História My Alpha - Capítulo 46


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Tags Bruxas, Ciume, Hentai, Lobos, Naruto, Sexo, Violencia
Visualizações 3.120
Palavras 4.120
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


E então? Preparadas?
Agradeço os comentários do fundo do meu coração. Vocês não tem ideia do quanto me sinto bem sabendo que estão gostando da história. Sempre tento ao máximo para vocês.

Não conseguia responder os comentários, pois os leio durante a faculdade, no meio da aula na verdade kkkkkkkk
Me perdoem <3

Ahhhhh,
Segurem o fôlego e deixem a mente aberta.

Capítulo 46 - Capítulo Quarenta e Cinco.


Capítulo Quarenta e Cinco.

 

Havia conversa no andar de cima, mas estando com bons centímetros de concreto os separando, tudo não passava de burburinhos. Eram esses murmúrios que o acompanhou por minutos, até que Itachi abriu os olhos.

Novamente ele estava acorrentado, só que dessa vez era à parede do porão debaixo da sede. Não deram jeito nos machucados que o cobriam da cabeça aos pés. A dor dele nunca seria o suficiente, não pelo menos para si.

- Ah, estava com saudade de casa – o Uchiha acorrentado lambeu os lábios secos.

- Como sabia sobre Madara? – perguntou diretamente.

Itachi riu entre tossidas graves, estava debochando claramente.

- Tenho um bruxo Hyuuga no piso acima – suspirou Sasuke tranquilamente – Não me faça subir e o chamar. Vou fazer você reviver cada momento com Utakata, a morte dele virá junto também.

- Sabe, por muitos anos questionei como podíamos ser irmãos, mas agora... – Itachi balançou a cabeça – Agora sei que sim. Vai ver está nos sangue dos Uchihas serem tão cruéis e hipócritas.

- Apenas responda – Sasuke o cortou rapidamente.

- Madara não era apenas pedófilo, ele estava planejando tomar o poder da alcateia.

- Como?

O acorrentado não teve tempo de responder, pois a porta de cima foi aberta subitamente, estourando a bolha de tensão. Os passos rápidos logo mostraram ser de Naruto. O loiro não chegou a realmente a descer as escadas, então parando no último degrau inclinou a cabeça um pouco.

- Sai está aqui.

- Sai? O que ele quer aqui?!

- Disse que recebeu um telefonema do xerife de outra cidade. Ele quer falar sobre Utakata.

O rosnar doído e irado de Itachi não passou despercebido pelos homens, mas foi ignorado. Sasuke encarou Naruto conversando mentalmente. Sai havia dito que queria o ver imediatamente e sabia que ele estava na sede.

- Estou subindo – anunciou.

Naruto concordou com a cabeça e voltou a subir as escadas. Sasuke antes de segui-lo caminhou até uma pequena bancada mantida ali e apanhou um pedaço de pano úmido.

- Com medo de o xerife descobrir que estou aqui? – Itachi questionou, sabendo que o pano era para amordaça-lo – O traga para baixo. Posso contar algumas verdades para aquele enxerido.

- Apenas cala-se.

- Como anda a cicatriz dele? O deixou tão horrendo quanto penso?

E então novamente Sasuke congelou. A noite da qual não lembrava-se  e era motivo de ódio pelo xerife, aconteceu logo depois da guerra com os Akasuna. Novamente Itachi não deveria saber sobre tal acontecimento.

- Como você sabe sobre todas essas coisas? É melhor me contar logo ou vou ficar feliz em te quebrar ainda mais com as memórias de Utakata.

Itachi grunhiu irado e tentou avançar em Sasuke, contudo as correstes o parou bem antes. Sasuke sorrindo sarcástico abaixou-se frente ao irmão bastardo.

- A imagem dele sendo morto vai ficar repassando em sua mente horas e horas. Irá ficar sentindo a dor da perda milhares de vezes antes de leva-lo para morrer.

Inclinando-se mais para frente, enfrentou o olhar negro de Itachi.

- Vou lá em cima por um momento e então eu volto. E vou fazê-lo falar. E Itachi, você não faz ideia do quanto os Uchihas são cruéis, até enfrentar um de verdade.

Bruscamente Sasuke segurou o queixo do outro e enfiou o pano úmido na boca dele. Na parte de trás da cabeça amarrou com força o restante do pano. E com uma última olhada, virou e caminhou para as escadas.

No andar de cima tudo estava tenso. O clima não era amistoso e o ex-xerife parado na varando da sede não estava sendo um escape, apenas aumentava a inquietação.

