História ✩My Angel✩ •JeongCheol• - Capítulo 34


Escrita por: ~

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Categorias Seventeen
Personagens Boo Seungkwan, Hansol "Vernon" Chwe, Hong Jisoo "Joshua", Jeon Wonwoo, Junghan "Jeonghan", Kim Mingyu, Lee Chan "Dino", Lee Jihun "Woozi", Lee Seokmin "DK", Personagens Originais, Seungcheol "S.Coups", Soonyoung "Hoshi", Wen Junhui "JUN", Xu Ming Hao "THE8"
Tags Drama, Família, Jeongcheol, Tragedia
Visualizações 144
Palavras 5.228
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 34 - Capítulo 34 - "Não queria ficar longe de você"


Me levantei e Cheol já não estava ao meu lado, achei estranho, pois eu sempre acordava antes dele, andei até o banheiro do quarto, nada, fui até a sala, nada, até o outro quarto, nada, até a cozinha e... Nada também. Já estava para ligar para ele quando ouvi a porta ser destravada, sai da cozinha e olhei para a porta, avistando um SeungCheol com uma blusa de frio fechada, acredito que era para esconder seu pijama, que ainda aparecia na parte de trás, e uma calça moletom, seus cabelos estavam meio bagunçados ainda

- Ah, já acordou? Estava indo te chamar agora - Ele fala depois que fecha a porta e vira em minha direção

- O que foi fazer? - Pergunto

- Eu fui pegar as correspondências e comprar algo para nós comermos - Ele fala mostrando os papéis em sua mão e a sacola na outra

- Entendi - Falo

- Por que? - Ele pergunta deixando as correspondências na mesa de centro enquanto levava a sacola para a cozinha

- É que eu acordei e sai te procurando, fiquei preocupado quando não te achei - Respondo abraçando ele por trás enquanto ele colocava as coisas na mesa

- Entendi - Ele ri soprado - A próxima vez eu te aviso se eu for sair - Ele se vira para mim me dando um selinho demorado

- Isso se você acordar antes de mim - Falo

- Ah meu anjo, as vezes eu posso te impressionar - Ele fala fazendo um carinho com o polegar em minha bochecha - E você está incrível sem maquiagem, por mim você nunca passava - Ele coloca sua outra mão em minha bochecha e eu desvio o olhar para baixo passando a língua entre meus lábios

Assim como o primeiro beijo que demos, ele levantou minha cabeça para que eu olhasse em seus olhos, aproximou um pouco sua cabeça, olhou em meus olhos e eu apenas fechei, esperando seus lábios tocarem os meus, o que não demorou muito. Em pouco tempo senti seus lábios tocarem os meus, lentamente, em um beijo calmo, quando nos separamos não estávamos com tanta falta de ar assim. Ele me olhou nos olhos, seu olhar tinha um brilho, simplesmente muito lindo. Ficamos nos encarando depois tomamos nosso café

- Vamos nos atrasar - Falo olhando para o relógio

- Hannie... Vo-você tem certeza que está bem? - Ele pergunta abaixando a cabeça fitando seus pés debaixo da mesa

- Olha... Eu prometo que se acontecer algo eu peço para o Jun te chamar ok? - Falo e levanto seu rosto para me encarar, ele concorda - Então vamos - Falo dando um leve tapinha em seu braço e me levantando

Quando passo ao seu lado, ele puxa meu pulso fazendo com que eu me sente em seu colo e me dá um abraço apertado. Ficamos ali por alguns minutos e depois fomos nos trocar

Enquanto passava maquiagem apenas para cobrir algumas coisinhas aqui e ali, pelo reflexo no espelho, observava Cheol se arrumando, algumas vezes ele erguia sua cabeça para me observar, rapidamente desviava o olhar para meu reflexo novamente, soltando um pequeno sorriso

Depois de terminarmos de nos arrumar fomos para o estacionamento pegar o carro, seguindo para o trabalho

- Vou ter que passar no prédio de Soonyoung, tudo bem? - Cheol pergunta enquanto virava na direção contrária de nossos trabalhos

