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História My Addiction - Isulio - Capítulo 66


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Capítulo 66 - Dois


Por Isabela:

(Na manhã seguinte...)

Deixei Julio com seu humor no nível insuportável na companhia de seus pais que só faziam rir da birra do filho que está possesso de raiva por ainda estar na clínica. Para um médico ele parecia não lembrar da importância de ter uma recuperação assistida. Segundo minha mãe deve ser por isso que ele resiste tanto. Acha que saberá se cuidar sem a ajuda de outras pessoas.

Fui a casa na família dele ficar um pouco com minha mãe. Não estava sendo fácil principalmente para ela. As notícias explodiam nos noticiários e até lá haviam repórteres querendo uma fatia do bolo. Quando cheguei ao corredor da ala clínica escutei a voz de Julio, me pareceu um pouco irritado com alguma coisa. Estava puto da vida.

- Você vai tirar essa porra daqui agora! - dizia para a enfermeira que o olhava com raiva.

- Não posso removê-la agora.

- Você vai tirar, sim!

- Não faça esforço senhor.

- Para com esse auê, Julio! - até o pai dele tentava intervir.

- Julio? - chamei ao entrar no quarto.

- Amor, mande essa mulher tirar isso de mim!

- O que está acontecendo aqui? - perguntei tentando parecer séria, mas Mirela estava me olhando com os olhos marejados de tanto segurar o riso.

- Essa mulher não quer tirar essa porcaria de sonda do meu...- perdeu o controle, mas foi interrompido pelo pai.

- Comporte-se, Julio! Nem parece um médico. - disse Sergio.

- Sou um médico e não um pinto com extensão. Eu não quero isso em mim.

- Ele não irá parar até que você retire essa sonda. É um ótimo médico, mas um péssimo paciente. - tentei explicar.

- Homem teimoso! - resmungou a coitada.

- Você não faz ideia. - concordou Mirela.

A enfermeira retirou a sonda dele e juro que se ela não fosse uma senhora eu estaria tentada a rodar a mão em sua cara. Olhei para Guido, que acabava de chegar, pedindo silenciosamente para ele não fazer nenhuma gracinha. Seus pais saíram do quarto gargalhando e me dando tchau.

- Quando estiver pronto para o banho pode chamar.

- Vai sonhando mulher de branco infernal. - resmungou com raiva.

- Alguém acordou com um humor do cão hoje.

- Guido! - olhei séria, mas ele não tem jeito. - Quer tomar banho, amor?

- Quero. Guido pode sair.

- E perder a chance de ver o belo decote de seu vestidinho atrás? Vou ficar aqui mesmo. - se refastelou no sofá.

- Guido para de ser ruim e me ajude aqui! - ficou sério e me ajudou com Julio que estava puto da vida por esta na clínica e não em casa.

- Agora saía, Guido! Já olhou demais para minha bunda!

- Calma, Julio. - pedi.

- Calma? Deveriam ter colocado uma calça em mim!

- Foi pelas suas belas pernas, Julinho. Imagina os caras da pelada vendo você assim? Que delícia! - gargalhou.

- Pare de olhar, infeliz!

- É melhor ver suas pernas do que o seu "piu piu."

- Se você fosse uma mulher iria lhe mostrar o tamanho de meu "piu piu!"

- Se ele fosse uma mulher, cretino? - era um debochado mesmo.

- Se eu não fosse apaixonado, louco de amor pela minha diabinha. - respondeu piscando.

- Acho bom você lembrar do que eu sou capaz antes de sair mostrando o pirulito por aí.

- Pirulito? Essa foi a melhor do dia. - o atentado do Guido não deixava passar uma.

- Cala a boca, Guido!

- Já calei, Senhor pirulito!

- Pare, Guido! O pirulito dele é um sonho!

- É amor? - homem safado!

- Vocês são muito melosos e estou carente. Rola um Ménage à trois? - Guido perguntou bem sério.

- Rola você ficar sem um dente na boca escroto!

