História My art - Short Fic - Capítulo 5


Escrita por: e Taevy_

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Personagens Originais, V
Tags Taehyung
Visualizações 63
Palavras 3.919
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Hentai, Lemon, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


20stcenturygurl: My art chegou ao fim, é triste porém é como ouvir um música favorita pela ultima vez, escrever essa fic foi um presente para uma amiga querida, obrigada por emprestas sua vida Lari, mas mais que isso foi um presente escreve-la, foi arte, foi música, foi amor. Eu tenho uma parceira de alma, o V do meu min nas fanfics, e como sempre foi fluido, foi bonito escrever. Espero que tenham gostado de ler, o tanto quanto gostei de escrever, e claro, ler também. My Art chega ao fim, mas nenhuma música ou quadro morre de verdade, como são palavras, elas estarão sempre aqui. Beijos.

Taevy: O Min do meu V ja disse tudo no texto aqui, eu só queria agradecer a Fran por ter me convidado para escrever essa fanfic, foi maravilhoso! E a minha maridinha, obrigada e desculpa expor algumas coisas^^

E chega de falar e bora pro capitulo final <3

Capítulo 5 - Apassionato


Fanfic / Fanfiction My art - Short Fic - Capítulo 5 - Apassionato

POV LARI

Acordo no meio da noite, por um segundo havia me esquecido onde estava, sinto ele se mexer na cama e quando o olho ele está com uma expressão serena, consigo ver perfeitamente a curva dos seus cílios longos, uma parte do seu rosto está afundada no travesseiro, sua boca entreaberta forma um leve biquinho, sorrio e ele resmunga se mexendo na cama novamente, jogando uma perna e um braço em cima de mim, Taehyung parecia um bebê enquanto dormia. Ele me puxa para ele fazendo com que quase dividíssemos o mesmo travesseiro, suspiro e fecho meus olhos, queria apenas sentir o perfume de sua pele e o calor que emanava de seu corpo, adormeço novamente.                                    

(...)


Tateei a cama e o lado dele estava frio, levanto sutilmente a cabeça e não o acho, ouvi sua voz perto da porta
- Não hyung, olha, mais duas semanas... – Como assim não dá? Quê? Mas eu estou de férias, hyung...o combinado era daqui duas semanas...Eu sei, não, não falei com ela, mas hyung. – A voz dele ficou um pouco mais alta e uma sensação estranha se instalou na boca do meu estômago. – Olha isso não é problema meu, a empresa que se vire, falo com você depois, tenho coisas mais importantes pra fazer, tchau hyung!


Pouco tempo depois ouço a porta sendo aberta devagar, talvez ele pensou que ainda estivesse dormindo, pois ele entra pé por pé no quarto, cubro a cabeça com o cobertor para ele não ver como estou sorrindo boba logo cedo, olho para meu corpo e percebo que estou usando uma camisa dele que mais parece um vestido, sinto o colchão afundar ao meu lado e a coberta clarinha sendo puxada para cima.


- Bom dia dorminhoca! – ouço seu riso soprado, me viro para ele e sinto uma pontada na barriga quando percebo que ele está apenas de boxers, a pele morena fica mais bonita contrastada no tecido branco, os olhinhos ainda estavam um pouco inchados e o cabelo castanho maravilhosamente bagunçado.  – Você fica tão linda enquanto dorme. – ele beija meu ombro e se deita ao meu lado. Queria dizer que pensei o mesmo sobre ele, mas talvez soasse estranho dizer que fiquei observando ele dormir durante a madrugada. – Ah, e desculpe se meu celular fez você acordar, faço que não com a cabeça. – Você dormiu bem? – ele sorri com os olhos e eu sinto que meu corpo irá derreter a qualquer momento.
- Sinceramente, dormi como a muito tempo não dormia. – me espreguicei.


- Talvez eu tenha feito você se esforçar demais ontem! – ele ri e beija meu rosto.


- Ah, olha o convencido! – cutuco seu peito. – Nem me cansei tanto assim. – Faço uma careta para ele.