- Vai ter festa? – perguntou Sai assim que chegou próximo o suficiente – Está tudo tão organizado.

- Não, vamos fazer um sacrifício – Sasuke disse sorrindo de canto, mas seu tom era gelado.

- Ok. Não precisa me convidar – Sai deu de ombros e assumiu que o Uchiha não estava com um bom humor.

- O que faz aqui?

- Recebi uma ligação de um amigo meu. Amigo esse que foi o xerife que atendeu vocês ontem à noite.

- E? – precisava se livrar dele logo.

- Ele disse que o caso foi encerrado e que Utakata foi executado sem motivos aparentes – Sai cruzou os braços sobre o peito – Sempre está envolvido em coisas...

- Que não são da sua maldita conta, agora saia do meu território – Sasuke o cortou.

- Território? Virou cachorro agora?

Sasuke dando passos a frente ficou cara a cara com Sai. Sendo bons centímetros mais alto e claramente mais forte, o Uchiha viu o outro encolher-se, mas seus olhos continuavam a brilhar em desafio.

- Saia daqui ou vou lhe mostrar quem sou de verdade.

- É uma ameaça?

- Não, é uma promessa. Agora vá.

Sasuke assistiu Sai ir embora rapidamente. Tinha consciência dos olhos que estavam as suas costas e apenas quando o xerife entrou em seu carro e arrancou no asfalto, virou-se. Neji o encarava nervosismo.

- Alguém está usando magia na floresta – o bruxo murmurou seriamente – Consegui rastrear até próximo da fronteira.

- Porra! – Sasuke não conteve a frustração. Seu tom foi tão poderoso que atraiu algumas pessoas para fora da casa – Alguém vá atrás daquela bruxa pirralha e a traga para cá. Dois homens vão para a casa de Sakura fazer a segurança! Agora!

Barulho de passos em movimentos encheu a sede assim que as palavras foram ditas. Sasuke encarou Neji por um momento e então tomou sua decisão.

- Naruto vá verificar a fronteira junto de outros, leve o suficiente. Shikamaru pegue minha mãe e vá para a casa de Sakura, garanta a segurança delas – parou para avaliar o restante que ainda ficaria na sede – Preciso apenas de um tempo para tirar informações de Itachi, logo vou me juntar a vocês na fronteira.

- Ficarei aqui – Fugaku pronunciou de seu canto.

- Tragam aquela bruxa pirralha para cá! – gritou para uns dos homens que se virava para sair.

- Que informações você precisa tirar de Itachi? – Fugaku perguntou chamando sua atenção de volta.

- Coisas que precisam ser esclarecidas – Sasuke respondeu vagamente e apressou-se para dentro da sede novamente.

Itachi tinha a cabeça baixa quando desceu as escadas. Os olhos negros dele miravam uma tatuagem ínfima na entrada do abdômen. Não tinha reparado na figura, mas era um livro que tinha aparência de velho.

Aproximando-se retirou a mordaça úmida. Segundos passaram-se antes dele levantar os olhos para si e dizer algo.

- Era o livro preferido de Utakata, fiz antes de encontrar com Naruto – sussurrou Itachi mirando os olhos de Sasuke – A família dele é boa e gentil, vão cuidar bem dele.

Sasuke não tinha nada a dizer sobre, então apenas manteve-se quieto. Respeitava Utakata, mesmo que não o tenha conhecido de verdade. Temari havia dito do quão corajoso era o falecido.

- Fale – Sasuke ordenou. Seu tom de aço, juntamente de seus olhos frios, não deixaria que não houvesse respostas para suas perguntas.

- Acho que é uma maldição, sabe? – começou Itachi – A sede de poder dos Uchihas ou talvez apenas corrompa os mais fracos...

- Sem joguinhos – cortou Sasuke.

- Eu prefiro a primeira opção – Itachi continuou ignorando – Mas já no caso de Madara acho que era o segundo caso mesmo. Ele sempre foi fraco e corrompido por todo tipo de podridão. Ele queria ser o Alfa. Ele queria matar seu pai.

- Como ele pretendia fazer?

- Bom, ele não tinha chances contra Fugaku numa disputa pelo posto, então ele teve a ideia genial de apelar para bruxaria.

- Anko? – Sasuke rosnou raivoso.

- Não – Itachi riu abertamente – Você não o conhece, mas vai conhecer. Kakashi é louco pela sua marcada.

