História Mutants High School - Capítulo 32


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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Jeon Jungkook (Jungkook), Kim Taehyung (V), Personagens Originais
Tags 2min, Baekyeol, Bottom!baekhyun, Bottom!tae, Bts, Chanbaek, Exo, Hunhan, Kaisoo, Kooktae, Kookv, Magia, Menção Jikook, Menção Kaibaek, Namjin, Sope, Sulay, Taekook, Top!chanyeol, Top!jk, Vkook, Xiuchen, Yaoi
Visualizações 312
Palavras 3.762
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Fluffy, Lemon, LGBT, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


I'm back, guys!!!!
Passando aqui só pra comemorar minha nota alta na pior matéria que já foi criada (vulgo matemática kkkkk não me julguem, sou de Humanas e não de Exatas)
E aproveitar para agradecer aos favoritos e comentários de apoio que recebi depois do aviso que postei anteriormente. Obrigada de verdade! <3

Agora, sem perder tempo, vamos ao cap.!
Boa leitura! <3
OBS: o cap. é a continuação do cap. 30, que, para quem não se lembra, é quando o Baek fala para a mãe dele que tem um irmão.

Capítulo 32 - Verdades nunca ditas


Fanfic / Fanfiction Mutants High School - Capítulo 32 - Verdades nunca ditas

(BaekHyun POV:)

Eu esperava tudo vindo da minha mãe quando finalmente contei à ela sobre eu ter um irmão. Esperava que ela risse, desmentisse e pedisse para mim parar de inventar histórias; esperava até que ela me desse um sermão por mentir tão descaradamente.

Mas eu não esperava por àquilo; aquele brilho de reconhecimento iluminando seu rosto. Se fosse qualquer outra pessoa certamente teria visto apenas surpresa em sua expressão; surpresa e choque. O reconhecimento teria passado despercebido.

Mas eu conheço Lee-Byun Sohyun até demais e notei a sutil diferença; como se ela tivesse se esquecido desse mero detalhe e só tivesse lembrado agora, no momento em que mencionei.

- Você já sabia - sussurrei em um fio de voz, mal acreditando em minha própria percepção. Minha mãe abriu e fechou a boca vezes seguidas... mas nada saía. Me levantei da cama em um rompante e a olhei, horrorizado e incrédulo. - Você sabia que eu tinha um irmão durante todo esse tempo e não me falou nada?! Nunca pensou que eu pudesse ter algum interesse em conhecê-lo?!

- B-Baek, eu posso explicar...

- Você mentiu 'pra mim! - Acusei, começando a andar de um lado para o outro pelo quarto; eu sempre ficava assim quando um assunto me pegava de surpresa e sentia que tudo começava a desandar. - Escondeu de mim algo que não devia! Algo que eu tinha todo o direito de saber!

- Baek, por favor...

Eu me sentia tão... traído.

Não estava em meus planos contar à Sohyun sobre Taehyung e ela - inacreditavelmente - já souber sobre ele. Há quanto tempo ela sabia que, em algum lugar desse mundo, eu tinha um irmão? Por que ela nunca me contou sobre ele?

- E Taewoo, mãe? - Soltei de repente, deixando-a visivelmente espantada. Ela sabia que eu não gostava de falar sobre ele e raramente eu o mencionava. - Ele realmente nos abandonou? Realmente estávamos juntos e felizes em um dia e no outro ele simplesmente resolveu desaparecer, deixando-nos para trás, como se não significássemos nada para ele?

Ela levou a mão à boca, abafando o som do choro quando lágrimas rolaram por seu delicado rosto, que estava levemente pálido. Naquele momento ela não precisava responder para eu já saber a provável resposta; podia vê-las claramente em seus olhos brilhantes e úmidos pelas lágrimas. Mas mesmo assim ela balançou a cabeça em uma negativa.

Meus olhos arderam e eu contive a vontade de chorar ou gritar ao sentir a bile subir à garganta e o gosto amargo tomar meu paladar.

- Baek, meu filho, por favor, me deixe explicar... - Pediu entre os soluços contidos.