- Hm...então você não se cansou é? – Ele monta em mim e coloca um joelho de cada lado do meu corpo. – Então vamos ver o quanto você pode ser resistente. – Me olha travesso e antes que eu possa me mexer de baixo dele, Taehyung começa a fazer cócegas em mim. Gargalho, grito, finjo tentar me desvencilhar dele, Taehyung ri enquanto me “tortura” os olhos dele ficam como dois pequenos risquinhos, tão lindo.


(...)


Depois da intensa batalha de cócegas que resultou em fazermos amor mais uma vez e outro banho juntos, Taehyung faz questão de preparar o café da manhã para mim, apesar de ele parecer um pouco desastrado na cozinha e às vezes até meio perdido, tudo correu bem, pelo menos ele não incendiou o apartamento enquanto mexia no fogão, mas por fim acabei ajudando ele que insistiu em negar minha ajuda, mas nada que uns bons beijos não resolvesse essa questão. Tomamos nosso café (sem café) conversamos um pouco, a voz do Taehyung pela manhã tinha o timbre mais forte que o normal, era uma vibração gostosa de ouvir. Confesso que fiquei ansiosa esperando que ele comentasse algo sobre a ligação que recebeu logo cedo. Mas ele não disse absolutamente nada, na verdade nem eu mesma sabia se realmente queria descobrir, só de pensar no que poderia ser, sentia calafrios pela espinha.

- Queria poder tomar café com você mais vezes! - Ele sorri e me abraça, beija meu rosto. - Você podia ficar aqui comigo por alguns dias! - Antes que eu pudesse responder, ouvi os latidos fininhos vindo do corredor e cada vez ficando mais próximo. A pequena bolinha de pêlos que atende pelo nome de Yeontan se enfiou entre nossas pernas. - Bom dia Tan-ah! - Taehyung pegou o pequeno que não parava quieto e pôs no colo. - Tanie diga para a Lari que você quer que ela fique aqui por alguns dias também! - O bichinho ficou me olhando e latiu para mim, não consegui conter meu riso, parecia que realmente ele tinha entendido.

- Tae, seria maravilhoso. - Dei um beijo em sua bochecha e fiz um carinho no cachorrinho. - Mas eu não posso e não quero atrapalhar seu descanso e outra, tenho a marrie para cuidar, você sabe onde me encontrar quando quiser me ver. - Sorrio, mas não estava feliz, meu coração estava pequeno. Não podia me apegar mais a ele, apesar de já estar muito mais que apaixonada por esse homem. - Vá em minha casa me visitar, podemos sair, tirar algumas fotos, quem sabe eu pinte mais alguns quadros seus. - Aperto a bochecha dele que sorri.

-Depende se for para ser modelo do jeito que conversamos ontem, podemos ir agora mesmo e começar. - Acho que fiquei muito corada na hora, porque meu rosto ficou quente. - Tudo bem Lari. - Ele coloca o pequenino no chão. - Não achei que você fosse aceitar, mas não custa perguntar. - Ele me abraça novamente e sela nossos lábios.

- Mas porque isso agora Tae? - Ele me encara e o brilho intenso dos seus olhos mudam, novamente eu sinto o maldito incomodo no estomago.

 - Por nada, eu só...sei lá, queria ficar mais com você. - Sorri sem mostrar os dentes e eu sinto meu coração pesado, ele até podia ser bom ator, mas não estava conseguindo atuar bem agora.

- Aconteceu alguma coisa Taehyung? - Ele só balançou a cabeça fazendo que não. - Bom, eu preciso ir agora, tenho algumas coisas para terminar no ateliê.

- Tudo bem am… - ele faz uma pausa e fingi uma tosse. - Lari, quer que eu te deixe em casa? - Faço que não com a cabeça. - Nos vemos depois? - Abraço ele e dou um selinho demorado.

- Sim, nos vemos depois. - E o sorriso retangular lindo está lá para deixá-lo ainda mais lindo, o sorriso de Taehyung era lindo, fazia o coração de qualquer um se encher de amor, podia ficar durante horas admirando aquele sorriso.

 

(...)

 

Fui para o ateliê, mas antes passei em casa para ver se estava tudo bem com minha gata e alimentá-la.

