História My anorexic girl - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
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Palavras 2.545
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Voltei gente. Obrigada aos que colocaram a história em fav.
Tenham uma ótima leitura.

Capítulo 2 - Eu posso!


Fanfic / Fanfiction My anorexic girl - Capítulo 2 - Eu posso!

Chapter 2 

 

Merda. Eu não preciso que ninguém cuide de mim, eu não quero. E mesmo se precisasse. Mas, porque eu não consigo negar nada a ele? 

Homens carinhosos sempre são meu ponto fraco. Foi assim com Jungkook antes, e também com Kwan. 

Jeon já é bom o suficiente. E agora que resolveu passar uma de preocupado que tava melhor ainda. 

 

–Mas, eu não preciso de ajuda. Eu não quero. - Meu estado era deplorável. Até ficar fraca me deixa fraca. 

 

–S/N não seja ridícula. - Ele pediu entre os quase uivos dor. 

 

–Eu to tentando não ser. Por isso eu to assim, me põe no chão eu vou comprar café sem açúcar e vou ficar bem. 

 

–Ok... faz o que quiser. -Ele me colocou no chão devagar. Mas, assim que sinto que o chão ainda não é estável seguro o braço dele. 

 

–Pode ir comigo? - Sorri sem graça encarando os seus olhos tão intenso. 

 

Ele não entendia, assim como todo mundo que não é Ana, mas, pelo menos ele não é idiota a ponto de usar minhas dietas contra mim. Apesar de encrenqueiro, tem um ótimo coração.  Muito bem guardado, mas tá lá. 

Jeon, assentiu e a gente saiu da escola, com mochila e tudo. 

 

Na frente do colégio tem uma daquelas lojas de conveniências que vende de tudo, desde miojo até presilha de cabelo. 

Era um lugar calmo, mesmo com o local onde se encontrava, continuava calmo. Eu encontrava chá, café e coca zero do jeito que eu queria lá, em todas as épocas do ano, e o atendente —um senhor bem legal— trocava umas ideias comigo no período que eu passava pra tomar o que eu comprava.

Levei Jungkook até lá pra me acompanhar, eu não podia arriscar cair no meu da rua e alguém chamar a ambulância. 

 

–Um café sem açúcar, senhor. - Eu pedi educadamente pro velhinho. –Jeon vou pedir um cappuccino pra ti viu? 

 

Ele assentiu, então eu repeti o pedido, e levei Jeon pra mesa que tinha lá dentro. Pra gente esperar o abraço quentinha que o café iria nos dar. 

Aaaah, era tão confortável e quente, muito familiar, parecia casa de vó, só que sem comida que engorda, sabe? Rsrsrs. 

Jeongguk com seu jeitão todo calado e as vezes tímidos estava incomodado, imagino eu que seja por causa da perna. E eu quero perguntar o que havia acontecido, mas isso desencadearia um monte de outras perguntas, que também seriam direcionadas a mim. Então, eu imaginei que não quisesse responder nada. 

Tomamos o café calados só olhando lá pra rua e sentindo aquele momento. O nosso momento. 

 

///

 

Depois que saímos de lá, e que tudo já estava bem comigo, pedi pra minha mãe vir me buscar. Jeon disse que tinha que resolver algumas coisas na escola ainda, e disse que os meninos resolveram mudar o horário da reunião, não seria mais almoço e sim jantar. 

Isso era ótimo em tantas maneiras, eu não iria comer à tarde tendo a desculpa que queria comer tudo que pudesse à noite, e minha mãe acreditaria. 

E a noite, eu não comeria nada e completaria minha meta do NF. 

Subi para meu quarto alegando a minha mãe que já havia almoçado com Jungkook. Deitei na cama e esperei que o sono viesse. 

 

 

Às 18:30

 

Abri os olhos naquele desespero que é estar atrasada, pulei da cama pra procurar meu celular sobre algum móvel do meu quarto. Estava na pia do banheiro e tinha 25 mensagens do mesmo número. 

 

~mensagem on:

 

Jungkook: Você vai vim né? (a última mensagem das 25)

 

Eu: Desculpa, tava dormindo. Passa que horas? 

 

Jungkook: Às sete. Já são quase isso, então cuida. 

 

Eu: aish. Tchau. 