- Parem, por favor! - pedi vendo Julio se agitar.

- Quer que chame a enfermeira, Isa?

- Não! - deu um olhar frio para o amigo que não aguentou segurar a gargalhada.

- Vou chamar por causa desse soro. - olhou para Guido com ódio.

Minutos depois uma enfermeira mais nova entrou toda sorridente. Olhou para Julio com cara de quem gostou do que viu. Que ódio!

- Vim ajudar em seu banho, senhor Peña.

- Não! - disse firme com seu olhar de quebrar muros.

- Não precisa ter vergonha de mim. - a cretina teve a cara lisa de olhá-lo dos pés a cabeça. Ódio me define!

- Você é surda? Não sabe o que significa um não? - perguntei encarando a safada na minha frente.

- Querida... - Querida não! Tudo menos querida!

- Você tem duas opções, querida: primeira: mova sua bunda de minha frente agora; segunda: se não sair daqui agora vou te dar uma surra tão grande que não terá médico dentro dessa clínica que te salve!

- Desculpe. - vi seu rosto perder a cor. Assim que eu gosto!

- Porra, Isabela! Você quase arranca o coração da moça sempre precisar de um bisturi. - disse Guido.

- Conheço uma sonsa de longe! Não olhe pra mim com essa cara de quem gostou do que viu, Julio cretino Peña! Posso fazer bem pior com você.

- Não precisa sentir ciúmes, amor. - ele definitivamente estava gostando do meu destempero.

- Queria ver se um homem se oferecesse para ajudar no meu banho. - seu sorriso morreu.

- Mataria o infeliz!

- Vocês foram feito um para o outro. Fico me perguntando como essa criança será.

- Estou grávida e sou perigosa! Não brinque comigo!

- Estarei aqui fora. Qualquer coisa é só gritar para que eu possa correr e chamar toda equipe, antes de fugir.

- Guido! - disse tentando não sorrir.

(Minutos depois...)

Foi um pouco complicado ajudar no banho dele. Ele ficou calado e bem sério. Tive cuidado para não molhar seus curativos, mesmo bem protegidos. Evitei ao máximo não sorrir quando "o pirulito" dele cresceu em minhas mãos me deixando quente. Merda de homem indecente!

Fiz minha melhor cara de paisagem, tentei tristemente ignorar cada respiração pesada e toques que ele me dava. Eu precisava fazer alguma coisa, estava tentada a abusar dele e apostava que o safado iria adorar.

- Vamos nos comportar, Julio?

- Eu não quero me comportar. - respondeu com a voz rouca.

- Vai sim, moço!

- Porra de mulher mandona! Quero você. - morro agora ou depois?

- Não, senhor.

- "Não, senhor" uma ova! - me jogou contra a parede com apenas uma mão e fez uma careta.

- Você sente dor?

- Apenas em alguns movimentos, mas da cintura para baixo estou perfeito.

- Eu vejo seu safado!

- Poderia sentir também, basta querer.

- Julio Peña Fernandez

- Foda! - estava puto de raiva, mas me deixou ajudar em seu banho xingando de A a Z sua cartilha de palavras sacanas.

Com o braço imobilizado era complicado para esse safado se vestir sozinho e para acabar com minha sanidade ficar olhando seu estado era pior! Ajudei a colocar a boxer e uma calça de pijama em seda na cor preta, quando terminei ele olhou para mim e sorriu torto.

- Agora quero meu beijo.

- Você não tem jeito mesmo, né?

- Só quero um beijo, amor. - quem visse acreditaria na sua cara inocente, mas eu sei o safado que é.

- Vai ficar paradinho?

- Vou sim. - tomei cuidado para não chegar muito perto e machucá-lo, mas mesmo debilitado o homem não perdeu a pegada. Se encostou na parede abrindo as pernas e flexionando os joelhos para ficar na minha altura. Beijei meu cretino safado como se o mundo fosse acabar a qualquer momento, ele correspondeu com a mesma intensidade esfregando seu membro duro descaradamente em mim.