- Tudo - Respondo, alguns minutos depois ele para em um prédio, era um pouco mais alto que o nosso. Ficamos esperando Soonyoung que pouco tempo depois apareceu, ele estava com um sorriso no rosto enquanto vinha na direção do carro

- Bom dia - Ele fala assim que entra no carro

- Pode colocar o paletó mais para o lado se precisar - Falo olhando para trás e apontando para o paletó pendurado

- Não, tudo bem - Responde

Cheol e eu demos uma rápida troca de olhares e ele continuou o caminho. Chegando em seu consultório, parou em frente a ele e eu abri a porta para descer, mas Cheol segura meu pulso

- Bom trabalho - Ele fala com um sorriso e me dá um selinho

- Igualmente - Falo saindo do carro e indo em direção a porta de trás pegar meu paletó, depois seguindo para meu trabalho

Assim que chego na porta vejo a figura de meu pai no sofá que havia ali, me viro para voltar para trás porém ele me chama

- JeongHan - Ele fala autoritário, entro no escritório, Jun estava em sua mesa, enquanto, ao lado, em pé, estava uma mulher

- Sim - Respondo

- Eu estou aqui para lhe falar quem é aquela mulher, ela é sua madrasta, ou seja, ela é minha namorada - Ele fala, parecia calmo, mas eu sei que a qualquer momento ele pode virar o tapa em minha cara - Se vocês dois quiserem ficar a sós para se conhecerem mais - Eu estava pronto para dizer não, porém sou interrompido por ela

- Por favor - Ela pede e meu pai, juntamente com Jun saem dali - Pode me dizer seu nome?

- Yoon JeongHan - Respondo - E o seu?

- Choi ShinHye - Ela responde, a voz dela me lembrava minha mãe, respiro fundo

- Como conheceu meu pai? - Pergunto

- Ele estava em um bar, acabei por parar ali e conversar com ele - Ela responde e anda em minha direção, parando a alguns passos - Ele nunca falou sobre você, se ele não me contasse que tinha um filho, resultado do último casamento dele, eu nem saberia que você existia

- Eu sei o por quê - Falo baixo - Ele sente vergonha de ter um filho como eu, de acordo com ele eu sou a aberração da família - Continuo no mesmo tom - E... Se você for que nem ele já sabe onde é a porta

- Eu não sou assim, não se preocupe. Por que tens essa marca em seu pulso? - Ela fala segurando meu braço e levantando um pouco a manga da minha camiseta

- Não é nada - Respondo e puxo meu braço colocando ele para trás, ela desvia o olhar para o chão e depois volta a me encarar - Desculpa se eu pareci grosso

- Não, tudo bem - Ela fala - Olha... Se você quiser eu posso te ajudar se alguém estiver te batendo, você mora com a sua mãe?

- Ela... Ela morreu - Respondo

- Ah, meus pêsames, mas quem te bate então? - Ela pergunta

- Ele - Respondo

- Ele? Ele quem? - Ela pergunta

- Ele que está aqui, ele que me chamou, ele que estava sentado no sofá, ele que é meu... Pai - A palavra "pai" sai em um sussurro

- Me desculpe... - Ela fala - Preciso ir - Ela sai, alguns segundos depois meu pai e Jun entram

- Você falou né? - Meu pai fala, seu tom de voz calmo havia sumido completamente - Se você soltar mais alguma coisa que fala mal de mim, você vai ver - Ele fala

- Eu acho, que por ela ser sua namorada, deveria saber quem ela namora - Falo

- Não responda para mim - Ele fala distribuindo um tapa em meu rosto, pelo estralo que o tapa deu pude ver Jun se assustando um pouco - Parece que o seu relacionamento vai certo né? Eu não acredito que aquele filho que eu levava em festas para beijar MULHERES, virou isso, você é e sempre será uma aberração JeongHan, não importa o que aconteça

- Eu sou um adulto, tenho minhas próprias escolhas e coisas, claro, porque se fosse depender de você, eu passava fome. E eu ainda me pergunto por que você continua assim comigo, eu virei o que você queria não virei? Você não queria que eu fosse advogado? Então, o que eu sou agora? - Pergunto encarando ele nos olhos, pela primeira vez em dez anos

- Mas era para você ser um advogado HOMEM, não esse tipo de advogado - Ele responde

- Eu acho que você já pode ir embora - Falo

- Eu não acabei, ShinHye é sua madrasta, se eu souber de qualquer coisa que aconteceu com ela, eu vou vim perguntar para você...