Foi simplesmente horrível a sensação que me tomou; como se eu acordasse de um pesadelo somente para descobrir que ele era real e seguia com sua realidade brutal. De repente era incrivelmente difícil e doloroso encarar minha mãe naquele momento. Ela mentira para mim a minha vida toda enquanto olhava descaradamente em meus olhos. Minha vontade era de pegar meu celular e ligar para Jongin, para ele me tirar dali o mais rápido possível. Mas eu sabia que não podia simplesmente fugir agora, não quando eu tinha a chance de saber de tudo bem ali, do meu lado. Eu devia à Taehyung e à mim mesmo descobrir a verdade. Essa era uma decisão que eu já havia tomado, eu só não sabia o quão difícil seria ficar cara a cara com ela. 

À contragosto, me dirigi até a cama e me sentei no colchão, ao lado da mulher a qual eu ainda não conseguia olhar diretamente nos olhos.

- Eu vou te dar uma chance para me contar tudo; toda a verdade, sem qualquer mentira ou enganação.

- Tudo bem - concordou de imediato, limpando as lágrimas do rosto. - Prometo contar tudo o que sei, tudo o que aconteceu... Mas, antes, como descobriu que tem um irmão? - Ela perguntou, curiosa.

Soltei um muxoxo e, ao invés de responder, peguei meu celular e coloquei em uma foto minha com Taehyung, com nós dois mostrando nosso singular sorriso retangular. Entreguei o aparelho à Sohyun.

- Ele estuda no colégio comigo.

- Oh, ele é tão parecido com você! - Exclamou ela. - Qual é o nome dele?

Franzi o cenho. Como ela sabia sobre Taehyung, mas não sabia seu nome? Suspirei, deixando o assunto de lado, pois logo Sohyun me contaria tudo.

- Kim Taehyung. - Respondi secamente, pegando o celular de volta e o depositando no criado-mudo ao lado da cama. Era a primeira vez que eu tratava minha mãe com tanta frieza. - Sem enrolações, mãe. Comece logo a contar. - Exigi, vendo-a se encolher institivamente. Doía-me vê-la assim, mas não havia nada que eu pudesse fazer; ainda sentia raiva e mágoa por ela ter mentido.

- Tudo bem - aquiesceu, respirando fundo antes de começar. - O que aconteceu é que Taewoo não nos abandonou, não exatamente... Pelo menos não do jeito que te contei, alguns anos atrás. Eu tinha em torno de 16 anos quando conheci seu pai. Eu fiz o teste e ganhei a bolsa no Mutants High School, assim como você. Como a maioria dos adolescentes que vem de boas famílias com renomes e privilégios, Taewoo já estudava lá desde os 12 anos; ele tinha a minha idade quando nos conhecemos. Taewoo de longe era o garoto mais popular do colégio; era o garoto que todas as meninas queriam namorar e que todos os meninos queriam ser. Era rico, gentil, inteligente, poderoso e muito bonito. Um manipulador sísmico nato e habilidoso. Quando eu o vi pela primeira vez ele estava com os amigos e ria de algo que um deles falou; e naquele momento eu tive a certeza de que me apaixonei por aquele sorriso um tanto peculiar, o sorriso mais lindo que já vi. Quando ele sentiu que eu o olhava ele me olhou também, fazendo nossos olhares se encontrarem pela primeira vez. Ficamos nos encarando por um longo tempo, como se um desafiasse o outro a desviar os olhos primeiro. No fim eu tive que desviar os olhos primeiro, pois sentia meu rosto muito quente e meu coração batia forte demais. Poucos dias depois ele veio me procurar e perguntou qual era o meu nome. Então eu o questionei por quê ele queria saber meu nome. - Minha mãe sorriu de forma apaixonada. - "Porque eu quero saber o nome da garota mais linda que eu já vi e te chamar para sair". Fora o que ele respondera, sem constrangimento algum.

" Eu aceitei sair em um encontro com ele, e depois do primeiro veio muitos outros. Nos conhecíamos aos poucos e nos apaixonávamos cada vez mais um pelo outro. Cerca de dois meses depois que nos conhecemos foi quando começamos a namorar. Eu me sentia tão feliz sempre que estava ao lado dele; eu o amava tanto que chegava a doer, e eu sabia que ele sentia o mesmo."

