História My anorexic girl - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
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Palavras 2.506
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente, tive que repostar o capítulo. Estava ficando bugado. Espero que compreendam.
E gente, ganhamos uma capa pra Fanfic. Da leitora Isaaaaa. Muito meu amor.
Obrigadaaaa ❤️

Capítulo 3 - Soro está me engordando!


Fanfic / Fanfiction My anorexic girl - Capítulo 3 - Soro está me engordando!

Chapter 3

 

Jeon tentou afastar nossos corpos. Mas, eu o prendi a mim, queria o aquecer e senti-lo. 

Certo, eu gosto dele. Eu admito, isto para mim mesma. Eu não posso esconder meu sentimento mais. Eu nunca me senti assim antes. Eu o acho atraente, muito atraente. E mesmo depois dele ter ido embora eu não consegui passar um segundo sequer pensando em quanto daríamos certo. 

 

–Jeon eu sempre fui assim! - Aleguei a ele. 

 

–Não vem com essa. Eu te conheci comilona. - Ele sorriu meio forçado. Parecendo mais triste do que alegre. 

 

Meu celular vibrou no bolso da calça, e eu puxei pra ver as notificações pela barra. 

 

Kwan: to na cidade 

 

Por 10 segundos meu coração parou e eu fiquei sem chão. Todo o vexame que eu passei com ele, passou como um filme em minha cabeça. Meus olhos faltaram pular fora. Derrubei o celular. 

 

–Jeon. - Ele estava me olhando atentamente. Já tinha desvendado. –Não faz nada que eu não gostaria.  

 

Jungkook estava desligado, anestesiado, subitamente fora de órbita. 

Eu não contei pra vocês, mas, Kwan é primo de 4º grau de Jin, um dos amigos de Jeon. 

Antes, Kwan andava com todos eles, porém, sempre que estavam reunidos algum dos sete tinha uma briga feia com o mesmo. 

A personalidade de uma pessoa controladora é difícil, Jeon sabia tanto quanto eu que Kwan era um absoluto cafajeste, mandão e machista. Ele sempre fazia com que as meninas o chupassem em seus rolês, e a otaria aqui sabia de tudo. Talvez, esse fosse a pessoa que Jeon mais odiasse, eles não têm um histórico bom, e eu sabia disso também. 

Quem sabe eu só namorei Kwan, porque sabia que Jungkook não suportasse ele, minha pequena raiva por Jeon ter me deixado sozinha foi bem maior que a minha vergonha na cara. E por mais que eu estivesse realmente começado a gostar de Kwan, eu só queria atingir Jeon. Pelo visto, eu não atingi ninguém a não ser a mim mesma. 

Kwan queria que eu sumisse pra que ninguém pudesse me ter, e a solução foi apelar me desvalorizando verbalmente. Não que ele nunca tenha me batido, mas, a maioria de seus atos contra mim foram verbais. E as vezes palavras doem mais que 10 sócios no estômago. 

 

–Kwan? - Jungkook perguntou sem sair do lugar. Rígido. 

 

–Jungkook... - Ele se virou tá bruscamente, fervendo o sangue. Deu um soco na parede e me encarou severamente. 

 

–O que ele fez com você? - Jungkook se sentou na cama com os braços na perna e as mãos na cabeça. –O QUE ELE FEZ? 

 

–Você vai ficar resfriado se continuar com essas roupas. - Me agachei no chão, entre suas pernas e limpei seu rosto de um possível suor. 

 

–S/N que merda ele fez? 

 

Eu o beijei, aquelas perguntas eram sufocantes demais pra mim. 

Passei a mão pelo seu rosto macio e úmido das gotas que pingavam do seu cabelo. Aaah ter que fazer aquilo pra não responder ele doía tanto. 

Me levantei devagar e me sentei no seu colo, como em um cavalinho e relaxei meu corpo ali. 

Ele se separou dos meus lábios e me fuzilou mais uma vez com os seus olhos sinistros. 

 

–Eu não vou deixar essa passar S/N. Me responde... -sua voz que era nervosa a tempos atrás, estava calmamente triste. –Por favor, não me faz descobrir sozinho... 

 

O hálito de Jungkook era quente e cheirava a álcool. 

Seus olhos tomados pela escuridão e tristeza da sua mente. 