 

~mensagem off 

 

Ali no banheiro mesmo me despi e entrei debaixo do chuveiro, sem a mínima vontade de molhar o cabelo. 

Normalmente, eu demoraria bastante tempo nesse banho, porque minha mãe não me esperaria pra jantar e eu não precisava miar (colocar pra vomitar) por ter comido arroz com minha mãe. Mas, eu já estava atrasada e também nem precisava de uma desculpa pra não comer dessa vez. 

Sai do banho sem me secar na toalha, sim, eu estou molhando o quarto todo. Procurei a roupa que estava na minha mente, pelo guarda roupa (a foto da capa). 

Vesti fechando o casaco xadrez pra parecer que eu estava mais cheia do que o real. 

 

Passei perfume, muito perfume; gloss e lápis de olho. Essa era a maquiagem de sempre. Gosto do efeito do lápis, ele diminui meus olhos e esconde o esbranquiçado que fica nele. 

Desci as escadas e fui pra sala, onde minha mãe, com certeza, estaria. 

 

–Omma, eu vou sair com Jeon. - eu parei na porta da sala. 

 

–Volta que horas? - Ela desceu o óculos pra me ver melhor, coisa que não tem lógica, mas tudo bem. 

 

–Eu não sei pra onde estou indo, então talvez eu volte tarde. 

 

–Hum. Trate de comer. - Ela voltou a atenção pro seu livro. 

 

Voltei no meu quarto, peguei as chaves dele e da casa, meu celular e um comprimido franol. Eles fazem a sua fome sumir, mas, pode causar enjoo e aceleração dos batimentos cardíacos. 

Meu celular começou tocar julguei que fosse Jeon, então desci as escadas mais uma vez, e sai de casa.  

O carro de Jungkook estava bem em frente à minha casa e ele estava encostado nele com a luz do celular no rosto, e todo coberto por preto(suas vestes). Eu nem tinha tomado o comprimido e o coração já tava acelerado imagina. 

Fui até lá e ele abriu a porta pra mim. Depois sentou-se no seu lugar. O carro tem de cheiro o que tem de bonito, é um daqueles que são bem rebaixados e que o teto abre. 

 

–Você sabe que não precisa comer, né? - Jungkook se virou pra mim e depois ligou o carro. 

 

–Eu sei... - Sorri abafado. –Se sinta honrado, faz quase 3 meses que eu não saio de casa com alguém. 

 

–Imagino. 

 

O papo acabou por ali, ele ligou o som do carro na música Give me love do Ed Sheeran. Os vidros se fecharam, e eu pude sentir o aquecedor nos meus pés. 

O clima ali dentro estava tão bom, o som baixinho parecia a ventania de um mar, e o sentimento de estar deslizando no asfalto molhado, aaaaah. Estar com Jungkook é o mesmo que estar sozinho, você se sente à vontade pra fazer tudo, e ao mesmo tempo nada, como dito antes, o nosso silêncio era bom e não incomodava. 

Ele deu a curva e parou na casa da esquina, lá tinha uma zuadinha daquelas que jovens fazem. Jungkook saiu do carro e abriu a minha porta. 

 

–Aí dentro tem muita gente. Se não se sentir bem, é só me avisar. -Jungkook disse me levando pelos ombros. 

 

–Eu já tive uma vida social, Jeon. 

 

Nem precisamos tocar a campainha, um menino com sorriso quadrado estava na porta, ao lado de uma moça bem bonita. 

Ele cumprimentou Jungkook e a menina a mim, se minha memória deixasse eu lembrar bem, a menina era da escola, último ano. Sala do Jeon. É, talvez seja isso. 

Depois o garoto, chamado Taehyung veio falar comigo. 

 

Entrando na casa, bem iluminada e coberta por uma tinta cor de creme, o cheiro da comida tomou minhas narinas, parecia que eu ia engordar só por cheirar aquilo tudo. 

Apertei o braço de Jeon, que estava entrelaçado com o meu e ele por 3 segundos olhou-me sem entender o que eu estava sentindo. E eu assenti, com um semblante de “Tudo bem”. 

 

Jeon me levou pra uma sala que tinha mais outros casais lá, a maioria eram estudantes da minha escola, mas tinha algumas meninas que eu não reconhecia. 