- Como se fosse eu que tivesse feito o que acontecer com ela? - Pergunto interrompendo ele

- Não me interrompa! - Ele distribui, dessa vez, dois tapas em meu rosto

- Olha... Eu acho que o seu verdadeiro local é atrás das grades - Falo - Onde já se viu bater no próprio filho, eu deveria ter te denunciado mais cedo, para que isso não tivesse chegado ao ponto de você praticamente mandar em mim - Continuo

- Vá em frente, usa esse telefone e liga, vá - Ele fala se aproximando de mim, pegando o telefone que ficava em minha mesa, apontando em minha direção, guardando ele novamente e depois segurando meus braços com força

- Você está me machucando! - Falo um pouco mais alto tentando me soltar

- Não me interessa - Ele me joga contra a parede fazendo eu bater as costas com força, sento no chão já com lágrimas nos olhos - Você deveria aprender a me respeitar menino - Ele fala se agachando na minha frente - Eu sou seu pai e sua única família aqui nessa cidade

- Eu prefiro viver minha vida sem suas visitas do que viver essa sua vida de merda - Falo

- Você já está tão machucado, ainda quer mais? - Ele aproxima o rosto do meu, o cheiro de bebida invadiu minhas narinas, fazendo com que eu colocasse o rosto um pouco mais para trás

- A minha vida é muito melhor do que se eu vivesse com você, eu nem imagino a quantidade de agressões que eu iria levar - Ele da um soco em minha barriga e mais um tapa em meu rosto

- Eu estou avisando para você parar - Ele fala segurando meu queixo forte, mexo minha cabeça para tirar meu rosto de suas mãos

- Vai embora - Falo - Você já me bateu de mais

- Agora vai pedir ajuda ao seu namoradinho - Ele fala deixando mais um soco em minha barriga, se levantando e indo embora

Nesse momento eu já estava ficando meio tonto, a figura do Jun vindo em minha direção estava tremida

- Você quer que eu chame SeungCheol? - Jun pergunta se agachando em minha frente

- Por favor - Falo em um sussurro e Jun se levanta rapidamente, correndo para o consultório de Cheol

Eu podia sentir o gosto do sangue que formou em minha boca por conta dos socos na barriga, meu nariz estava saindo sangue, estava com dificuldade para respirar, lágrimas rolavam em meu rosto, depois de alguns minutos Cheol e Jun entram

- JeongHan! - Cheol fala se agachando ao meu lado e segurando meus braços

- Não segure aí - Falo quase sem voz e ele solta rapidamente

- Por que você deixou ele chegar até isso? Por que você deixou ele te bater tanto? - Cheol fala, minha visão foi escurecendo

- E-eu não sei - Respondo um pouco antes de minha visão escurecer completamente

Quando abri os olhos novamente, a claridade fez com que queimasse um pouco, estava conectado a algumas máquinas, provavelmente par ver se eu estava bem, minhas costas doiam muito, minha barriga também, ainda estava com dificuldade para respirar, porém nem tanto quanto antes

- Cheol... - Sussurro e logo pude ver ele

- JeongHan... - Ele fala com um sorriso - Como está?

- Sinto algumas dores, um pouco de dificuldade para respirar... - Tento sorrir, porém o jeito que eu estava não permitiu - Há muitos machucados em meu rosto?