Sasuke rosnou tão alto que retumbou nas paredes de concreto, tornando o som ainda mais alto. Os olhos negros ficaram vermelhos, rastros da fúria que sentia em apenas ouvir o nome do homem que ameaçava sua mulher claramente exposta.

- Madara fazia planos para tomar a alcateia junto dele, mas nada saia barato. Kakashi queria que ele procurasse por Íons. Madara pediu a minha ajuda e prometeu para mim que eu assumiria como Alfa assim que ele estivesse velho o suficiente.

Sasuke tinha a mandíbula travada em ira. Nunca imaginou tanta sujeira por trás de seu clã.

- Madara conseguiu achar um casal de Íons, mas o casal tinha uma bebê. Um bônus! – Itachi se divertia contando. O sorriso nunca deixando seus lábios – Mas assim que Kakashi descobriu a localização do casal, quis passar a perna em Madara. Mas sabe como é um Uchiha, certo?

- O que ele fez? – a voz de Sasuke estava grave que mal se podiam distinguir as palavras.

- Madara matou o casal e escondeu a bebê. Kakashi ficou furioso, ele então fez alguma merda com a cabeça de Madara, e então Madara se tornou o merda que gostava de passar a mão em criancinhas. Na verdade, ele já era assim, mas Kakashi intensificou a coisa toda.

Enojado. Tão enojado Sasuke ficou que controlou a vontade vomitar ali. Ao invés disso manteve a pose fria e distante. Mas sua mente já juntava alguns pedaços.

- Você estava lá quando Kakashi fodeu com a cabeça de Madara.

- O quê?!

- Você estava bêbado, acho que havia saído com alguns pirralhos como você naquela época. Eu estava de guarda para o encontro deles. Foi quando vi você chegando perto demais do perímetro, eu ia apenas afastá-lo. Contudo, aquele merda do Sai apareceu e vocês começaram discutir como dois imbecis.

- Eu não lembro disso.

- Claro que não, eu bati em sua cabeça. Você estava tão puto, que já estava perto de se transformar na frente do outro, então eu me transformei antes e pulei entre vocês.

- Por que feriu Sai?

- Estava entediado e nunca gostei dele. Ele lembrava muito de mim mesmo – suspirou por fim Itachi – Essa é a história toda. E agora? Quando vão drenar meu sangue?

- Você está envolvido com Kakashi? – Sasuke questionou dando uma olhada rápida no relógio em seu pulso.

Quinze minutos aviam se passado desde que entrou no porão. Precisa de toda a verdade. Ainda havia mais.

- Quando perdi a luta para você e fui embora, um ano depois Kakashi veio até mim. Ele me ofereceu o mesmo acordo que teve com Madara. Dessa vez eu só precisei achar a filha do casal e entregar para ele.

- Qual nome dela?

- Acho que você sabe, irmãozinho – Itachi acostou-se mais a parede – Quando a conhecia ela tinha cabelos loiros, mas soube que agora são rosa.

- Ele não cumpriu com a palavra dele então. Você foi tão burro quanto Madara.

- Não, ele me deu a oportunidade de tomar a alcateia. Ino morreu no meu fracasso, Sasuke.

Sasuke grunhiu não aguentando mais e socou mais duas vezes a face do acorrentado. Sangue espirrou em sua blusa já suja do mesmo, mas não se importou e depositou força em cada golpe. O som da carne sendo espancada era alto no cômodo.

- Você merece apodrecer na mais profunda escuridão. Merece ser tão rejeitado pelos Deuses que nunca, nunca voltará a pisar em nenhuma vida novamente. Sua alma é suja.

Sasuke apanhou a mordaça úmida e colocou de volta na boca de Itachi. Ainda perto checou as correntes que o prendiam.

Todas as palavras rondando sua cabeça. Todas as verdades sendo ditas, pois sabia que era verdade. Itachi era cruel e sentiu todo o prazer em tentar feri-lo. Contudo, de todas as coisas ditas a que mais o machucou foi saber o passado de Sakura. Segredos sua alcateia já matinha.

Encarando os olhos de Itachi, seu irmão que durante anos de sua infância amou, percebeu que ele não merecia nada vindo da alcateia, da suposta família que também era a dele. Itachi Uchiha não merecia nem mesmo um Ciorcal Íobairt. Até isso era honra demais para alguém como ele.

Itachi já havia causado dor demais. Dores incuráveis.

Erguendo-se Sasuke caminhou a passos lentos em direção à mesa que mantinham ali. Objetos haviam sido colocados ali quando Tenten tinha sido descoberta como sendo bruxa. Apanhou um deles e voltou a passos lentos até seu irmão. Agachou-se na altura dos olhos.

