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História My Angel (Jungkook - short fic) - Capítulo 13


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Notas do Autor


Olá minhas queridas e queridos leitores, trago esse refresco as 3 da manhã. Espero que gostem e se divirtam!! Bjsss e até a próxima.

Capítulo 13 - Poente.


Fanfic / Fanfiction My Angel (Jungkook - short fic) - Capítulo 13 - Poente.

Capítulo 7.  

O líquido viscoso desceu por sua garganta queimando, sua língua formigava.   

- Preciso de respostas. - Respondeu curto.   

- Não me diga que está aqui a procura de energia vital novamente... - Uma mulher sexy sentou ao seu lado. Seus cabelos pretos eram longos e chegavam até a polpa de sua bunda, que por sinal, usava apenas lingerie. - Eu já disse que posso te dar toda a minha, e seria por um preço mínimo... - Sussurrou se aproximando e lambendo os lábios.   

Namjoon já havia se afastado no momento em que a mulher chegou, sabia do perigo que ela representava.   

- Veneza. - Bufou irritado.   

- Sim meu amor, vejo que ainda lembra o meu nome. - Murmurou passando suas unhas pela coxa de Jungkook. Mordia seus lábios carnudos que tinham o batom perfeitamente desenhado. - Vamos fazer a troca?  

Tudo o que sempre quis foi o anjo negro. Ela era um demônio puro, vindo da classe do submundo, o pior e mais perverso tipo. Mesmo que Jungkook fosse ruim, ele ainda tinha a compaixão de um anjo, quando queria, diferente dela.  

- Não estou interessado. - Respondeu ríspido, empurrando sua mão para longe.   

(...) 

- Difícil acreditar que seja meu anjo da guarda sabe? - Seokjin continuava a conversa formidável. - Então me conte, deus te enviou aqui?  

Os dois estavam sentados confortavelmente no pequeno e precário quarto. Talvez confortavelmente não seja a palavra certa. Jungkook estava na ponta do colchão, no qual foi obrigado a se sentar, já que o doente não podia fazer muito esforço para se comunicar, ainda mais a distância.  

O anjo considerou sobre a pergunta antes de responder. Não teve tempo o suficiente para analisar sua própria existência no curto tempo que tivera. Sabia pouco do mundo humano ou se comportar nele de acordo com as normas humanas.  

Mas havia poucas coisas de sua existência que sua intuição o dizia.  

- O ancião diz que sim, mas eu sei que ele não acredita muito nisso. Pude ver pelo seu comportamento eufórico e como me observava. - Refletiu. - Eu também não estou muito crente nisso. Sinto algo, dentro de mim, que explode em um desejo obsessivo e assassino. - Sua mão pálida se fechou em um punho, em frente ao seu coração. Ela tremia, com medo de si mesmo. 

Como se aquele pequeno e agressivo ato pudesse o livrar de sua natureza, não escolhida.  

- Mas não é isso que eu quero, pelo menos para mim e nem para você. - Encarou seu companheiro, que o olhava sem nenhuma surpresa. - Sinto o devido amor por ti, que todos os anjos da guarda sentem, e conseguirei suprimir os outros. - Suspirou, seu olhar recaiu no chão. - Está decepcionado comigo?  

Sua voz agora era baixa e receosa, tinha medo da resposta.  

- Pfft. - Zombou Jin. - Não esperava tanto milagre assim, aceito seus defeitos como são, contanto que não me mate. - Sorriu com os dentes bem abertos.  

Sua expressão era relaxada e convidativa. Ele tinha esse poder de acalmar e tirar toda a tensão do ambiente.  

O ar que envolvia ambos se tornaram mais leve e menos abafado. Jungkook finalmente soltou a respiração que segurava desde que encontrou o seu novo amigo, se sentia mais confortável.  

De repente, um baque na porta cortou a sua pequena paz, despertando os dois meninos daquele limbo perfeito. Bruto e destrutível, um homem alto e grande adentrou o quarto. Em seu rosto havia uma barba bem cortada, suas vestes pareciam ser feitas com fios de prata, belas e graciosas, reluziam. Mas a energia que emanava daquele humano era bem diferente se sua roupa nobre.  

Trevas. Morte.  

Suas olheiras eram fundas e marcadas, camuflando um rosto que antes era jovem e cheio de vida. 

- Pai. - Balbuciou o doente. Em um esforço inútil, tentou se levantar para o cumprimentar corretamente. 