- Não muito, tem alguns perto de sua boca, como é que você conseguiu chegar naquele ponto? - Ele pergunta

- Ele foi lá mostrar minha madrasta, eu acabei contando a ela que o machucado que eu tenho no pulso foi feito por ele, ele descobriu que eu contei e foi aí que começou tudo, primeiro um tapa, depois dois seguidos, uma segurada forte em meu braço, um empurrão que me fez trombar na parede, um soco na barriga, mais um tapa no rosto, depois outro soco na barriga e aí ele foi embora

- Hannie... Você precisa tomar cuidado com ele... - Ele fala e se ajoelha ao lado da maca - Por que você não conta para a polícia?

- Porque eu tenho medo... Se ele sair, pode ser pior, estou querendo dizer que, se ele sair ele vai querer me bater mais ainda porque eu denunciei ele, entendeu? - Pergunto e ele concorda com a cabeça

- E ela, como ela é? - Ele pergunta

- Olha, de início ela foi legal, mas foi muito pouco tempo... Eu acho que eu pareci meio grosso com ela - Falo e Cheol me olha - Quando ela segurou meu pulso para perguntar o que era, eu puxei, ela desviou o olhar para o chão e depois voltou a me encarar

- Entendi - Ele fala, ficamos um pouco em silêncio até Cheol soltar uma risada - Isso não é uma reclamação, mas quando eu senti que eu precisava te proteger, eu não pensei que fosse assim

- É... As surpresas vem quando nós menos esperamos - Nesse momento o médico entra

- Eu ia te perguntar o que aconteceu, mas já contaram o que aconteceu - Ele puxa uma cadeira que estava no canto do quarto e se senta próximo a maca - Não vai acontecer nada com você, mas por enquanto você vai ter que tomar remédio por causa de suas costas e essa região de seu braço, você terá que passar uma pomada para sair a marca, ok? - Ele fala mostrando em um exame de meu braço o local, concordo com a cabeça e ele respira fundo - Talvez ainda fique uma marca, mas será bem clara, mas com uma blusa de maga comprida você consegue esconder, ah, percebemos que a uma marca de um corte em seu ombro, se você quiser, pode passar a pomada ali também. Iremos deixar você mais alguns minutinhos, depois você poderá ir. Você precisará voltar aqui algumas vezes pois o machucado em seu nariz fez com que você ficasse com um pouco de dificuldade para respirar, será um tratamento para voltar ao normal - Termina

- Obrigado - Respondo e solto um pequeno sorriso sem mostrar os dentes, o médico sai do quarto e Cheol me olha - Vá trabalhar, eu não quero te atrapalhar, é melhor do que ficar quase sem horários livres por causa dos pacientes marcados para o outro dia, por favor, vá

- Hannie... Eu não quero te deixar sozinho - Ele fala se aproximando e segurando minha mão forte, apertando-a

- Por favor

- Não... Me desculpe, mas não - Ele fala com uma voz um pouco mais séria - E-eu não vou fazer isso

Ele se senta em um sofá que tinha ali do lado, pouco tempo depois uma enfermeira entra, me entrega um remédio para dor e sai. O remédio me fez pegar no sono, quando acordei já estava no apartamento, deitado no sofá, ainda era dia, provavelmente Cheol me deixou aqui e foi trabalhar, me levanto sentando no sofá piscando os olhos várias vezes para acostumar com a claridade, meu paletó estava pendurado no encosto no sofá, minha pasta no chão encostada no sofá e meu celular aberto nas mensagens na mesa de centro

"Como ainda tinha horários, fui trabalhar, qualquer coisa me liga, se sentir alguma dor o remédio está em sua pasta, aquela pomada que o médico falou também, não fique se movendo muito, você pode estar fraco ainda

Beijos

Cheol"

Desliguei o celular e fui a cozinha pegar alguma coisa para comer, desde quando eu apanhei até agora não havia comido nada. Peguei minha comida, deixei na mesa de centro e fui para o quarto, ver os machucados. Algumas marcas em meu rosto, nada do que uma maquiagem possa resolver, minhas costas estavam vermelhas na onde ficava o osso que ligava no ombro, dependendo do movimento que fazia, doía. Escutei meu celular tocar, fui buscá-lo

- Diga Cheol - Falo assim que atendo

"Já acordou? Pensei que ainda estaria dormindo" - Cheol solta uma risada - "Daqui a pouco estou aí ok? Chegarei um pouco mais tarde, por conta da construção, acabamos nos atrasando com os horários, o que está fazendo?"