- Você é meu irmão. Um Uchiha. Você teve a oportunidade de mudar seu destino, mas você seguiu o caminho que todos esperavam e apenas causou dor. Fez coisas que vão o perseguir onde quer que reencarne, eu só lamento por você.

- Sempre fui um fracasso. Faça isso.

- Eu amei você um dia, amei muito. Mas agora eu o odeio tanto quanto se pode. 

Itachi assentiu. Seus olhos negros já não brilhavam em divertimento, não eram mais cruéis ou qualquer outro sentimento, apenas havia o nada. Apenas escuridão.

E então numa punhalada certeira e precisa, Sasuke afundou uma faca na garganta de Itachi. A cabeça de Itachi pende a cada impacto, o baque doentio fica cada vez mais aquoso conforme a parte de trás do crânio cede. O corpo de Itachi balançou e entrou em espasmos. Sasuke manteve o aço da faca bem fundo e seus olhos presos ao dele. O sangue espirrou e desceu lambuzando a mão do moreno.

****

As nuvens eram densas e o vento forte e frio. Árvores balançavam e rangiam sob a velocidade do vento, que fazia as folhas subirem e criarem espirais de terra. Os animais estavam escondidos, pois sabiam que a noite não era amigável naquele dia.

- Sinto seu sangue aqui, Kurenai – a voz baixa e grave soou obscura.

- O controle da floresta é meu – Kurenai sorriu de canto – O pacto que tinha com a Wolfgang era dizer quando havia invasores. Distribuir meu sangue por aqui faz com que a conexão com a floresta seja maior.

- Entendo. Mas sinto que a floresta está te rejeitando agora.

- Eles trouxeram outros bruxos para cá. Meu sangue não é mais forte o suficiente.

- Hum – o homem de cabelos prateados olhava com indiferença para a morena de cabelos medianos – Vá atrás de Itachi.

- Mas não posso lidar com eles sozinha, Kakashi – Kurenai protestou – E Itachi deve estar machucado, não vai me ajudar.

- Não irá sozinha, tenho alguém lá dentro que irá lhe ajudar – Kakashi respondeu secamente – Coloque o colar que dei para Itachi de volta no pescoço dele.

- O que tem nesse colar? Que feitiço usou? – Kurenai estava extremamente curiosa. Se lembrava bem de como tal colar ajudou seu filho da última vez.

- Não interessa, apenas coloque o colar nele.

- Certo, então – Kurenai foi a afastando-se dele – Mas e você?

- Vou buscar o que é meu.

****

- Ok. Agora estou preocupada – a morena resmungou. Mordia sua unha nervosa – Neji disse que tinha algo de errado mesmo?

- Sim, ele disse que a fronteira foi violada – Sakura respondeu tentando falar o mais baixo possível.

Elas estavam no portal que ligava a cozinha à sala. As crianças haviam trazido sacos de dormir, como aqueles de camping, e agora dormiam encolhidos neles no meio do cômodo. Já se passavam das onze da noite e elas ressonavam baixinho.

- Akasuna?

- Não, Sasori me pareceu não querer guerra ou outra coisa qualquer. Até nos avisou sobre os Hyuugas.

Sakura apertou mais seus braços cruzados em torno de si mesma. Já fazia mais de uma hora que havia ligado para a sede e nenhuma noticia foi passada para elas de volta, nem mesmo uma recomendação para fechar as janelas. Dizer que estavam preocupadas era eufemismo.

- O único que queria fazer mal para a alcateia era Itachi – Hinata voltou a dizer. O nervosismo apenas aumentando entre as duas.

- E Kurenai? – Sakura lançou palpite – Ela pode ter voltado para se vingar.

- Kurenai? – a Uzumaki testou o nome nos lábios – Não, mesmo ela sendo uma Bunaidh de seu Coven, não consegue lidar com uma alcateia de Lycans e Neji.

- Então quem seria?! – a rosada suspirou exasperada.

As duas se calaram e deixaram com que as suspeitas invadissem suas mentes. Sakura continuava a observar as crianças dormindo tranquilamente, mas seus pensamentos estavam tão longe quanto possível.

Um arrepio tomou conta de seu corpo fazendo com que tremesse visivelmente. Sua irmã afastou de volta para a cozinha num suspiro cansado. Hinata sabia lidar com espera, mas não ela. Não quando sentia em cada pedaço de seu corpo que algo estava muito errado.