- Você não ficou parado. - consegui dizer depois de recuperar o ar.

- Tentei.

- Você é um perigo, cretino. - ele sorriu.

- Será menina. - disse encostando sua testa na minha.

- Hum... - fiz cara de dúvida.

- O que foi? O que você está me escondendo? Está tudo bem com o bebê? O que o médico viu na ultrassom? Responde, mulher! - ficou aflito.

- Não acho que esse seja o momento certo.

- O quê? Fala de uma vez! Isa, você está me assustando.

- Calma! - pedi antes de soltar a bomba.- Podem ser duas meninas, dois meninos ou uma menina e um menino.

- O QUÊ? - não consegui parar de sorrir com a cara de espanto dele.

- Gêmeos, papai!

- Eu preciso sentar. - falou procurando apoio na parede. Guido já estava na porta com cara de assustado, mas depois sorriu.

- O que ele tem? - perguntou vendo a cara de bobo do amigo.

- Acabou de saber que estou grávida de gêmeos.

- Porra, Julio! Você não tem um "piu piu" ou "pirulito?" É uma maldita arma de dois canos.

- Gêmeos? Tem com um homem ser mais feliz? - disse com lágrimas nos olhos.

- Poderia ser trigêmeos, mas você perdeu um tiro. - disse sorrindo bagunçado o cabelo de Julio.

- Eu nunca erro, florzinha.

- Mas demorou demais, por isso veio dois.

- Cala a boca pinto de água!

- Parem os dois, agora!

- Gêmeos? Quase morri naquele dia. Iria te deixar grávida de gêmeos. - se lamentou alisando minha barriga.

- Passou, Julio. Estamos bem agora.

- Aquele filho da puta nunca deveria ter tocado em você! - estava com raiva.

- Você não deixou que me tocasse, amor. - desde o ocorrido era a primeira vez que tocávamos no assunto.

- Gêmeos. Quero ver você fazer melhor, Guido!

- Ou gêmeas, irmão. - riu e já sabia o que vinha a seguir. - Significa dois genros nesse mundo para você!

- Preciso de armamento forte, amor. - Guido sabia como perturbar Julio.

- Guido, você não presta! - rimos, mas Julio pareceu levar a sério o assunto armamento.

(...)

Depois de todas as visitas terem ido embora, uma enfermeira bastante profissional estava dando a medicação de Julio. Aproveitei a enfermeira cuidando do senhor não me toque assim e fui tomar banho. Quando sai do banho ele estava lendo uma revista, mas logo descartou sorrindo pra mim.

- Vem aqui, amor.

- Motivo, safado?

- Deita aqui. - passou a mão ao lado da cama

- Não. - vai ser difícil segurar esse homem por tantos dias.

- Se não vier para essa cama, só vai fazer eu ir até você. Vem. - não adiantava teimar com ele. Deitei no seu lado esquerdo, amando sentir seu corpo e seu cheiro.

- Desculpe por não ter conseguido impedir que ele te levasse.

- Não precisa dizer nada, Julio. Você salvou minha vida. - era verdade. Nem consigo imaginar o que teria sido se ele não tivesse detido o Michael.

- Estava ouvindo tudo tão distante. Ouvi quando você me chamou, minha consciência sabia o que ele iria fazer com você. Quando disse que estava grávida pedi a Deus só mais essa chance de ficar de pé. Consegui juntar forças, vi ele entre suas pernas e fiquei louco! Não lembrei a dor que queimava em meu corpo, nem na poça de sangue que estava. Só queria chegar até você.

- Você chegou! - o abracei me sentindoo protegida.

- Foi por pouco. - ele parecia se culpar por algo.

- Julio, não há nada e nem ninguém que eu confie mais do que você. Te entreguei meu amor e te entrego minha vida se preciso for. Não se culpe por nada do que aconteceu. Receba minha gratidão eterna por ser o homem que eu amo e o único capaz de me fazer feliz. - o beijei com todo o amor que sentia.

My Addiction.



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