- Eu fui buscar algo para comer e depois fui ver os machucados em meu corpo - Terminei de responder e escutei a porta do seu consultório ser aberto, mesmo que baixa

"Entendi" - Ele responde

- Se quiser desligar para atender o paciente, depois você liga novamente - Falo

"Não tudo bem" - Ele fala, não senti firmeza em sua resposta, aquilo apertou meu coração, conversar por telefone me dava preocupação, não sabia o que acontecia do outro lado

- Cheol, você tem certeza? Não senti firmeza em suas palavras - Falo

"Eu já falei que está tudo bem" - Ele responde, ainda não estava tão firme suas palavras

- Eu estou indo aí - Falo, já pegando o elevador, descendo e indo em direção ao ponto de ônibus

"Hannie, não precisa, eu estou bem" - Ele responde, não comentei nada - "Ainda está aí?" - Ainda continuei em silêncio - "Hannie você está me deixando preocupado, não faça isso" - Ele fala, pude escutar a pessoa que estava na sala junto a ele falar algo, porém não distingui o que ela disse - "JeongHan responde!" - Ele fala um pouco mais alto

- Eu estou aqui, já estou indo aí - Respondo

"Eu falei que não precisa" - Ele fala, nesse momento o ônibus para no ponto perto do consultório, desço e sigo a direção ao mesmo

- Eu te dou um minuto para fazer eu não entrar dentro do consultório - Falo rápido parando a alguns passos da porta

"O que? Quanto?" - Ele fala

- ...45, 44, 43... - Conto

"Calma JeongHan! Eu estou me sentindo precionado" - Ele fala

- ...37, 36, 35... - Continuo

"E-eu não sei um motivo, só sei que você precisa voltar porque você pode estar mal ainda" - Ele fala, para por alguns segundos - "Me escuta, é sério, não precisa entrar"

- ...11, 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1 - Paro durante mais alguns segundos - Não vai falar mesmo? Ok, estou entrando

"JeongHan, não precisa" - Ele fala - "Olha, volta para o prédio, coma para não ficar fraco, daqui a pouco eu vou para o prédio"

- Eu já estou em seu consultório - Falo abrindo a porta da onde ele ficava e desligando o celular - Cadê a pessoa?

- Que pessoa? - Cheol fala

- Tinha uma pessoa aqui dentro junto com você - Encaro ele, seu olhar estava tremendo, como se a qualquer momento fosse acontecer alguma coisa - Você está assustado?

- Ele não teria motivos para ficar assustado antes mais agora sim - Alguém fala, envolve os braços em meu pescoço, porém sem apertar muito, seguro o braço da pessoa para que ela não apertasse mais e eu ficasse sem ar. Cheol se levanta encarando a pessoa

- Quando você entrou aqui? - Ele pergunta e eu não sabia se eu ficava com medo ou se ficava curioso sobre quem era

- Ora, pela porta - A pessoa responde soltando uma risada soprada

- Solte ele, por favor - Cheol fala ainda se mantendo afastado

- Você me conhece, sabe que eu não sou de obedecer ordens - A pessoa fala, de primeiro momento pensei ser Joshua ou SeokMin, porém a voz não parecia de nenhum

- Olha... Eu não fiz nada para você, por favor, solte ele - Cheol levanta um pouco as mãos como forma de se render

- Tem certeza? Tem certeza de que não fez nada? - A pessoa aperta mais seu braço em meu pescoço e nesse momento levanta um canivete na direção de meu pescoço

- Cheol... - Sussurro, meu coração estava disparado, o medo consumia meu corpo

- Calma, vai dar tudo certo - Ele fala olhando para mim - JungSik me escuta, podemos resolver isso de outra forma? Não precisa machucar quem está a minha volta

- Por que defende tanto esse garoto? - A pessoa, que deduzi que era JungSik, pergunta - Ele não é mais um de seus pacientes? Ou ele era o "Hannie" que você falava com tanta paixão pelo telefone?

