História My Appa's Friend - Imagine Jeon Jungkook - Capítulo 13


Escrita por: ¢, NekoBaka e pinkpunkduo

Postado
Categorias 2NE1, Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Abyrvsz, Adultério, Bts, Hoseok, Imagine, Imagine Bts, Imagine Jungkook, Jeon Jungkook, Jeongguk, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Namjoon, Nekobaka, Suga, Taehyung, Yoongi
Visualizações 692
Palavras 3.299
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ecchi, Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, LGBT, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Neko: E temos mais um capitulo de MAF! Espero que gostem.

Capítulo 13 - Capitulo XIII


Meu estômago embrulhou e minha vista embaçou, não cai como hoje de manhã, mas senti minhas pernas falharem quando fui me levantar da cama. Hoseok já estava de pé, andando na defensiva. Jungkook deve ter perdido o juízo, como ele se atreve vir até aqui assim, desse jeito? E o pior, sem nenhuma explicação. Ele me olhou, com aquele olhar frio que estava e depois voltou a olhar para Hoseok, este que também não estava com a melhor das expressões. Me sentia perdida, não sabia como reagir. Não sabia como tudo iria acabar.

- Porque está no quarto de _____ ? - Jungkook perguntou com a voz rouca e nitidamente controlando o ódio. Hoseok soltou um riso debochado e tombou a cabeça para o lado.

- Me diz você… Por que veio até o quarto de ______? - Ele perguntou com um sorriso no rosto e isso irritou Jungkook, que sem nem dar tempo, foi batendo os pés até Hoseok e o segurou pelo colarinho da camisa. Hoseok nada disse, nada fez. Não demonstrou sequer uma expressão de medo. Continuou Neutro. Já Jungkook parecia que iria explodir a qualquer momento.

- A casa é minha.. então eu faço as perguntas… - Disse Jungkook entredentes, com olhos pegando fogo. Vi que ele apertou mais o pouco de pano da camisa de Hoseok que ele segurava e ali tive a completa certeza, não teria como terminar bem. Me levantei e fui até os dois, me coloquei entre eles e empurrei Jungkook para longe de Hoseok.

- Pare de arrumar confusão Jungkook…  Vá para sua mulher e nos deixe em paz… - Falei, mas estava com medo. Jungkook me lançou um olhar raivoso e isso fez eu me encolher mais para perto de Hoseok. E eu ter me aproximado de Hoseok fez ele ficar ainda mais bravo. Tão bravo que ele mostrou os dentes e franziu o cenho. Segurei o pulso de Hoseok, que me olhou e me colocou atrás de si.

- Jungkook já chega. Não vai querer chamar atenção de todos que estão lá embaixo. - Pude ver a mandíbula de Jungkook se aperta e seus punhos relaxarem. Ele não se acalmou, apenas está controlando sua raiva. Ele tombou a cabeça para o lado e nos olhou. soltou um riso nasalado e balançou a cabeça negativamente várias vezes seguidas.

- Vocês nem se parecem um casal… Mas minha esposa me disse uma coisa que não me sai da cabeça… - Ele fez questão de dar ênfase em “esposa”. Eu ja desconfiava sobre o que ele tava falando. - Eu queria deixar bem claro Hoseok.. Jimin não vai gostar de saber que está se relacionando com a filhinha dele… - Sabia, Tzuyu havia falado sobre desconfiar que eu e Hoseok estávamos tendo um casinho. - É muito feio transarem na casa dos outros enquanto estamos dormindo… Então é melhor ir saindo-

- É mais feio que dormir com a filha do seu melhor amigo mesmo sendo casado? - Congelei e creio que Jungkook também. Meu coração pulsava tão forte que sentia a artéria bater em meu pescoço. - É, eu sei… E nem precisei fazer muito esforço para descobrir. - me afastei um pouco de Hoseok e me sentei na cama. Meu estômago revirou, poderia vomitar a qualquer momento. Minha cabeça doía e eu não conseguia respirar direito. Olhei para Jungkook, com muito esforço, vi que ele estava da mesma forma. - O que foi Jungkook? Engoliu toda a sua coragem? - Hoseok o provocava. Jungkook avançou contra Hoseok voltou a segurá-lo pelo colarinho da camisa, mas dessa vez parecia estar com muita mais raiva acmulada. Essa ação fez eu me assustar e levantar. Não podia deixar nada de ruim acontecer.