- Eu vou na sede – murmurou alto o suficiente para sua irmã ouvir.

- O quê?! Claro que não! – Hinata exclamou – Temos que ficar aqui e cuidar das crianças.

- Elas estão dormindo – Sakura ressaltou – Eu vou e volto, rápido assim. Só preciso saber o que está acontecendo.

- Sakura, eles devem estar lidando com as coisas lá – Hinata aproximou-se exasperada – Você não vai querer chegar lá bem na hora que estiverem matando Itachi. Você não quer ver.

- Não, não quero. Mas o quanto demora para matar uma pessoa?! Já se passaram duas horas Hinata. Alguma noticia eles deviam dar.

- Eu não vou convencer você do contrário, vou?

- Não – Sakura deu as costas para a irmã e deixou a cozinha.

Tão rápido quanto pôde apanhou a chave do carro e um casaco qualquer do armário que ficava perto da entrada da casa. Parou alguns segundo assim que colocou os pés na calçada para admirar o céu, este estava escuro, nem mesmo a lua de antes era mais visível.

No carro colocou o sinto rapidamente e partiu para a sede com o coração apertado. Seus dedos apertavam o volante com vontade, precisava descarregar o nervosismo de alguma forma. Seu coração batia rápido, conseguia o sentir retumbando em seus ouvidos.

Sakura revolveu ir por dentro da cidade, onde as ruas eram mais iluminadas. A estrada que dava para a floresta não era uma boa ideia no momento. Não havia movimento nas ruas, a não por alguns jovens conversando na praça central.

Um suspiro estrangulado deixou seus lábios quando a sede se revelou bons minutos depois. Não havia carros parados na entrada e um silêncio a cumprimentou. Isso não era bom, quando haveria de ter um ritual para acontecer ou um invasor na fronteira.

Não se importando em trancar o carro, caminhou até a casa. Abriu a porta da entrada dando de cara com Tenten e Fugaku.

- Sakura, o que está fazendo aqui? – Fugaku cruzou os braços – Sasuke mandou que ficasse por lá. Tem alguns dos nossos indo para lá para proteger as crianças e vocês.

- Sasuke devia ter me dado noticias – retrucou a rosada fechando a porta atrás de si – Faz mais de duas horas que liguei.

- Ligou? Para quem?

- Para Neji! – Sakura se aproximou dos dois – Eu disse para ele que estava sentindo algo de errado essa noite.

- Você também?! – Tenten exclamou para ela – Eu passei o dia sentindo arrepios.

- Sério? – Sakura segurou o braço da morena – Sentiu mais alguma coisa?

- Senti como se alguma coisa estivesse chegando. Alguma coisa traiçoeira – Tenten lambendo os lábios no que a rosada acreditou ser nervosismo.

Sakura assentiu concordando com tudo. Fugaku parado ao lado apenas ficou as encarando sem entender muito bem do que falavam.

- Cadê o Sasuke?

- Foi atrás dos invasores junto da maioria dos nossos. Não podemos deixar que cheguem perto das outras pessoas – o Uchiha suspirou cansado.

- E o ritual? – Sakura perguntou tomando algum fôlego. Não tinha percebido que estava tão cansada.

- Não conseguiram fazer, Sasuke trancou Itachi no porão – Tenten disse chamando a atenção da rosada, que arqueou a sobrancelha – Ele contou toda a história quando foi me buscar na pousada.

- Por quê? – Sakura virou-se para seu sogro.

- Do que adianta esconder? Ela iria saber de qualquer forma e precisamos mantê-la perto – o Uchiha deu de ombros e voltou a caminhar

- Eles querem saber se não sou o inimigo – Tenten sorriu confiante.

- Neji viu sua mente – Sakura murmurou olhando ao redor.

Fugaku não havia mentido quando disse que Sasuke havia levado a maioria dos Lycans. A casa estava vazia, apenas Fugaku e mais seis homens tinham permanecido.

- Isso não quer dizer muita coisa, Lady – Fugaku disse as duas sozinhas e caminhando para a cozinha – E sem gracinhas bruxinha.

Sakura o viu partir e deixou um suspiro deixar seus lábios. A sensação mal ainda não havia passado. Seu coração ainda permanecia apertado.

- Vejo que gostou mesmo do colar – Tenten chamou sua atenção apontando para seu pescoço – Ficou bonito em você.

- É, resolvi ficar com ele. Ele é muito bonito – Sakura riu, mas não foi espontâneo. Em sua mente não cabia distrações por enquanto.

