História My angel of guard (snowbarry) - Capítulo 3


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Categorias The Flash
Personagens Barry Allen (Flash), Cisco Ramon (Vibro), Detetive Joe West, Dr. Harrison Wells, Dr. Martin Stein (Nuclear / Firestorm), Dra. Caitlin Snow (Nevasca / Killer Frost), Eddie Thawne, Iris West, Personagens Originais, Wally West (Kid Flash)
Tags Snowbarry
Visualizações 491
Palavras 1.645
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Stories of an angel


Fanfic / Fanfiction My angel of guard (snowbarry) - Capítulo 3 - Stories of an angel

- Ufa! - Barry disse ao bater a porta do quarto.

Caitlin sentada na cama arqueou a sombrancelha.

- Eu não aguentava mais ser abraçado, minhas costas doem - ele disse tentando alcançá-las.

- Bem, geralmente eu te dava um apagão pra você dormir mais rápido - ela disse. Ele arqueou a sombrancelha.

- Você literalmente governa minha vida, né?!

- Não - ela disse - Você faz as suas escolhas e nisso não posso jamais te influenciar, apenas te ajudar a não morrer caso tome a decisão errada.

Ele riu e se aproximou do armário.

- Vou tomar um banho - ele disse.  Caitlin acentiu.

Barry estava exausto. Passou o dia com os amigos e a família, comemorando sua saída do hospital e pensando em tudo que poderia ter mudado em sua ausência. Ele sorriu ao lembrar que poderia facilmente descobrir, perguntando a um certo alguém.

Ele levantou os olhos vendo a garota sentada na escrivaninha, concentrada em um HQ da sua coleção.

Ela percebeu sua presença e o olhou.

- Me diz qual a graça dessas coisas de super heróis?  - ela perguntou.

- Toda a graça do mundo - Barry disse. Ela revirou os olhos.

- Lindo, idiotas com uma roupinha colada voando e salvando as pessoas - ela disse com desdém - Faço isso sem a roupa colada.

Barry se jogou na cama.

- Como foram esses últimos meses? - ele perguntou. Ela suspirou e largou a revista.

- Bem, porque não começamos do início - ela disse - Como você sofreu um acidente.

Ele mirou o teto pensativo. Tentava lembrar. Mas a última memória em sua mente era ler a mensagem de Íris dizendo que precisavam conversar, depois daquilo, tudo era um borrão.

- Não lembro de nada - ele disse.

- Bem - ela começou - Eu estava do seu lado, como sempre, você estava dirigindo e ligou o rádio. Então você começou a cantar e dançar como um maluco. E BOOM! Um carro veio e bateu de frente.

Ele se sentou e ficou de frente para ela. Caitlin comtava a história, mas não olhava nos olhos dele. Ela desviava sempre que podia. Ele seguiu atento.

- Eu lembro de entrar em pânico - ela disse - Sabe...nunca, ninguém me falou o que acontece quando nossos protegidos se ferem gravemente. Eu não sabia exatamente o que fazer, se eu podia te ajudar a melhorar. Mas enfim...

Ela parecia evitar algo. Barry percebeu que talvez fosse difícil para ela cogitar perder o "emprego".

- E daí? - ele perguntou.

- Você foi pro hospital e eu te segui, como sempre - ela disse - Te mandaram pra UTI e eu ficava te cuidando e tentando te tocar.

- Me tocar? - ele perguntou de cenho franzido.

- É - ela disse. Se levantou e foi até a cama se sentando bem no meio. Barry se endireitou se escorando na cabeceira de frente para ela - Dizem...Não sei se é mito, se já aconteceu, mas...ouvi falar que quando o protegido se encontra em estado de vida ou morte, existe uma chance minúscula de o anjo da guarda conseguir tocá-lo, e se isso acontece ele é curado.

- E você não conseguiu? 

Ela negou.

- Durante todos esses meses, seus amigos te visitavam semanalmente, depois foi diminuindo a frequência. Mon-El te visitou umas trinta vezes, até ele viajar em lua de mel.

Barry arqueeou a sombrancelha confuso e surpreso com a notícia.

- Lua de mel? Ele e Kara se casaram? 

Caitlin acentiu sorrindo.

- Finalmente né? - perguntou ela. Ele acentiu. Mas então uma tristeza repentina o atingiu. Ele não estava lá. Barry não esteve no dia mais feliz da vida do seu melhor amigo de infância. Caitlin percebeu seu olhar tristonho e seguiu - Ei, ele sabe que você queria estar lá. E por falar neles, acho que pelo que ouvi voltam amanhã.

Barry sorriu.

- Isso é ótimo! 

Caitlin sorriu.

O assunto acabou. O silêncio predominou entre os olhares deles. Barry estava curioso sobre ela. Sobre aquele ser que esteve sempre tão perto sem nem ele notar. Porque será que ela nunca tentou falar com ele antes? Ou já havia tentado? Porque agora ele podia vê-la?

- Mas bem, vá dormir - ela disse se levantando e indo até o sofá do outro lado do quarto.

Ele puxou as cobertas sobre si.

- Você dorme? - ele perguntou curioso vendo ela se sentar no sofá.

- Posso dormir como os humanos - ela disse dando de ombros - Mas não preciso, isso é mais um passatempo pra nós.

- Vai dormir? - ele perguntou.

Ela negou.

- Não posso, tenho que te cuidar. Vai que você se afoga com a própria baba e morre - ela brincou. Ele riu.

- Eu vou ficar bem - ele disse - Não vou conseguir dormir sabendo que está me encarando.

Ela revirou os olhos.

- Você é mesmo um pé no saco, Barry!

Ele mostrou a língua e ela também. Os dois riram.