Olho algumas fotos dele que pendurei no meu varal e olhei o quadro que havia começado, não sei por que, mas queria muito pintá-lo novamente, me senti estranha, era como se o que houve hoje pela manhã ele estivesse me tentando contar algo, mas não teve coragem.

Fiquei tão contente de Taehyung insistir em ter minha companhia, mas eu não podia, não sei quando ele irá embora, mas sei que seria logo e como eu ficarei quando ele se for? Eu já estou tão envolvida com ele. Eu passei todos os dias tentando evitar esse tipo de pensamento, mas depois de ouvir a conversa dele com a pessoa que achei ser seu agente, não sei, algo me diz que minha alegria está com os dias contados. Ele disse que eu poderia visita-lo, mas ficaria muito difícil eu ir até ele e ele vir para cá, pelo que pesquisei sobre ele, Taehyung é muito famoso na Coreia, isso poderia lhe trazer problemas, talvez. Por outro lado eu tenho ciência que estou gostando dele de verdade, bom, quem não estaria? Ele era um sonho de homem, acredito que já está chegando a hora de acordar.

Passei toda tarde fazendo mais um quadro inspirada em uma das fotos que tiramos no parque, talvez eu pudesse falar com Jin, podíamos expor na galeria e agora com o consentimento do modelo, ou eu podia dar a ele como presente.

Três dias se passaram e eu mal falei com o Taehyung, falávamos por ligações, geralmente no horário da noite, ontem nos falamos e ele disse que seu agente tinha acabado de chegar em Paris, disse que passaram o dia todo resolvendo algumas coisas, a voz dele parecia cansada, mas não apenas isso, parecia triste e meu coração se apertou mais uma vez.

Acordei bem cedo e fui para meu ateliê, tinha terminado o quadro do Taehyung e começado um que um dos contatos que consegui na galeria encomendou comigo, estava imersa na minha pintura quando ouvi alguém bater na porta, me pergunto quem poderia ser, olho pelo olho magico e minhas pernas tremem, meu coração acelera e começo a suar, giro a maçaneta devagar e lá está ele, com suas famosas roupas sociais e uma boina que o deixava mais estiloso.

-Oi, Lari. - Sorriu e me pegou pela cintura e me deu um beijo. - Posso entrar?

-Claro!

Assim que fechei a porta ele me abraçou forte, que por um momento achei que o ar fosse escapar completamente por meus pulmões.

- Estava com saudades, me desculpe ter sumido, eu estava resolvendo algumas coisas. - Me deu mais um beijo.

- Ué, mas nós nos falamos todos os dias TaeTae. - Os olhos castanhos brilharam quando ele me ouviu chamando ele por seu apelido, eu também estava com muitas saudades, mas me convencia que não tinha o direito de cobrar nada dele.

- Eu senti falta de te ver, abraçar você e te encher de beijos. - Ele segurou meu rosto entre as mãos de dedos grandes e foi me dando beijos enquanto falava, me abraçou novamente, dessa vez mais apertado, levou uma das mãos até meu cabelos e ficou acariciando meus fios, e eu fiz o mesmo na cabeleira castanha, o perfume dele era tão gostoso, um cheiro meio cítrico misturado com baunilha. Depois que finalmente conseguimos dar uma pausa em muitos beijos e abraços Taehyung me pede para ver todo meu ateliê.

-Aqui é bem bonito, a vista é linda. - Ele para em frente à janela e eu fico um pouco mais ao lado dele apenas observando como a luz do sol de encontro com seu rosto de pele amorenada ainda mais bonita e realçava o castanho dos fios, assim como deixava a cor dos seus olhos ainda mais bonita, até a brisa que ia de encontro ao seu rosto bagunçando um pouco seus fios, lhe davam certo charme. Taehyung me olhou suspirou pesado e colocou as mãos no bolso da calça azul marinho.

-Preciso te falar uma coisa. -Ele encarou os próprios pés e seu tom me fez sentir um arrepio nada bom percorrendo minha espinha. Me encarou novamente e seus olhos já não tinham o brilho de aquecer o coração como os raios de sol que invadiam o cômodo. Eu ja tinha um palpite sobre o que deveria ser, mas sinceramente, eu não queria ouvir...
  