- JungSik, por favor, solta ele - Cheol fala se aproximando, mas se afasta assim que o menino aponta o canivete em sua direção

- Eu estou aqui para resolver aquele negócio, ou você pensa que eu apareço assim, sem mais nem menos? - Ele pergunta

- Que negócio? - Cheol pergunta e o menino aproxima mais o canivete em meu pescoço, involuntariamente lágrimas se formam em meus olhos, fazendo eu perder todas as forças que eu tinha soltando o braço do menino tomando minha cabeça para o lado, deixando as lágrimas escorrerem, olho para Cheol, a sua cara de medo misturou com preocupação quando isso aconteceu

- Na faculdade, o último ano, era para mim passar em primeiro, eu era o mais inteligente daquela sala, porém, se você não tivesse me atrapalhado, até com sua namoradinha eu tinha ficado - JungSik fala

- Ela não é mais minha namorada e você deveria ter estudado mais se queria ter passado em primeiro - Cheol responde e ele aperta mais ainda seu braço fazendo eu começar a perder um pouco o ar

- Eu acho melhor você não responder para mim - JungSik fala - Se não seu querido "Hannie" pode acabar desmaiado aqui

- Solte ele, eu respondo todas as suas perguntas, basta soltá-lo - Cheol fala

- Eu não vou soltar ninguém - Ele fala e aperta um pouco mais meu pescoço, mesmo sem as minhas forças, levei novamente minhad mãos para puxar seu braço

- Cheol... Por favor... Me tira - Falo com algumas pausas, porém não consigo terminar a frase por causa da falta de ar

- JungSik, o que você quer aqui? - Cheol pergunta

- Onde está ela? - JungSik pergunta

- Sun Hee? Eu não sei, faz tempo que eu não vejo ela, é bem provável que ela esteja em seu serviço, ou andando pela cidade - Cheol responde

- Onde que é o serviço dela? - JungSik pergunta

- Pode soltar ele? - Cheol pergunta - Eu respondo assim que você soltar

- Ok - JungSik me empurra fazendo eu cair no chão - Agora responde

- Sabe aquele café em frente a uma biblioteca? Então, ela trabalha do lado, em um negócio da esquina - Cheol responde

- Obrigado, ah, e você, garoto de cabelos compridos, foi por sorte que não saiu com um corte em seu pescoço - JungSik fala e sai da sala

- JeongHan - Cheol vem em minha direção e me entrega a mão para que eu me levantasse, seguro e ele me puxa - Eu fiquei com tanto medo de você desmaiar - Ele me dá um abraço apertado

- Quem é ele? - Pergunto me afastando

- Ele é um garoto que também era muito inteligente, nós tiravamos as notas mais altas, então, tínhamos uma colocação de quem terminava o ano em primeiro, ele queria terminar em primeiro, eu não estava nem aí, porém, eu saí em primeiro e ele guardou rancor - Ele responde

- E ele não é psicólogo? - Pergunto e Cheol nega

- Ele é, porém não tanto quanto eu, fazia tempo que ele não vinha atrás de mim - Cheol fala na maior calma do mundo

- Ah, e você está assim, calmo - Falo

- Por que? Era para mim estar assustado?

- Ele pode estar tramando algo contra você - Falo

- Não vivemos em um filme - Ele fala e ri soprado indo em direção a sua mesa

- Mas eu não estou falando de vivermos em um filme, estou apenas falando o que pode acontecer - Falo acompanhando ele pelo olhar

- Isso só acontece em filme - Fala e se senta - Daqui a pouco o próximo paciente vai entrar, vai ficar aqui?

- Você está me mandando ir embora indiretamente? - Pergunto olhando ele

- Não - Ele responde - Estou apenas fazendo uma pergunta

- Não, eu não vou ficar aqui - Falo

- Ok - Ele concorda com a cabeça

- Até daqui a pouco - Falo indo em direção a ele, virando sua cadeira em minha direção e lhe dando um selinho demorado - Vou te esperar naquela cafeteira mais para frente ok?