Sohyun falava tudo de uma forma apaixonada, os olhos brilhando ao lembrar-se do passado feliz que teve ao lado do homem que amava; ainda ama, eu podia ver isso claramente em seus olhos. Senti meu estômago embrulhar quando vi seus olhos adquirirem um brilho de dor e tristeza.

- Pena que nem tudo eram flores...

- O que aconteceu? - Perguntei, ansioso.

- Os pais dele não me aceitavam - respondeu, cabisbaixa. - Diziam que eu não era boa o suficiente, que eu era uma pobretona e que eu não faria o filho deles feliz. Diziam que eu era um empecilho que apareceu somente para estragar o futuro brilhante de Taewoo; disseram até que eu só estava interessada no dinheiro dele. - Sohyun fechou as mãos em punhos e eu senti meu sangue borbulhar de raiva. Aquilo era típico de pais ricos que não gostavam dos relacionamentos do filho com alguém de classe social mais baixa do que a deles. - Eles pareciam não ligar para a felicidade do filho; tudo o que queriam era ver o filho casado com alguém tão rico quanto eles. Alguém da mesma classe.

" Não vou mentir e dizer que tudo o que eles disseram ao meu respeito não me afetou. Muitas vezes eu pensei em desistir daquele relacionamento que não tinha futuro e que só me machucava; que poderia fazer, tanto à mim, quanto à Taewoo infelizes. Aos poucos e sem nem perceber eu acabava sendo influenciada pelas palavras rudes dos meus ex-sogros, começava a concordar com tudo de negativo que eles diziam sobre mim. Afinal de contas, o que eu poderia oferecer à ele, sendo que ele já tinha de tudo? O que era eu para querer ficar com ele quando ele poderia ter qualquer outra garota, muito mais bonita e muito mais rica? Eu não era nada!"

Senti a raiva fluir dentro de mim quando me dei conta de que essas pessoas que tanto desprezaram minha mãe eram meus avós. E eram o tipo de avós que eu não queria ter: nojentos e mesquinhos. Eu preferia pensar que eu não tinha qualquer relação de sangue com aquelas pessoas horríveis.

- Mas em todas as vezes que eu pensava em desistir, que eu me deixava levar pelas palavras maldosas dos meus ex-sogros, Taewoo me trazia de volta à realidade... Ou me afundava de volta em um sonho, depende do ponto de vista. - Sohyun voltou a falar, me tirando dos devaneios. - De qualquer forma ele fazia a dor que eu sentia desaparecer; sempre me defendia com veemência em frente aos seus pais, dizendo que não lhe importava se eu era pobre, sem modos, feia ou até mesmo careca, ele continuaria a me amar, independente de qualquer coisa. E assim seguíamos firme com nosso namoro até terminarmos o colegial.

" Já aos meus 21 anos ele me pediu em casamento, deixando seus pais horrorizados; até eu fiquei em choque, afinal de contas éramos muito novos para casar. Mas Taewoo me convenceu de que a nossa idade não importava, pois, se nos amávamos, então por que não? Então eu disse sim. Taewoo ficou tão feliz! Meus pais também ficaram felizes por mim, mas ficaram bastante preocupados também, pois sabiam que os pais dele eram contra a nossa união. Contudo, nada nos impediu de seguirmos em frente com o casamento e com o que sentíamos um pelo outro.

" Já casados, nós vivemos dois anos felizes e apaixonados, até que enfim eu fiquei grávida. Taewoo e eu ficamos tão felizes ao sabermos que teríamos nosso primeiro filho! Mas, nos últimos meses que antecederam seu nascimento, eu notei que seu pai aparentava estar muito abalado com alguma coisa. Eu dizia a mim mesma que era apenas o excesso de trabalho que o estava desgastando, para não ter que admitir que ele estava infeliz comigo e que havia desistido da ideia de ter um filho. Não queria admitir que os pais dele estavam certos, no final das contas; que nosso relacionamento não tinha futuro. Tentei conversar com ele, nos aproximar novamente, mas cada vez mais ele parecia estar mais distante; seus olhos tinham até perdido parte de seu brilho. Aquilo me doeu tanto. Eu queria ajudá-lo, mas não sabia como; talvez fosse eu o motivo da sua súbita infelicidade. Me machucou tanto quando vi tamanha angústia em seus olhos, sempre quando me olhava; me fez pensar que ele já não me amava mais."