O rosto mais pálido que o normal. E raiva transparecendo nele. 

 

–Jeon... -Minhas mãos tremiam agora. –A gente começou a namorar, logo depois que você me deixou, sem explicações. –Encarei ele pra ter certeza de que sentiria esse tiro.  –Ele foi um ótimo substituto por um tempo. Mas, depois ele começou me esculachar pra se sentir bem, me privar de certas coisas falando que isso era ser protetor, quando me batia dizia que sentia tanto amor e isso o machucava, por isso perdia a cabeça. Mas, o pior foi ter mandado eu parar de comer no meio dos seus amigos, ele me chamou de gorda nojenta e disse que estava com vergonha. Foi horrível e depois desse dia, percebendo que me chamar de gorda funcionava mais se tornou diário os insultos. Até que eu quase praticamente sumisse, do mundo, da minha família e de mim. Toda aquela aceitação que eu tinha sobre minha personalidade e meu corpo foi ferrada. 

Achei sites no Google, que me ensinavam a ser magra, e quando eu consegui pesar 34kg ele me deixou, alegando que eu estava feia e estranha, que os meus abraços não eram mais confortáveis. 

Minha mãe me levou pra uma clínica e pode ter certeza Jeon, eu estou muito melhor agora. 

 

6:35 da manhã 

 

Ligação on 

 

Mãe: que Lugar de merda você se enfiou? 

 

Eu: Mãe me desculpa. To na casa de Jungkook, ontem ele bebeu e ficou muito mal. 

 

Mãe: Irresponsáveis. 

 

Eu: Eu sei que você tá furiosa e provavelmente vai brigar muito, mas, mãe eu sai de casa. Não está alegre? Eu me diverti. 

 

Mãe: Eu sei filha, mas, minha confiança em você não está restaurada. Quem me prova que você jantou? 

 

Eu: Acredita em mim, eu comi muito bem. 

 

Mãe: Eu vou pro trabalho, mas, quando eu chegar quero você aqui em casa. 

 

Eu: Eu já estou indo. 

 

Ligação off

 

Me levantei da cama de Jungkook bem devagar pra que ele não acordasse. Ontem tinha sido uma noite e tanto pra nós dois, porém,  claramente, eu estava bem mais acostumada com esse tipo de coisa do que ele. 

Quem sabe depois de ontem muitas dúvidas sobre quem é Jeon tenham aflorado na minha cabeça, pois querendo ou não ele havia mudado, e o período de um ano foi suficiente pra nos desconhecermos totalmente. 

 

Desci as escadas arrumando meu cabelo e limpando os olhos, minha barriga estava girando de fome e minhas pernas sentiam a fraqueza de um terceiro dia de NF. 

Na sala não tinha ninguém, mas chegando ao corredor vi Jimin e Hobi. 

 

–Já vai? - Hobi perguntou correndo até mim. Parecia tanto uma criança que eu poderia morrer de fofura. 

 

–Anrham... minha mãe já ligou. - Disse sorrindo fraco. 

 

–Jungkook já acordou? Ele vai te deixar? - Jimin perguntou. 

 

–Não e não. Quando ele acordar falem pra ele que minha mãe veio buscar. - Respondi a eles saindo em seguida. 

 

Foi chocante minha exposição ao vento, e isso fez com que meu corpo se arrepiasse todo, um cigarro agora era meu sonho. 

Fui caminhando e procurando um mercadinho, naquele frio e naquela hora. Mas, tudo isso por um bem maior, emagrecer. 

Virei uma outra esquina e ali estava uma conveniência, entrei e procurei um cigarro daqueles black devil (capa). 

 

–Você é tão jovem pra fumar desses. - A atendente da loja me olhou quando eu coloquei as duas carteiras de cigarro. 

 

–Não vai me vender? - Perguntei com um rostinho meio dramático. 

 

–Vou, mas, sua mãe sabe que você fuma? - Ela perguntou agora colocando os cigarros em uma sacolinha. 

 

–Acha que eu consigo dinheiro com quem? - Sorri pra ela, tentando ser convincente.  

 

–Tudo bem... - Eu entreguei o dinheiro e recebi a sacola. 

 

Assim que sai joguei a sacola no lixo, enfiei uma das cartelas no bolso e abri a outra. 