Seu rosto estava mais pálido que antes, como se fosse possível. Estava em um tom branco translucido.   

- Não precisa se dar o trabalho. - Se opôs, ríspido, levantando apenas uma mão. Suas pupilas dilatavam, graças a pouca luz do cômodo. Seus olhos já eram escuros o suficiente, e agora pareciam totalmente negros, igual a um demônio.  

Jungkook se levantou, em alerta.  

- Sua seleção para a futura noiva está chegando, irá mudar de aposentos. - Anunciou, desinteressado. - Lembre-se de se comportar perfeitamente, não me cause mais problemas antes de morrer.  

Suas palavras pairaram no ar, bem como se as letras pudessem voar e vagar em seu entorno. Sem mais diálogos, saiu do quarto. Sem perguntar se o doente estava bem de saúde ou o dar um simples copo de água.  

O primeiro batimento. Seu sangue corria quente por suas veias em uma sensação que nunca havia sentido antes. Ódio. O pequeno anjo estava vidrado. Com o rosto contorcendo em dor, tentava controlar seus sentimentos novos. 

Tudo era novo e perigoso para ele, seu sentido protetor ainda era muito ingênuos para filtrar as situações completamente.  

Quase explodira pelo pouco que acontecera diante de seus olhos.  

- Ridículo. - Xingou Jin. - Como pode se estressar por uma coisa dessas? Relaxa aí. - Despreocupado, virava seu frágil corpo em direção de Jungkook, para ser capaz de deitar de lado. - Isso sempre aconteceu, já estava destinado a isso, como não posso trabalhar, estudar ou lhe dar orgulho, ele irá me vender como uma cabra reprodutora.  

Jin ria de sua própria realidade, ela parecida insignificante diante de suas palavras. Mas na realidade já estava exausto, cansado de tentar lutar. As noites tristes e angustiantes, em que tentava se convencer de que algo melhor o aguardava, foram gastas a muito tempo atrás.  

Desde os seus 6 anos, em que seus pais perderam a esperança de sua saúde melhorar, no momento em que dispensaram todos os médios e remédios, foi abandonado naquele pequeno quarto.  

Podia ter sido pior. Se conformava. Pelo menos ainda estou vivo. Mas, isso é realmente melhor?  

Entretanto, um novo herdeiro não nasceu, algum homem que pudesse dar continuidade para o nome da família, só restando a ele.  

A família Kim. Uma das mais respeitadas em toda Joseon, rica e próspera. Tinha inúmeras terras, armazéns e poder na realeza. Era um dos clãs mais fortes e influenciador, nenhum podia ir contra suas decisões.  

- Ninguém pode te ver? - Retomou Jin. Essa era sua tentativa velada de acalmar seu pequeno e ingênuo amigo.  

- Só se eu quiser. - Sussurrou. Os espasmos incomuns deixavam o seu corpo lentamente.  

- Interessante. - Seus dentes, ao contrário de toda a sua aparência, brilhavam como diamantes, lindos, ansioso e estimulado pelas ideias malignas que passavam por sua cabeça. - Podemos trabalhar com isso.  

Jungkook encarou seu amigo por cima do ombro, algo de bom não viria disso.  

2 anos depois.  

A áurea do anjo ao lado de Jin o ajudou em diversos aspectos. Não podia curar sua doença totalmente, já que era o propósito de Deus, mas apenas por estar perto, já era uma melhora.  

Depois de se conectaram, começaram a compartilhar suas energias vitais. A relação anjo para humano era justa. Ambos eram beneficiados com essa troca, os alimentando e dando forças para sua ligação.  

Jin conseguia se sentar sem a ajuda de ninguém, e comer três refeições por dia. A cor havia voltado para a sua pele e rosto, que agora coravam por conta dos raios solares que tomavam no jardim da mansão.  

Os dois tinham se aproximado muito, intensamente. Eram mais que amigos, dividiam a mesma alma, juntos, eram um só. Se completavam. Um não podia mais viver sem o outro. 

Jungkook mudará também, sua idade acompanhava a de seu amigo e agora aparentava ter 26 anos, sua beleza estava no auge. Seu corpo se desenvolvera, seu rosto e traços, mesmo que não fosse um anjo, as pessoas o iriam o confundir com um.  