Lágrimas escorriam dos olhos achocolatados da minha mãe e ela as limpou rapidamente.

Por mais que eu tivesse milhares de perguntas para fazer, eu resolvi ficar em silêncio e esperar Sohyun terminar de contar tudo. Mas somente esse breve momento de espera não me impediu de sentir ainda mais ódio de Taewoo. Ele encheu minha mãe de esperanças de que eles poderiam ficar juntos e, no fim, foi a deixando de lado. Tudo bem que eu achava meio estranho esse distanciamento súbito dele com Sohyun, mas resolvi não falar nada por enquanto.

Sohyun fungou e prosseguiu.

- Mas... Taewoo ficou tão radiante quando você nasceu! Chorou de felicidade e se maravilhou quando você parou de chorar assim que ele te pegou no colo pela primeira vez! Ficou tão contente que saiu pelo hospital dizendo à todos que era pai de seu primeiro filho! - Sohyu me olhou firmemente nos olhos antes de falar: - Baekhyun, você pode pensar o que quiser do Taewoo, pode odiá-lo eternamente, mas nunca duvide de que ele te ama muito, seja em qualquer lugar do mundo em que ele esteja agora.

Meus olhos marejaram, desobedientes.

- E-então por que ele nunca esteve presente na minha vida?

Sohyun balançou a cabeça, me puxando para um abraço caloroso. Repousei minha cabeça em seu colo, sentindo-a acariciar meus cabelos.

- Ah, Baekkie, não deixe-se perturbar com isso. Apesar de tudo, eu sinto que tudo o que ele fez foi por um motivo.

Quando eu o visse pessoalmente eu com certeza perguntaria que motivos foram esses, se é que ele teve mesmo tais motivos. Mas no momento eu só contive o choro e pedi à minha mãe que continuasse.

- Em seus primeiros meses de vida tudo foi como um sonho novamente. Ainda não era 100%, mas eu sabia que Taewoo estava se esforçando para nos fazer felizes, apesar de eu saber que ele tinha problemas sérios com os quais lidar. Eu não o forcei e pressionei para me contar o que tanto o aflingia; preferia que ele mesmo me contasse por conta própria. - Ela suspirou, desanimadamente. - Porém, isso nunca aconteceu... E em vez disso ele pediu o divórcio.

- D-divórcio?! - Exclamei, chocado e incrédulo. - Assim, do nada?

Sohyun fungou mais uma vez, limpando as lágrimas que insistiam em molhar seu rosto.

- Sim, do nada. Fiquei tão surpresa e desacreditada. Foi um choque para mim receber àqueles dois golpes em um curto espaço de tempo.

- Dois? - Indaguei, confuso.

- Sim, pois naquele tempo o meu pai, o seu avô, havia acabado de... falecer. Foi um choque para mim; foi tudo tão repentino. - Ela soluçou, limpando mais lágrimas. Meu estômago embrulhou. Mas, espera... Se o meu avô tinha morrido nessa época então...? - Não se engane, Baekhyun. Sei que você pensa que foi o Dongho quem matou o seu avô, Baek, mas não foi ele; eu sequer o conhecia na época. Meu pai morreu em um trágico acidente de carro, nada mais; estava voltando para casa em um dia chuvoso quando perdeu o controle do carro e bateu em um poste. Lembro que, no funeral, Taewoo parecia ainda mais desolado e abatido, a angústia se tornando constante em seus olhos. Alguns dias depois ele apareceu com a notícia do divórcio, sem dar qualquer explicação sobre o que o motivou a querer se separar de mim.