Eu já nem estava me sentindo bem, porque a maioria delas estavam me olhando com um grande sinal de interrogação na testa. Mas, enfim, era por Jeon. 

Estavam todos em uma grande mesa(uma daquelas que se encontra em lanchonetes, mas em uma forma bem maior) 6 meninos e 6 meninas —sem contar comigo e Jungkook—. Todos faziam pares. 

 

O jantar já estava servido na mesa, e todos estavam prontos pra começarem a comer. 

 

–Kookie chegou por último. Ele reza. -Jimin falou tirando o braço da cintura da sua parceira. 

 

–Tudo bem. - Ele se sentou em uma ponta e afastou pra que eu sentasse perto. –Obrigado Deus, por toda refeição que tem nos dado e também os livramentos. 

 

–Amém. *todos*

 

Não sei se os jovens mudaram entre um ano, mas, rezar? Isso não acontecia quando eu era ativa. Hilário. 

Os pratos começaram a ser cheios e os copos também, as pessoas conversavam e comiam e bebiam. Era nojento. 

Todas aquelas calorias ingeridas se ao menos serem contadas. Aaah. 

Jungkook também estava comendo, só que sem zuada, sem conversa jogada fora. Estava só comendo.  

 

–Não vai comer querida? - Uma ruiva polonesa que fala com sotaque se referiu a mim. 

 

–Ela é anoréxica. Não come. - Suzy, estuda comigo. Talvez não me suporte. E sabe aquele sentimento de tiro? Senti de novo. 

 

–Ai, me desculpa. - A ruiva pediu sentida. 

 

Todo mundo agora estava olhando pra mim, era estranho e desconfortável. Então, eu coloquei três tomatinhos no meu prato, não que eu tivesse intenção de comê-los, mas, para que não achassem que eu fosse maluca em querer ser magra. 

 

Nanjoom se levantou com a garrafa de espumante e encheu o copo de todos outra vez, eu o barrei quando iria encher o meu. 

 

–Eu não bebo isso. - Expliquei. 

 

–Ah não tudo bem. Não tem muito álcool. - Ele insistiu. 

 

–É que tem muita caloria. Desculpa. - Eu estava me sentindo uma grossa por ter que explicar e negar isso. Mas, eu não conseguia. 

 

–Ual, você é realmente uma santa. -Hoseok sorriu admirado. 

 

–Eu já terminei de comer. Vou com ela pra piscina, espero vocês lá. - Jeon se levantou bruscamente e também me fez levantar. 

 

Saímos de lá sendo fuzilados pelos olhares de todos. Essa sempre foi a pior parte de ter que sair de casa, se descobrissem que eu não como quanto eles comem, acabava me tratando como uma pessoa estranha. Ou como uma santa, analisando o comentário de Hobi. 

Provavelmente, estou acabando com a minha noite e a de Jeon, meu humor estava péssimo. 

 

–Jeon, eu não quero que se prive de comer por causa de mim. - Eu disse sentando em uma daquelas cadeiras de beira de piscina. 

 

–Não, tudo bem, eu sou seu acompanhante. - Ele sorriu indo ao barzinho que tinha em um sobrado. 

 

Trouxe umas garrafas de soju pra ele e uma garrafinha de água, que claramente era pra mim. Se sentou na cadeirinha que estava ao lado da minha e começou beber, olhando a piscina que refletia seu azul nos olhos dele. 

É incrível como Jeon consegue ser tão branquinho, parece um daqueles boneco de porcelana, que são incríveis, inclusive. 

 

/// 

 

Passou-se um determinado tempo até que todos estivessem naquela área da casa, A maioria das meninas já estavam chapadas, eu acho que porque, provavelmente, estavam bebendo enquanto comiam, isso deve acelerar o processo. 

Jeon já tinha ido ao barzinho umas 15 vezes, E sempre retornava com duas garrafas de soju, essas que nem pareciam durar 10 minutos. O som do lugar já tava alto e aquilo fazia com que minha fome e dor de cabeça se intensificasse. 

 

–Jungkook eu vou na cozinha. - Falei histérica pra que ele me entendesse. 

 

–Vai fazer o que lá ? - Ele me perguntou meio desconfiado. –Não vai me deixar aqui né? 

 

–Eu só vou tomar meu remédio. - Passei a mão na barriga pra que ele entendesse. 