- Dorme sua babaca - ele disse - Por favor.

Ela acentiu.

- Tudo bem - ela disse - Mas só hoje.

- Boa noite, anjinho - ele disse em tom provocador. Caitlin riu.

- Boa noite - ela respondeu.

Barry se ajeitou na cama. Sua cabeça não parava e dormir estava difícil. Como poderia dormir, tendo descoberto tanto e tão pouco tempo?

Cisco agora estava namorando. 

Wally estava na faculdade.

Joe estava noivo da promotora Cecile.

Harry havia reaberto os laboratórios S.T.A.R.

E Íris...bem, ela estava diferente.

Era nela que a maioria dos seus pensamentos estavam focados. Será que ela sentiria o mesmo? Será que ela reagiria bem se ele contasse o que sentia?

Mas também tinha outra coisa bem diferente em sua vida...Caitlin.

Ela literalmente caiu do céu e mudou tudo em seu mundo.

Naquele instante, Barry levantou os olhos para ela que dormia serenamente no sofá. Ele sorriu.

Ela podia ser irritante, e fazê-lo enlouquecer, mas em pouco tempo ele já se acostumou com a companhia dela, e sabia que poderia muito bem conviver com ela sem problemas.

✴✴✴

- Ei! - ele disse a cutucando levemente o que a fez dar um salto e ficar de pé em um instante. Ele riu.

- Que foi?! - ela perguntou ainda atordoada.

- Apenas achei que seria covardia sair e te deixar dormindo - ele disse rindo. Ela suspirou e se sentou.

- Vai pra onde? - ela perguntou.

- Singh disse que eu posso voltar a trabalhar em uma semana - Barry disse - Então pensei em sair pra esticar as pernas e conversar um pouco.

- Com quem? - ela perguntou esfregando os olhos.

- Você - ele disse.

Ela franziu o cenho e olhou para ele.

- Sabe que vai ser taxado como doido de pedra se alguém te ver falando com o vento, né?

- Olha, ninguém vai prestar a atenção em mim, se eu falar baixo e tentar não olhar pra você - ele disse.

Ela levantou.

- Não acho que seja uma boa idéia, Barry - ela disse.

- Qual é! - ele falou - Você passou anos vigiando minha vida sem graça, tem certeza que não quer conversar um pouco?

Ela respirou fundo.

- Eu nem devia estar falando com você! 

- Mas está - ele disse - E agora não tem volta, vai ter que me contar tudo sobre esse negócio de anjos da guarda e tudo mais!

Ela olhou para ele.

- Tudo bem - ela disse - Onde vamos primeiro?

✴✴✴

- Você escolheu o lugar mais lotado de Central City pra um papinho com seu fantasminha particular? - Caitlin perguntou mirando o parque lotado.

- Assim o maluco passa despercebido - ele disse.

- Sua inteligência me assusta, Allen - ela disse desviando de uma pessoa.

- Mas muito bem, vamos ao início! - Barry disse - Você tem alguma missão especial como "me ajudar a achar o amor da minha vida pra ganhar suas asas" ou algo do tipo?

Ele recebeu um tapa bem doloroso e esfregou a nuca olhando para ela sem entender.

- Aí!! O que foi isso garota?!

- Em primeiro lugar, nunca mais me rebaixe ao nível de "cupido" tá legal?! Em segundo eu tenho asas panaca.

- Não estou vendo!

- Eu não preciso desfilar por aí com elas a mostra sabia?!

Ele bufou e seguiu caminhando.

- Você é meu "anjo da guarda" desde quando?

- Desde que você nasceu - ela disse.

- Então você é imortal? 

- Eu posso morrer... - ela disse

- Estaca de madeira no coração? Bala de prata? - ele perguntou afobado.

Caitlin revirou os olhos. 

- Sou anjo, não lobisomem nem vapira, idiota!

- Então como? 

- Podemos morrer em guerras contra outros anjos, ou se nós renegarmos nossa angelicalidade.

Barry franziu o cenho.

- Como assim? - ele perguntou se sentando em um banco vazio. Caitlin se sentou ao seu lado.

- Eu só vi um caso real de que isso aconteceu até hoje - ela disse - Um anjo renegou a angelicalidade para poder viver como um mortal. É algo muito...pesado e doloroso pra nós.

- Doloroso?

Ela suspirou e fechou os olhos, sentindo arrepios só de relembrar a cena que havia presenciado.

- Temos que renegar diante de um conselho - ela explicou - O conselho são os mais velhos e sábios anjos, eles mantém a ordem e fazem se cumprir as regras de conduta. Se você viola as regras eles se reúnem e te dão duas opções: renegar seu posto ou receber uma punição e seguir sendo um anjo.

Ela o deixou refletir por um momento. Ele acentiu,e ela seguiu:

- Chegamos e eles fazem um círculo. Nos colocamos no meio e se você é um "desordeiro" ou seja, violou alguma regra de conduta, eles te perguntam se você aceita a punição ou renega a angelicalidade.

Barry olhou para ela por um momento, vendo que ela estava nervosa com aquilo.

- E se você renega ser um anjo - ela engoliu seco e fechou os olhos - Eles coetam suas asas.

Barry ficou horrorizado, sem entender o motivo de tanta crueldade.

- Isso é horrível! - ele disse - E o que levou esse anjo a aceitar ter as asas cortadas?!

Caitlin suspirou.

- O mesmo que faz dos humanos tão fracos - ela disse olhando para a frente onde um casal se divertia tirando fotos, parecendo realmente apaixonados. Barry seguiu o olhar dela - O amor.


Notas Finais


Espero que tenham gostado ❤❤
Logo tem mais 😘😘


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