" No dia da assinatura dos papéis eu deixei você com a minha mãe e segui sozinha para o cartório. Tudo correu bem, embora eu sentisse meu coração se partir em vários pedaços irrecuperáveis. Mas, antes de assinarmos os papéis da nossa separação, ficou decidido que a sua guarda seria minha. Taewoo não reclamou ou ofereceu qualquer resistência quanto a isso; embora, é claro, ele tivesse autorização para te visitar quando quisesse, mas, como você bem sabe, ele nunca veio. Aquilo me magoou tanto; ele nem sequer lutou pelo direito de ficar com a sua guarda. Não que eu quisesse que ele lutasse e ganhasse, mas ele sequer titubeou quando a sua custódia foi oferecida primeiro à mim."

Engoli o bolo que queimava como ácido a minha garganta. Meus olhos ardiam devido às lágrimas que queriam se libertar, mas eu fui firme e as segurei. Taewoo não merecia minhas lágrimas; muito menos as da minha mãe. Ele era o típico monstro que usava uma máscara para esconder sua verdadeira face das pessoas que pretendia enganar e manipular. Eu o odeio mais que tudo! Nunca vou perdoá-lo! Não importa se Taehyung diz que ele é uma boa pessoa e um bom pai, jamais vou perdoá-lo por fazer minha mãe chorar e por fazer eu me sentir tão... rejeitado.

Fui tirado dos devaneios quando Sohyun me puxou para um abraço; ao contrário de mim, ela não poupava lágrimas.

- Desculpe, Baek... Desculpe ter que dizer essas palavras à você... - Fungou, acariciando meu couro cabeludo. Me separei do abraço e voltei a deitar na cama, com a cabeça de volta a seu colo, ainda sem derramar uma gota de lágrima. - Eu não queria ter que te dizer isso, mas você pediu para contar tudo, então...

- Tudo bem, mamãe, só... continue. - Sohyun hesitou. - Por favor - pedi. - Eu preciso saber.

Ela suspirou.

- Tudo bem - cedeu enfim, afagando meus cabelos e voltando a se perder nas antigas lembranças. - Depois que assinamos os papéis da separação e eu voltei a ser Byun Sohyun, Taewoo deixou o cartório; foi então que, em um impulso, eu decidi segui-lo. Queria descobrir de uma vez por todas o que estava acontecendo; o que aconteceu para ele chegar a tomar decisões tão extremas. Isso não é algo do meu feitio... mas eu também precisava saber! E foi com essa decisão tomada em mente que eu o segui até uma luxuosa mansão em um bairro nobre. Observei, um pouco distante, ele ajudar alguns homens, os empregados provavelmente, a colocarem várias bagagens no porta-malas de um carro. Depois que terminaram tudo, uma bela mulher de longos cabelos ruivos saiu do interior da casa, carregando um bebê de poucos meses no braço.

" Taewoo dispensou os empregados e foi até a mulher, pegando o bebê no colo e o rodopiando no ar, como costumava fazer com você. Eu estava tão confusa com aquela cena que nem conseguia raciocinar direito; o que estava acontecendo ali, afinal? E então, a resposta veio como um tapa na cara; fui tão cega por não ter percebido algo que estava tão explícito. Enquanto observava Taewoo brincar com a pequena criança, ela sorriu, alegre. E foi em somente ver aquele sorriso que eu entendi tudo: aquele era o seu sorriso, Baek; era o sorriso do Taewoo.

" Fiquei atônita e sem reação, vendo os três entrarem no carro e logo sumirem de vista. Depois que eles foram embora foi que eu finalmente desabei-me a chorar. Até aquele momento eu me negava a acreditar que o Taewoo havia me traído; e ainda por cima ter tido outro filho quando ainda era casado comigo. Nem quando namorávamos no colegial ele não tinha olhos para ninguém além de mim; rejeitava educadamente qualquer garota que se insinuava para ele, então por quê? Por que fizera aquilo? Até hoje eu não tenho uma resposta. De qualquer forma eu nunca mais o vi depois daquele dia. Voltei para a casa da minha mãe e fiquei com você. Quase um ano depois eu conheci o Dongho; e, você pode não acreditar, mas ele era bem gentil quando o conheci... Ou ele apenas fingia. De todo modo ele agiu como um cavalheiro e alguns meses depois começamos um relacionamento... Até que chegou o dia em que ele me pediu em casamento. Quando isso aconteceu tudo em que eu pensava era em você, Baek; pensava que você precisava de um pai; por isso acabei aceitando... Mas quando fui ver meu erro já era tarde demais. Dongho já havia mudado a forma como nos tratava. Naquele dia, quando você me perguntou sobre Taewoo, eu não consegui dizer a verdade; seria cruel e desumano na visão de uma pequena criança. Eu poderia ter inventado qualquer coisa; poderia até dizer que ele havia morrido em algum acindente, assim você não o procuraria caso tivesse o desejo de conhecê-lo algum dia... Mas também não consegui dizer uma coisa dessas.  Eu o amo demais e simplesmente imaginar ele morto, mesmo sabendo que ele estava vivo em algum lugar desse mundo, era incrivelmente difícil. Tente imaginar, Baekhyun, tente imaginar o homem que você ama morto."

