa que Kim Eunbin tem horror.

Meu pai e eu sempre ríamos do chilique que ela deu!

♡☆♡☆♡

Estávamos de volta ao colégio.

O estacionamento estava claramente lotado pelos outros alunos que também chegavam. Saí do carro de forma apressada e ansiosa.

- Não me diga que toda essa afobação é somente para rever um certo alguém de olhos negros penetrantes. - Hoseok falou ao sair do carro e me lançou um olhar sugestivo que me fez corar.

- Acho que não precisamos de uma resposta - Luhan disse, divertido, batendo a porta do carro, que logo saiu calmamente. - Mas não se preocupe Tae, você verá o Jungkook em breve.

- Eu 'tô te estranhando, Lu - falei. - Cadê aquele papo de "fique longe do Jungkook, ele é um galinha"? - Assim que eu disse isso eu me lembrei de algo. - Aliás o que o Hobi disse 'pra você ontem? Depois daquilo você parou de implicar com o Jungkook. 

- Eu só disse o óbvio. - Hoseok falou, seguindo na frente com Luhan ao seu lado. Eu segui logo atrás, falando sarcasticamente:

- Ah, me desculpe se não estou vendo essa obviedade. Gostaria de compartilhá-la comigo?

- Não é uma coisa que você tem que ver com os olhos, Tae. - Luhan falou. - Basta sent...

Eu trombei em Luhan e Hoseok quando eles pararam de andar ao verem Jongin, Baekhyun e Yoongi surgirem do nada, envoltos em fumaças acinzentadas.

- Ai, Jongin, que susto!! - Hoseok exclamou e o moreno riu, puxando-o para um abraço. Depois vi o Luhan abraçando o Yoongi e por fim eu fui puxado por Baekhyun. Ele me abraçou apertado.

- Eu senti a sua falta! - Ele falou por cima do meu ombro.

- Eu também senti a sua! - Por cima do ombro do Baekhyun eu vi Yoongi tentar abraçar Hoseok, que relutou, se escondendo atrás do corpo de Jongin, este que saiu dali - deixando Hoseok exposto para Yoongi - e foi cumprimentar Luhan. Yoongi sorriu vitorioso ao ter Hoseok em seus braços.

Depois que todos demos boas-vindas Luhan puxou Yoongi para ver alguns dos outros amigos e Hoseok sumiu com Jongin para não sei onde. Baekhyun e eu seguimos juntos para o dormitório e como estávamos sozinhos era a minha oportunidade. Embora um pouco - muito - receoso, eu por fim perguntei.

- Baek... você ainda odeia meu pai? - Mas é claro que eu me arrependi imediatamente ao ver sua expressão ficar rígida, dura. Talvez ainda fosse cedo demais para tocar nesse assunto. - M-me desculpe, eu não queria me intrometer, não precisa responder s...

- Tae... você ama o seu pai, não é? - Ele perguntou, virando o rosto para me olhar. Eu assenti. - E você o ama porque ele é seu pai, ele te criou, te educou e te amou. Te deu carinho, atenção e tudo o que você pedia - voltou o olhar para a frente, mas por um segundo eu vi a dor em seus olhos. - Mas entenda, Taehyung, que tudo o que ele fez por mim foi me dar a vida e depois me abandonar, junto com minha mãe. - Ele suspirou alto. - Me desculpe se isso te magoa Tae, mas sim, eu o odeio. Se ele não tivesse feito o que fez minha mãe não teria conhecido o Dongho e nossas vidas não teria se tornado um inferno na terra.

- Quem é Dongho? Você nunca me contou sobre ele. - Perguntei, lembrando que sempre que Jongin ou Yoongi deixavam o nome escapulir eu perguntava quem era e eles desconversavam. Baekhyun ficou mudo por alguns instantes.

- Sinto muito Tae, mas eu não vou te envolver nisso. - Falou por fim. - Não procure saber sobre ele, ok?

Eu assenti com a cabeça para não deixá-lo desconfortável. Também não era bom pressioná-lo. Chegamos no dormitório B-2. Baekhyun se virou para mim e sorriu calorosamente... igual Taewoo. 

