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História My Aspirin - Capítulo 2


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Notas do Autor


Primeiro capítulo AAAAA estou bem animada, mas ponderei muito sobre postar ou não essa fic. Bem, espero que gostem.

Boa leitura angels!

Capítulo 2 - One


— Desculpa mas realmente não poderei ir, estou lotada de coisas da faculdade para fazer e não consegui um tempo livre — explicava apressadamente para a mamãe, enquanto engolia o café da manhã.

— Estou realmente contente que tenha entrado nessa faculdade minha filha, mas sinto que não tem mais tempo para sua própria vida, Park Mun-Hee — mamãe dizia frustada. 

Respiro fundo, não era a primeira vez que aquela discussão matinal acontecia, já que geralmente eram as horas livres que eu tinha para aquilo. Minha família sempre foi simples, então tive que batalhar muito para conseguir minha bolsa de estudos em medicina em uma das melhores faculdades da Coreia do Sul, não foi nada fácil mas consegui, mas com isso vem as responsabilidades, escolhas, e bem, eu não estou tendo uma vida social tão ativa quanto mamãe gostaria, mas sejamos sinceros, não estava tão diferente do passado por que agora seria?

— Eu realmente não sei porquê a senhora quer tanto que eu vá nessa "confraternização de família", já se esqueceu do quanto zombavam e diziam explícitamente que eu nunca conseguiria entrar na universidade? — A fitava enquanto levantava para colocar os pratos usados na pia. — O mais engraçado é que agora amam gritar aos ventos que tem alguém da família que passou em medicina — terminei revirando os olhos.

Mamãe não disse mais nada, contra fatos não tem argumentos.

— De qualquer forma eu prometo tentar ir, pela senhora, okay? Já vou, até mais tarde! — disse apressada dando um beijo em sua testa e saindo para mais um dia agitado.

(...)

Pegar ônibus lotado já se tornou uma rotina pra lá de cansativa, mas necessária. O lado positivo é que a faculdade não ficava tão longe de casa, por sorte era apenas um ônibus para poder chegar.

Chegando no campus vou em direção as salas, por algum motivo hoje os corredores estavam abarrotados me fazendo esbarrar em alguns e pedir licença a cada minuto. Avisto a Soo sentada mexendo em seu celular, ela era a única que ainda tentava ter alguma relação de amizade comigo, por conta do meu tempo escasso e a tendência leve a ser antisocial; Young-Soo conseguia ser mais descontraída que eu, sempre por dentro das últimas novidades, se vestia bem, era esforçada e não precisava se matar de estudar já que seus pais a ajudavam, mas não tornava isso algo para se gabar mas sim para ser grata.

Era uma boa amiga.

— Bom dia, por que essa loucura nos corredores? Alguma pelestra ou algo assim? — a questionei sentando ao seu lado.

— Bom dia! Eu não faço ideia, acho que tem haver com o Hoseok e a sua turminha — disse ela tirando a atenção do celular e olhando para mim, dando de ombros.

Sempre só ouvia falar desse tal Hoseok e seus "capangas" mas nunca o vi pelo campus, deixando a Soo um tanto quanto espantada, já que segundo a mesma "eles eram os donos da faculdade", não tinha tempo para dar atenção aos High School Musical's da faculdade. Tinha coisas mais prioritárias. Deixando esses pensamentos de lado, comecei a tirar os materiais da bolsa e adiantar algumas coisas, vendo que o tumulto estava ficando mais aglomerado na porta da sala me fazendo estranhar, o Papa tava passando pela faculdade?

Voltei meus olhos para as tarefas da minha mesa mas sou interrompida, com uma mão colocada por cima dos papéis me fazendo levantar o olhar e encontrar um garoto. O mesmo se vestia de forma descontraída e despojada, cabelos tingidos em acobreado, algumas tatuagens espalhadas por seu braço e pescoço, juntando com um sorrisinho maroto estampando sua cara.

— Pois não? — franzi as sombrancelhas.

— Finalmente te achei, não se lembra de mim? — perguntou ele tirando a mão da minha mesa e colocando em seu bolso esquerdo.

Ouvi cochichos e olhei ao redor vendo as pessoas da turma olhando e as do corredor tentando espiar alguma coisa dentro da sala, quando isso virou uma zona? Cadê o professor?

— Eu deveria? Olha eu estou ocupada, seja o que for que esteja interessado não fui e eu provavelmente não conheço quem foi — disse dando de ombros e voltando a focar na lição.

— Não é você a garota da aspirina? — continuou insistindo.

Suspirei e passei as mãos pelos cabelos estressada, tiraram o dia de hoje para encher meu mais precioso saco. Voltei a o olhar e como um estalo lembrei.

Sexta-feira 23:30, semana passada.

 

Havia saido muito tarde da universidade, fiquei na biblioteca aproveitando para procurar algumas informações para o trabalho que teria que fazer e acabei perdendo a noção do tempo.

Passei pela saída do campus e vi alguém caído no chão da grama, me fazendo ficar alerta e temer por aquela pessoa. Sei que o correto era chamar uma ambulância, mas ao ver o corpo se mexer não tardei em me aproximar e perguntar o que tinha de errado; vi que era um garoto aparentemente da minha idade e que não parecia ter nada demais, apenas tinha tomado um belo de um porre.