Um calafrio intenso perfurou minha espinha, atravessando meu corpo e me fazendo sentir frio até nos ossos. Assim que Sohyun parou de falar foi difícil conter o pensamento; e a sensação foi horrível ao formular a cena: o coração de Chanyeol parando de bater; o calor esvaindo-se do seu corpo; o brilho costumeiro em seus olhos perdendo o fulgor; e a boca entreaberta, deixando escapar um último suspiro que lhe roubara a vida...

Balancei a cabeça de um lado para o outro, tentando afastar aquelas imagens desesperadoras da minha mente. Não queria imaginar aquilo. Eu não poderia viver sem Chanyeol.

- Sim, eu sei, é horrível - minha mãe falou, parecendo ver tudo o que se passava na minha cabeça. Sua expressão era de angústia. - Por isso não consegui dizer a verdade, e a minha única saída era mentir; e foi isso que eu fiz. Uma mentira que se baseava em como eu me sentia na época: abandonada. Eu sentia que Taewoo me abandonou quando eu mais precisava dele; quando você precisava dele.

Depois que ela terminou de falar o silêncio pairou no ar. Eu estava mergulhado em pensamentos e, como se fosse de longe e meio distorcido, ouvi minha mãe murmurar algo sobre fazer o almoço, logo saindo do quarto. Ela sabia que eu precisava pensar, por isso me deixou sozinho.

Algo definitivamente não estava certo.

Minha mente gritava, e eu fazia de tudo para não ouvi-la. Não queria ter dúvidas quanto ao meu ódio por Taewoo, no entanto minha mente me fazia lembrar de coisas que eu não queria ver: o singelo brilho vívido e alegre nos olhos de Taewoo, enquanto ele me erguia no ar; parecia feliz. A imagem era um pouco borrada e distorcida - por eu ser um bebê na época - mas eu tinha certeza de que era Taewoo. Talvez ouvir a história da minha mãe tenha servido como gatilho para mim acessar lembranças bloqueadas de quando eu era mais novo.

Mas eu não queria me lembrar daquilo, não queria ter aquelas lembranças. Todavia nada me impediu de lembrar das coisas que Luhan disse sobre Taewoo; sobre ele querer ter estado comigo e com Sohyun, mas que não podia, levando-me a crer que ele ou foi forçado ou ameaçado a nos deixar; ou ambos. Mas quem faria uma coisa dessas? O que exatamente aconteceu com ele no passado?

Fechei os olhos e suspirei alto, afastando quaisquer pensamentos indecisos da cabeça; não adiantava de nada ficar remoendo isso na cabeça quando eu poderia muito bem tirar tudo a limpo com a única pessoa que sabia de tudo. 

Abri os olhos, determinado.

Eu definitivamente precisava me encontrar pessoalmente com Taewoo!

 


Notas Finais


Eeeeeeeh quem chegou até aqui, muito obrigada!!
Vou ficando por aqui e ir dar views em DDU-DU DDU-DU do meu girl-group favorito (vulgo BLACKPINK!! <3)
Aos interessados: meu amigo - que eu mencionei no aviso - já está bem melhor, graças a Deus!

Minha outra fic Chanbaek: https://spiritfanfics.com/historia/o-terror-do-amor-11521761

Bjs e até a próxima!! ;)


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