- Saiba que, apesar de eu odiá-lo, isso não te envolve em nada, ok? Se tem um lado bom dessa história do abandono, esse lado é você!

Apesar de tudo, Baekhyun era um bom irmão mais velho.

Adentrei o quarto - que eu pensei estar vazio por não ver ninguém a vista - mas assim que me joguei na minha cama eu ouvi o barulho de água caindo, indicando que Jungkook estava tomando banho. Eu resolvi que era melhor eu guardar as poucas coisas que eu havia levado para casa de volta em seu lugar enquanto o moreno não saía do banheiro. Eu precisava de um banho relaxante. 

Depois que terminei eu me joguei de volta na cama macia e fechei os olhos. Fiquei um tempo assim, quase cochilando quando enfim ouvi a porta abrir-se. Abri meus olhos e vi Jungkook sair do banheiro com uma toalha branca enrolada na cintura e outra pendurada nos ombros. Ele usava as pontas do tecido para enxugar os cabelos negros. Jungkook andou preguiçosamente até o guarda-roupa sem perceber a minha presença, e eu fiquei o encarando, sem conseguir desviar os olhos de seu corpo forte e molhado.

Quando enfim ele me notou ele exibiu seu sorriso divertido, piscando um dos olhos para mim, o que me causou muitas sensações. A risada agradável e divertida dele ecoou pelo cômodo quando eu me virei rapidamente de costas para ele quando ele começou a tirar a toalha da cintura para se vestir. Mas era um sem-vergonha mesmo! Fiquei de costas para Jungkook enquanto ele fazia o que tinha que fazer e poucos minutos depois senti o colchão afundar ao meu lado. Voltei meu olhar para o moreno - que só para me provocar vestia apenas uma calça moletom preta -, e logo senti seus dedos descerem pelo meu rosto, deslizando pela minha pele até chegar no meu queixo, onde ele segurou levemente e passou seu polegar entre meus lábios, entreabrindo-os.

- Não precisava ter se virado - falou e sua voz rouca me arrepiou por inteiro. Eu corei levemente, me sentando na cama - o que acabou nos aproximando um do outro.

- Se eu não tivesse me virado eu ia te ver...

- Nu? Pelado? - Ele arqueou as sobrancelhas, sorrindo ladino. - Não existe nada no meu corpo que você não tenha no seu.

- Não é bem verdade, é? - Discordei, desviando meu olhar de suas orbes negras e os baixei para o seu peitoral desnudo. Em um ato ousado que eu mesmo me surpreendi, eu levei minha mão até seu peito e logo desci para o abdômen definido. - Eu não tenho isso aqui - passei meus dedos pelos gominhos durinhos destacados ali e senti Jungkook estremecer sob os meus toques. Levantei meu olhar novamente e vi que as pupilas negras estavam dilatadas.

- Você não deveria me provocar assim... - Disse entre uma arfada, fechando seus olhos. Levei meus dedos para cima, subindo pelo peitoral, ombro, pescoço, mandíbula e parei meus dedos sobre seus lábios entreabertos. Aproveitando que ele estava de olhos fechados eu me aproximei dele e sussurrei em seu ouvido, proferindo em uma fingida voz inocente:

- Mas foi você quem me provocou primeiro. - Com minha outra mão eu raspei de leve minhas unhas curtas em seu peitoral, descendo pelo abdômen e sorri, satisfeito, em ver seus pelinhos todo arrepiado.

Antes que Jungkook me agarrasse - pois eu sabia que ele tentaria fazer isso - eu pulei para fora da cama, peguei duas toalhas limpas e adentrei o banheiro, meu rosto fervendo. Agora eu me pergunto: de onde eu tirei tamanha ousadia?!

♡☆♡☆♡

(ChanYeol POV:) 

Eu havia acabado de chegar no dormitório e fui direto tomar um banho. Eu estava cansado por passar a maior parte do domingo na academia, fazendo exercícios físicos. Mas pelo menos assim eu ficava ocupado o bastante para não pensar nos meus problemas bizarros envolvendo um "espírito" que habita o meu corpo e que ainda me liga ao Baekhyun. Tudo não fazia o menor sentido.