- Ok, cuidado - Ele fala

Saio da sala e no caminho escuto alguém conversar com Soonyoung

- Mas sabe qual a pior parte de ter que ir em um psicológo? - A pessoa fala

- Qual? - Soonyoung pergunta

- É que você sabe que tem que pagar alguém para te ouvir, porque ninguém mais quer realmente fazer isso - A pessoa responde

Ouvir aquelas palavras apertou meu coração, pois aquilo não era mentira, era umas das coisas que realmente são verdades, todos usam a desculpa de estar "ocupado" apenas para não ouvir o que o outro tem a dizer, quando contamos nossos problemas, falam que é frescura, aquelas palavras ficaram em minha cabeça

- Pode entrar - Falo assim que entro na sala de espera para o paciente

- Obrigada - Era uma menina, não muito menor que eu, parecia ter a altura de Chan, ela passa por mim e entra na sala

Sigo meu caminho até a porta

- JeongHan, o que é essa marca em seu rosto? - Soonyoung pergunta

- Não é nada - Respondo para não falar que meu pai me batia - Acabei tropeçando no apartamento e cai

- Entendi - Ele fala com um sorriso

Saio em direção a cafeteira que era do outro lado da rua, entrei e sentei em uma mesa ao lado do vidro que dava para observar o movimento, peguei o cardápio e comecei a olhar os cafés servidos ali, acabei por pedir o café preto mesmo acompanhado de algumas coisinhas para comer. Pouco tempo depois já estava pronto

- Obrigado - Sorrio sem mostrar os dentes assim que o garçom coloca as coisas na mesa

- Não foi nada, qualquer coisa é só chamar - Ele fala enquanto saia de perto da mesa

Enquanto estava comendo MinGyu e WonWoo aparecem

- JeongHan, o que faz aqui? Cadê SeungCheol? - WonWoo fala se sentando na mesa sendo acompanhado por MinGyu

- Ah ele teve que fazer algumas horas extras, estou esperando ele sair - Respondo batendo meus dedos na xícara de café

- O que é essa marca em seu pulso? - MinGyu pergunta

- Ah, eu fiz isso quando era pequeno, estava correndo acabei me machucando - Falo, estava cada vez mais difícil esconder de meus amigos que meu pai me batia

- Entendi, você foi ao hospital hoje? - Pergunta apontando para a pulseira que tinha em meu pulso

- Sim - Respondo

- JeongHan, o que está acontecendo? Você parece assustado, está com essas marcas - WonWoo fala, sua voz grossa fazia parecer que ele estava bravo, porém no fundo havia uma ponta de preocupação

- SeungCheol não está te batendo, está? - MinGyu pergunta um pouco assustado

- Não, claro que não - Respondo com um sorriso - Pelo contrário, ele me ajuda, é outra pessoa - Falo

- Jun? - WonWoo pergunta e eu nego - SeokMin? - Nego novamente

- Quem é então? Não é da sua família, é? Porque você me disse que a única pessoa que mora aqui é seu pai - MinGyu pergunta e eu respiro fundo, só de lembrar de hoje de manhã a dificuldade para respirar voltou

- Eu não posso ficar falando isso para todo mundo - Falo abaixando a cabeça fitando a xícara de café

- É seu pai? - MinGyu pergunta um pouco mais alto

- Fale baixo - WonWoo chama a atenção de MinGyu - JeongHan, nós te ajudaremos a passar por isso - Ele fala segurando um de minhas mãos fazendo um carinho com o polegar

- Obrigado - Falo e olho para MinGyu, que encarava a minha mão e de WonWoo dadas, acabo por soltar uma risada baixa - Eu tenho o Seung, não precisa ficar com ciúmes

- Calma - WonWoo fala olhando a pulseira em meu pulso - Você foi o paciente que entrou desmaiado por que haviam te batido?

- Sim - Respondo com a voz fraca, apenas lembrar do que aconteceu de manhã fazia cada lugar que meu pai bateu doer - Por que?