 

POV TAEHYUNG

 

 Quando meu agente me ligou dizendo que eu teria que voltar antes do combinado, confesso que fiz de tudo para ignorar, mas o desgraçado acabou vindo e destruindo minha paz, ele me disse não para aumentar meu tempo aqui, mas eu esperava que pelo menos tivesse meu tempo necessário aqui.

   Estava apaixonado, meu coração tremeu quando ela disse que não poderia ficar, eu só queria correr e trancar a porta, nunca deixar ela sair.

    Conforme os dias passaram eu tentei de todas as formas resolver o problemas e conseguir terminar minhas férias aqui, mas não consegui, infelizmente eu teria que ir embora, eu teria que deixar ela aqui. Com o coração em pedaços dirijo até ela, sua foto está no meu celular, seu cheiro em meu carro, como farei isso tudo ? Eu nunca pensei em amar alguém, queria apenas me divertir, me aventurar.

     Assim que chego e a abraço, sinto todo meu corpo gritar para eu fugir, me afasto a contragosto.

- Então, vai falar? - mesmo sorrindo sinto um pouco de tristeza em sua voz.

- Eu, vamos fugir?

- Não fale bobagem. Ande logo, o que foi?

   Suas mãos alisam meu rosto, ela sela nossos lábios rapidamente.

-  Eu vou ter que voltar para a Coreia.

- Imaginei que fosse isso.

- Sinto muito, achei que ainda tínhamos alguns dias. Tentei, mas meu agente e a empresa estão fazendo um inferno.

-Tudo bem, TaeTae. É seu trabalho, não tem que se desculpar por ele.

- Eu queria ficar, ficar com você.

   Sinto quando ela recua, seus olhos ficam tristes, não sei o que falar, quero dizer que a amo, que a quero para mim, mas que direito tenho de fazer isso ? Ela tem a vida dela aqui, agora tem conseguido exposições, vendas. Nunca pediria que largasse tudo por um cara que ela conheceu agora.

   Conversamos um pouco sobre quando vou, peço apenas um jantar, uma despedida, ela aceita, tenta ficar animada e reanimar o clima, saímos a pé, caminhamos sem rumo por aí, depois fomos a um mercado para comprar as coisas para o jantar, cozinhamos entre beijos e risos, eu até chego a esquecer que logo irei partir, nos sentamos em sua pequena mesa bem enfeitada a luz de velas, comemos e contamos sobre nossas infâncias, coisas que aprontamos quando éramos adolescentes. Deus, como eu queria poder congelar o tempo.

- Eu te amo. - Por um segundo penso ter ouvido coisas.

- Oi?

- Não, olha. Eu fiquei pensando o dia todo, não quero te ver partir e depois ficar pensando arrependida no que eu disse ou não disse. Então é isso.

- Eu também te amo.

   Não há mais palavras necessárias, e nossos corpos não foram feitos para ficarem separados, logo ela está em meu colo, e eu seguro em sua nuca , aprofundo o beijo, massageio sua língua com a minha, seus dedos se perdem entre meus fios, puxando enquanto seus lábios soltam leves gemidos durante o beijo.

     Nós nos encaixamos tão bem, duas peças de um quebra cabeça raro feito de duas peças, seus dedos e unhas arranham minhas costas enquanto rebolo dentro dela, seus gemidos em meu ouvido me deixam cego, só consigo sentir o tremor que invade todo meu corpo, suas pernas envolvem minha cintura, aperto firme a carne de suas coxas, me desfaço, mas não paro de me mover até sentir ela se contrair em volta de mim e chamar meu nome.

   Fizemos amor até não sentirmos mais nossos corpos, adormeço apenas depois de ver ela dormir, ainda fico velando um pouco o seu sono.

- Preciso ir. - Sussurro em seu ouvido. Ela se mexe. - Lari.

- Hã?

   Seu rosto sonolento é tão fofo, beijo sua testa, me levanto, visto minha roupa, pego uma folha em sua mesinha e escrevo um bilhete, acaricio Marrie.

 

   Tenho o pior vôo de todos, ela não me liga, não me atende e nem aparece para se despedir. Chego em meu apartamento e ele parece frio, solitário, até o Tan-ah parece triste. Meu agente me liga passando uma agenda, eu ignoro ele, mas ele nem percebe.