Puxei uma presilha do meu cabelo, que era um isqueiro disfarçado e acendi um cigarro.  

 

– Achei que tinha deixado essa mania. -Olhei pro lado e lá estava Kwan.

 

–Me deixa em paz. - Eu falei dando a primeira tragada, aproveitando o alívio que minha estava tendo agora. 

 

–Moça com quem você está falando? - Um velhinho encostou perto de mim. 

 

Olhei pra ele sem entender, e me virei pra onde Kwan estava. 

Não tinha ninguém, não havia nem rastro de que alguém estivesse ali segundos antes. Meus pelo se arrepiaram mais uma vez. 

 

–Acho que estou enlouquecendo. - Disse sem olhar pra um lugar fixo. 

 

Me sai dali, quase desesperada. Queria poder correr até em casa e ficar lá, em segurança. Entretanto, meu resto de força só daria pra três longos passos e se o perigo fosse eu? Se minha mente estivesse pregando peças em mim?

Peguei o celular, liguei pra minha mãe 1, 2, 3 vezes e ela não atendeu, queria me sentar e chorar. A minha sobrecarga psíquica estava se transformando em medo e as dores de cabeça ficaram mais fortes. 

Kwan está na cidade, quem sabe se ele não está me vendo agora? Ou quem o impede de vir até mim e me dizer todas aquelas coisas de novo?

 

Continuei dando passos firmes e meio rápidos, pra que minha casa chegasse logo e o calor e conforto também viessem juntos dela. 

Quando coloquei o pé dentro de casa, e todo o alívio caiu sobre mim, me senti fraca o suficiente pra cair ali mesmo, antes de fechar porta na chave e tudo. Minha vista escureceu e o frio do chão veio de impacto ao meu corpo. 

 

 

/// quebra de tempo de 6 horas ///

 

Minhas pálpebras piscaram devagar e pesadamente, a luz do ambiente onde estava era branca e doía em meus olhos. 

Percebi a presença de pessoas perto de mim por causa das respirações pesadas. O cheiro de doença entrou em minhas narinas e o desespero em minha mente, logo em seguida. 

Me sentei rapidamente olhando para meus braços, procurando qualquer vestígio de furada ou agulha. 

Encontrei. 

 

–Que bom que acordou querida. - A voz que tomou minha audição era a de minha mãe. 

 

–Tira isso de mim. - Levantei o meu braço. Meus olhos encheram de lágrimas. –TIRA ISSO DE MIM, PELO AMOR DE DEUS. 

 

O choro que já estava caindo em minhas bochechas, por mais que estivesse embaçando minha vista eu conseguia ver Jungkook e Suzy. 

Minha mãe se sentou na beirada da cama com os olhos arregalados, e tocando meus ombros. 

 

–Filha o que você tá falando? Isso está te deixando viva. - Ela também começou a chorar. 

 

–TIRA ISSO DE MIM MAMÃE. ARRANCA ISSO DAQUI. MÃEEEEE POR FAVOR. -Eu comecei a me espernear e tentar tirar todos os fios que estava me prendendo naquela cama. 

 

Vi Suzy correr e voltar com médicos. Jungkook segurou minhas pernas e a mamãe meus braços, mas, minha boca, ninguém podia segura-la. E nem mesmo o choro, que saia incessantemente. 

Senti outra furada de agulha. 

 

–O soro... o soro está me engordando... mamãe. - minha vista fechou mais uma vez. 

 

Jeon on 

 

Assim, que sai do colégio resolvi passar na casa de S/N, estive pensando nela o quanto fui ruim com ela antes. 

Tudo o que fiz ela dizer foi muito duro, acredito que ela nunca havia falado em voz alta todas aquelas coisas sobre alguém que a machucou tanto. 

Odiei ver ela daquele jeito, mas, eu a fiz ficar assim e isso era péssimo, eu sempre a quis bem, só fui egoísta demais pra que conseguisse deixá-la bem. 

 

Caminhei até sua rua, e antes mesmo de chegar na frente da sua casa, já percebi o alvoroço. Tinha uma ambulância no outro lado da rua e óbvio era pra S/N. 

Corri até sua mãe que estava sentada na calçada e a cabeça entre as mãos. 