- Você vai fazer um tratamento por causa de sua respiração certo? - WonWoo pergunta e eu concordo - Eu vou acompanhar esse tratamento

- Não precisa - Falo - Você tem os seus pacientes - Sinto cheiro de sangue, provavelmente meu nariz ia começar a sair sangue novamente - Eu já volto - Falo me levantando e indo para o banheiro

Assim que chego no banheiro meu nariz começa a sair sangue, deito minha cabeça para trás e depois passo água, as lembranças do olhar seco do meu pai voltam em minha mente, juntamente com todos os tapas e socos que ele já me deu, minha vontade era de chorar ali mesmo, encosto na porta me sentando no chão, para me acalmar. Queria que Cheol tivesse aqui do meu lado, queria sentir o carinho dele em minhas costas enquanto eu choro em seu ombro, lágrimas involuntárias se formam em meus olhos, começo a lembrar dos carinhos de Cheol, de seu sorriso, mesmo em meio as lembranças de meu pai aquilo foi me acalmando, levanto do chão, passo uma água no rosto, lavo minhas mãos e saio. Me sento novamente na mesa terminando de comer o que eu havia pedido

- Mas então, como que anda seu relacionamento? - MinGyu pergunta cruzando os braços em cima da mesa

- Vai bem - Respondo e olho para a rua, o movimento havia parado, mostrando que já havia passado do horário de trabalho, Cheol ainda não havia saído, provavelmente vai estar bem cansado quando saísse - E o de vocês?

- Vai bem também - WonWoo fala - Seu nariz estava saindo sangue né? - Ele pergunta e eu concordo - Tem uma gota na gola de sua camisa, desculpa, é que eu percebi... Bom, precisamos ir - Ele fala se levantando

- Ok, foi bom conversar com vocês - Falo com um sorriso e aceno vendo eles se afastarem

Fico ali por, mais ou menos, uns vinte minutos, de cabeça abaixada encarando o café que já estava frio, ouvindo o sininho da porta sendo aberta e fechada, as vezes olhava, pensando ser Cheol, mas não era, porém, agora decidi olhar e vi aquele ser de branco, vindo em minha direção, com um sorriso e se sentando em minha frente

- Então, o que ficou fazendo? - Ele pergunta assim que se senta

- Nada, apenas conversei com WonWoo e MinGyu, que apareceram aqui - Respondo e Cheol retira o sorriso

- Eu preciso te falar uma coisa... - Ele começa

- O que? - Pergunto

- Acredito que quando você saiu, você viu uma menina, certo? - Ele me olha e eu concordo - Então, ela realmente precisa de um psicológo, eu não sabia que eu era tão famoso, de acordo com ela, várias pessoas falaram para ela vir aqui, e... Eu vou ter que acompanhar ela, só que... Ela mora em Daegu, minha cidade natal e eu vou ter que ir para lá, ficarei lá durante quatro dias, você acha que consegue passar esses quatro dias bem?

- Cheol... E-eu não sei - Respondo - Mas eu tentarei

- Olha... Eu também não queria ficar longe de você... Eu irei amanhã de tarde - Ele fala

- Nossa, assim, tão cedo? - Pergunto e ele concorda - Podemos ir então, quero aproveitar essas horas que ainda tenho ao seu lado - Falo, ele se levanta, acompanho ele e saímos do café

Andamos pela cidade, voltamos para o apartamento e depois fomos assistir um filme, acabei por pegar no sono, tinha tomado o remédio para a dor, ele me dava sono


Notas Finais


Olha só...

Os capítulos que eu disse que vou narrar estão chegando
Eu realmente estou muito ansiosa para isso, eu não sei o que vocês vão achar, mas tudo bem (Joshua e SeokMin vão aprontar, só digo isso... E muito!)

O próximo capítulo realmente está triste (minha amiga perguntou até se JeongHan não tem depressão kkkkkknão)

Obrigada por lerem até aqui, desculpem qualquer erro

Até o próximo 💚


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