Supirei e o ajudei a levantar vendo o mesmo dizer coisas desconexas e rir atoa, o sentei no banco mais próximo e pedi para o mesmo esperar um pouco, tirei da bolsa uma barrinha de chocolate, água e aspirina.

Pedi para o mesmo comer o doce para aliviar o estado alcoólico e tomar a aspirina com água, mandei o mesmo pedir um táxi ou Uber e quando chegasse em casa para tomar um banho morno para ajudar a desfazer a confusão alcoólica. Esperei o mesmo retornar um pouco a consciência e pedir o carro, depois de mesmo ir embora fui para casa, sendo recebida por uma mãe preocupada e pronta para ligar para a polícia.

 

— Então era você. Conseguiu chegar em casa bem? — perguntei.

— Eu quem deveria perguntar, já que foi sozinha para casa — concluiu ele.

Reparei que o professor finalmente entrou na sala, pedindo desculpas pelo atraso.

— Bem, eu tenho que ir foi difícil achar você e isso tomou o tempo que poderíamos estar conversando. Mas não pensa que me escapa, encontro você depois! — pronunciou ele me fazendo voltar a olha-lo e ver o mesmo me mandar uma piscada.

Estou sentindo que vou me arrepender de ter ajudado aquele rapaz.

(...)

— De onde você conhece o Jung Hoseok, Mun-Hee? Você me disse que nem "sabia quem era esse" — Soo me questionava eufórica.

— Mas eu não conheço, não conhecia, não sei. Tem certeza que aquele cara doido da sala hoje de manhã era ele? — perguntei confusa com tudo que estava acontecendo.

Definitivamente o dia não estava ao meu favor, as pessoas da faculdade num piscar de olhos começaram a me olhar, apontar e cochichar. Soo disse que era tudo por ele ter ido na sala e falado comigo, não mereço senhor.

— Claro que era, é impossível não saber quem é ele. Seu caso é a parte — Comentou ela, me fazendo revirar os olhos.

— Já disse, eu ajudei alguém que não fazia ideia de quem era, não imaginei que ele iria se lembrar ou muito menos vir atrás de mim e de quebra ser um babaca de faculdade — falei frustrada.

Como só ouvia falar desse tal Jung Hoseok, pedi para a Soo me situar da merda que estou entrando. Ela comentou sobre sempre o mesmo andar rodeado com sua turminha, vivia em festas, viviendo la vida loca, típico riquinho que pegava geral e quando diziam geral era geral mesmo, Hoseok sempre deixou bem claro que era bisexual mesmo estampando sua preferência por garotos. Cursava gestão de empresas, não por escolha própria boatos diziam, já que era apaixonado por dança mas fazia esse curso por conta da sua família, filho de herdeiro herdeirinho é, não é mesmo?

Certo, e vamos de um baita clichê.

— Você sabe o que ele quer contigo? — Soo me questionou depois de um tempo.

— Não sei e nem quero ficar aqui para saber, deu meu horário estou indo embora — disse indiferente.

(...)

Com o passar das horas tudo foi ficando mais tranquilo para minha felicidade, meu turno tinha acabado e estava voltando para casa. Soo não pôde vir comigo, já que teria que ficar para algumas atividades extras me fazendo caminhar sozinha no enorme campus.

Estava ouvindo música para me distrair, já que o dia havia sido cheio e cansativo, não só pelas coisas da faculdade mas pelos acontecimentos inesperados. Sou disperta dos meus devaneios com um puxão nada delicado dos meus fones de ouvido, olho em choque para frente vendo Jung Hoseok com aquele que percebi ser, o maldito sorriso que ficava estampado naquela cara tosca.

— Garoto qual o seu problema? — perguntei incrédula.

— Estou te gritando a tempos, eu disse que você não me escapava — disse simplista.

— Certo, o que quer? — perguntei já sem paciência, recolhendo meus fones que estavam no chão.

— Sair com você — ele disse dessa vez sorrindo aberto.

— Tá achando que aqui é Disney? Menino, nem sei quem é você — comentei achando graça daquilo.

— Mas já ouviu falar de mim, tenho certeza — soltou ele.

Baita narcisista, putz.

— Sobre você ser um baitola safado? Já! — disse, pronta para sair dali.

— Homofóbica? — questionou ele com aquele sorrisinho cínico.

— Jamais, mas pense como quiser — disse voltando a andar, nem deveria ter parado.

Vi que o mesmo dava uma corridinha para me alcançar e andava ao meu lado, olhando para mim com quem estava realmente no próprio parque de diversões. Puxei o ar do fundo dos meus pulmões e parei de andar o fitando.

— Jung Hoseok né? Eu realmente não sei do porquê de estar fazendo isso, mas só me deixa em paz tá bom, não quero confusão ou algo do tipo — disse o olhando séria.

— Quero agradecer pelo dia que me ajudou, só isso — disse ele agora também sério.

Suspirei, seria muita maldade minha escolher voltar no tempo e fingir que não vi ele caído no chão? Infelizmente me conheço o suficiente para saber que não seria capaz de fazer isso nunca.

— Só me fale 'obrigado', já está bom — disse arrumando a alça da minha mochila.

— Mas pra mim não é, vamos eu prometo que será só isso, se conhece os boatos sabe que prefiro outra coisa — dizia ele sorrindo maroto, me fazendo revirar os olhos.

 


Notas Finais


Vejo vocês na próxima?


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