- Como sabe disso? - Ele perguntou baixo, rouco e entredentes, como parecia estar desde que chegamos da praia. Suas mãos tremiam de raiva e pude o ver salivar.

- Simples… Eu estava com Taehyung jogando video game, Jin é gay e é casado com Namjoon… E Jimin é o pai dela. - Hoseok olhou para Jungkook e soltou um riso. - Só resta você.

- Não me ofenda Hoseok…

- Não é uma ofensa Jungkook, é um fato! E sua reação só me faz confirmar isso. - Jungkook não aguentou e desferiu um soco no rosto de Hoseok. Coloquei a mão na frente dos lábios e senti finas lágrimas caírem de meus olhos. Hoseok havia caído no chão, seus lábios sangravam, mas não perdia o sorriso. Não sei quem me assustava mais, se era Jungkook ou se era Hoseok. Me afastei de ambos e fiquei agachada no canto da cama. Abracei minhas pernas e desabei a chorar. Jungkook avançou para cima de Hoseok e deu mais um soco no rosto de Hoseok.

- JUNGKOOK PARA! - Fui para cima dele e comecei a puxá-lo, mas Jungkook é muito mais forte que eu, não consigo nem sequer segura-lo.

- COMO VOCÊ OUSA SEU FILHO DA PUTA! - Ele gritou e mais uma vez, tentou bater em Hoseok, mas ele se defendeu, chutando Jungkook e o empurrando para longe. Me coloquei entre os dois, na intenção de fazer com que Jungkook e Hoseok não pudessem se aproximar um do outro. Não demorou muito para que alguém aparecesse ali. E não tinha ninguém pior que está.

- Oh meu deus… O que aconteceu aqui. - Tzuyu entrou e foi acudir Hoseok que estava sangrando. Jin e namjoon estavam parados na porta. Jin me olhou com leve espanto, provavelmente levaria uma bronca mais Tarde. Hoseok se sentou no chão colocando a mão da frente do nariz sangrando. Eu o olhei, estava apavorada. Que desculpa dariamos a eles? - Santo Deus… O que aconteceu aqui? Por que _____ está chorando? - Ela me olhou preocupada, mas em seguida olhou para Jungkook, que estava tão pasmo quanto eu. - Jungkook o que você fez? - Engoli em seco, nem lembrava que havia chorado. Comece a tremer. Ela sabia que Jungkook tinha batido em Hoseok, como iremos explicar isso?

- Ah não foi nada… Estávamos brincando e ____ bateu com a cabeça no meu rosto! - riu e coçou a nuca, ainda segurando o nariz. Olhei de volta para Jungkook, que franziu o cenho com estranheza. Onde Hoseok queria chegar?

- Ouvimos gritos… Eram vocês brincando? - jin se ajoelhou ao meu lado e começou a vasculhar minha cabeça, com certeza na busca de algum ferimento.

- Sim. Desculpa se fizemos muito barulho… - Hoseok respondeu. Eu e Jungkook permanecemos quietos. Sabia que Jin não iria engolir aquela história, só torcia para que Tzuyu engolisse.

- E o que Jungkook está fazendo aqui? - Namjoon apontou para Jungkook que ainda estava sentado no chão com aquela expressão de espanto. Engoli em seco e olhou para Hoseok. Ele se levantou, bateu as mãos nas calças e olhou para senhora Jeon.

- Veio nos aconselhar sobre algo que a senhora Jeon estava desconfiada… - A senhora Jeon arregalou os olhos e direcionou-os para Jungkook, que ainda permanecia no chão sem entender muita coisa. - Mas como disse para Jungkook, não tem como eu e ______ estarmos tendo um caso. - Dessa vez, quem arregalou os olhos fui eu, que olhei para Hoseok quase o implorando para não contar. - Não seria possível porque… Eu sou gay. - Todos pararam o que estavam fazendo, o olharam e logo em seguida deram um grito de espanto. Sendo bem sincera, nunca desconfiaria que Hoseok fosse gay.

- Mas gente… Nunca passou pela minha cabeça… -Comentou Jin. - Fique longe do Namjoon! - Apontou para ele fazendo uma cara feia.