    Sete dias, sete dias e nenhum sinal dela, mas eu sinceramente entendo, quem em sã consciência vive um relacionamento a distância ? Ainda mais se jogar em algo que você conheceu a tão pouco tempo. Ela deve estar tentando viver a vida dela, resolver seus problemas, sua carreira.

      Quer saber? Entendo é uma merda. Nove dias, nove dias e nenhum sinal dela, foi ela que me disse que me amava primeiro, com aquele papo de não se arrepender e etc. Então, porquê ela não me atende ou me responde ?

- Taehyung, me responde. - meu irmão estava irritado.

- Desculpe Hyung. O que dizia.

- Ah, esquece. O que você tem?

- Nada, tudo aqui está ótimo, e por aí, as exposições, os artistas?

- Você é tão falso, pergunte logo dela. - ele ri e me deixo rir junto.

- Ela quem? Estou preocupado com o trabalho do meu irmão.

- Sei, sei. Minha galeria está ótima, meus artistas também. Mas a artista que você tanto quer saber não expõe mais aqui.

- Por quê? - Ele gargalha com meu grito.

- Ligou por preocupação comigo né?

- Claro, claro. Enfim, ela deixou uns quadros aqui, que venderam bem, e acho que estava vendo para se mudar novamente.

- Se mudar?

- É, alguma coisa sobre ir de volta para o lar, não se sentir mais em cada aqui.

    Desligo o telefone sem ouvir meu irmão direito, ela voltou para o Brasil? Sério? E nem me contou sobre isso? É culpa minha? Custava me ligar, enviar um e-mail, um SMS?

    Os dias seguintes são preenchidos por trabalhos, shows, promoções, aparições em premiações e programas, quase não tenho tempo para pensar nela, digo quase, pois, todo tempo ocioso o que mais faço é olhar as fotos dela é pensar nela. Em uma convivência com fãs vi uma garota parecida com ela, senti meus olhos ficarem marejados, tive que fingir que estava espirrando para disfarçar, no dia seguinte meu celular recebeu a ligação de um número desconhecido, senti meu coração acelerado antes de atender, era apenas a empresa avisando sobre a reunião com todos os colaboradores.

   Meu teclado F5 já está afundado, nada nos e-mails, checo até a caixa de spams, nada. Então finalmente largo tudo, não vou ficar me comportando assim, se ela não está se importando, eu também não vou, não vou implorar por um sinal de fumaça dela ou milagre. Tenho que seguir minha vida, minha carreira, eu queria um mês e uma aventura e eu tive, agora tinha que voltar para a vida real.

 

 

   Finalmente tenho um dia de folga, decidi ir a uma exposição que recebi o convite há uns quinze dias, assim que entro já me sinto renovado, o ambiente é meio escuro, as pinturas utilizam tintas neon, então elas têm uma vibe diferente se você vier com a luz do sol. Caminho pelas salas, vejo um conjunto de quadro que formam as estrelas, me recordo de uma noite que ficamos olhando as estrelas e ela me disse que era capaz de ver todo um universo em meus olhos. Droga, meu coração ainda se acelera ao pensar nela. Chego perto da tela no rodapé há uma inscrição: “Universe eyes” , irônico.

    Na próxima sala há um quadro pequeno, parece do mesmo artista, as pinceladas, o uso de cores, me lembra alguém, meu coração está apertado, são flores, as que no neon se acendem parecem uma constelação. Há outra inscrição no rodapé: “Storm Begin”, sorrio, a minha tempestade começou com flores também, quando a vi sorrindo naquele jardim, eu sabia que não conseguiria mais fugir.

    Ando para a próxima sala, inconsequente ignoro os outros quadros, estou encantado por essa arte, depois voltarei e olharei os demais. Nesta última sala o quadro é maior, parece um casal em meio a uma dança, ao mesmo tempo que o corpo dela parece ter a forma de um violão, ambos são feitos de seda branca ? Procuro a nota desta vez está no alto, eu tenho que ficar na ponta dos pés. “Notes and moves. Love.” .