- O ritual que você preparou ficou bom. Bem de acordo com os tempos antigos – Tenten falou – Até as bandeirolas você colocou.

- Você conhece o ritual?

- Só nos livros. Sabe, eu tive que me virar. Não tinha ninguém que pudesse me mostrar às tradições e essas coisas. Mas nunca participei de nenhum.

- Bom, você vai ver um daqui a algumas horas – Sakura cruzou os braços, tentativa falha para conter os arrepios – Você não está mais sentindo os arrepios?

- Sim – Tenten assentiu – Mas seu Alfa está cuidando disso, certo?

- Você desconfia de quem seja? – a rosada aproximou-se da morena e sussurrou o mais baixo possível.

- Quer saber a verdade? – Tenten também murmurou – Você não acha estranho Itachi ser preso e então chega um invasor? Estão atrás dele. Para mim é óbvio.

- Acha mesmo?

- Sim.

Sakura mordeu o lábio inferior nervosa. Seu olhar foi puxado para a porta que dava para o porão. A ideia de encontrar com o irmão cruel de Sasuke era intragável, mas também sentia que ele sabia quem era o invasor.

- Você quer descer para lá?

- Eu preciso saber quem é. Estou sentido uma sensação tão mal! Eu só quero que passe!

- Também gostaria de ajudar. Mas Fugaku não vai permitir que fiquemos lá.

- O porão é vedado. Eles não podem sentir cheiros e nem sons vindo lá de baixo. Só precisamos ser rápidas.

Sakura respirou fundo e fechou os olhos tomando coragem. Itachi não podia fazer mal a ela nem a Tenten, pois estava machucado e acorrentado. Sasuke a havia dito isso na última vez que conversaram.

Enquanto ela tomava a coragem que precisava, um grande estrondo se fez no lado de trás da casa. Sakura pulou assustada e correu para a cozinha. Rosnados faziam eco enquanto os Lycans ali partiam para fora da cozinha. Sakura tentou segui-los, mas um grito de Fugaku a parou. Ele mandou que fosse para o andar de cima e se trancasse dentro do quarto.

A porta de vidro da cozinha que ligava ao quintal foi aberta num rompante. Vidro se estilhaçou para todos os lados. O silêncio veio logo depois.

Sakura ainda olhava dentro dos orbes negros de Fugaku quando uma risada convulsiva cortou o ar. Desviando a visão do grande Lycan, a rosada viu a figura morena e esguia de Kurenai deixar a floresta.

Com um último comando para que subisse, Fugaku se foi.

Seja pelo pico repentino de adrenalina que correu por Sakura ou simplesmente a coragem falando, ela voou através do cômodo como uma bola de canhão. Arrancou o casaco de seu corpo, ao que ele enganchou em alguma das passagens para perto do porão.

A porta de madeira pesada não foi tão difícil de abrir, já que não estava realmente trancada. A escuridão a recebeu enquanto descia os degraus. E tão logo pisou no chão, soube que algo aconteceu. O cheiro metálico ardeu em suas narinas e soube então que era sangue.

Avançando mais a frente, o corpo morto de Itachi a encarou. O moreno tinha seus orbes abertos, o negro era profundo, contudo não havia brilho. Não havia vida.

Sakura levou sua mão à boca e conteve o grunhido. Não conseguia desviar os olhos do corpo. Sangue cobria o corpo dele. Cobria o chão ao seu redor. Nunca havia visto tal coisa grotesca, nem mesmo em filmes. O cheiro a fazia querer vomitar.

- Que idiota! – a voz debochada de Tenten a pegou de surpresa.

- O-o quÊ? – gaguejou desviando o olhar para a morena, que mirava o corpo do Uchiha.

- Ele não podia ter esperado mais um pouco? Mantido a porra da boca fechada? – Tenten disse calmamente e a encarou – Oh, desculpe, está confusa?

Sakura piscou aturdida olhando para a morena. Tenten havia mudado, o olhar e a postura não eram mais a mesma.

- Itachi era um merda que se achava muito importante para a humanidade. E olha – ela apontou para o corpo ensanguentado – Vê como ele acabou?

- Quem é você?! – engasgou Sakura afastando-se o máximo que podia de Tenten.

- Eu sou a coisa traiçoeira que você estava sentindo, coisa rosa. 


Notas Finais


E aí?
Estão com raiva? Estão felizes? Pulando de alegria ou enroladas tristemente?
Deixem a opinião de vcs!!


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