Absurdo.

Depois que saí do banho, vesti uma bermuda simples e uma camiseta confortável e caminhei em direção à saída do cômodo. Assim que abri a porta eu fui "atropelado" por um ser baixinho de cabelos dourados que, ao trombar em mim "quicou" para trás, se desequilibrando com seus próprios pés e caindo para trás e, ao tentar se segurar em algo para impedir a queda, acabou agarrando meu braço e me puxando chão abaixo.

Caí em cima de Baekhyun - que fechara os olhos durante a queda e à provável dor que sentiu quando suas costas foram se encontro ao mármore - e logo me ajeitei em cima dele, me apoiando em meu antebraço esquerdo - para não jogar todo o meu peso sobre ele - enquanto que minha mão foi parar "acidentalmente" em sua cintura. Lentamente Baekhyun abriu os olhos achocolatados e logo os fixou em mim e se dando conta do quão próximos estávamos a ponto de eu sentir sua respiração chocar-se contra a minha. Eu dei-lhe um sorriso ladino.

- Acho que o nosso destino é cair em cima do outro. - Causei nele um leve rubor nas bochechas e seus olhos ganharam um leve brilho. Meu coração batia acelerado contra o dele.

- M-mas daquela vez foi você quem me puxou - sua voz aveludada saiu meio tímida.

- E agora foi você quem me puxou. - Falei, apertando de leve sua cintura. - Aliás eu só te puxei porque você ia fazer alguma coisa comigo, e não sei se acredito naquele papo de que era para me acordar. - Ao falar isso Baekhyun arregalou os olhos, corando intensamente e, parecendo muito constrangido, virou o rosto lara o lado, evitando me olhar. Soltei uma risada soprada. Essa era a confirmação da qual eu precisava. Baekhyun não voltou a me olhar... mas acontece que ao ficar com a cabeça virada para o lado deixava seu pescoço ali... total e vulnerávelmente exposto à mim. A tez lisa e clarinha parecia tão convidativa... pronta para ser marcada. Por mim apenas.

E foi exatamente isso que eu fiz.

Baixei minha cabeça, levando meu rosto para mais perto e resvalei meu nariz de leve em seu pescoço, aspirando o cheiro e logo senti a fragrância adocicada adentrar minhas narinas, me deixando "enfeitiçado". O cheiro incomum e totalmente viciante era a mistura de flores e frutas. Esfreguei meu nariz pela tez macia, buscando sentir mais daquele cheiro, e acabei percebendo que meu ato causava vários arrepios pelo corpo abaixo do meu. Meu coração acelerou novamente, batendo contra o de Baekhyun. Aquilo era bom... muito bom.

Deixei então um leve selar em seu pescoço, algo simples e casto que fez o loiro estremecer abaixo de mim, virando mais um pouco a cabeça e me dando mais acesso àquela área, e eu não tardei em deixar uma série de beijos e mordidinhas leves na região exposta. Apertei a cintura dele, sentindo uma fisgada em meu baixo ventre ao ouvir Baekhyun soltar um gemido baixo e arrastado, sua mão - que ainda segurava meu braço - apertou-me sem qualquer delicadeza. Deixei um chupão em sua tez claro, sugando sua pele entre meus lábios, arrancando outro gemido arrastado do loiro.

Me afastei minimamente do corpo pequeno abaixo do meu e Baekhyun virou o rosto para mim, me fazendo sentir outra fisgada dolorosa. Os cabelos loiro-dourados estavam um pouco desalinhados; suas bochechas estavam avermelhadas e sua respiração meio ofegante; suas pupilas estavam dilatadas e seus lábios finos e avermelhados estavam entreabertos. Ele estava mais lindo que nunca.

- Você pode fazer agora... o que queria fazer comigo antes. - Seus olhos brilharam com a minha fala.

E Baekhyun o fez.