- Jin… - Namjoon apenas sorriu e balançou a cabeça. a senhora Jeon me olhou um pouco confusa.

- Então quem estava com você no quarto? - Nesse momento eu congelei. Não sou boa com mentiras, mas deveria inventar alguma coisa para que nada desse a entender que eu e Jungkook estivemos juntos na noite passada.

- Eu… Senhora Jeon… - Olhei para Hoseok que não tirava os olhos de mim. O que dizer? Engoli em seco. Seria melhor dizer a verdade? - Eu… - Jungkook parecia desesperado. Definitivamente eu não posso falar a verdade. - Falo dormindo… Provavelmente a senhora me ouviu murmurando algumas coisas… Eu costumo falar enquanto durmo.

- Não costuma nã- Dei um beliscão em Jin antes que ele desse com a língua nos dentes. - mas que… Ah claro, fala dormindo. Ela ja fez isso várias vezes lá em casa. Me deu o maior susto. - Soltei um suspiro aliviado. A senhora Jeon piscou algumas vezes, mas pareceu acreditar no que disse.

- Bem então… Acho melhor você procurar um médico quanto a isso… - Olhou para Hoseok. - E você senhor Hoseok, venha já fazer um curativo! - Hoseok apenas sorriu e seguiu a senhora Jeon. - Vocês deviam brincar de coisas mais saudáveis…. - Os dois saíram deixando apenas eu, Jungkook, Jin e Namjoon dentro do quarto. JIn me olhou como se dissesse “Desça lá em baixo para conversarmos depois”, puxou Namjoon e começou a sair do quarto também.

Olhei para Jungkook, que ainda mantém seu olhar assustado. Meu estômago borbulhava sempre que eu o via. Talvez seja indício que nós dois combinamos. Mas não podíamos combinar, não podíamos estar juntos, nem estar aqui,no mesmo quarto. Não podia me deixar abalar se eu o visse sorrindo. Não podia me deixar abalar por Jungkook, nem mesmo agora que ele está se encolhendo no canto, abraçando as próprias pernas e se pondo a chorar. Não poderia o abraçar. Mas o fiz. Abracei Jungkook com toda a força que me restava, acariciei seus cabelos e tentei ao máximo fazer com que aquele choro dele cessasse. Queria o ver sorrindo. Queria o ver feliz. Queria principalmente, ter esse Jungkook para mim.

Mas não podia.

- Eu só…. Queria ter vinte anos de novo… - Ele disse em meio ao choro, que eu também não podia acalmar. E então, ele se levantou e sem dizer nada, saiu do quarto. Apenas o acompanhei com olhar até que ele saísse do dali. Respirei fundo quando não pude mais o ver. Uma parte de mim queria que ele continuasse, mas a outra não via a hora de que isso acontecesse. Apreensiva e aliviada. Balancei a cabeça negativamente. Precisava falar com Hoseok-oppa.

Me levantei e desci as escadas, com intenção de ir até a cozinha procurar um kit médico, mas Hoseok já estava lá, junto de Jin, Namjoon e Tzuyu. Jin sempre disse “tenha um médico em casa, mas nenhum curativo vai ser tão bom quanto o de uma mãe”. Por isso, quem estava fazendo os curativos em Hoseok era Tzuyu, provavelmente porque o próprio pediu. Tinha receio de que ele falasse algo ou desse a entender sobre algo, e era quase nítido meu nervosismo. Entrei na cozinha, esta tinha um balcão retangular bem no centro do cômodo, armários, tanto os baixos quanto aéreos cercavam todas as paredes, dando espaço apenas a porta de vidro que levava ao quintal dos fundos. Hoseok estava sentado no balcão, enquanto a senhora Jeon guardava a caixinha do Kit médico. Me sentei em uma banqueta que estava ao lado de Hoseok. Olhei para ele e ele sorriu, tinha alguns curativos no rosto, mas parece que Jeon não lhe fez um estrago muito grande. Apoiei meus cotovelos em cima do balcão e segurei a cabeça com as mãos. Não acho que Hoseok daria com a língua nos dentes agora, mas ainda ficava meio receosa.