Tamanha beleza, era quase como um pecado só de existir. Ele não estava dentro de nenhum padrão em toda Joseon, porque ele era o padrão da beleza. Muitos o queria pintar, retratar a sua beleza, o que resultou em uma fama indesejada. Mas ele sempre negou todos os pedidos, esse não era seu propósito na terra. 

- Jungkook! - Veneza gritou.  

Correu até o menino, com sua serva atrás, sem fôlego. As maçãs de seu rosto se ruborizaram, não pela corrida, e sim pela proximidade com o homem.  

- Lá vem ela novamente. - Suspirou Jin, se ajeitando na sua cadeira. Claramente se divertindo com a situação.  

O anjo e seu amigo haviam decidido que ele se mostraria para as pessoas, assim ninguém acharia que Jin estava mais doente do que o costume. Ele se passava por um nobre, amigo íntimo e de infância. 

A beleza de Veneza refletia a seu status de nobre. Seus fios eram dourados como ouro e voavam na direção do vento. Também poderia ser facilmente confundida por um anjo. Suas proporções eram perfeitas, tudo sobre medida. E o principal de tudo, estava perdidamente apaixonada por Jungkook. 

Ao ponto da obsessão.  

- Eu conversei com o meu pai! - Começou a conversa entusiasmada, suas mãos agarraram o braço do anjo, o apertando com ansiedade. - Podemos finalmente nos casar!!  

Seus olhos azuis refletiam as lágrimas de emoção que se formavam. O pequeno coração palpitava como o de um coelho. Estava animada ao extremo.  

- E quem disse que eu quero me casar com você? - Sua voz era séria e cheia de repudio. Em apenas um movimento se livrou do toque dela, a encarando indignado. Sua postura era superior e cheia de raiva. Apenas a sua presença irritava Jungkook.  

Era um anjo e amoroso. Contudo, apenas com Jin. Normalmente todos os seres divinos como ele eram conhecidos como extremamente amorosos e bons com as outras pessoas. Muitos foram retratados na história como papas ou santos, por conta de tamanha benevolência. 

Ainda assim, a essência do rapaz não podia ser ignorada. Ele não era um anjo comum.  

Jin fingia que não acompanhava a conversa, mas foi simplesmente impossível não reagir a esse comentário. Seus olhos se arregalaram e ele levou o cobertor a boca, abafando o riso.  

- Eu não entendo... - Murmurou para si mesma. Seus dedos foram rapidamente para os seus fios loiros, os agarrando. Havia começado com mais um surto. - Eu te ofereci tudo. - A insanidade ocupava o lugar de suas lágrimas. - Dinheiro, poder, meu corpo. Todos me desejam, mas você não? Como é possível? Você é um homem?  

- Homem? - Riu pela palavra mais incomum para o rotular. - Mesmo que fosse, eu não teria um pingo de atração por você. - Suas sobrancelhas se arquearam, já estava farto daquele show toda vez que se encontravam. Na realidade, em que ela o encontrava. 

Não suportava mais.  

Seu sorriso abriu de lado, sarcástico. A desafiava a continuar com aquilo.  

Em um surto único, Veneza saiu às pressas em direção a sua carruagem, abandonando o jardim, seguida por sua serva.  

- Não entendo Jungkook. - Jin começou. O anjo revirou os olhos, já esperava por seus comentários o perturbando. - Você é bonito, jovem e bem dotado. - Desceu o seu olhar o analisando. - Poderia ter qualquer mulher de toda Joseon, por que não faz?  

- Se eu tiver a oportunidade de conhecê-la, só irei amar a minha prometida, se isso for me permitido. - Seu rosto estava vazio, sem expressão ou esperança alguma. - A minha alma gêmea, mesmo que eu tenha que esperar por toda a minha vida para encontrá-la. Se não conseguir nessa, esperarei até a próxima vida, e assim por diante.  

Seu coração palpitava pelo desejo proibido. De amar e ser amado. Algo que estava descrente de que aconteceria.  

- E como você vai saber que é ela se não conversa com nenhuma mulher? - Jin debochava de sua declaração cheira de amor.  

- Vou saber só de sentir o cheiro dela. - Respondeu direto. Seu tom anunciava que aquele assunto acabara por ali.  

No poente, o céu ficava avermelhado. A brisa de verão balançava o cabelo dos meninos, que admiravam em silêncio o começo do outono.  


Notas Finais


O que estão achando??? pfff me contem, amo ler o comentário de vcsss


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