 

Fez o sinal de OK com a mão e eu me virei. 

Aquela parte da casa estava parecendo mais um puteiro do que realmente uma piscina. Seis casais estavam se pegando em partes daquele local, e pode parecer que não é nojento, que é normal, mas, estava muito nojento. Porque as meninas não estavam se valorizando, estavam deixando quase que praticamente os meninos comerem elas ali, ao vivo. 

Talvez, seja só inveja minha, teve um tempo que eu fazia isso, e era legal pra cacete. Mas, as pessoas não se aproximavam de mim, porque eu nunca faço o que elas fazem. Eu não saio pra comer, eu não saio pra beber, eu não vou pra cinema. Eu sou cafona é chata. 

 

Entrei na cozinha que estava muito bagunçada, parecia até que a festa era aqui dentro. Procurei a geladeira pra que eu achasse água e tomar o comprimido. 

Achei um copo de água prontinho pra mim ali e tomei a pílula que a minutos estava no meu bolso. 

 

–S/N, Kookie tá te chamando. - Suzy entrou na cozinha, molhada. –Aquele idiota caiu na piscina. 

 

–Sério? Rsrsr, e onde ele tá? - Perguntei sorrindo, pela primeira vez sorrindo.

 

–Ele foi pro quarto. - Suzy me olhou, talvez achando minha aparência ruim. 

 

–Eu to feia? - Perguntei, mas, por impulso. –Ou suja? O que foi ? 

 

–Não, nada. Você está linda. É só que nunca te vi sorrindo depois do que aconteceu. –Suzy disse levantando meu rosto. Ela tinha um lado legal. 

 

–O-obrigada... desculpa pelo o que aconteceu. - Eu me despedi dela, e subi.  

 

Um dia Suzy foi uma amiga importante, a única talvez, a gente quase sempre se dava bem, mas ela começou namorar, e isso consumiu o tempo todo dela. Em seguida eu comecei namorar com Kwan e ele me consumiu toda, literalmente. Eu estava sumindo, também literalmente. Ele nunca me deixava ver ela, dizendo-me que isso era pra cuidar de mim, mas, na verdade tava na cara que era porque ela me diria toda a verdade sobre o que eu tava vivendo. Teria me salva de transtornos alimentares. 

Eu peguei culpa por termos nos afastado. E foi isso. Fim. 

 

Entrei no quarto que Suzy disse que era o de Jeon e ele estava na sacada, sem camisa, porém com a calça, essa que estava encharcada, junto com alguns pedaços do chão. 

 

–Você mudou. -Ele nem esperou que eu chegasse mais perto. 

 

–Você também. -Rebati. 

 

–Você quase sumiu. - Ele continuou. 

 

–Você foi embora. –De novo, rebati. 

 

–Você perdeu suas raizes e se agarrou a uma vida que não existe. -Ele se virou pra mim. Os olhos estavam mais intensos e escuro. 

 

–Você também perdeu as suas raizes. Está grosseiro e encrenqueiro. Onde está Jeon Jungkook fofo? 

 

–A culpa não foi minha. -Ele veio em minha direção. 

 

–Nem minha. 

 

Nossos corpos quase se toparam, nossas mentes estavam brigando, mas os corações queriam se agarrar, dava pra ouvir os dois choramingando. 

 

–Não consigo ver você sumindo. -Jungkook pegou no meu cabelo curtinho. 

 

–Eu estou bem aqui, Jeon. 

 

–Você não é minha garota. Quem fez isso com você? -Jeon tocou e segurou meus ombros com suas mãos congeladas. 

 

–Sou eu. Eu ainda to aqui. 

 

–Me deixa saber quem fez isso, S/N. Eu posso cuidar de tudo. -Ele estava com os olhos cheios. 

 

–Ninguém pode mudar o que aconteceu. 

 

–Eu posso. 

 

–NÃO... - Jungkook me calou com um selo. 

 

Me tremi com a sua doçura, mesmo que muito gelada. Seus braços me rodearam carinhosamente e facilmente. Jeon deitou minha cabeça no seu peito despido e respirou bem fundo. 

 

–Cala a boca, eu posso sim.


Notas Finais


Desculpa se tiver erro, eu não pude revisar. Acabei de terminar ele.
Gostaram?
Até o próximo.


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