- Eu… Eu queria pedir perdão para vocês dois… Eu fiz a maior confusão… - Começou a senhora Jeon. Ela provavelmente estaria se sentindo culpada por ter entendido de forma errada minha relação com Hoseok e isso só fazia com que eu me sentisse pior. Eu que deveria estar me sentindo culpada, não a senhora Jeon. Respirei fundo e me ajeitei na pequena banqueta.

- Está tudo bem… Não se sinta assim. - Acabei optando por entrar na mentira que Hoseok inventará. Ela apenas sorriu e se aproximou de mim, me abraçando por trás e acariciando minha cabeça.

- Você é uma boa garota ____. - Então ela se afastou e saiu da cozinha. Eu nem devo dizer que fiquei completamente sem ter o que dizer. Não conseguia nem agradecer. Não poderia. Jin tocou meus ombros, me trazendo para um abraço fraterno, quente e cheio de amor. Algo embolou na minha garganta e me deu uma vontade imensa de chorar. Jin poderia sussurrar varias e varias vezes o que não deveria fazer, mas era como se entrasse por um ouvido e saísse por outro, por que não importa o que eu faça, vou sempre estar cometendo o mesmo erro de me sentir atraída por Jeon Jungkook, o homem casado que me atormenta a cabeça.

- _____! - Hoseok me chamou, mas assim que o olhei, ele desviou o olhar e passou a fitar a porta da geladeira. - Eu não vou contar para ninguém sobre seu envolvimento com Jungkook. Mas tem que me prometer que não irá se envolver com ele novamente. - Eu não disse nada, mas provavelmente meu silêncio foi como um sim para ele, já que logo em seguida ele sorriu. Naquele momento, meu peito deu uma palpitada maior e foi ali que quase me derramei a chorar. Então apenas respirei fundo novamente e sorri de volta. Graças a Deus Hoseok existe.

Depois de Hoseok ter me dito aquilo e ter visto que ele tava bem, resolvi voltar para meu quarto, estava cansada psicologicamente. A falta do que fazer também não ajudava muito, então apenas resolvi ir deitar cedo para desestressar. Passei pela sala e quando estava começando a subir as escadas, vi meu pai entrando pela porta da frente com Soyeon ao seu lado. Está me parecia muito feliz e segurava uma sacola na mão. Soyeon sorria como se estivesse com um seu próprio pai. Pior, sorria como se estivesse com um namorado. Aquilo me subiu um arrepio pela espinha e fez minhas pernas tremerem. Ela me olhou e me lançou um sorriso malicioso e maldoso.

- Filha! - meu pai me chamou, me virei e desci os poucos degraus que havia acabado de subir. - venha aqui, compramos algumas coisas.. - Mexeu em sua sacola e tirou um sorvete dali. -Olha, é o seu favorito. - Olhei para o sorvete e depois para Soyeon, que fez questão de agarrar o braço do meu pai. Tenho certeza que ele nem reparava em suas investidas. Peguei o sorvete e sorri.

- Obrigada pai... É realmente o meu favorito. - ele sorriu, se desvencilhou do abraço de Soyeon e seguiu para a cozinha. Deu um berro quando viu Hoseok.

Não gostava do olhar de Soyeon para mim. Na verdade, ela anda pegando muito no meu  pé nessa viagem. Mas não sei porque. Desviei de seu olhar e me virei para ir em direção ao quarto, mas ela me segurou.

- Não pode comer porcaria no quarto… - Me sorriu mais cínica que antes. - Devia ter dito isso pro meu pai ontem… - devo ter perdido a cor do rosto.

- Como? - tentei não parecer nervosa, mas minhas mãos já estavam suando.

- É que ele levou umas batatas para comer no quarto ontem. Mamãe brigou com ele hoje de manhã. Fez migalhas… - me soltou, mas não consegui sair do lugar. Olhei para ela e franzi o cenho.

- Onde quer chegar com isso? - Gostaria muito de saber. Se fosse ela quem abriu a porta, já teria dito para todos que pudessem. Aquele maldito sorriso que ela tinha sumido e me olhou com um ódio mortal.