 

–Ela estava bem aqui Jungkook, e já não está. Estávamos tão bem, tudo estava indo tão bem, Jungkook. Porque ela está fazendo isso consigo mesmo. - A tia não esperou que eu perguntasse algo, estava desesperada. 

 

–Quem vai acompanhá-la? - o enfermeiro perguntou. 

 

Olhei pra tia esperando que ela se levantasse. Mas, ela só pediu que eu fosse no lugar dela, porque precisaria falar com o pai de S/N. 

Eu agradeci e subi na ambulância ao lado da pequena que só estava diminuindo mais e mais. 

Perguntei o que tinha acontecido pra um dos homens que estavam ali cuidando dela. O mesmo explicou-me que era só falta de nutrição e perda temporária de força, disse que provavelmente ela estaria a dias sem comer e estava fumando muito, o ar faltou no cérebro por instantes e isso fez com que ela continuasse desacordada. 

Assenti e comecei a engolir todas as informações, era possível que alguém ficasse dias sem comer e ainda continuar “forte” como ela se demonstrava? 

S/N sua estúpida. 

 

–Moço o que ela é sua? Sem querer me intrometer. - A única mulher enfermeira me perguntou, depois que todos estavam sentados. 

 

–Ela é a coisinha mais louca, destrambelhada e amável, que eu conheço. Ela é meu problema. - A respondi, tão cansado e sensível. 

 

A enfermeira preferiu não continuar o papo, o que foi ótimo. 

 

//////

 

Suzy chegou ao hospital junto com a mãe de S/N, e estávamos sentados ao lado da cama da mesma esperando qualquer piscar de pálpebra que ela poderia dar. 

Sua mãe levantou da cadeira a derrubando. 

 

–Que bom que acordou querida. - a voz da tia vacilou e tremeu. Ela se aproximou mais da cama. 

 

–Tira isso de mim. -S/N levantou o braço, mostrando a veia –TIRA ISSO DE MIM, PELO AMOR DE DEUS. -Sua voz também tremeu e ela começou a chorar. 

 

–Filha, como assim? Isso está te deixando viva. - A voz do desespero e falta de orgulho saiam da garganta da tia. 

 

 –TIRA ISSO DE MIM, PELO AMOR DE DEUS. -Ela começou se espernear. –O soro... está me engordando mamãe. 

 

O médico que Suzy trouxe, deu mais uma dose de remédio pro sono de S/N voltar. 

Era decadente vê-la daquele jeito, drogada de remédios e vitaminas, quase morrendo e ainda assim se importando com calorias, quem liga pra calorias de soro? Quem se importa com peso quando se está morrendo? Merda S/N. 

Suzy bufou na cadeira com raiva e saiu da sala, provavelmente cansada de tentar se aproximar de S/N mais um vez. Fui atrás dela, o ar dentro da sala se tornou pesado com o choro da tia. 

 

Suzy parou na sacada do hospital, já era noite e uma noite até que quente. S/N adoraria esse clima, sentir um pouco de calor seria muito bom pra ela. 

 

– Ela acha que nunca ninguém a amaria como ela é. Ela acha que no mundo todo ninguém nunca seria capaz de ficar com ela pra vida toda, e por isso diz que odeia casamentos. Ela é louca. É isso. Ela é complicada, confusa,  indecisa e muito, muito neurótica. –Suzy estava chorando quietinha ao falar. 

 

–Eu ficaria por ela. Ficaria por ela e com ela. Por essa vida e mais quantas fosse possível. Eu amaria todo o caos e toda a bagunça que ela esconde por debaixo do tapete. Ela não vê, mas ela é incrível. Ela é simplesmente a bagunça mais maravilhosa que eu conheço. –Então eu desabafei pra Suzy o que sentia. E era Suzy, e Suzy não é S/N. Eu falaria isso pra S/N algum dia? 

 

–Ela vai ficar boa, né Kookie? - Suzy me deixou ver suas lágrimas. 

 

–Ela vai melhorar, por nós dois. Vamos fazer ela ficar boa. Mas, primeiro eu preciso fazer uma coisinha com quem fez isso com ela. 

 

Kwan... é sua vez de sofrer.


Notas Finais


Desculpa pelo problema. E obrigada ❤️


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