Meu coração disparou no peito e eu senti um friozinho agradável na barriga quando ele subiu suas mãos pelo meu braço, ombro, pescoço, orelha até enfim embrenhar seus dedos delicados por entre meus fios azulados, os puxando de leve. Meus cabelos não ficavam molhados por muito e no momento eles já estavam quase que completamente secos. Os dedos de Baekhyun, embrenhados em meus cabelos, os puxavam de forma um tanto quanto... erótica... o que não ajudava em nada a minha situação.

O sorriso mais lindo que eu já vi dançou em seus lábios finos. O peculiar sorriso retangular, junto com o brilho em seus olhos eram a combinação perfeita da perfeição. Parecia um... anjo!

- É macio e sedoso, como eu imaginei! - Suas mãos desceram pela minha nuca e, posso estar enganado ou ter imaginado, mas eu jurei ter sentido ele puxar levemente minha cabeça para baixo. 

Resolvi não contestar e fui aproximando nossos rostos lentamente, para que desse tempo à ele para recusar. Mas Baekhyun apenas fechou os olhos e eu senti meu coração mais acelerado que nunca ao finalmente acabar com a distância e juntar nossos lábios.

O beijo começou simples e lento, sem envolvimento de línguas, apenas nossos lábios se mexendo um contra o outro. Aquilo era muito bom, isso eu não podia negar, porém eu queria mais, mais de Baekhyun, mais daquela boca doce e mais do que Baekhyun poderia me dar. Apertando sua cintura eu pedi passagem com a língua e para a minha completa satisfação, Baekhyun a cedeu. Uma de suas mãos cravaram suas unhas na minha nuca enquanto que a outra embrenhava-se novamente em meus cabelos a medida em que eu explorava sua boca, minha língua deslizando sobre a dele. Não era uma briga por dominância para ver qual língua predominava, era apenas nossos músculos molhados explorando a boca alheia em um ritmo lento e viciante, mas ao mesmo tempo urgente e necessitado.

Suas mãos inquietas desceram por minhas costas enquanto a minha mão saliente adentrou sua camisa e eu deslizei-a sobre a pele macia, escondida por debaixo do tecido. As pulsações dolorosas se intensificaram e Baekhyun arfou por entre o ósculo e eu mordisquei seu lábio inferior antes de descer minha boca de volta para o seu pescoço, lambendo e chupando  a tez já um pouco avermelhada por eu tê-la abusado anteriormente. 

Mas então algo se agitou dentro de mim, tão forte e poderosa que eu caí para o lado, saindo de cima do corpo pequeno que estivera abaixo de mim. Uma dor terrível invadiu minha cabeça que me deu vontade de arrancá-la fora. Estava zumbindo incessantemente. Levei minhas mãos até meus cabelos e puxei-os com força até arrancar alguns fios azulados para me distrair da dor insuportável na cabeça, mas de nada adiantou. Nada era comparado àquela dor que me invadiu, juntamente com aquelas vozes gritantes, ecoando por todos os lados. Zumbindo.

"Oh, vejo que já acordou!"

"O que foi? Está com medo de mim?"

"E o que a cor dela tem a ver?"

"Elas são de mundos completamente opostos porém, elas tem duas coisas em comum."

"Prove que está falando a verdade."

"O chalé é protegido pela minha magia e apenas eu, que a criei, posso determinar quem pode atravessar a barreira."

- Aaaaahh!! 

Gritei, já sentindo as lágrimas escorrendo pelas laterais dos meus olhos, tamanha a dor insuportável e arrebatadora. Me contorci no chão em uma tentativa falha de fazer a dor sumir e as vozes pararem de ecoar por todos os lados, me invadindo sem qualquer pausa.

Mas entre essas dores eu ouvi um grito agudo a ao mesmo tempo aveludado. Completamente desesperado. Me desesperei e olhei para o lado e vi Baekhyun do meu lado, sua boca estava se mexendo, proferindo palavras mudas - ou talvez eu que não estivesse as ouvindo - e as lágrimas descendo por suas bochechas avermelhadas. 




Notas Finais


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ME DESCULPEM POR ACABAR COM O BEIJO DO OTP 😭😭
Tava tudo no maior Love e aí isso acontece... Me crusifiquem, sério, eu mereço.

Bom galera, até o próximo sábado!!❤💕💕

Tchauzinho;-)


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