- Não fique perto do meu pai! Estou de olho em você _____. Você não me convence. - Segurou com mais força meu braço. - Não gosto do jeito que olha para ele, não gosto do jeito que ele olha para você! - Largou meu braço, mas usando muito força. Me deu um empurrão leve, mas que me fez dar uns passos para trás. - Ele tem a minha mãe, não trocaria uma vida de amor para ficar com uma vadiazinha! - arrumou sua postura, colocou o cabelo para trás da orelha e me deu as costas, mas antes de sumir para a cozinha, falou em alto e bom som. - Ele não a trocaria por você…

Subi correndo para o meu quarto, nem prestei atenção em Jungkook no corredor, que até me chamou, mas não dei ouvidos. Apenas entrei e me enfiei embaixo dos lençóis. Não sei se aguentaria tudo isso. Não sei como aguentei até agora. Aguentei o quanto pude, e então, quando não consegui mais suportar, chorei como uma criança choraria. Agora entendo Jungkook. Entendo o porquê de ele ter chorado. Era difícil, difícil demais manter um sorriso no rosto. era difícil sorrir para a senhora Jeon, difícil sorrir para Taehyung e Soyeon. Mas o mais difícil era ter que sorrir para Jungkook sem poder te-lo para mim. Os céus não iriam me perdoar. Ninguém iria. Nesse momento, eu queria minha mãe. Queria ouvi-la cantar, queria que ela me fizesse um carinho, me acalmasse.  

- Porque… - Falei em um soluço. A porta se abriu, mas não vi quem era. Se sentou ao meu lado e puxou um pouco o lençol. não seja Jeon, não seja Jin.

- Filha… - Puxe todo o ar que podia e olhei para meu pai, que tinha um olhar preocupado. - Desculpa não ter te chamado para ir junto comigo e Soyeon comprar os sorvetes… - apertei meus olhos, que já estavam um pouco inchados de chorar. - Prometo que na próxima nós vamos juntos… - E sorriu. Meu pai tem um sorriso lindo. Não quero nunca ser o motivo de esse sorriso ter se acabo. Chorei mais ainda. Se fosse só por isso que estava chorando pai..

- Eu sou uma pessoa ruim… - Voltei a me esconder nos lençóis. Senti ele se deitar do meu lado, me puxar para um abraço e fazer carinho na minha cabeça. Como fazia quando era pequena.

- Sua mãe ficaria triste em ouvi-la falando assim… - Tirei a cabeça dos lençóis e o olhei.

- Sinto falta dela… Ela canTava para mim… -  Ele me olhou e fez um bico enorme.

- Hey, eu também posso cantar para você… Sou bom nisso! - Apenas ri. O abracei de novo e ouvi ele suspirar. - Vocês crescem rápido demais… Podia ter parado aos cinco né?

- Também queria ter parado aos cinco… - Rimos juntos. Ele se sentou e tocou meu cabelos.

- Mas ja que você cresceu, poderia não chorar sozinha? - Concordei e agarrei mais o pedaço de pano que segurava na mão. - Você é linda filha… E fica a cada dia… Não perca seu tempo chorando tanto…

- Obrigada pai. - Ele me olhou e me deu um beijo na testa, como sempre fez desde que era criança.

- Eu te amo.

- Eu te amo mais… - Ele sorriu, me cobriu e saiu.

Me vi sozinha novamente. Chorei mais um pouco, mas não podia sentir medo de Soyeon. Não podia sentir medo de ninguém. Meu pai me amou desde que nasci e continua a me amar. Minha mãe me amou o quanto pode. Eu me amo também. Queria ao menos poder ouvir o som da voz dela me cantando aquela canção de ninar. Não sou mais criança, mas às vezes, é bom ter alguém para deitar no colo, para confortar. E esse conforto não encontraria em Jeon Jungkook. Não iria mais chorar pela família Jeon… Respirei fundo e comecei a sussurrar aquela canção que minha mãe me cantava, lembrando de sua doce voz..

- Brilha, Brilha… Estrelinha… Eu queria ser você…

Sussurrava a mim mesma, chorei baixinho e adormeci, sem pensar em ninguém.

 


Notas Finais


Neko: Mas gente o que ta acontecendo? kkkkkkk Bem pessoal a Aby ta viajando, mas loguinho ela volta!
Espero que tenham gostado. Mil corações pra vcs e varios beijos na bunda!

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