     Sai de casa para me divertir e me distrair, e acabei em uma excursão por lembranças dela, fico parado em frente ao quadro lembrando da noite em que fizemos amor pela primeira vez, quando dancei para ela, seus olhos de desejo, quando a vi nua, quando seus lábios chamaram meu nome em seu auge. Merda, qual o meu problema ? O que eu fiz de errado, porque não consigo esquece-la ? Meu coração treme em resposta, porque eu a amo. Eu deveria mandar tudo se ferrar e ir atrás dela.

    Estou parado em frente ao quadro ainda, pisco e balanço a cabeça, rindo da minha própria desgraça e infantilidade, me viro para sair e encontro um jovem casal, sem querer quase derrubo a garota, peço desculpas diversas vezes.

- Ah, você. Você. - A garota me aponta, depois olha para o namorado.

- Ah, sim. Eu. Quer um autógrafo?

- Hã? Não, não. Você no quadro. - Seu coreano é estranho, deve ser japonesa.

- Quadro ?

     Ela e o namorado me levam até a sala do meio, há uma quadro com uma lâmpada, no rodapé: acenda. Levanto a sobrancelha, a garota aperta o botão quase escondido ao lado do quadro. E é quando um quadro de ilumina, retangular, eu estou de perfil, meu rosto está sereno ao mesmo tempo que pareço ter lágrimas nos olhos, estou com a camiseta do dia que nos despedimos, tremendo, estico a mão e toco a tela, é por isso que reconheci os outros quadros, eram dela, era ela. Procuro a nota no rodapé: “ Aquele que chamo de lar.”

    Agradeço milhares de vezes ao casal, eles pedem uma foto, procuro o dono da exposição, ele é um coreano simpático, quando peço o número da dona dos quadros ele sorri.

- Estava quase desistindo, a exposição acaba amanhã.

- Eu deveria ter vindo antes. - meu sorriso está rasgando meu rosto.

- Você tem uma garota e tanto, não se vê mais romance assim.

- É, não se encontra . - Ele me entrega o papel e eu saio correndo, envio uma mensagem para ela, já que a ligação cai na caixa postal.

    Em casa fico andando de um lado para o outro, Tan-ah parece ansioso, eu fico rindo atoa lembrando dos quadros e das mensagens, ela me enviou o convite, eu deveria ter entendido a frase no rodapé : “ Me encontre nas pinceladas”, achei apenas que era algo artístico, mas estava escrito a mão, eu deveria ter reparado que era a letra dela, eu disse no bilhete para ela me encontrar se quisesse, para vir para mim. Fico rindo atoa, ela preparou toda uma exposição, com mensagens subliminares. Lari era mesmo especial e incrível, fico olhando o celular esperando ela me responder ou me ligar, escuto a campainha. Droga, se for meu agente eu vou matar ele. Assim que abro a porta eu perco o ar.

- Gostaria de saber se aquele convite de vistos ainda está de pé?

    Meu coração está na boca, meus dedos se apertam na porta, é ela, com o mais lindo sorriso em seus lábios, lábios esses que estão muito longe dos meus, resolvo logo isso, ambos damos um passo ao mesmo tempo, colidindo nossos corpos como dois astros causando uma explosão, nossas bocas se encontram e o beijo é desesperado, saudades, desejo, amor. Me aperto a ela como ela se aperta a mim, casa, é assim me sinto agora, e eu entendo o que ela quis dizer, lar não são paredes, é um sentimento. E seu coração é meu lar agora.

- Você demorou um pouco, não acha. ? - ela ri sem ar.

- Me desculpe, estava perdendo tempo sendo um babaca.

- Gostou dos quadros?

- Amei todos, qual o nome da exposição?

- “My Art”

- Engraçado. - ela me encara anda até meu piano, pego a partitura com letras e arranjos e mostro a letra rabiscada. - Iniciei pensando em nós.

    No título do papel rabiscado, riscado, apagado, manchado, estava a letra da nossa canção, o título: ‘ My art ‘. O destino é sempre incrível assim.

 


Notas Finais


Apassionato:
"indicação essencialmente romântica que aparece na partitura a prescrever um estilo ardoroso e apaixonado"

Fim ❤


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